segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ônibus capota e pelo menos quatro morrem em GO

Vítimas estavam em coletivo que seguia para São Miguel do Araguaia.
Acidente ocorreu na madrugada desta segunda.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Anhanguera

Pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas em um acidente na madrugada desta segunda-feira (30), na GO-164, entre as cidades de Goiás e Faina. As vítimas estavam em um ônibus que fazia a linha Goiânia-São Miguel do Araguaia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o coletivo capotou. Ambulâncias já foram encaminhadas para o local e participam do resgate.

Edição Kassu/AGUABOANEWS

Fim de semana de goleadas pela 2ª Divisão do Estadual de Futebol

Aldair José dos Santos

Na rodada deste domingo pelo Campeonato Mato-grossense de Futebol da 2ª Divisão, surpresa para a goleada do Nova Xavantina sobre o Ação, em pleno estádio Presidente Dutra (Dutrinha), em Cuiabá. O time do interior do estado goleou o Ação por 5 a 0. O time de Xavantina vinha de duas derrotas consecutivas. Com os três pontos conquistados o time se iguala ao Ação que vinha de uma vitória e uma derrota.

A rodada dupla do Dutrinha também teve Cáceres e Palmeiras. O resulatdo foi 1 a 1. O Mato-grossense da Segunda Divisão vai classificar dois times para a 1ª Divisão do Estadual de 2009 e o Palmeiras parece determinado a voltar para a elite do futebol Mato-grossense. O time que tinha seis pontos, agora chegou aos sete e se mantém firme na liderança.

Já o Cáceres que tinha três pontos conquistados na única partida que disputou, pulou para quatro pontos após o empate deste domingo.

Santo Antônio do Leverger

Em Santo Antônio do Leverger o time da casa recebeu a forte equipe de Chapada dos Guimarães e foi goleado dentro de casa por 4 a 1. O Santo Antônio do Leverger começou vencendo a partida por 1 a 0. O time de Chapada empatou logo depois, mas o jogo ficou empatado até os 30 minutos do segundo tempo. Nos quinze minutos finais Chapada marcou três gols e fechou a goleada.

Postagem Kassu/AGUABOANEWS

Índios não acreditam na suspeita de envolvimento da tia em morte de menina xavante


Brasília - O líder indígena Hiparidi Top' tiro diz que não faz parte da cultura xavante matar pessoas com deficiência física.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Redação TVCA
29/6/2008 - 13:39:00

A equipe de reportagem do site da TV Centro América conversou há pouco com indígenas da região de Campinápolis (658 quilômetros distante de Cuiabá), onde morava a adolescente xavante Jaiya Pewewiio Tfiruipi Xavante (16). Ela morreu em Braslia, na quarta-feira (25) em circunstâncias que ainda não foram totalmente esclarecidas pela polícia.

Toda a aldeia ainda está de luto. O choro pela morte da menina deve durar uma semana, de acordo com informações que vieram da aldeia. Nem mesmo o chefe da Fundação Nacional do índio - Funai - em Campinápolis, Adriano Tfererawawau Xavante, foi à aldeia acompanhar o enterro da sobrinha. Ele explicou que este é um momento de muita tristeza para toda a aldeia, que possui aproximadamente 400 índios. "É um momento de profunda tristeza, os índios estão recolhidos e de luto. Este é um momento só deles. Não posso interferir nessa hora. É só choro que está acontecendo lá. Talvez, na semana que vem eu irei visitá-los e conversar com eles", comentou Adriano.

A informação que veio da aldeia é que os índios não estão acreditando na informação divulgada desde ontem, onde Imaculada Conceição, tia da adolescente aparece como suspeita do crime. Imaculada é uma das três irmãs casadas com Pedro Tfiruipi Xavante, o pai da adolescente morta. Os índios já conversaram com a mãe e a tia da menina, e também já ouviram uma testemunha. Essa testemunha seria uma enfermeira indígena que também estava na Casa de Saúde Indígena - Casai, em Brasília, no mesmo quarto em que estavam Jaiya, a mãe dela e a tia. As duas cuidavam da menina em Brasília.



Uma das unidades da Casa de Saúde do índio, onde morava a jovem indígena que morreu no dia (25) no Hospital Universitário de Brasília (HUB) - Antônio Cruz/ABr.

A enfermeira, que também é xavante, teria contado aos índios que não viu nada de anormal na Casai. Todas as mulheres índias estavam juntas o tempo todo, não havia homens no local, e que não foi observada qualquer violência contra a menina. Para os índios, até o momento, a suspeita sobre a tia não procede.

Na semana que vem as famílias devem se reunir na aldeia para conversar e tentar entender o que aconteceu em Braslia. As famílias de xavantes são constituídas por integrantes de dois clãs: Os owawe, que significa rio, e os porezaono, que quer dizer girino. Os casamentos são formados por uma mistura entre os dois clãs. O costume que vem dos antepassados tem como objetivo proporcionar estabilidade e entendimento na aldeia. Por isso, todos os problemas são resolvidos durante as reuniões. Como os dois clãs estão ligados por laços familiares entre mulheres, maridos, genros, tios, avós e avôs, acabam buscando o entendimento quando há um atrito na aldeia. Os mais velhos são os líderes, responsáveis por encaminhar o diálogo, formalizar o acordo e cobrar de cada um a sua responsabilidade diante do que ficou acordado.

No caso da menina Jaiya, a mãe é do clã owawe e o pai porezaono. Essa mistura de clãs também está ligada ao ritual funeral. Integrantes de um clã não enterram os mortos do mesmo clã. O enterro é realizado pelo outro clã. No caso da Jaiya, o pai não fez o enterro. Essa tarefa ficou para homens do clã oposto ao do pai. Eles fizeram a sepultura, enterraram o corpo e agora atuam no papel de confortar a família durante esta semana de luto. A cruz na sepultura também será colocada pelo clã oposto ao do pai, nesta semana.

O mistério que envolve a morte da menina

Vítima de meningite na infância, a menina ficou com seqüelas neurológicas que a deixaram muda e paralítica (locomovia-se em cadeira de rodas). Desde o mês de maio ela estava na capital federal, onde hospedava na Casa de Saúde do Índio - Casai, localizada perto da cidade do Gama (DF). O tratamento era feito no Hospital Sarah Kubitschek. A polícia tenta esclarecer os motivos e descobrir o suspeito da morte da adolescente, que ocorreu na quarta-feira (25).

A menina foi levada com fortes dores abdominais para o Hospital Universitário de Brasília. Após ser atendida pelos médicos, foi submetida a uma cirurgia, mas sofreu duas paradas cardíacas durante o procedimento. De acordo com os médicos e também a polícia, que já começou as investigações, a adolescente foi vítima de abuso sexual. Um objeto introduzido nela teria perfurado vários órgos internos, provocando uma infeção generalizada.

Este é o grande desafio das investigações. Identificar quem foi o autor do crime, os motivos de tamanha crueldade contra uma adolescente deficiente e em que local ocorreu, já que os índios teriam dúvidas sobre o que aconteceu na Casai.




Índia xavante morta em Brasília é enterrada no interior de MT


Redação TVCA


28/06/ as 14:02:00 hs

O enterro do corpo da índia xavante, que morreu na quarta-feira (25), em Brasília, após duas paradas cardíacas, ocorreu neste sábado, às 11h, na cidade de Campinápolis (658 quilômetros de Cuiabá). Tia da menina é apontada como suspeita de cometer o crime.

A adolescente Jaira Xavante foi enterrada na aldeia São Pedro, onde ela morava. A aldeia está localizada a 70 quilômetros do município. Aproximadamente 400 índios moram no local.

"A menina era muito querida na aldeia. Os irmãos dela, os pais, familiares e toda a aldeia está muito triste", explicou o coordenador do escritório da Funai, em Campinápolis, Adriano Tfererawawau, que é tio da moça.

Adriano também informou que o pai da menina, Pedro Tfiruipi Xavante, e a mãe dela, Carmelita Xavante ainda não decidiram quando e onde irão prestar depoimento sobre o caso.


Jaira Xavante morreu após duas paradas cardíacas durante cirurgia no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Ela estava na capital federal desde o dia 28 de maio para tratamento médico. A menina tinha lesão neurológica, seqüela de uma meningite que sofreu na infância.

A jovem foi encaminhada às pressas para o hospital após suspeita de ter sofrido violência sexual. A suspeita é de que o crime ocorreu na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), em Brasília, onde a menina estava hospedada para tratamento de saúde na companhia da mãe, da tia e de uma irmã.

No fim da noite de ontem, pórem, um elemento novo surgiu. Uma fonte da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou à TV Brasil - televisão pública do Governo Federal - que a adolescente foi morta pela própria tia Maria Imaculada Xavante.

Maria Imaculada é uma das três irmãs casadas com o pai de Jaiya. Num acesso de ciúme do marido, ela empalou a jovem, ou seja, introduziu um vergalhão de ferro de aproximadamente 40 centímetros no órgão sexual da sobrinha. A informação já é do conhecimento da Polícia Civil, que investigava o crime antes que a Polícia Federal assumisse ontem o caso.

