quinta-feira, 26 de junho de 2008

Polícia do DF investiga violência sexual na morte de índia Xavante de 16 anos da Aldeia São Pedro de Campinápolis MT

Adolescente xavante não falava nem andava e passava por tratamento por lesão no cerébro.Menina estava hospedada na Casa de Apoio à Saúde Indígena, mantida pela Funasa.

Do G1, em Brasília, com informações da TV Globo

Uma índia xavante de 16 anos morreu nesta quarta-feira (25) no Hospital Universitário de Brasília (HUB), em Brasília, sob suspeita de ter sofrido violência sexual. Segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a adolescente fazia tratamento no Hospital Sarah Kubitschek por ter uma lesão neurológica grave -ela não falava nem andava.

A menina chegou a Brasília com a mãe e uma tia no dia 28 de maio, vinda da Aldeia São Pedro, no município de Campinápolis, em Mato Grosso. Elas estavam hospedadas na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, a 45 km de Brasília. A Casai é mantida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), a Funasa informou que a índia teria sentido dores abdominais na madrugada da última terça-feira (24) e foi encaminhada pela manhã para o Hospital Universitário de Brasília (HUB). Ela morreu após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias no centro cirúrgico do hospital.

Segundo a assessoria de imprensa da Funasa, a informação da suspeita de violência sexual teria chegado via fax encaminhado pela direção do hospital. O HUB informou ao G1 que não comentará o caso por "princípios éticos". O laudo que pode apontar se a menina foi violentada deve sair até esta sexta-feira (27).

No entanto, segundo o delegado Antônio José Romeiro, que investiga o caso, o médico legista que examinou o corpo teria detectado que a menina pode ter sofrido abusos com um objeto pontiagudo de cerca de 40 centímetros, que perfurou o baço, o estômago e o diafragma da índia.

Segundo o delegado, as paradas cardiorrespiratórias teriam sido decorrentes de infecção generalizada provocada pelo uso do objeto pontiagudo. A agressão teria ocorrido 48 horas antes de ela chegar ao hospital.

De acordo com a fundação, 56 pessoas, entre pacientes e acompanhantes, estavam hospedadas na Casai no dia em que a menina teria supostamente sido violentada. A fundação revelou que 48 funcionários trabalham na casa, que tinha vigilância 24 horas por dia.

A Funasa encaminhou pedido à Procuradoria Geral da República para que avalie se a Polícia Federal deve investigar o caso, já que o suposto crime envolve indígena em área pública. A PF informou ao G1 que ainda não havia recebido nenhum pedido de investigação até as 17h desta quinta. Por Kassu/AGUABOANEWS

Jovem indígena foi vítima de violência sexual, afirma delegado

Última modificação em 26 de Junho de 2008 - 21h24


Karina Cardoso
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia

Brasília - O delegado-chefe da 2ª delegacia de polícia do Distrito Federal, Antônio José Romeiro, responsável pelas investigações do caso da jovem indígena que morreu ontem (25) no Hospital Universitário de Brasília (HUB), afirmou hoje (26) que a adolescente foi vítima de violência sexual.

“Ela realmente sofreu violência sexual que causou sua morte. Nós temos um caso de homicídio qualificado, além do estupro e do atentado violento”, afirmou Romeiro. A indígena Xavante, de 16 anos, morreu ao meio-dia de ontem (25) no HUB, após uma cirurgia. A adolescente teve duas paradas cardíacas e não resistiu. Segundo o delegado, a jovem sofreu perfuração no órgão genital e a cirurgia foi uma tentativa de reverter a situação.

O delegado garante, ainda, que o crime aconteceu dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A garota tinha lesão neurológica - não falava e se locomovia por meio de cadeira de rodas – e estava em Brasília para tratamento médico desde o dia 28 de maio. De acordo com o delegado, a Casai também será investigada. “Os exames indicam que o caso ocorreu entre 24 e 48 horas [antes da morte], período no qual ela se encontrava na Casa de Apoio", afirmou.

"Nós não temos nenhuma dúvida de que a violência ocorreu na Casa de Apoio, e é lá que vamos investigar”, completou. A Funasa informou, por meio de nota, que “na Casai, a Funasa mantém serviço de vigilância 24 horas. No dia que a indígena passou mal, haviam 56 pessoas entre pacientes e acompanhantes”. Por Kassu/AGUABOANEWS



Ùltima Atualização em 28/06/2008 as 09:30 - horas

Adolescente índia foi morta pela prória tia, segundo uma fonte da Funasa

Jorge Wamburg e Leandro de Souza
Repórteres da Empresa Brasil de Comunicação


Brasília - Está esclarecido o assassinato da índia Jaiya Xavante, 16 anos, que morreu na quarta-feira (25), no Hospital Universitário de Brasília: uma fonte da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou à TV Brasil que a adolescente foi morta pela própria tia, Maria Imaculada Xavante.

Maria Imaculada é uma das três irmãs casadas com o pai de Jaiya. Num acesso de ciúme do marido, ela empalou a jovem, ou seja, introduziu um vergalhão de ferro de aproximadamente 40 centímetros no órgão sexual da sobrinha.

A informação já é do conhecimento da Polícia Civil, que investigava o crime antes que a Polícia Federal assumisse o caso, a partir de hoje (27).

De acordo com informação obtida com exclusividade pela TV Brasil, o crime ocorreu por volta das 3h da manhã de quarta-feira, na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casi). Jaiya morreu sete horas depois no HUB, vítima de infecção generalizada. Ela teve baço, estômago e diafragma perfurados.

A autora do crime é inimputável por ser índia ou seja, não poderá ser presa e processada, de acordo com a fonte da Funasa que deu a informação à TV Brasil.

Jaiya estava em Brasília com a mãe, a tia e uma irmã, para tratamento das seqüelas de meningite sofrida na infância, que a deixaram muda e paralítica (locomovia-se em cadeira de rodas), devido a lesões neurológicas.

As três irmãs são casadas e vivem com o pai de Jaiya, conforme um costume tribal, informou a mesma fonte da Funasa. Ela não soube explicar, no entanto, o que provocou o ataque de fúria em Maria Imaculada, que acabou por assassinar a sobrinha. A própria mãe da jovem estaria tentando encobrir a autoria do crime praticado pela irmã.

Desde maio, Jaiya estava na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casi), localizada perto da cidade do Gama, para tratamento no Hospital Sarah Kubitschek. Ela morava com a família na aldeia São Pedro, no município de Campinápolis, em Mato Grosso, para onde o corpo foi trasladado hoje à tarde, depois de ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Brasília.

Postagem de Kassu/AGUABOANEWS

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