domingo, 30 de novembro de 2008

Patrícia Poeta passa madrugada em abrigo em Ilhota(SC)

Fantástico


Cidade teve o maior número de mortos nas enchentes. Crianças e adultos contam o que viram e sentiram no dia em que perderam tudo.





A chegada a uma das áreas mais atingidas de Santa Catarina é difícil. Nós fomos ao Parque Botânico do Morro do Baú, que fica na cidade de Ilhota, uma das áreas mais afetadas pela chuva. Em uma igreja, funcionava um abrigo, mas dezenas de pessoas tiveram que deixar o local, porque essa área também apresenta risco de desmoronamento.

O prédio está quase vazio. Quase, porque tem gente que insiste em ficar e correr perigo. “Se for para morrer, vou morrer aqui mesmo, nesse lugar”, diz uma desalojada.

Seguimos até outro abrigo, a seis quilômetros dali, para onde foram levados moradores resgatados pelos bombeiros. Quem está no lugar ou teve sua casa destruída ou precisou sair, porque o risco desabamento era muito grande.

“Eu não sei nem como chegar na minha casa. Não dá para chegar na minha casa, é só pau, pedra e lodo. Tem nada mais lá, tudo que nós tínhamos se acabou”, lamenta Jorge Candido, dono de madeireira.

Uma rotina vai sendo criada. Os adultos arrumam as camas, improvisam um jeito de secar as roupas, tentam se distrair com revistas. E as crianças, acostumadas a brincar na rua, agora precisam conter a agitação e entender certos assuntos que antes eram coisa de gente grande.

Laís Reichert, estudante – Lá em casa a gente brincava, tinha muito lugar para a gente correr, brincar, aqui não tem. A agora era final de ano, nós íamos fazer festinha na escola e não deu, porque começou a cair tudo.

Patrícia Poeta – Qual vai ser o dia mais triste, o momento mais triste que você vai lembrar?

O dia que a gente teve que correr para o bananal, para ficar lá. Estava tremendo de frio, a gente estava tudo chorando, com medo.

Você hoje ainda tem medo?

Tenho. De cair tudo em cima de nós.

Dona Maria, o que aconteceu com a sua casa?

Maria das Dores da Costa, costureira – A gente estava em casa, de repente escutamos barulho tipo um trovão, quando saímos na rua o morro estava descendo por cima da nossa casa. Estou assim como se eu estivesse anestesiada, como se não estivesse acontecendo, é um filme de terror que não acaba nunca, cada dia eu acordo e acho que aquilo é um sonho, eu estou praticamente fora de mim.

Marineide, você está grávida?

Marineide – Estou, vou fazer sete meses.

Você também perdeu sua casa?

A casa e tudo o que tinha dentro. Meu filho acordou a gente e falou que estava enchendo. Quando acordei que fui olhar, era tarde demais. Quando a gente saiu de dentro de casa, já saiu com a água nos peitos, e porque os vizinhos da gente tiraram, se demorasse cinco minutos a gente tinha morrido todo mundo afogado.

Com os parentes de Seu Francisco Prum, agricultor, foi pior. “Foi a família completa, eram em seis e em seis se apagaram, não tem mais nenhum”, conta ele. Seu Francisco e a mulher também perderam a casa e agora estão sem rumo certo.

Patrícia Poeta – Simone, você está na fila do banheiro?

Simone Couto, agricultora – Esperando para tomar banho, porque é um banheiro para muita gente, está complicado, porque ainda faltou água.

São cinco minutos para cada um tomar banho?

Tem que ser rápido, porque a luz fica acesa só até 23h. Tem horário de tomar café, de tomar banho... Eles apagam a luz às 23h.

Estou vendo que as luzes já apagaram, Simone, já é hora de dormir e você ainda nem tomou banho...

É que estava cheio, a gente estava ajudando na cozinha, porque é muita gente...

Seu Nilso, as luzes já apagaram, você não está conseguindo dormir?

Nilso Chmitz, marceneiro – Não, é lamentável que eu precisei fazer caixão de defunto. Com motosserra, fazer caixão para a minha comunidade, pelo amor de Deus. E agora, como vou fazer o Natal nosso? Natal nosso é esse aqui.

Amanhece.

Patrícia Poeta – Dona Maria, como é que foi a noite?

Maria das Dores da Costa – Foi razoável, não deu para dormir, mas deu para descansar um pouco. O barulho da chuva que antes relaxava agora atormenta, não dá mais para dormir.

