sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Resumo de Notícias Agrícolas / 28/11/2008

Agricultores conseguem suspender apreensão de máquinas e asseguram "nome limpo" até junho


por Aprosoja

O Tribunal de Justiça concedeu liminar à ação civil pública movida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) contra os bancos, atendendo dois pedidos cruciais para o setor: manter a posse das máquinas e equipamentos com os produtores e proibir a inclusão dos nomes dos inadimplentes nos serviços de proteção ao crédito até o dia 30 de junho de 2009. A liminar foi dada na tarde desta quinta-feira (27.11), pelo juiz José Zuquim Nogueira.

Com os dois pontos atendidos, os agricultores poderão dar continuidade à safra 2008/2009, que estava sob ameaça com as apreensões de máquinas e equipamentos que vinham ocorrendo desde o dia 14 de novembro em todo o estado.

Mesmo sendo uma decisão temporária, o presidente da Famato, Rui Prado, afirma que a determinação da Justiça mostra que é necessária uma flexibilização por parte do governo federal. “O agricultor tem interesse em regularizar a situação para que possa dar continuidade aos trabalhos”.

“A decisão da Justiça é extremamente importante porque Mato Grosso corria o risco de ter uma parada drástica na agricultura que, com certeza, afetaria profundamente a arrecadação e a geração de emprego e renda no estado”, afirma o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Ricardo Tomczyk.

A liminar determina a imediata exclusão dos nomes dos produtores, filiados ou sindicalizados à Famato, dos cadastros do SPC, Serasa e Cadin, assim como impede a inclusão de novos nomes nos serviços de proteção ao crédito por parte dos bancos.

Medida semelhante vale para as apreensões de máquinas e equipamentos. Os que já foram levados das propriedades terão que ser devolvidos e os produtores ficarão sendo os fiéis depositários dos mesmos. Novas ações de apreensões também estão proibidas.

As apreensões vinham ocorrendo em todas as regiões do estado. “Nos últimos 10 dias percorri 12 municípios para realizar palestras e reuniões com os produtores e constatei que o caos já estava instalado. A liminar concedida dará tranqüilidade para o agricultor retomar às atividades no campo”, afirma o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira.

Silveira lembra que 70% dos produtores no estado não conseguiram pagar os 40% das parcelas das operações de investimentos que vencem este ano até o dia 15 de outubro. A data limite expirou e a partir daí os bancos conseguiram mandados de busca e apreensão de máquinas e equipamentos dos inadimplentes.

A liminar não incluiu outros dois pedidos feitos na ação, que são a suspensão das ações de execuções em andamento e a ordem para que novas execuções não ocorram até o dia 30 de junho de 2009.


Goiás é a aposta para crescimento do País
27/11 - 13:57

Goiás é a grande aposta para o crescimento do País. Na condição de economia emergente, o Brasil tem que lutar para manter o crescimento apesar da crise mundial e, portanto, garantir que a infra-estrutura logística supere os obstáculos atuais para propiciar o escoamento da produção e o livre acesso aos portos. Nesse cenário, o Estado se destaca com a construção da Ferrovia Norte-Sul (FNS), que pode transformar Anápolis em grande centro logístico no coração do País. Além disso, desenvolvimento de fontes alternativas de combustíveis como o etanol colocam Goiás em evidência nas discussões nacionais sobre sustentabilidade.

No simpósio Desafios para um País Emergente: Infra-Estrutura e Logística no Brasil, realizado ontem no Senado, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) ressaltou a importância de propiciar debates capazes de permitir o estabelecimento de diretrizes para a infra-estrutura, que é "o grande desafio para manter o crescimento do País". O evento, uma iniciativa da Comissão de Serviços de Intra-Estrutura (CI), aborda temas de logística focados em energia elétrica, saneamento básico, meios de transporte e telecomunicações.

De acordo com o senador, o País precisa homogeneizar o sistema de transportes, que atualmente é mais desenvolvido no meio rodoviário, para baratear custos e atender com eficiência o escoamento da produção. "Ou começamos a ver o Brasil para além das convicções políticas e partidárias e traçamos planos de longo prazo, ou estaremos condenados ao exercício permanente de correr atrás do prejuízo que é efeito da falta de planejamento estratégico."

