Plantio de cana cria polêmica no RS
28/06 - 13:57

A apresentação de estudos com conclusões opostas sobre a viabilidade do plantio de cana-de-açúcar em larga escala no Rio Grande do Sul foi alvo de debates acalorados, na sexta-feira passada, em reunião na sede da Fepagro, na Capital.
Enquanto Emater, Embrapa Clima Temperado e Fepagro defendem a capacidade produtiva gaúcha, o Ministério da Agricultura (Mapa) e a Embrapa Solos apresentaram dados que indicam que o Estado teria número reduzido de locais aptos para o cultivo. Segundo a União, apenas uma parte da região central, próxima a Santa Maria, seria capaz de produzir em larga escala.
Os produtores gaúchos pretendem convencer o governo federal do contrário e incluir mais áreas do Estado no zoneamento da cana e, com isso, garantir acesso ao crédito oficial. As divergências devem estar novamente em debate em reunião, na primeira quinzena de julho, que contará com climatologistas que auxiliarão na análise dos critérios de avaliação. 'Temos casos de produtores que plantam comercialmente sem prejuízos', defendeu o deputado Luis Carlos Heinze, que teve o apoio do secretário da Agricultura, João Carlos Machado.
Ontem, representantes do ministério apresentaram mapa que demonstra, a partir de quesitos como temperatura, déficit hídrico, risco de perdas e produtividade mínima, que o RS tem 'pouquíssimas' regiões capazes de instalar lavouras de cana economicamente viáveis.
O coordenador-geral de açúcar e álcool do Mapa, Cid Caldas, ressaltou que o trabalho é preliminar, e sugestões poderão reverter esta idéia. O coordenador-técnico do Zoneamento da Cana, Celso Manzatto, disse que o clima é o problema do RS. 'Estamos avaliando mas, pelos critérios adotados, está praticamente inviabilizada a produção de cana para etanol.'
Correio do Povo
Preço da carne bovina deve prosseguir em alta 28/06 - 12:59
Da AE - A tendência de redução do número de abate de bovinos no País não será

revertida no curto prazo, afirmou na sexta o técnico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Octávio Costa de Oliveira, responsável pela pesquisa de produção animal divulgada pelo instituto.
Com a manutenção dessa tendência e dos problemas internacionais de abastecimento e aumento da demanda, a perspectiva é que os preços da carne bovina prossigam em alta.
Oliveira explicou que, em 2003, começou um abate excessivo de fêmeas no País, movimento iniciado pelo desestimulo dos criados diante dos baixos preços. O problema é que atualmente, mesmo com os preços elevados, o abate de fêmeas prossegue em alta, o que diminui a capacidade de reprodução do rebanho e reduz a oferta de bovinos.
No período de 1997 a 2002, de todos os bovinos abatidos, 32% eram vacas. Esse percentual chegou a 37% em 2003, saltou para 44% em 2006 e, no primeiro trimestre deste ano, estava em 45%. O problema, segundo ele, é que as reações na pecuária costumam ser mais lentas que a agricultura em geral, já que o tempo médio para abate é de 42 meses (ou 3,5 anos).
Diário do Grande ABC
Plano safra beneficia pequenos agricultores28/06 - 14:04
Duas novas linhas de crédito para a safra 2008/09, que ainda serão lançadas pelo governo federal, irão beneficiar diretamente pequenos agricultores e ainda auxiliar