A autora do crime é inimputável por ser índia.Ou seja: não poderá ser presa e processada, de acordo com a fonte da Funasa que deu a informação à TV Brasil.


Postagem de Kassu/AGUABOANEWS

30/06/2008 - Seleção de Notícias Agrícolas

Plantio de cana cria polêmica no RS

28/06 - 13:57
A apresentação de estudos com conclusões opostas sobre a viabilidade do plantio de cana-de-açúcar em larga escala no Rio Grande do Sul foi alvo de debates acalorados, na sexta-feira passada, em reunião na sede da Fepagro, na Capital.

Enquanto Emater, Embrapa Clima Temperado e Fepagro defendem a capacidade produtiva gaúcha, o Ministério da Agricultura (Mapa) e a Embrapa Solos apresentaram dados que indicam que o Estado teria número reduzido de locais aptos para o cultivo. Segundo a União, apenas uma parte da região central, próxima a Santa Maria, seria capaz de produzir em larga escala.

Os produtores gaúchos pretendem convencer o governo federal do contrário e incluir mais áreas do Estado no zoneamento da cana e, com isso, garantir acesso ao crédito oficial. As divergências devem estar novamente em debate em reunião, na primeira quinzena de julho, que contará com climatologistas que auxiliarão na análise dos critérios de avaliação. 'Temos casos de produtores que plantam comercialmente sem prejuízos', defendeu o deputado Luis Carlos Heinze, que teve o apoio do secretário da Agricultura, João Carlos Machado.

Ontem, representantes do ministério apresentaram mapa que demonstra, a partir de quesitos como temperatura, déficit hídrico, risco de perdas e produtividade mínima, que o RS tem 'pouquíssimas' regiões capazes de instalar lavouras de cana economicamente viáveis.

O coordenador-geral de açúcar e álcool do Mapa, Cid Caldas, ressaltou que o trabalho é preliminar, e sugestões poderão reverter esta idéia. O coordenador-técnico do Zoneamento da Cana, Celso Manzatto, disse que o clima é o problema do RS. 'Estamos avaliando mas, pelos critérios adotados, está praticamente inviabilizada a produção de cana para etanol.'

Correio do Povo


Preço da carne bovina deve prosseguir em alta

28/06 - 12:59
Da AE - A tendência de redução do número de abate de bovinos no País não será revertida no curto prazo, afirmou na sexta o técnico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Octávio Costa de Oliveira, responsável pela pesquisa de produção animal divulgada pelo instituto.

Com a manutenção dessa tendência e dos problemas internacionais de abastecimento e aumento da demanda, a perspectiva é que os preços da carne bovina prossigam em alta.

Oliveira explicou que, em 2003, começou um abate excessivo de fêmeas no País, movimento iniciado pelo desestimulo dos criados diante dos baixos preços. O problema é que atualmente, mesmo com os preços elevados, o abate de fêmeas prossegue em alta, o que diminui a capacidade de reprodução do rebanho e reduz a oferta de bovinos.

No período de 1997 a 2002, de todos os bovinos abatidos, 32% eram vacas. Esse percentual chegou a 37% em 2003, saltou para 44% em 2006 e, no primeiro trimestre deste ano, estava em 45%. O problema, segundo ele, é que as reações na pecuária costumam ser mais lentas que a agricultura em geral, já que o tempo médio para abate é de 42 meses (ou 3,5 anos).

Diário do Grande ABC


Plano safra beneficia pequenos agricultores

28/06 - 14:04
Duas novas linhas de crédito para a safra 2008/09, que ainda serão lançadas pelo governo federal, irão beneficiar diretamente pequenos agricultores e ainda auxiliar na recuperação ambiental. As propostas seguem a atual política agrícola, mas são inéditas porque propõem a redução da taxa de juros, que deve ficar em 2% ao ano. Nos dois casos, o objetivo é contribuir para o aumento da produção de grãos e de bovinos, sem expandir o cultivo para regiões de preservação ambiental. Parte do Plano Agrícola e Pecuário foi anunciada na sexta-feira(27) passada pelo ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, que esteve em Londrina para participar da solenidade de comemoração dos 36 anos do Instituto Agronômico do Paraná.

O plano, em sua íntegra, será lançado na quarta-feira em Curitiba pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Stephanes, o financiamento para pequenos agricultores deve contribuir para o aumento de 5% a 6% na produção de grãos, o que trará um incremento de 150 milhões de toneladas já para a próxima safra. ''(A taxa de 2% ao ano) É negativa, convidativa para capitalização'', afirmou. Já o programa de recuperação de pastagens e áreas degradadas prevê uma melhor utilização de locais onde já existe a produção pecuária. A meta é aumentar, por exemplo, a área ocupada de bovinos de 0,6 cabeça por hectare para 1 ou 1,5 cabeça por hectare. Os detalhes de cada linha de crédito ainda estão sendo definidas pelo Ministério da Fazenda.

''A intenção do governo é impedir o desmatamento da Amazônia ou de áreas de preservação. Queremos aproveitar melhor as áreas que já estão disponíveis e que têm baixa produtividade'', disse Stephanes. Na sua avaliação, os planos Agrícola e Pecuário e de renegociação da dívida agrícola são estímulos aos produtores rurais para que aumentem o plantio. ''Já temos registrado recordes de produção e tudo indica que vamos bater mais um nesta safra'', salientou. Ele lembrou, no entanto, que os preços das commodities estão mais baixos do que os praticados na safra anterior, mas que isso se deve à baixa cotação do dólar, e que houve aumento nos custos dos insumos, o que encarece a produção.

''De qualquer forma os preços continuam estimulantes. A política agrícola nacional está em consolidação e na visão do governo vai levar os produtores a investir mais na produção'', disse o ministro. Na sua avaliação, o Brasil não está contribuindo para a alta dos preços dos alimentos por dois motivos: auto-suficiência da produção agrícola e de energia limpa. ''A pressão dos custos e a inflação estão chegando a todos os Países. (Os preços) Petróleo e outras matérias-primas estão subindo porque aumentou a demanda mundial, o que significa que a capacidade de oferta está menor do que o aumento do consumo e isto está pressionando os preços para cima'', comentou.

Além de uma produção maior, ele ainda lembrou que estão aumentando as exportações de sementes produzidas no Brasil. ''Tudo indica que os preços (dos alimentos) vão continuar em patamares altos. Talvez tenhamos leve redução nos preços do trigo e do arroz porque os estoques mundiais estão em leve recomposição'', afirmou. Este pequeno aumento, segundo ele, deve levar a uma estabilidade ou a um recuo tímido dos preços. ''É claro que uma queda de preços demora mais para chegar ao consumidor. As oscilações chegam mais rápido aos produtores'', disse.

Folha de Londrina
Autor: Fernanda Mazzini


Soja 07/08: Produtor segura grão para 2° semestre
30/06 - 00:00

Mariana Peres

A comercialização da safra 07/08 da soja mato-grossense vai sendo feita a passos lentos, como revela o 11º levantamento de comercialização da Agência Rural Commodities Agrícolas (AgRural).

Os dados mostram que os produtores estaduais seguram o pouco que resta desta temporada, na esperança de cotações ainda melhores nos próximos meses. Os negócios avançaram quatro pontos percentuais de maio para junho e chegaram a 92% da produção. O pequeno volume de negócios se explica pelo alto percentual comercializado de forma antecipada e já entregue ao comprador. E, por isso, quem tem o grão só pensa em vendê-lo no segundo semestre, na esperança por novos piques de preços.

Das cerca de 17,70 milhões de toneladas previstas para esta temporada, cerca de 1,4 milhão de toneladas aguarda negócios. Com isso, mais de 15 milhões de toneladas já não se encontram mais nas mãos dos produtores.

Geralmente, durante o segundo semestre os preços da soja no mercado internacional ficam mais voláteis em razão dos acontecimentos nas lavouras norte-americanas, que se encontram em estágio de desenvolvimento, portanto mais suscetíveis a problemas.

Mas, no balanço nacional da safra, a AgRural observa que os produtores resolveram aproveitar as últimas altas de preço da soja para negociar mais um pouco do grão.

De acordo com números, até 19 de junho, 81% da produção estava comercializado, avanço de oito pontos percentuais na comparação com o negociado em maio e 10 pontos à frente dos negócios realizados até essa mesma época de 2007. Entre os principais produtores, os estados que mais se destacaram foram o Mato Grosso do Sul e o foi o Rio Grande do Sul. Os sojicultores sul-mato-grossenses aproveitaram os bons preços, para avançar 14 pontos no índice de comercialização, que agora é de 80%.

Já os gaúchos negociaram 61% da produção, avanço de 11 pontos em relação a maio. Boa parte dessa evolução também se deu graças aos bons preços adotados durante essa semana, uma vez que a indicação para a soja no porto de Rio Grande chegou a R$ 56.

Em São Paulo, onde a comercialização vinha acontecendo a passos lentos, houve uma boa evolução (13 pontos) e os negócios agora somam 80% da produção. Em Minas Gerais, com 90% da produção comercializada, os produtores também estão preferindo segurar o grão.