Continua chovendo, faz um pouco de frio - são 6h e é hora de preparar o café-da-manhã.

Patrícia Poeta – Como a senhora faz para atender tanta gente?

Ivete Radkai, voluntária – Nesse momento não é só dar de comer, eles estão precisando mais de um apoio moral, que as pessoas se sintam em casa. Estão perguntando, Ivete, o que vai fazer para o almoço? Digo: ‘Eu quero churrasco, maionese, quero um bolo enfeitado’.

Enquanto muita gente vai tomando o café-da-manhã, soldados do Exército chegam com novas doações.

Patrícia Poeta- Vocês têm trabalhado um bom número de horas aqui?

Adelar Duarte, da Polícia Ambiental – Direto. Desde que a Polícia Militar foi acionada, nosso pessoal está em uma escala muito apertada. E o mais interessante de tudo é que notamos que os nossos policiais não querem ir para casa, não querem descansar, querem ficar aqui ajudando, porque a sensação de ser útil, quando olhamos para essas crianças, essas pessoas... Elas se sentem protegidas, isso para nós é muito gratificante.

Mais uma noite se passou nesse abrigo e o que preocupa muita gente é a incerteza de não saber quando a chuva vai parar, de não saber até quando eles vão ficar aqui e, o pior de tudo, de não saber para onde eles vão depois, na hora de começar tudo de novo.

Defesa civil confirma 114 mortes em SC

30/11 - 21:22 - Agência Estado



SANTA CATARINA - A Defesa civil de Santa Catarina confirmou, por volta das 20h30 deste domingo, o total de 114 óbitos causados pelas chuvas que atingem o Estado há uma semana. Dezenove pessoas continuam desaparecidas.

Mais de 78 mil pessoas continuam desalojadas e desabrigadas, sendo 27.410 desabrigadas e 51.297 desalojadas.

Equipes de resgate da Defesa Civil de Santa Catarina trabalham na região próxima ao município de Luiz Alves, no Vale do Itajaí. No voo de observação realizado pela manhã, eles detectaram áreas de deslizamento iminente de terra na localidade conhecida como Serafim.

De acordo com o tenente Alessandro Faslzck, as áreas com risco de deslizamento estão próximas a um gasoduto e de um alojamento das Centrais Elétricas de Santa Catarina, onde técnicos que realizavam serviços de recuperação de uma linha de transmissão de alta-tensão já foram retirados do local.

Oficial também informou que os trabalhos de resgate de moradores no Vale do Baú, em Ilhota, se resumem agora na tentativa de localizar pessoas que se recusam a deixar suas moradias.

Segundo Faslzck, cerca de 80 % das famílias já foram retiradas da região e o restante foge com a aproximação do helicóptero. “O problema é que algumas delas percebem a chegada das aeronaves se escondem ou fogem para as áreas de matas”, disse.

O tempo com um pouco de Sol permitiu, hoje, que as aeronaves fizessem vários vôos de observações que, segundo o tenente Alessandro Fasllzck, da Defesa Civil, está sendo fundamental para um mapeamento das áreas de risco e, assim, concentrar as operações de resgate nessas regiões. Ele informou que em função desse mapeamento foram criados mais dois postos de coordenação de atividades de resgate nas proximidades de Serafim e Luiz Alves.

Moradores tentam salvar o que sobrou; assista









FERNANDO GORGEN É O NOVO PRESIDENTE DA AMNA E VAI LIDERAR 22 MUNICÍPIOS DO NORTE DO ARAGUAIA.


Nova Diretoria da AMNA eleita em Querência em evento no Palácio Legislativo.

Em sessão no Palácio Legislativo na tarde desse sábado 29, foi eleito por aclamação o novo Presidente da AMNA- Associação dos Municípios do Norte do Araguaia. O cargo ficará com o atual prefeito de Querência Fernando Gorgen que lidarará mais de 20 municípios da região buscando os enteresses fortalecido pelo crecimento da entidade que cresceu de 17 para 22 municípios.

O evento aconteceu na Câmara de Vereadores de Querência e contou com a presença de vários prefeitos eleitos e reeleitos, como Walter Farias de Canarana, Maurício Tonhá de Água Boa e prefeitos de várias cidades da região, com os deputado Federal Eliene, os Estaduais Daltinho e Riva. Presente também vários vereadores de Querência.

No evento foi elaborada uma carta de intenções que realça as riquezas da região e os graves problemas que pedem atenção das autoridades federais e estaduais.