Marconi diz que a construção da FNS - aliada a outros projetos já finalizados ou em fase de construção - contribui para incrementar o sistema de transportes no País. De acordo com o senador, o trajeto que liga o Porto de Itaqui (MA) a Santa Fé do Sul (SP), juntamente com os trilhos que vão do Espírito Santo até o Rio de Janeiro, passando por Anápolis (GO) até Cruzeiro do Sul (fronteira com o Peru), tornarão o município goiano o grande centro logístico do País.

O seminário debate hoje assuntos como etanol, orçamento, telecomunicações e desenvolvimento tecnológico. Marconi defende que o desenvolvimento da infra-estrutura depende de, pelo menos, três aspectos cruciais: as políticas públicas e os investimentos públicos e privados, além da definição de marcos regulatórios, fundamentais para atrair divisas necessárias ao progresso tecnológico. "Esses fatores, aliados ao acesso ao crédito e ao financiamento, são os pilares da competitividade sistêmica, condição essencial para a inserção internacional de nossas empresas", argumentou.

Ações

No simpósio, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, pediu que o Legislativo aprofunde o debate sobre o que fazer para melhorar a infra-estrutura e o planejamento do País. Para ele, o Brasil deve se preparar para aproveitar a fase de bonança quando a crise econômica amenizar. "Diante da crise, não podemos nos encolher, mas temos que procurar enfrentá-la, pensando no que podemos fazer."

Também presente nos debates, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, disse que um dos entraves ao crescimento nacional está na carência de infra-estrutura, decorrente de poucos investimentos feitos nas últimas décadas. Entretanto, ele apontou que o setor de energia está avançando. Para exemplificar, ele citou as descobertas feitas pela Petrobras na camada pré-sal, dizendo que isso abriu novos horizontes para o País: "O Brasil poderá se transformar, nos próximos dez anos, num país exportador de petróleo."

Diário da Manhã
Autor: Marcelle Alves


Arroba do boi tem cotação máxima de R$ 85 a arroba ontem
27/11
Alessandra Carvalho

Em Mato Grosso do Sul apenas duas empresas abriram as compras na manhã desta quarta-feira (26) com a maior cotação da arroba do boi rastreado no valor de R$ 85 a arroba, para pagamento a prazo. Para a carne da vaca o preço máximo está cotado a R$ 78 a arroba, a prazo.

Em Anastácio o frigorífico Independência, não esta comprando a arroba do boi e da vaca à vista, somente a prazo, sendo que a arroba do boi rastreado é comprada a R$ 84 e a fêmea R$ 77 a prazo.

Em Bataguassu o frigorífico Marfrig, não esta comprando a arroba do boi e da vaca à vista, somente a prazo, sendo que a arroba do boi rastreado é comprada a R$ 85 e a fêmea R$ 78 a prazo.

Sendo que, as empresas frigoríficas Bertin de Navirai o frigorífico Friboi e o frigorífico Independência de Nova Andradina, não esta comprando no período da manhã.

Midiamaxnews


Perda no campo de SC é de R$ 415 milhões
28/11

Entidades ligadas ao setor agropecuário catarinense começam a colocar na ponta do lápis as perdas decorrentes das chuvas que arrasaram o Estado. Levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) aponta um prejuízo preliminar de R$ 415,5 milhões referentes a perdas em nove culturas. Além das lavouras de feijão e arroz, que contabilizaram as maiores perdas em valores, a produção de hortifrutigranjeiros do cinturão verde da Grande Florianópolis foi totalmente arrasada e a produção de mel e cebola caiu pela metade.

A lavoura que acumula o maior prejuízo, de R$ 124 milhões, é a de feijão. Dos 70 mil produtores do Estado, 80% foram atingidos e a produção prevista de 150 mil toneladas já registra quebra de 50%, ou seja, 75 mil toneladas de feijão deixarão de ser colhidas nesta safra. Conforme relatório elaborado pelos técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepa), esta atividade é bastante suscetível ao excesso de chuvas, que prejudica o desenvolvimento, além de aumentar a incidência de doenças.

No segundo lugar do ranking das perdas aparece a cebola. De acordo com a Faesc, dos 18 mil produtores em atividade em SC, 100% foram afetados e a produção estimada em 400 mil toneladas terá quebra de 50%, o que representa um prejuízo de R$ 100 milhões. A safra de arroz terá quebra de 15%, o que significa que 165 mil toneladas serão perdidas e o prejuízo será de R$ 96 milhões. A produção de trigo estimada em 250 mil toneladas, nesta safra, terá perda de 20% e R$ 23 milhões.