No Nordeste e Norte, os estados que registraram os maiores avanços foram Bahia, que chegou a 85%, e Tocantins, que já tem 95% da produção comercializada.

Diário de Cuiabá


Safra 2008/09 começa amanhã, mas não há recursos no banco

30/06 - 00:00
A safra 2008/09 começa oficialmente amanhã, mas só na quarta-feira é que o governo irá anunciar os recursos para o financiamento do plantio e a previsão é que o dinheiro demore, no mínimo, duas a três semanas para chegar ao banco - devido à burocracia. Isto não significa, no entanto, que estará nas mãos dos produtores, pois há ainda a pendência da renegociação do endividamento. Este é o ano em que o anúncio é feito mais tardiamente no atual governo. São esperados R$ 65 bilhões para o setor.

"A condição de o produtor acessar o recurso depende das emendas à MP da Renegociação, que vai ampliar o nível de adimplência", diz Carlos Sperotto, presidente da Comissão de Crédito Rural da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo ele, quem vai se beneficiar com o atraso na liberação dos recursos é o setor de fertilizantes. "Quanto mais tempo passa, mais caro fica o insumo", conclui.

Analistas de mercado acreditam que parte dos insumos já foi contratada. Segundo Carlos Cogo, diretor da Cogo Consultoria Agroeconômica, houve um agendamento grande de compra de adubos e fertilizantes. Ele lembra que, em média, essas negociações são feitas a juros duas a três vezes superiores aos nominais.

O diretor da Safras & Mercado, Flávio França Júnior, diz que as vendas de insumos para a soja, neste ano, estão 20% superioras a 2007 e a estimativa do setor é que, ao fechamento de 2008, fiquem 8% maiores. Segundo ele, parte desta diferença é o que deve estar sendo feito antecipadamente. França Júnior acrescenta que a demora na liberação dos recursos deve impactar no aumento dos custos, concentrando a aquisição dos insumos, além de o endividamento feito antecipadamente, teoricamente significa um juro mais alto.

Pelos dados do Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), as vendas de agrotóxicos, no primeiro quadrimestre deste ano, cresceram 15% na comparação com o mesmo período de 2007. "Mas isso não chega a ser um exagero, se comparado com 2004", afirma José Roberto da Ros, vice-presidente executivo do Sindag. De acordo com ele, 80% das vendas - que somam R$ 5 bilhões - são feitas com financiamento do setor, pois o agrotóxico é o último insumo que o produtor compra. "Quando chega no defensivo, não tem mais dinheiro oficial", diz. O sindicato ainda não tem previsão de quanto da safra 2008/09 já foi contratada.

"Além disso, no caso dos outros produtos, que não a soja, a dependência dos recursos do governo é maior. E, portanto, o atraso, mais prejudicial, pois muita gente, como o produtor de milho, começa a plantar mais cedo que a soja", afirma França Júnior. O sócio-diretor da RC Consultores, Fábio Silveira, diz que um atraso no liberação dos recursos não é uma boa notícia nem para o produtor, nem para o consumidor.

De acordo o economista, a demora na liberação do crédito pode impactar no tamanho da safra e o risco de a safra não ter um crescimento razoável retarda uma possível queda nos preços dos alimentos. "Portanto, haverá uma queda mais lenta na inflação".

"Quanto mais cedo sair o recurso, melhor para o produtor se programar", afirma Cogo. Na sua avaliação, por conta da queda nos depósitos à vista - exigibilidade bancária, em 2007 representou quase metade dos valores anunciados pelo governo - os juros subsidiados não devem ser suficientes nem para um terço da safra.

Cogo acrescenta ainda que, para compensar o aumento dos custos de produção - média de 30% - seriam necessários entre R$ 80 bilhões e R$ 100 bilhões - um acréscimo de 37% a 70% em relação a 2007, quando o estimado, por enquanto, é de 12% a mais. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Edilson Guimarães, diz que os valores ainda não estão definidos - a previsão é que hoje o Conselho Monetário Nacional (CMN) analise os votos agrícolas do plano.

Segundo ele, a queda nos depósitos à vista vai impactar, mas as estimativas iniciais é que não foi tão grande como se esperava. Guimarães diz ainda que o anúncio dia 2 de julho não vai trazer prejuízo ao produtor. "Ele contrata o financiamento com a norma vigente". Ou seja, se houver mudança na taxa de jurou ou no limite de crédito, quem quiser fazer a operação antes do tempo da burocracia entre o Banco Central e os agentes financeiros, pagará pelos valores da safra passada. "O que dá um pouco mais de trabalho é o de investimento, que a norma do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) demora mais", diz.

Por meio de sua assessoria, o Banco do Brasil, afirmou que as agências terão condições de atender as propostas após o anúncio.

Gazeta Mercantil
Autor: Neila Baldi


Soja: Sem tendência firme

30/06 - 05:48
O preço da soja no mercado futuro encerrou a sexta-feira sem tendência definida. Os contratos com vencimento mais próximo subiram, enquanto alguns dos papéis mais longos encerraram os negócios em queda.

Em relatório a ser apresentado hoje, o Departamento de Agricultura dos EUA deverá apresentar apenas uma pequena redução na área dedicada à soja na comparação com o relatório de março, segundo levantamento da agência Dow Jones Newswires.

Na bolsa de Chicago, os contratos de soja para agosto subiram 4,75 centavos de dólar, para US$ 15,79 por bushel. Os papéis para novembro caíram 2 cents, para US$ 15,5950 por bushel. Em Sorriso (MT), o preço da saca de 60 quilos subiu 4,52%, para R$ 43,90, segundo a Federação da Agricultura do Estado (Famato).

Valor Econômico

Seleção de Notícias Agrícolas por Kassu/AGUABOANEWS /com Agrolink

domingo, 29 de junho de 2008

Galindo é confirmado vice no 'chapão' de Wilson Santos

29/06/2008 às 09:50
O deputado estadual Chico Galindo, do PTB, foi confirmado como o candidato a vice-prefeito na chapa do prefeito Wilson Santos, do PSDB, segundo informaram fontes ligadas a ambas as lideranças, agora há pouco. Por telefone, Galindo apenas limitou-se a informar que "aceitou o convite e a missão".

A vaga de vice de Wilson era cobiçada pelos líderes do próprio PSDB, os quais defendiam chapa pura porque sabem do potencial do prefeito como candidato ao governo do Estado nas eleições gerais de 2010. Todavia, a chapa pura foi duramente rechaçada na tarde de ontem por líderes do PTB e do PPS, que inclusive ameaçaram romper com o prefeito caso a tese prosperasse.

Em verdade, o martelo pró-Galindo foi batido por volta da 23h30 do sábado, quando os tucanos cederam aos apelos dos líderes partidárias da base aliada. O PSDB tinha na manga como candidatos o médio Kamil Fares, presidente da Unimed de Cuiabá, a deputada federal Thelma de Oliveira e o advogado Ussiel Tavares, presidente da sigla tucana na capital.

Galindo tinha o apoio da maioria esmagadora dos partidos aliados e seu nome ganhou fôlego nas discussões após o deputado federal Valtenir Pereira, do PSB, ter recusado o "convite" de Santos para ser o candidato a vice.

Em verdade, a proposta partiu do próprio Valtenir, que exigiu um convite público para ser o vice de Santos, fato que ocorreu na semana passada. Mesmo assim, Valtenir aceitou a pressão de sua base e recuou do convite que ele próprio fizera ao prefeito para selar uma composição.

Da Redação - Marcos Coutinho/postagem Kassu/AGUABOANEWS

sábado, 28 de junho de 2008

Implantação de frigorífico de ovinos prevê R$ 15 mi de investimentos em MT

Da Assessoria Diário de Cuiabá

Uma nova proposta de investimento em produção rural foi apresentada ao Governo de Mato Grosso nesta sexta-feira (27). O grupo Cordeiros do Sul, empresa de frigoríficos com sede no Rio Grande do Sul, mostrou interesse em negócios na região Sul do Estado. O coordenador do MT Regional, José Aparecido dos Santos (Cidinho), presente na audiência com o governador Blairo Maggi, adiantou que a iniciativa prevê investimentos iniciais de cerca de R$ 15 milhões.

O grupo irá montar no Estado um frigorífico de ovinos, para o abate especificamente de cordeiros (carneiros jovens). “Uma das carnes mais diferenciadas na Europa”, acrescentou um dos diretores do Cordeiros do Sul, Carlos Alberto Souza Macedo. O engenheiro responsável pelo projeto, Fernando Martins, revelou que a meta é dar início à implantação do projeto no município de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá) em dentro de 30 ou 60 dias.

O coordenador do MT Regional lembrou que Mato Grosso tem hoje grandes investimentos na área de bovinocultura e suinocultura, praticadas há muito tempo, e que produção em ovinocultura com abate de carneiros jovens é uma proposta diferente. Segundo ele, os investimentos vem somar ao trabalho do Governo do Estado na verticalização da produção. “Mais uma diversificação da economia no Estado de Mato Grosso”, destacou Cidinho.