No discurso de posse Fernando Gorgen disse que pretende fortalecer a AMNA e para isso vai pedir que a AMM libere 50% dos recursos pagos pelas prefeituras associadas para o incentivo crescimento da AMNA. Presentes na reunião 4 candidatos ao comando da AMM se compremeteram de público em liberar a verba no sentido de fortalecer a AMNA. A posse do novo presidente ainda será marcada.

Da Redação Querência Hoje, Homero Sergio.

Desembargador sofre infarto aos 38 anos e morre

por RD News

O desembargador Luiz Alcântara, do Tribunal Regional do Trabalho, sofreu um infarto por volta das 23 horas desta sexta (28) e faleceu em sua residência, em Cuiabá. O corpo do desembargador, que completaria 39 anos no próximo dia 15, está no Instituto Médico Legal (IML) e deve ser liberado às 11h. Logo em seguida, será velado na capela Jardins, na Capital.
Alcântara foi escolhido para a vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional em 2006, ou seja, estava há 2 anos no cargo. Luiz Alcântara comandava a Escola Judicial do TRT de Mato Grosso (Ejud), e permaneceria como diretor-geral durante o biênio 2008-2009. Atuando em Cuiabá há muitos anos, Alcântara começou sua carreira como advogado, no município de Sorriso

Em MT, caminhonete atropela anta, e passageiro morre

Acidente aconteceu a 230 quilômetros de Cuiabá.
Animal tentava atravessar rodovia na noite de sábado (29).


Redação TVCA

Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente ferida em um acidente na noite deste sábado na rodovia BR-070 em Primavera do Leste (231 quilômetros de Cuiabá). Uma caminhonete S-10 com placa de Cuiabá atropelou uma anta que atravessava a rodovia. O motorista não conseguiu evitar o acidente, perdeu o controle do veículo, que capotou. O acidente aconteceu por volta de 20h30.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o motorista Ederson Mendes de Freitas Neto (27) teve ferimentos graves e foi levado para um hospital de Primavera do Leste. A passageira Keila Abreu de Sousa (18) não resistiu aos ferimentos e morreu.

A PRF não soube informar o que aconteceu com o animal.

Prefeitos são 138 vezes mais ricos que população

Números absolutos mostram que recursos financeiros são fundamentais para se eleger


JULIANA SCARDUA
Da Reportagem/Diário de Cuiabá




O valor médio do patrimônio pessoal dos prefeitos eleitos em Mato Grosso é 138 vezes maior que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do mato-grossense. A análise da declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral comprova em Mato Grosso o senso comum de que o Poder dá acesso livre – ou quase – aos mais abastados.

Os 141 prefeitos eleitos acumulam juntos o extraordinário montante em patrimônio pessoal de R$ 256.479.894,41. Dividido pelo número de prefeitos, o bolo resulta na média de R$ 1.819.006,34. Fatia mais de uma centena de vezes maior que a renda per capita do mato-grossense, de R$ 13.124,63.

O comparativo considera os bens declarados pelos então postulantes a prefeito, no ato de registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral, divulgados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do outro lado, a análise considera a última amostragem do PIB de Mato Grosso divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento do instituto, a soma de riquezas geradas no Estado totalizou mais de R$ 37 bilhões em 2005, última parcial divulgada. Considerando a população regional de 2,854 milhões de pessoas, chega-se ao PIB per capita de R$ 13.124,63, o que corresponde a apenas 0,7% do patrimônio médio dos prefeitos eleitos este ano.

Entre os detentores do poder político nas diversas localidades do Estado, o prefeito reeleito de Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá), Marino Franz (PPS), é o campeão no ranking do patrimônio pessoal declarado. Dono de um verdadeiro império de negócios na área agropecuária, sozinho ele concentra bens que chegam às cifras de R$ 46.825.973,89. Para se ter uma idéia, Marino Franz responde sozinho por 18,25% do montante arrebanhado pelo conjunto de prefeitos eleitos.

O fantástico patrimônio do prefeito de Lucas também leva a outras equações igualmente surpreendentes. O patrimônio do político-empresário é mais de 3,5 mil vezes superior à renda per capita do mato-grossense “comum”. Marino é dono da Fiagril, empresa que atua no ramo de venda de insumos agrícolas. A lista de bens também inclui cotas em outras empresas, uma série de veículos, carretas, máquinas agrícolas, fazendas e lotes urbanos, entre outros itens, tanto em Lucas quanto em alguns municípios próximos.