A produção de fumo pode alcançar um prejuízo de R$ 48 milhões. De acordo com a Epagri/Cepa, o fumo não foi comprometido somente pelo excesso de água. As perdas são acumulativas e decorrentes das insistentes chuvas e também pela falta de luminosidade. Por conta disso, a cultura não se desenvolveu como o esperado e sua qualidade está comprometida (fumo muito leve, com poucas folhas). Parte da cultura em desenvolvimento vegetativo ainda pode ser parcialmente recuperada, com tratos culturais e um reforço na adubação de cobertura, acreditam os produtores agrícolas.

Outros R$ 12,5 milhões serão perdidos pelos produtores de mel e a safra de 5 mil toneladas terá quebra de 50%. Os 75 mil produtores de leite também terão prejuízos estimados em R$ 6 milhões, pois a perda é de 10% da produção diária. Na bovinocultura de corte a perda estimada é de R$ 5 milhões.

Informações da Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa) apontam que 100% dos produtores de hortaliças foram afetados pelas chuvas e as perdas devem chegar a 80%, somando prejuízos de cerca de R$ 1 milhão.

As culturas de soja e milho, que não apresentam perdas significativas, começam a preocupar os produtores pela seca nas demais regiões do Estado onde não chove há 15 dias. "O quadro é grave para a agricultura como um todo. Onde não há excesso, há falta de chuva. Nesse momento é muito difícil calcular o valor real do rombo, mas sabemos que é muito dinheiro", diz o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri.

Embarques perdidos

Sem fluxo de navios registrados desde a última sexta-feira no porto de Itajaí, o agronegócio que por ali circula também já amarga prejuízos. Com a interrupção das operações do complexo portuário de Itajaí (SC), a Perdigão - em parceria com armadores que executam o transporte das exportações da empresa - remanejou suas operações de embarque para outros portos. Pelo menos temporariamente, são os portos de São Francisco do Sul (SC), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) que vão embarcar os volumes negociados pela empresa no mercado internacional. A Perdigão já exportava por estes portos, porém de maneira complementar.

Os dias perdidos em virtude da tragédia climática e a nova rota, sinônimo de nova logística, deve fazer com que os volumes embarcados no mês de novembro fiquem abaixo das previsões iniciais da companhia. Perdas que a empresa espera reverter já no próximo mês com a nova estratégia de exportação.

Em comunicado à imprensa, a Perdigão informou que "nenhuma das unidades industriais da no Estado, concentradas na região Oeste, sofreram danos materiais que exigissem a interrupção de suas atividades. Todas estão operando normalmente".

O bloqueio das principais estradas que compõem a malha viária catarinense, devido às quedas de barreiras, também demandaram um redirecionamento logístico em "busca de rotas alternativas. Dessa forma, foi possível garantir os deslocamentos de cargas com produtos fabricados em Santa Catarina para todas as centrais de distribuição no país", informou a assessoria. Parte dos funcionários da empresas estão trabalhando nos resgates das vítimas da tragédia.

Ajuda alimentar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve entregar esta semana 708 toneladas de alimentos aos catarinenses, volume equivalente a 32.540 cestas básicas, além de outras 54 toneladas de feijão e 42 mil litros de leite.

Já foram distribuídas mais de 288 toneladas de alimentos em 12.540 cestas básicas - 5 mil da Superintendência Regional da Conab em Santa Catarina e outras 7.540 enviadas pelo Rio Grande do Sul. Mais 420 toneladas de alimentos armazenados na unidade da estatal em Herval do Oeste devem ser transferidos para o município de São José, na grande Florianópolis.

A Conab já enviou 54 toneladas de feijão do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para Itajaí e Blumenau. Os 42 mil litros de leite longa vida também serão doados via PAA. A estatal explica que o leite foi incluído excepcionalmente nestas doações, face à falta de água potável para consumo, necessária à diluição do leite em pó.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Juliana Wilke e Gilmara Botelho)

Gazeta do Povo
Gazeta Mercantil


Sobra em SC e falta no Sudoeste: agricultores preocupados
28/11
Deonir Spigosso

Pato Branco – Se a menos de 500km as chuvas causaram estragos incalculáveis em Santa Catarina, no sudoeste do Paraná a falta dela começa a preocupar agricultores com possíveis perdas na produção. Embora não ultrapasse 20 dias sem precipitações pluviométricas na região, o forte sol e o estágio de determinadas culturas estão prejudicando o desenvolvimento natural.