Para o Estado, disse ainda o coordenador, o projeto é importante, porque vai gerar emprego e renda, e também possibilitar que milhares de pequenos produtores de toda região Sul possam ser inseridos nessa cadeia; no fornecimento dos cordeiros que serão abatidos no frigorífico. Dos investimentos iniciais, R$ 5 milhões estão previstos para aplicação nessa integração, “no fornecimento de reprodutores, e matrizes”, completou.

O frigorífico terá capacidade de abater 900 cabeças/dia. A previsão inicial de empregos diretos é de mais de 150 funcionários, considerando uma planta para atingir 10% de uma demanda provável. Mas, o engenheiro revelou ainda que já está se estudando uma segunda linha com cálculo de 600 empregos indiretos, junto com programa de integração do produtor e do pequeno produtor rural.

“Uma proposta interessante. O Governo já se prontificou, junto à Prefeitura de Rondonópolis, a fornecer todas as informações que eles precisam para vir para o Estado”, informou Cidinho.

Participaram também da audiência com o governador, o prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, entre outros diretores do Cordeiros do Sul.

Postagem Kassu/AGUABOANEWS

Sem-terra paraguaio defende reforma agrária, mesmo em terras de brasileiros

Líder camponês afirma que invasões de fazendas independem da nacionalidade dos donos.Questão fundiária no Paraguai influencia idéia de suposto 'imperialismo brasileiro' .


Dennis Barbosa
Especial para o G1, em São Paulo


O Paraguai deve fazer a reforma agrária, passando por cima dos latifundiários, sejam eles paraguaios, brasileiros ou de qualquer outra nacionalidade. Nisto acredita Luis Aguayo, secretário-geral da Mesa Coordenadora Nacional de Organizações Camponesas (MCNOC) do Paraguai, que no momento mantém 28 fazendas invadidas pelo país, e que apóia o presidente eleito Fernando Lugo.

O Paraguai tem forte presença de brasileiros e descendentes, os chamados brasiguaios, muitos deles proprietários de fazendas. Este é mais um fator, ao lado da polêmica sobre a renegociação do Tratado de Itaipu, que leva parte dos paraguaios a acreditar que o Brasil exerça imperialismo em seu país.

A renegociação do tratado, por meio do qual o Brasil e o Paraguai construíram e operam conjuntamente a hidrelétrica, foi uma das principais bandeiras da campanha eleitoral do ex-bispo Fernando Lugo, presidente eleito em abril que assume o cargo em 15 de agosto. Lugo afirma que o Paraguai espera receber um "preço justo" pela energia que lhe corresponde na usina, mas que vende ao Brasil por não aproveitá-la.

O “imperialismo brasileiro”, ao qual já houve referências até no principal diário do país, o "ABC Color", levou a cenas como a queima, no mês passado, da bandeira do Brasil em manifestação camponesa no departamento de San Pedro, onde a questão fundiária é latente. Parte dos brasiguaios, por sua vez, tem se armado para resistir contra eventuais invasões.

Mesmo com a vitória de Lugo, aMCNOC continua incentivando a ocupação de propriedades, em vez de aguardar que o novo presidente dê início à reforma agrária. Em entrevista ao G1, Luis Aguayo afirmou que “as ocupações são um movimento de luta que deve continuar até que se encaminhe um canal institucional que viabilize a reforma agrária no país”.

Segundo o líder sem-terra, as atuais ocupações são "pré-assentamentos". Aguayo espera que elas “se constituam como escolas de formação política e organizativa, de discussão dos modelos de assentamento, de produção e de capacitação técnica”.

Em maio, trabalhadores rurais de San Pedro anunciaram que preparavam a ocupação de 70 propriedades de agricultores brasileiros que cultivam soja. Eles acusavam os fazendeiros de destruir bosques e contaminar o ambiente com produtos químicos ilegais.

Antes, em março, em episódios para os quais não havia provas imediatas de ligação com movimentos camponeses, um fazendeiro brasileiro foi morto a tiros por desconhecidos em emboscada numa estrada do departamento de San Pedro, e um grupo armado incendiou um depósito com máquinas e equipamentos agrícolas de um produtor brasileiro de soja no departamento de Concepción.

O fazendeiro era acusado de fumigar seus cultivos com produtos não permitidos, e atribuiu a ação a camponeses que o denunciaram em várias ocasiões. No local do incêndio, havia papéis com a mensagem "terra para os camponeses paraguaios, aqueles que matam o povo com agrotóxicos pagarão desta maneira".

Bandeira
Sobre o episódio da queima da bandeira do Brasil por sem-terra no departamento de San Pedro, Aguayo afirmou que “respeita a decisão dos companheiros”. “Mas também discordo, porque a bandeira de um país não representa só os corruptos, os latifundiários, os mafiosos, mas representa também o povo honesto, democrático, patriota”.

A ocupação de terras de brasiguaios, afirma Aguayo, não tem relação com o fato de seus proprietários terem origem estrangeira. “Não estamos fazendo uma luta em uma linha racista. Pelo contrário, nós fazemos parte de uma grande coordenação latino-americana e mundial através da Cloc (Coordenação Latino-americana de Organizações do Campo)”, disse, reforçando que mantém “laços fraternos” com os sem-terra brasileiros.

“Nós exigimos que se respeite a Constituição, que fala claramente da reforma agrária e da incorporação dos trabalhadores no processo de desenvolvimento. No Paraguai o problema não é a falta de leis, mas sua aplicação. Sucessivos governos só se interessaram em utilizar o Estado para roubar, saquear e favorecer um pequeno grupo de privilegiados”, comentou Aguayo. No entanto, mesmo com a chegada de Fernando Lugo ao poder, o líder camponês não espera uma reforma agrária veloz. “Rapidamente não será feita, mas poderá se iniciar”, espera.

Edição Kassu/AGUABOANEWS

Morador de rua passa em concurso do BB e assume cargo em julho

Ubirajara Gomes da Silva passou na 136ª posição, entre 171 classificados para Recife.Ele carregava pasta com cópias de apostilas e provas e estudava em praças e bibliotecA.


Marta Cavallini
Do G1, em São Paulo


Ubirajara diz que prestou cinco concursos em dois anos (Foto: Diário de Pernambuco)

Enquanto vivia de fazer bicos e pedir esmola, Ubirajara Gomes da Silva, de 27 anos, passou quase um ano carregando pelas ruas do Recife uma folha de papel dobrada com o comprovante de classificação no concurso do Banco do Brasil.

Neste mês, foi convocado para assumir o cargo de escriturário, cujo salário inicial é de R$ 942,90, mais gratificação de 25%.

Silva ficou na 136ª posição, entre 171 classificados para trabalhar no Recife.

A aprovação no concurso não significa apenas um emprego para ele. Morador de rua há 12 anos, Silva finalmente vai realizar o desejo de ter um lar.

Nas últimas semanas, ele tem vivido dias de "celebridade" nas ruas da capital pernambucana e também no site de relacionamentos Orkut – quase 400 recados foram postados em seu perfil com saudações pela conquista e votos de boa sorte, principalmente de candidatos a concursos.

Mas como um morador de rua tem um perfil no Orkut? Silva diz que costuma usar computadores em bibliotecas públicas e lan-houses que cobram preços baixos pelo uso. “Eu escolho entre comer ou acessar a internet”, conta.

Foi pela rede mundial de computadores que ele leu o edital do concurso, conseguiu material de estudo e trocou informações com outros candidatos. E foi também pela internet, em setembro do ano passado, que ele ficou sabendo que havia sido classificado no concurso. A boa notícia veio três dias antes de ele completar 27 anos.

O concurso teve mais de 19 mil candidatos inscritos. A prova, realizada em agosto do ano passado, tinha 150 questões – ele acertou 116. Mas antes de tentar entrar no Banco do Brasil ele já havia prestado quatro concursos nos últimos dois anos – sempre para o cargo de auxiliar administrativo, de nível médio.

“As pessoas me diziam para prestar para cargos de nível fundamental, mas eu sabia que podia tentar para nível médio”, diz.

Silva sempre carregava uma pasta cheia de cópias de apostilas e provas anteriores e estudava em praças e bibliotecas.

Silva diz que fugiu da casa onde morava com a avó materna e quatro irmãos aos 15 anos. Ele estava na 6ª série, em 1995. Em 2001, decidiu voltar a estudar e recebeu diploma de ensino médio após ser aprovado no supletivo. Ele diz que passou a ler até três jornais diários de grande circulação por dia, além de livros sobre economia, um de seus assuntos preferidos.

Silva pensa em fazer universidade. Suas preferências são pelos cursos de ciências contábeis, economia e administração. “Esses cursos podem ajudar bastante o trabalho no banco”, diz.

Há até alguns dias atrás, Silva vivia na esquina da rua da Amizade com rua das Pernambucanas, no bairro das Graças, perto da região central de Recife. Agora, um amigo que ele conheceu pela internet ofereceu abrigo em sua casa até que ele consiga uma casa para morar.

Esse mesmo amigo, que também passou em um concurso público, mas ainda não foi chamado, pagou a parte de uma dívida de Silva para limpar o nome dele no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), uma das exigências especificadas nos editais do BB para que os candidatos possam assumir o cargo. A outra parte do empréstimo Silva parcelou em 60 vezes e pretende pagar com o salário que passará a receber.