na recuperação ambiental. As propostas seguem a atual política agrícola, mas são inéditas porque propõem a redução da taxa de juros, que deve ficar em 2% ao ano. Nos dois casos, o objetivo é contribuir para o aumento da produção de grãos e de bovinos, sem expandir o cultivo para regiões de preservação ambiental. Parte do Plano Agrícola e Pecuário foi anunciada na sexta-feira(27) passada pelo ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, que esteve em Londrina para participar da solenidade de comemoração dos 36 anos do Instituto Agronômico do Paraná.
O plano, em sua íntegra, será lançado na quarta-feira em Curitiba pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Stephanes, o financiamento para pequenos agricultores deve contribuir para o aumento de 5% a 6% na produção de grãos, o que trará um incremento de 150 milhões de toneladas já para a próxima safra. ''(A taxa de 2% ao ano) É negativa, convidativa para capitalização'', afirmou. Já o programa de recuperação de pastagens e áreas degradadas prevê uma melhor utilização de locais onde já existe a produção pecuária. A meta é aumentar, por exemplo, a área ocupada de bovinos de 0,6 cabeça por hectare para 1 ou 1,5 cabeça por hectare. Os detalhes de cada linha de crédito ainda estão sendo definidas pelo Ministério da Fazenda.
''A intenção do governo é impedir o desmatamento da Amazônia ou de áreas de preservação. Queremos aproveitar melhor as áreas que já estão disponíveis e que têm baixa produtividade'', disse Stephanes. Na sua avaliação, os planos Agrícola e Pecuário e de renegociação da dívida agrícola são estímulos aos produtores rurais para que aumentem o plantio. ''Já temos registrado recordes de produção e tudo indica que vamos bater mais um nesta safra'', salientou. Ele lembrou, no entanto, que os preços das commodities estão mais baixos do que os praticados na safra anterior, mas que isso se deve à baixa cotação do dólar, e que houve aumento nos custos dos insumos, o que encarece a produção.
''De qualquer forma os preços continuam estimulantes. A política agrícola nacional está em consolidação e na visão do governo vai levar os produtores a investir mais na produção'', disse o ministro. Na sua avaliação, o Brasil não está contribuindo para a alta dos preços dos alimentos por dois motivos: auto-suficiência da produção agrícola e de energia limpa. ''A pressão dos custos e a inflação estão chegando a todos os Países. (Os preços) Petróleo e outras matérias-primas estão subindo porque aumentou a demanda mundial, o que significa que a capacidade de oferta está menor do que o aumento do consumo e isto está pressionando os preços para cima'', comentou.
Além de uma produção maior, ele ainda lembrou que estão aumentando as exportações de sementes produzidas no Brasil. ''Tudo indica que os preços (dos alimentos) vão continuar em patamares altos. Talvez tenhamos leve redução nos preços do trigo e do arroz porque os estoques mundiais estão em leve recomposição'', afirmou. Este pequeno aumento, segundo ele, deve levar a uma estabilidade ou a um recuo tímido dos preços. ''É claro que uma queda de preços demora mais para chegar ao consumidor. As oscilações chegam mais rápido aos produtores'', disse.
Folha de Londrina
Autor: Fernanda Mazzini
Soja 07/08: Produtor segura grão para 2° semestre
30/06 - 00:00
Mariana Peres
A comercialização da safra 07/08 da soja mato-grossense vai sendo feita a passos lentos, como revela o 11º levantamento de comercialização da Agência Rural Commodities Agrícolas (AgRural).

Os dados mostram que os produtores estaduais seguram o pouco que resta desta temporada, na esperança de cotações ainda melhores nos próximos meses. Os negócios avançaram quatro pontos percentuais de maio para junho e chegaram a 92% da produção. O pequeno volume de negócios se explica pelo alto percentual comercializado de forma antecipada e já entregue ao comprador. E, por isso, quem tem o grão só pensa em vendê-lo no segundo semestre, na esperança por novos piques de preços.
Das cerca de 17,70 milhões de toneladas previstas para esta temporada, cerca de 1,4 milhão de toneladas aguarda negócios. Com isso, mais de 15 milhões de toneladas já não se encontram mais nas mãos dos produtores.
Geralmente, durante o segundo semestre os preços da soja no mercado internacional ficam mais voláteis em razão dos acontecimentos nas lavouras norte-americanas, que se encontram em estágio de desenvolvimento, portanto mais suscetíveis a problemas.
Mas, no balanço nacional da safra, a AgRural observa que os produtores resolveram aproveitar as últimas altas de preço da soja para negociar mais um pouco do grão.
De acordo com números, até 19 de junho, 81% da produção estava comercializado, avanço de oito pontos percentuais na comparação com o negociado em maio e 10 pontos à frente dos negócios realizados até essa mesma época de 2007. Entre os principais produtores, os estados que mais se destacaram foram o Mato Grosso do Sul e o foi o Rio Grande do Sul. Os sojicultores sul-mato-grossenses aproveitaram os bons preços, para avançar 14 pontos no índice de comercialização, que agora é de 80%.
Já os gaúchos negociaram 61% da produção, avanço de 11 pontos em relação a maio. Boa parte dessa evolução também se deu graças aos bons preços adotados durante essa semana, uma vez que a indicação para a soja no porto de Rio Grande chegou a R$ 56.
Em São Paulo, onde a comercialização vinha acontecendo a passos lentos, houve uma boa evolução (13 pontos) e os negócios agora somam 80% da produção. Em Minas Gerais, com 90% da produção comercializada, os produtores também estão preferindo segurar o grão.
No Nordeste e Norte, os estados que registraram os maiores avanços foram Bahia, que chegou a 85%, e Tocantins, que já tem 95% da produção comercializada.
Diário de Cuiabá
Safra 2008/09 começa amanhã, mas não há recursos no banco30/06 - 00:00
A safra 2008/09 começa oficialmente amanhã, mas só na quarta-feira é que o governo i