Por ser um mês tradicionalmente chuvoso, a pouca umidade deixa produtores em alerta, já que fizeram um dos plantios mais caros dos últimos anos e com pouca previsão de preços atrativos para a safra. A expectativa é que volte a chover no domingo, como apontam alguns institutos de meteorologia.

Alguns produtores fazem previsões nada otimistas e algumas culturas já apresentam sinais de quebra na produtividade, principalmente no feijão. Sensível ao calor intenso, o feijão das águas – que chega ser cômico em sua denominação – perde o desempenho de crescimento e de carga de vagens, comprometendo ainda a qualidade do grão nas restantes. É cedo para estimar possível quebra na produção, mas segundo o engenheiro-agrônomo da Coasul em São João, Jonevil Pompeu, tem agricultor falando em Proagro. “O feijão não está segurando a flor e isso refletirá em baixa produção. Se não chover até o final de semana teremos problemas sérios”, alertou Pompeu.

Diário do Sudoeste



MT e GO arrematam 64,48% do leilão de PEP de milho
28/11 - 00:00

O leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para milho comercializou ontem 64,48% da oferta total de 223 mil toneladas, ou 143.798 toneladas.

O maior interesse pelo subsídio do governo foi registrado no Mato Grosso, Estado onde a logística dificulta o escoamento e, por isso, os preços estão mais pressionados. Foi arrematado prêmio para 97.048 das 100 mil toneladas oferecidas no Mato Grosso, ou 97,05%. Goiás, que sofre a concorrência dos preços praticados no Estado vizinho, arrematou prêmio para 46.740 toneladas das 60 mil toneladas oferecidas, ou 77,90%. Não houve interesse pelas 60 mil toneladas do Mato Grosso do Sul nem pelas 3 mil toneladas de Rondônia.

Para o Mato Grosso, o PEP era de R$ 2,82 a saca, para Goiás, de R$ 1,80 a saca, para o MS, de R$ 1,08 a saca e para Rondônia, de R$ 1,14 a saca. Em troca da subvenção, o comprador do milho deve pagar ao produtor um preço mínimo, que no caso do Mato Grosso e de Rondônia, é de R$ 11,04 a saca. O milho negociado deve ser escoado para outros Estados, com exceção das Regiões Centro-Oeste, Sul, Sudeste e os Estados de Pará, Rondônia, Piauí e Maranhão.

Também hoje foi realizado leilão de prêmio de risco (Prop), com oferta de 2 mil contratos de 27 toneladas de milho do Mato Grosso. Foi arrematado prêmio equivalente a 879 contratos, ou 43,95% do total. Para receber a subvenção, o arrematante deve pagar pelo milho o valor de R$ 14,52 a saca e escoar o produto para a região Nordeste, o norte de Minas ou o Espírito Santo.

Para o produto com origem na região norte do Estado do Mato Grosso, o prêmio era de R$ 1.890,00 por contrato ou R$ 4,20 por saca para a Região Nordeste e R$ 1.242,00 por contrato ou R$ 2,76 por saca para o norte do Estado de Minas Gerais ou para o Estado do Espírito Santo. Para o produto com origem na região sul do Estado do Mato Grosso, o Prop era de R$ 1.080,00 por contrato ou R$ 2,40 por saca para a Região Nordeste e R$ 432,00 por contrato ou R$ 0,96 por saca para o norte do Estado de Minas Gerais ou para o Estado do Espírito Santo.

Trigo

O aumento do valor do subsídio do governo para a transferência do trigo da região Sul para os Estados do Nordeste não fez crescer o interesse pelo leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) realizado hoje. Foi arrematado prêmio para 40 mil das 100 mil toneladas de trigo oferecidas, sendo 70 mil toneladas do Rio Grande do Sul e 30 mil toneladas do Paraná. E apenas trigo gaúcho foi negociado.

O valor do subsídio subiu de R$ 152 para R$ 178 a tonelada. No Paraná, o setor produtivo estima que somente um prêmio superior a R$ 180 a tonelada pode estimular moinhos do Nordeste a comprar o trigo nacional, já que a Argentina oferta o cereal a preços competitivos e com menor custo de frete.


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