De acordo com o Banco do Brasil, se Silva fizer todos os exames médicos necessários e providenciar toda documentação até a semana que vem, ele assumirá o cargo de escriturário no dia 7 de julho, no Centro de Operações do BB, localizado no bairro Recife Antigo. Silva afirma que fará cabelo e barba e irá vestido com a roupa nova que ganhou de amigos.

Postagem de Kassu/AGUABOANEWS

Policia Federal apreende couro de animais silvestres em extinção

A Policia Federal em Barra do Garças apreendeu no ultimo dia 25 (quarta-feira), cinco couros de jaguatirica (Leopardus pardalis) e um couro de onça parda (Puma concolor).

Os couros estavam em um anexo da sede da fazenda Maria Luiza, localizada no município de Novo São Joaquim MT.

O Núcelo de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimonio Histórico da delegacia de Barra do Garças (MT) está fazendo diligencias no sentido de apurar quem abateu os animais e se os couros eram objeto de comércio ou tráfico internacional.

Oportuno lembrar que os felinos em questão estão ameaçados de extinção e são protegidos pela convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagem em Perigo de Extinção, da qual o Brasil é signatário.

Fonte Notícia dos Municípios/Postagem de Kassu/AGUABOANEWS

*O Povo de Ribeirão Cascalheira estão de Luto: Acidente mata Bruno filho de Adario Carneiro e Rúbens "Rubão" Marques

Antonio Borges Neto/Netão - Mais duas pessoas morreram tragicamente em um acidente na tarde desta quarta-feira (25), no trecho entre Aragarças e Bom Jardim de Goiás, na BR-158. A saída de pista seguido de capotamento aconteceu por volta das 15: horas, no quilômetro 13, próximo ao local onde quatro pessoas de uma mesma família perderam a vida no ultimo domingo (22).

As vítimas estavam em uma caminhonete Mitsubishi placa MKR de Rio Verde-GO e se deslocava para a cidade de Ribeirão Cascalheira na região do Baixo Araguaia.

Segundo a unidade do Corpo de Bombeiros que esteve no local, os indícios aponta que o motorista da caminhonete, o agropecuarista e vice-presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Cascalheira, Rubens Marques de Moraes, de 70 anos, trafegava em alta velocidade quando perdeu o controle da direção e saiu do asfalto.

Ele e o jovem Bruno Carneiro Dantas, de 19 anos, filho do presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Cascalheira, e pré-candidato a prefeito Adário Carneiro Filho (DEM), morreram no local. Os dois se deslocavam de Goiânia após o agropecuarista ter passado por uma bateria de exame cardiológico.

De acordo com testemunhas que passavam pelo local, Rubão como era conhecido, perdeu o controle da direção já no acostamento, não conseguiu controlar o veículo e invadiu uma extensa faixa de escape às margens da rodovia. Pelos rastros deixados no local, os dois ocupantes da caminhonete foram arremessados fora da cabine e tiveram mortes instantâneas. O corpo do agropecuarista ficou cerca de 30 metros de distância de onde aconteceu o acidente.

Na série de capotagem, o vazamento de combustível provocou um grande incêndio que provocou a perda total do automóvel, antes das chamas se alastrarem, populares que passavam pelo local ainda conseguiram tirar o corpo do jovem Bruno já sem vida das imediações e estenderam na margem da rodovia para evitar ser carbonizado pelas chamas.

A viatura de resgate do Corpo de Bombeiros chegou rápido ao local do acidente, porém, nada pode fazer a não ser acionar a unidade de combate a incêndio para controlar as chamas que se alastravam pela vegetação rasteia. “Infelizmente, tudo leva a crer que a imprudência foi à causa de mais esse trágico acidente”, disse um dos bombeiros.

Amigos do agropecuarista, como o presidente do Sindicato Rural de Barra do Garças, Vilmondes Tomain e o empresário Crispim, da Agrobrasil Produtos Agropecuários, estiveram na BR-158 param prestar assistência ao resgate dos corpos. “O Rubens é um velho amigo de longas datas. Possui propriedades em Rio Preto, Barretos, em São Paulo e em Ribeirão Cascalheira. É uma perda lastimável”, disse Vilmondes, bastante transtornado.

Segundo o empresário Crispim da Agrobrasil, seu amigo Rubão como era chamado pelos produtores rural do Vale do Araguaia estava com uma pescaria marcada com alguns amigos de Barra do Garças para o próximo final de semana em sua propriedade rural de nome Fazenda Marruá no município de Ribeirão Cascalheira.

DESCASO - A falta de um Instituto Médico Legal (IML) em Aragarças e uma equipe de médicos legistas voltou a provocar mais uma vez uma cena lamentável. Os corpos do agropecuarista Rubens Moraes e do jovem Bruno tiveram que permanecerem no local do acidente até por volta das 20: horas para ser removido para Iporá para ser examinado pelos peritos e em seguida retornar para Barra do Garças para que as funerárias pudessem preparar os corpos.

Fonte Notícia dos Municípios/*Postagem e Título de Kassu/AGUABOANEWS

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Abertas as inscrições para a formação de agentes educadores socioambientais

Já estão abertas as inscrições para a Formação de Agentes Socioambientais Educadores da Bacia do Xingu no Mato Grosso. As fichas dos candidatos podem ser entregues no Instituto Socioambiental (ISA), em Canarana, e nas secretarias de educação de Água Boa, Campinápolis, Canarana, Gaúcha do Norte, Ribeirão Cascalheira e Querência. Apenas professores das redes pública e privada dos seis municípios poderão participar.



A formação faz parte do projeto Governança Florestal nas Cabeceiras do Xingu, uma iniciativa da campanha 'Y Ikatu Xingu, e vai acontecer em Canarana, em três oficinas e dois periodos entremódulos, de julho de 2008 a julho de 2009. A primeira oficina está marcada para o dia 21/7. As inscrições encerram-se no dia 26 de junho. Estão sendo oferecidas 45 vagas.

O objetivo da formação é criar e potencializar iniciativas e projetos que aliem conservação e recuperação dos recursos naturais para a Bacia do Xingu no Mato Grosso com a valorização de ações locais e da cultura agroflorestal. Quatro componentes básicos serão trabalhados com os formandos: aspectos da percepção do papel do educador na escola e na comunidade; aspectos educacionais voltados à questão ambiental, social e cultural da região; desenvolvimento de exercícios de habilidades sociais, práticas educativas, vivências e iniciativas socioambientais; sistemas agroflorestais e restauração florestal como alternativa para o processo educativo.

Para obter mais informações e entregar sua ficha de inscrição, entre em contato:

Secretaria local do projeto - Instituto Socioambiental (ISA)

Escritório de Canarana - (66) 3478-3491 / luciana@socioambiental.org / crisvelasquez@socioambiental.org / R. Redentora, 362, Centro, Canarana (MT) / CEP.: 78640-000

Secretarias Municipais de Educação

Água Boa: (66) 3468-1909

Campinápolis: (66) 3437-1562

Canarana: (66) 3478-1600

Gaúcha do Norte: (66) 3582-1233

Querência: (66) 3529-1218

Ribeirão Cascalheira: (66) 3489-1934


Edição:Kassu/AGUABOANEWS

“Parada ambiental” marca Dia do Meio Ambiente em Canarana (MT)

Alunos dão informações sobre tratamento de lixo e expõem materiais desenvolvidos em sala de aula sobre temas ambientais. Motoristas aprovaram iniciativa.

Por Oswaldo Braga de Souza, do ISA

Cerca de 200 alunos de dez escolas realizaram uma “parada ambiental” no Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, como parte do I Festival Municipal de Sementes de Canarana (MT), cerca de 800 quilômetros a nordeste de Cuiabá. Foram distribuídas 1,3 mil sacolinhas de lixo para carros aos motoristas que passavam em frente à Câmara Municipal, na principal avenida da cidade. Os estudantes falaram sobre a data, orientaram as pessoas a não jogar o lixo na rua e como tratá-lo adequadamente.

Estudantes conversaram com motoristas sobre temas ambienttais. Foto: Luciana Akeme S. M. Deluci/ISA

“Ouvimos vários elogios das pessoas que passavam. Além do entusiasmo, as escolas trouxeram materiais sobre temas ambientais que foram desenvolvidos em sala de aula. A atividade superou em muito nossas expectativas”, comemorou a secretária de Agricultura e Meio Ambiente do município, Eliane Felten. Ela ficou tão surpresa com o engajamento dos estudantes e com a receptividade dos motoristas que pretende distribuir no ano que vem mais 2,5 mil sacolinhas na mesma data.

Alunos elaboraram cartzes e desenhos sobre temas ambientais que foram expostos durante a parada. Foto: Luciana Akeme S. M. Deluci/ISA

As sacolinhas foram disponibilizadas pela secretaria, pela Associação dos Representantes de Defensivos Agrícolas do Vale do Araguaia (Ardava) e pela empresa Agroamazônia, que comercializa insumos agrícolas e tem desenvolvido atividades de educação ambiental com produtores rurais e comunidade, como palestras sobre o uso racional de defensivos, o correto acondicionamento e encaminhamento das embalagens desses produtos.