rá anunciar os recursos para o financiamento do plantio e a previsão é que o dinheiro demore, no mínimo, duas a três semanas para chegar ao banco - devido à burocracia. Isto não significa, no entanto, que estará nas mãos dos produtores, pois há ainda a pendência da renegociação do endividamento. Este é o ano em que o anúncio é feito mais tardiamente no atual governo. São esperados R$ 65 bilhões para o setor.
"A condição de o produtor acessar o recurso depende das emendas à MP da Renegociação, que vai ampliar o nível de adimplência", diz Carlos Sperotto, presidente da Comissão de Crédito Rural da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo ele, quem vai se beneficiar com o atraso na liberação dos recursos é o setor de fertilizantes. "Quanto mais tempo passa, mais caro fica o insumo", conclui.
Analistas de mercado acreditam que parte dos insumos já foi contratada. Segundo Carlos Cogo, diretor da Cogo Consultoria Agroeconômica, houve um agendamento grande de compra de adubos e fertilizantes. Ele lembra que, em média, essas negociações são feitas a juros duas a três vezes superiores aos nominais.
O diretor da Safras & Mercado, Flávio França Júnior, diz que as vendas de insumos para a soja, neste ano, estão 20% superioras a 2007 e a estimativa do setor é que, ao fechamento de 2008, fiquem 8% maiores. Segundo ele, parte desta diferença é o que deve estar sendo feito antecipadamente. França Júnior acrescenta que a demora na liberação dos recursos deve impactar no aumento dos custos, concentrando a aquisição dos insumos, além de o endividamento feito antecipadamente, teoricamente significa um juro mais alto.
Pelos dados do Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), as vendas de agrotóxicos, no primeiro quadrimestre deste ano, cresceram 15% na comparação com o mesmo período de 2007. "Mas isso não chega a ser um exagero, se comparado com 2004", afirma José Roberto da Ros, vice-presidente executivo do Sindag. De acordo com ele, 80% das vendas - que somam R$ 5 bilhões - são feitas com financiamento do setor, pois o agrotóxico é o último insumo que o produtor compra. "Quando chega no defensivo, não tem mais dinheiro oficial", diz. O sindicato ainda não tem previsão de quanto da safra 2008/09 já foi contratada.
"Além disso, no caso dos outros produtos, que não a soja, a dependência dos recursos do governo é maior. E, portanto, o atraso, mais prejudicial, pois muita gente, como o produtor de milho, começa a plantar mais cedo que a soja", afirma França Júnior. O sócio-diretor da RC Consultores, Fábio Silveira, diz que um atraso no liberação dos recursos não é uma boa notícia nem para o produtor, nem para o consumidor.
De acordo o economista, a demora na liberação do crédito pode impactar no tamanho da safra e o risco de a safra não ter um crescimento razoável retarda uma possível queda nos preços dos alimentos. "Portanto, haverá uma queda mais lenta na inflação".
"Quanto mais cedo sair o recurso, melhor para o produtor se programar", afirma Cogo. Na sua avaliação, por conta da queda nos depósitos à vista - exigibilidade bancária, em 2007 representou quase metade dos valores anunciados pelo governo - os juros subsidiados não devem ser suficientes nem para um terço da safra.
Cogo acrescenta ainda que, para compensar o aumento dos custos de produção - média de 30% - seriam necessários entre R$ 80 bilhões e R$ 100 bilhões - um acréscimo de 37% a 70% em relação a 2007, quando o estimado, por enquanto, é de 12% a mais. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Edilson Guimarães, diz que os valores ainda não estão definidos - a previsão é que hoje o Conselho Monetário Nacional (CMN) analise os votos agrícolas do plano.
Segundo ele, a queda nos depósitos à vista vai impactar, mas as estimativas iniciais é que não foi tão grande como se esperava. Guimarães diz ainda que o anúncio dia 2 de julho não vai trazer prejuízo ao produtor. "Ele contrata o financiamento com a norma vigente". Ou seja, se houver mudança na taxa de jurou ou no limite de crédito, quem quiser fazer a operação antes do tempo da burocracia entre o Banco Central e os agentes financeiros, pagará pelos valores da safra passada. "O que dá um pouco mais de trabalho é o de investimento, que a norma do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) demora mais", diz.
Por meio de sua assessoria, o Banco do Brasil, afirmou que as agências terão condições de atender as propostas após o anúncio.
Gazeta Mercantil
Autor: Neila Baldi
Soja: Sem tendência firme30/06 - 05:48
O preço da soja no mercado futuro encerrou a sexta-feira sem tendência definida.

Os contratos com vencimento mais próximo subiram, enquanto alguns dos papéis mais longos encerraram os negócios em queda.
Em relatório a ser apresentado hoje, o Departamento de Agricultura dos EUA deverá apresentar apenas uma pequena redução na área dedicada à soja na comparação com o relatório de março, segundo levantamento da agência Dow Jones Newswires.
Na bolsa de Chicago, os contratos de soja para agosto subiram 4,75 centavos de dólar, para US$ 15,79 por bushel. Os papéis para novembro caíram 2 cents, para US$ 15,5950 por bushel. Em Sorriso (MT), o preço da saca de 60 quilos subiu 4,52%, para R$ 43,90, segundo a Federação da Agricultura do Estado (Famato).
Valor Econômico
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