Maioria dos motoristas foi receptiva e aprovou a iniciativa. Foto: Luciana Akeme S. M. Deluci/ISA

“Achei uma forma muito interessante de conscientizar as pessoas. A maioria das pessoas interessou-se. Muitos pediram sacolinhas”, avaliou Kelyn Patrícia Kuhn, 15, estudante do 2º ano do ensino médio do Colégio Minas.

“A princípio, os meninos ficaram um pouco tímidos. Depois se entusiasmaram. Alguns motoristas acharam que queríamos alguma coisa em troca. Ofereceram dinheiro. Depois que dávamos a sacolinha e explicávamos o objetivo da ação, eram muito receptivos”, informou Luciano Weber, professor de Biologia, Química e Ciências do Colégio Minas. Ele levou 15 de seus alunos, de várias idades e séries para participar do “pedágio ambiental”. Weber considera uma atividade como essa, que envolve os estudantes, é muito importante porque permite que eles entrem em contato com o tema ambiental ao mesmo tempo em que tentam conscientizar a comunidade. “Todo o planeta carece de iniciativas como essa, que fazem pensar sobre os problemas ambientais”.

Alunos da Associação de Pais dos Excepcionias (Apae) de Canarana também participaram do "pedágio ambiental". Foto: Luciana Akeme S. M. Deluci/ISA

O Festival de Sementes de Canarana faz parte da campanha ‘Y Ikatu Xingu e está sendo promovido pela prefeitura, por meio das secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente e de Educação, em parceria com Instituto Socioambiental (ISA) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e do Instituto HSBC de Solidariedade.

Eliane Felten: atividade superou expectativas. Foto: Oswaldo Braga de Souza/ISA

Deste mês até outubro, as quatorze escolas do município, entre públicas e particulares, num total de cerca de quatro mil alunos, deverão coletar sementes de espécies nativas para abastecer o viveiro municipal, sensibilizar a comunidade sobre a temática ambiental e incentivar o aprendizado sobre o Cerrado e suas matas de beira de rio.

Os alunos que se destacarem deverão participar de passeios no campus da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso), em Nova Xavantina, e em áreas de recuperação e trilhas ecológicas, em Canarana. A escola que se sobressair também receberá um conjunto de livros sobre meio ambiente para sua biblioteca. O viveiro está fornecendo mudas a uma série de projetos de reflorestamento da campanha ‘Y Ikatu Xingu, de proteção e recuperação das nascentes e matas ciliares da Bacia do Xingu no Mato Grosso. As mudas também ficarão à disposição da comunidade.


Ação é parte do Festival de Sementes de Canarana, que está envolvendo escolas numa coleta comunitária de sementes e em diversas atividades pedagógicas.

Foto: Oswaldo Braga de Souza/ISA/Postagem de kassu/AGUABOANEWS

Está aberta a 3ª EXPONARA de Confresa. Maior Exposição de Pequenos Produtores do Brasil.

Foi aberta oficialmente a maior exposição do Brasil destinada aos produtores da reforma agrária. Num clima de festa milhares de pessoas compareceram a primeira noite de festa que trouxe, para os palcos do parque de exposição, a dupla consagrada nacionalmente Di Paulo e Paulino.

Com um público considerado muito bom em função de ser meio de semana e das distâncias entre os municípios vizinhos, a primeira noite serviu também para a comemoração daqueles que acreditam na Exponara desde sua primeira edição e estavam com saudades do evento.

A Exponara é considerada por seus organizadores com algo muito além das festas e dos shows que são trazidos para o evento. A Exposição nasceu da necessidade de oferecer aos milhares de assentados da reforma agrária e de muitos produtores familiares uma maneira de trazer orientação, informação e tecnologia.

O grande trabalho com esse público acontece na Exponara durante todo o dia, palestrantes e integrantes de diversos órgãos do governo interagem com o público através de grandes reuniões. Daí saem as diversas alternativas para a concretização da sustentabilidade dos produtores.

Foi através de encontros realizados em anos anteriores que as Associações conseguiram com o Governo Federal recursos para a construção de escolas, PSFs, recuperação de pontes e estradas. As cifras passam de R$ 29 milhões, diretamente entregues as Associações, que supervisionam a aplicação de cada centavo empregado nestas obras.

Este ano participam do evento integrantes do MT Regional, uma ação do Governo Estadual para regionalizar suas ações e apoiar as atividades econômicas sustentáveis de cada uma das 15 regiões do estado.

O MT Regional agregou-se a iniciativas do Governo Federal que através do "Territórios da Cidadania” também busca tornar eficiente uma série de ações conjuntas de diversos Ministérios.

Sem dúvida é a Exponara é o grande momento para que a população participe e entenda como tudo isso funciona.

Outro assunto que não podia deixar de ser tratado entre os pequenos produtores é a questão ambiental, principalmente depois de Confresa ter sido incluída na lista do Decreto 6.321 que identifica os municípios que supostamente mais desmataram, e por isso determina uma série de retaliações.

Este também é o momento de se produzir um documento contestando as ações ambientais contra os produtores, principalmente aqueles que estão sob a tutela do INCRA, órgão federal também encrencado com as questões ambientais impostas pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo IBAMA.

Fonte: Luciano Silveira/Jornal O Parlamento/Edição Kassu?AGUABOANEWS

Carga de trabalho dos caminhoneiros é excessiva

Foto Divulgação


O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso, José Pedro dos Reis, defendeu, em audiência pública, uma regulamentação para o setor de transporte de cargas. Segundo ele, trata-se de um setor complexo e com muitas distorções.

O procurador disse que os empresários com quem vem conversando afirmam que não desejam explorar os caminhoneiros, mas isso acaba acontecendo porque o setor trabalha sob concorrência feroz. José Pedro dos Reis observou que a carga de trabalho dos caminhoneiros é excessiva e configura muitas vezes a condição de trabalho escravo, podendo acarretar punições ao empregador.

"Ambos são vítimas do sistema", disse.

O procurador falou em audiência para debater as condições de trabalho, salário, saúde e segurança dos motoristas de meios de transporte coletivo e de cargas em geral na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Antes, o presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, criticoua responsabilização da categoria dos caminhoneiros pelos acidentes nas estradas brasileiras.

"Procura-se de toda forma transformar o motorista de caminhão em grande vilão, um irresponsável que sai pelas rodovias, provocando acidentes e matando pessoas, e não tínhamos até então a oportunidade de esclarecer bem esses fatos".

Segundo ele, em vez de responsabilizar de forma genérica os caminhoneiros, importa identificar os exatos focos dos problemas, divulgar para a sociedade e trabalhar para a adoção de medidas corretivas. Uma das dificuldades é a remuneração dos trabalhadores do setor por produtividade, o que obriga o caminhoneiro a longas jornadas. Esse problema, explicou, está particularmente associado ao grupo de motoristas comissionados, contratado por proprietários de veículos de carga que entram na atividade, mas não são donos de empresa.

"Esse, sim, usa arrebite [droga para manter-se acordado]. Ele vai fazer de tudo, pois ganha por comissão e o frete é baixo".por Redação/Agência Senado

Edição Kassu/AGUABOANEWS

MPE de Juína MT investiga uso irregular de diárias na Câmara de vereadores

Foi instaurado o Procedimento Administrativo n.º 009/2007, para apuração do uso irregular das diárias dos vereadores de Juína pela a 1.ª Promotoria Cível da comarca, pelo titular promotor de Justiça Marcelo dos Santos Alves Corrêa.

Após a oitiva de todos os vereadores e do responsável pelo departamento financeiro da Câmara, constatou-se o uso abusivo das diárias e falta da comprovação da aplicação correta dos valores recebidos a título de indenização dos gastos.

A Promotoria Cível firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com os vereadores que culminou com a edição da Lei n.° 1024/2008, que regulamenta o valor e a forma de pagamento das diárias dos vereadores de Juína e dá outras providências.

A partir da publicação da referida lei os valores das diárias foram modificados com alguma redução, bem como os vereadores deverão comprovar mediante recibos e notas fiscais os gastos realizados com diárias. Por fim, a própria Lei já prevê punição administrativa em caso de descumprimento de suas disposições.

Fonte MPE/MT - Por Kassu/AGUABOANEWS

Cuiabá é única cidade de MT a receber o prêmio Prefeito Amigo da Criança

"Este é o maior prêmio nacional dado aos municípios brasileiros no tocante às políticas públicas em favor da criança", afirmou o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, durante a entrega do prêmio "Prefeito Amigo da Criança", concedido pela Fundação Abrinq.

A solenidade foi realizada hoje (26-06), à tarde, no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, em Brasília. De acordo com o gestor cuiabano o prêmio foi conquistado devido o trabalho da equipe de governo e parceiros.

"Foi um trabalho focado em resultados, pois o futuro se constrói no presente", concluiu.

O prefeito Wilson Santos esteve acompanhado em Brasília pelo articulador do programa "Prefeito Amigo da Criança" em Cuiabá, Natalício Menezes. O prêmio foi entregue pelo presidente da Fundação Abrinq, Carlos Antonio Tilkian.

Do total dos 2.263 municípios do país avaliados, somente 132 foram reconhecidos por priorizar as crianças e adolescentes em suas políticas públicas, na gestão 2005-2008. Cuiabá ficou entre as sete cidades da região Centro-Oeste e a única de Mato Grosso a ser homenageada. Ela também foi classificada entre as 10 capitais brasileiras com mais ações destinadas ao atendimento de crianças e adolescentes.

O "Prefeito Amigo da Criança" é um programa que convoca prefeitos, instituições públicas e privadas, líderes e dirigentes de todos os municípios brasileiros para assumirem o compromisso de criar políticas públicas de proteção integral a crianças e adolescentes.

Os municípios são avaliados durante quatro anos pela Fundação Abrinq, em parceria com o Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), Ministérios e Organizações Não Governamentais (ONGs).

Desde que foi criado, em 1996, esta é a primeira vez que um município de Mato Grosso é premiado. "Depois de quatro anos de avaliação, Cuiabá recebe o prêmio pela primeira vez e isso é um honra para mim", observou o prefeito. "Essa premiação só irá aumentar a responsabilidade de fazer mais pelas crianças", completou.

Para a avaliação dos municípios foram utilizados três eixos: Educação, Saúde e Proteção Social.

Dentre os itens de aprovação de Cuiabá estão o aumento expressivo de crianças nas creches e pré-escolas; a redução de quase 20% na mortalidade infantil; a eficácia na campanha de vacinação e os programas sociais, como o Programa de Erradicação Infantil (PET), que atende 3.500 crianças, e o Siminina, com 1.500 meninas assistidas.

Além dos sete municípios da região Centro-Oeste, também foram premiados três cidades da região Norte; 32 do Nordeste; 57 do Sudeste e 33 do Sul.

Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança - é uma entidade sem fins lucrativos, de Utilidade Pública Federal, criada e mantida por indivíduos e empresas. Sua missão é promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania da criança e do adolescente, usando como estratégia a articulação e mobilização da sociedade civil e do poder público para transformar a criança e o adolescente em prioridade, além de promover e dar visibilidade a políticas e ações bem-sucedidas que possam ser disseminadas.

Fonte Cidadania Online/Edição Kasu/AGUABOANEWS

Voluntários se divertem na limpeza de 5 toneladas de peixe no Rio Cuiabá


Com muita animação e cantoria, foi assim que um grupo de 40 voluntários formado por homens, mulheres e crianças nesta última quinta-feira (26-06), à beira do rio Cuiabá, fizeram a limpeza de cinco toneladas de peixe para os festejos ao Dia de São Pedro, padroeiro dos pescadores.

A festa está marcada para este domingo (29-06) a partir das 05h com uma extensa programação com missa, procissões terrestre e fluvial com imagem do santo.

Desde segunda-feira, a Associação de Pescadores de Bonsucesso vem trabalhando para recepcionar um público em torno de 20 mil pessoas. Além da limpeza e corte dos peixes, os voluntários se concentram em estruturar o local para o almoço a ser servido no domingo a partir das 12. O prato principal será peixe frito, mandioca e salada de vinagrete ao preço popular de R$ 2,00.

Se não bastasse o almoço que será oferecido à população, todos os restaurantes de Bonsucesso especializados em vários pratos a base de peixe, vão estar abertos também para atender a demanda por uma saborosa comida típica da comunidade.

Segundo o coordenador de Cultura de Várzea Grande, Gastão Marques Filho, as cinco toneladas de peixe limpo serão colocadas numa câmara fria da Cooperativa Corimbatá e será retirada no sábado, dia 28, para ser temperada. Em seguida começa a fritura dos peixes, sua maioria obtida em várias psiculturas da Baixada Cuiabana como Jangada, Rosários, Nobres entre outros municípios.

A 27ª Festa do Peixe como é denominada às homenagens a São Pedro começa oficialmente na madrugada de domingo.

Às 05h, inicia com a tradicional Alvorada; às 8h Missa na Igreja Divino Espírito Santo; às 9h30, procissões terrestre e fluvial com a imagem de São Pedro; às 10h, 1ª Corrida de Canoa; às 10h30, soltura de alevinos; às 12h, começa a ser servido o almoço popular. A partir daí, haverá várias apresentações culturais e show de bandas regionais como a Signos, Scort Som, Bad Boy, Amigos e Aoxin.

A previsão para o término da festança, segundo Gastão Marques, é para as 22h de domingo.

Acompanhe mais matérias sobre cultura no ícone ao lado "cultura".

Fone: Cidadania Online/Edição Kassu/AGUABOANEWS

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Polícia do DF investiga violência sexual na morte de índia Xavante de 16 anos da Aldeia São Pedro de Campinápolis MT

Adolescente xavante não falava nem andava e passava por tratamento por lesão no cerébro.Menina estava hospedada na Casa de Apoio à Saúde Indígena, mantida pela Funasa.

Do G1, em Brasília, com informações da TV Globo

Uma índia xavante de 16 anos morreu nesta quarta-feira (25) no Hospital Universitário de Brasília (HUB), em Brasília, sob suspeita de ter sofrido violência sexual. Segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a adolescente fazia tratamento no Hospital Sarah Kubitschek por ter uma lesão neurológica grave -ela não falava nem andava.

A menina chegou a Brasília com a mãe e uma tia no dia 28 de maio, vinda da Aldeia São Pedro, no município de Campinápolis, em Mato Grosso. Elas estavam hospedadas na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, a 45 km de Brasília. A Casai é mantida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), a Funasa informou que a índia teria sentido dores abdominais na madrugada da última terça-feira (24) e foi encaminhada pela manhã para o Hospital Universitário de Brasília (HUB). Ela morreu após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias no centro cirúrgico do hospital.

Segundo a assessoria de imprensa da Funasa, a informação da suspeita de violência sexual teria chegado via fax encaminhado pela direção do hospital. O HUB informou ao G1 que não comentará o caso por "princípios éticos". O laudo que pode apontar se a menina foi violentada deve sair até esta sexta-feira (27).

No entanto, segundo o delegado Antônio José Romeiro, que investiga o caso, o médico legista que examinou o corpo teria detectado que a menina pode ter sofrido abusos com um objeto pontiagudo de cerca de 40 centímetros, que perfurou o baço, o estômago e o diafragma da índia.

Segundo o delegado, as paradas cardiorrespiratórias teriam sido decorrentes de infecção generalizada provocada pelo uso do objeto pontiagudo. A agressão teria ocorrido 48 horas antes de ela chegar ao hospital.

De acordo com a fundação, 56 pessoas, entre pacientes e acompanhantes, estavam hospedadas na Casai no dia em que a menina teria supostamente sido violentada. A fundação revelou que 48 funcionários trabalham na casa, que tinha vigilância 24 horas por dia.

A Funasa encaminhou pedido à Procuradoria Geral da República para que avalie se a Polícia Federal deve investigar o caso, já que o suposto crime envolve indígena em área pública. A PF informou ao G1 que ainda não havia recebido nenhum pedido de investigação até as 17h desta quinta. Por Kassu/AGUABOANEWS

Jovem indígena foi vítima de violência sexual, afirma delegado

Última modificação em 26 de Junho de 2008 - 21h24


Karina Cardoso
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia

Brasília - O delegado-chefe da 2ª delegacia de polícia do Distrito Federal, Antônio José Romeiro, responsável pelas investigações do caso da jovem indígena que morreu ontem (25) no Hospital Universitário de Brasília (HUB), afirmou hoje (26) que a adolescente foi vítima de violência sexual.

“Ela realmente sofreu violência sexual que causou sua morte. Nós temos um caso de homicídio qualificado, além do estupro e do atentado violento”, afirmou Romeiro. A indígena Xavante, de 16 anos, morreu ao meio-dia de ontem (25) no HUB, após uma cirurgia. A adolescente teve duas paradas cardíacas e não resistiu. Segundo o delegado, a jovem sofreu perfuração no órgão genital e a cirurgia foi uma tentativa de reverter a situação.

O delegado garante, ainda, que o crime aconteceu dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A garota tinha lesão neurológica - não falava e se locomovia por meio de cadeira de rodas – e estava em Brasília para tratamento médico desde o dia 28 de maio. De acordo com o delegado, a Casai também será investigada. “Os exames indicam que o caso ocorreu entre 24 e 48 horas [antes da morte], período no qual ela se encontrava na Casa de Apoio", afirmou.

"Nós não temos nenhuma dúvida de que a violência ocorreu na Casa de Apoio, e é lá que vamos investigar”, completou. A Funasa informou, por meio de nota, que “na Casai, a Funasa mantém serviço de vigilância 24 horas. No dia que a indígena passou mal, haviam 56 pessoas entre pacientes e acompanhantes”. Por Kassu/AGUABOANEWS



Ùltima Atualização em 28/06/2008 as 09:30 - horas

Adolescente índia foi morta pela prória tia, segundo uma fonte da Funasa

Jorge Wamburg e Leandro de Souza
Repórteres da Empresa Brasil de Comunicação


Brasília - Está esclarecido o assassinato da índia Jaiya Xavante, 16 anos, que morreu na quarta-feira (25), no Hospital Universitário de Brasília: uma fonte da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou à TV Brasil que a adolescente foi morta pela própria tia, Maria Imaculada Xavante.

Maria Imaculada é uma das três irmãs casadas com o pai de Jaiya. Num acesso de ciúme do marido, ela empalou a jovem, ou seja, introduziu um vergalhão de ferro de aproximadamente 40 centímetros no órgão sexual da sobrinha.

A informação já é do conhecimento da Polícia Civil, que investigava o crime antes que a Polícia Federal assumisse o caso, a partir de hoje (27).

De acordo com informação obtida com exclusividade pela TV Brasil, o crime ocorreu por volta das 3h da manhã de quarta-feira, na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casi). Jaiya morreu sete horas depois no HUB, vítima de infecção generalizada. Ela teve baço, estômago e diafragma perfurados.

A autora do crime é inimputável por ser índia ou seja, não poderá ser presa e processada, de acordo com a fonte da Funasa que deu a informação à TV Brasil.

Jaiya estava em Brasília com a mãe, a tia e uma irmã, para tratamento das seqüelas de meningite sofrida na infância, que a deixaram muda e paralítica (locomovia-se em cadeira de rodas), devido a lesões neurológicas.

As três irmãs são casadas e vivem com o pai de Jaiya, conforme um costume tribal, informou a mesma fonte da Funasa. Ela não soube explicar, no entanto, o que provocou o ataque de fúria em Maria Imaculada, que acabou por assassinar a sobrinha. A própria mãe da jovem estaria tentando encobrir a autoria do crime praticado pela irmã.

Desde maio, Jaiya estava na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casi), localizada perto da cidade do Gama, para tratamento no Hospital Sarah Kubitschek. Ela morava com a família na aldeia São Pedro, no município de Campinápolis, em Mato Grosso, para onde o corpo foi trasladado hoje à tarde, depois de ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Brasília.

Postagem de Kassu/AGUABOANEWS

‘Bacalhau’ da Amazônia é sucesso na Feira Manaus Moderna



O chamado ‘bacalhau’da Amazônia é feito, na verdade, de filés secos de pirarucu, peixe típico da região e que pode pesar até 250 quilos. Para fazer o bacalhau de pirarucu, é preciso cortar o pescado em filés bem finos, salgar e deixar secar no varal. O prazo ideal para ficar pronto é de uma semana. “Nesta temporada, o quilo do ‘bacalhau’ aberto custa de R$ 22 e o quilo do ‘bacalhau’ fechado sai por R$ 18”, disse o comerciante Francisco de Carvalho.

Como os rios estão cheios e repletos de peixe em junho deste ano, a oferta de pescados aumentou e o preço caiu. “Não estamos dando conta de pescar por causa do grande número de peixes. Logo os preços voltam ao normal”, afirmou Carvalho. Seco, o pirarucu pode ser conservado por até um ano, segundo o comerciante. “Vendo muito para São Paulo e para o exterior.”

A gerente de restaurante Bruna Melo, 25 anos, é freguesa da Feira Manaus Moderna. Ela levou um quilo do ‘bacalhau’da Amazônia nesta quarta-feira (25) e pretende fazer o prato chamado Pirarucu de Casaca. A iguaria será servida na festa de aniversário da mãe dela, Heila de Oliveira, que completa 43 anos nesta quinta-feira (26), em Manaus. “Ela adora esse prato e por isso não poderia deixar de prepará-lo”.

O Pirarucu de Casaca começa a ser preparado com um dia de antecedência. “O peixe tem de ficar de molho na água para tirar todo o sal. Durante esse tempo, ainda é recomendável trocar a água pelo menos uma vez”, disse Bruna.

Veja abaixo a receita para se fazer o Pirarucu de Casaca:


1kg de pirarucu seco (‘bacalhau’ da Amazônia)
1kg de farinha do uarini (amarela)
½ kg de batata portuguesa
½ kg de cenoura
4 ovos cozidos
1 vidro pequeno de azeitona verde
1 vidro pequeno de azeitona preta
1 maço de feijão verde
1 maço de cheiro verde
Se quiser, pode colocar um pouco de de uvas passas também
2 bananas pacovã (conhecida em São Paulo como banana da terra) fritas em tiras finas
1 pimentão verde
1 pimentão amarelo
1 pimentão vermelho
1 lata de ervilha
Azeite doce (conhecido em São Paulo como azeite de oliva)

Modo de preparar:
Coloque o pirarucu de molho de um dia para o outro, lave com limão e coloque para dourer na frigideira. Deixe esfriar, desfie e reserve.
Cozinhe todas as verduras, batatas, cenoura e os ovos e reserve tudo.
Corte todas as verduras em rodelas, os pimentões, a cebola e pique a banana , o cheiro verde e reserve.
Num refratário, faça camadas com uma farofa simples feita de farinha uarini, regue com leite de coco. Faça outra camada de batatas e cenouras, outra com o pirarucu. Cubra o peixe com o restante das verduras e feche com uma cobertura da farofa..
Leve ao forno para aquecer e sirva.

Texto e fotos: Glauco Araújo, do G1, em Manaus
Postagem por Kassu/AGUABOANEWS

Água Boa e região recebem o Consciência Cidadã do TCE-MT.

Participantes do encontro são orientados a fiscalizar a administração pública.

Fotos jpg/TCE
“É muito pouco cuidar só dos interesses pessoais, é preciso contribuir com a sociedade”. Foi com esse convite que o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Antonio Joaquim, abriu na Câmara de Água Boa, na quarta-feira (25/06), as atividades do ‘Programa Consciência Cidadã’.

Representantes de diversos segmentos sociais do Município e região assistiram às palestras: ‘As instituições do Estado, o Tribunal de Contas e o Cidadão’, proferida pelo conselheiro Valter Albano (abaixo ao lado); ‘Os canais de Comunicação do TCE-MT’, pela secretária de Articulação Institucional do Tribunal, Cassyra L Vuolo; e ‘Ouvidoria do TCE’, ministrada pelo Ouvidor Geral, conselheiro Alencar Soares (abaixo a esq.).

Na abertura do evento, o prefeito de Água Boa Maurício Cardoso Tonhá pontuou que a cidade ganha com a conscientização realizada pelo Tribunal. “Esse Programa do TCE, excepcionalmente, aproxima a população da gestão pública a partir do momento que ele orienta o cidadão a ser um fiscal em seu município”.

A presidente da Associação Comercial e Empresarial de Água Boa, Beatriz Celita Anversa, discursou representando a sociedade local. “Eu vejo que o Programa desperta a consciência das pessoas no sentido de que elas também são responsáveis. Nós não podemos esperar que só os gestores sejam responsáveis pelo bom andamento do município, a responsabilidade é de todos os cidadãos, em fiscalizar e trazer idéias para que se faça o melhor”, finalizou.

Após as palestras foi aberto o debate, oportunizando obter mais informações sobre as atividades do Tribunal de Contas de Mato Grosso, bem como dos sistemas de fiscalização e punição no Estado e no país. Além dos conselheiros, representantes do poder judiciário em Água Boa também foram questionados.

PÚBLICO RECEPTIVO - Autoridades e moradores de cidades vizinhas como Querência, Canarana, Nova Nazaré, Nova Xavantina, entre outras, também marcaram presença no encontro. O contador de Nova Xavantina, Sebastião Felipe, afirma que “para reivindicar é preciso participar, e aqui nós ouvimos dos conselheiros as principais peças de planejamento, as formas de fiscalização, mostrando quais os direitos e os deveres que nós temos perante o recurso público”.

O agricultor familiar da comunidade P. A. Jaraguá, Aldenor de Souza (62 anos), demonstrou satisfação ao sair do evento “achei muito importante, porque eu não tinha esse conhecimento que a gente adquiriu aqui. Quero participar de outros e trazer meus companheiros, para que eles também entendam da nossa responsabilidade e do Tribunal de Contas”.

O ‘Programa Consciência Cidadã’ é coordenado pela Secretaria de Articulação Institucional do TCE-MT. A proposta é aproximar a sociedade do poder público, por meio de incentivos de conscientização do cidadão no acompanhamento e fiscalização da gestão pública.

Como parte da programação, cerca de 950 estudantes - dos ensinos fundamental, médio e de jovens e adultos (EJA) das Escolas Estaduais Antônio Grosh e 09 de Julho - receberam na terça-feira (24/06) aulas de cidadania, ministradas pela secretária de Articulação Institucional do Tribunal, Cassyra L Vuolo (ao lado). Em Água Boa a realização do evento contou com o apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal.

O Consciência Cidadã retorna ao interior do Estado no mês de outubro, após o período eleitoral. Os próximos municípios a sediar o programa serão Alta Floresta, Juína e Diamantino.

Fonte: Depto de Imprensa TCE/Postado por Kassu/AGUABOANEWS

Copyright©| Desde 2008 | AGUA BOA NEWS COMUNICAÇÃO LTDA | Template customized by Michel Franck

Início