Mesmo se a conta for feita sem considerar Marino Franz, ainda assim a renda per capita dos prefeitos eleitos é de R$ 1.497.528, ou 114 vezes maior que a renda média do mato-grossense.

Tantos bens e dinheiro revelam que o abismo também existe entre os próprios prefeitos eleitos. O “primo pobre” da lista é Edison Rosso, prefeito eleito de Tabaporã pelo PT, município localizado a 643 km da Capital. Ele declarou o menor patrimônio individual entre os 141 eleitos - R$ 734,76. A quantia envolve cinco lotes na região de Saltinho do Oeste, no Paraná, Estado de origem de Rosso.

Num resultado final bem menos luxuoso, os cálculos apontam que os R$ 734,76 do eleito em Tabaporã contribui com pífio 0,0003% ao universo do patrimônio dos 141 prefeitos. Para atingir o PIB per capita dos mato-grossenses, o patrimônio pessoal teria de ser multiplicado por 17 vezes para atingir a marca de pouco mais de R$ 13 mil.

Missão chilena visita Mato Grosso para avaliar sanidade animal do rebanho do Estado

Denise Niederauer/Seder

Auditores do Chile visitam MT acompanhados por fiscal do MAPA e avaliam a sanidade animal do gado de MT


Uma comitiva de técnicos de defesa sanitária do Chile acompanhada pelo fiscal federal do departamento de Saúde Animal no Ministério da Agricultura, Ronaldo Teixeira, está em Cuiabá desde a última quinta-feira (27.11), inspecionando várias propriedades mato-grossenses a fim de constatar a sanidade animal do rebanho bovino do Estado. A iniciativa partiu do país vizinho após a oficialização do Comitê Permanente Veterinário da União Européia (UE) de que Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão novamente aptos à exportação da carne para os 27 países-membros da UE.



Uma comitiva de técnicos de defesa sanitária do Chile acompanhada pelo fiscal federal do departamento de Saúde Animal no Ministério da Agricultura, Ronaldo Teixeira, está em Cuiabá desde a última quinta-feira (27.11), inspecionando várias propriedades mato-grossenses a fim de constatar a sanidade animal do rebanho bovino do Estado. A iniciativa partiu do país vizinho após a oficialização do Comitê Permanente Veterinário da União Européia (UE) de que Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão novamente aptos à exportação da carne para os 27 países-membros da UE.Uma comitiva de técnicos de defesa sanitária do Chile acompanhada pelo fiscal federal do departamento de Saúde Animal no Ministério da Agricultura, Ronaldo Teixeira, está em Cuiabá desde a última quinta-feira (27.11), inspecionando várias propriedades mato-grossenses a fim de constatar a sanidade animal do rebanho bovino do Estado. A iniciativa partiu do país vizinho após a oficialização do Comitê Permanente Veterinário da União Européia (UE) de que Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão novamente aptos à exportação da carne para os 27 países-membros da UE.

Uma comitiva de técnicos de defesa sanitária do Chile acompanhada pelo fiscal federal do departamento de Saúde Animal no Ministério da Agricultura, Ronaldo Teixeira, está em Cuiabá desde a última quinta-feira (27.11), inspecionando várias propriedades mato-grossenses a fim de constatar a sanidade animal do rebanho bovino do Estado. A iniciativa partiu do país vizinho após a oficialização do Comitê Permanente Veterinário da União Européia (UE) de que Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão novamente aptos à exportação da carne para os 27 países-membros da UE.
De acordo com o secretário de Estado e Desenvolvimento Rural (Seder/MT), Neldo Egon, a visita dos técnicos reafirma o interesse do Chile em importar a carne desses estados brasileiros e essa é uma nova alternativa de mercado para Mato Grosso.

“Depois do foco de febre aftosa que São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram há três anos, o mercado internacional se fechou para as exportações brasileiras de carne e com o Chile não foi diferente. De lá para cá foi um trabalho intenso dos governos federal e estadual para garantir a sanidade animal e reabrir essa rota comercial entre os países europeus e também do Mercosul”, explicou Neldo Egon.

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuário do Estado (Indea/MT), Décio Coutinho, acompanhou a equipe chilena e participou ainda de apresentação técnica sobre o trabalho desenvolvido pelo órgão no combate efetivo à febre aftosa em Mato Grosso. “Temos 100% da nossa área habilitada pelo Ministério e oficializada pela União Européia para exportação e a certeza de que após essa visita técnica Mato Grosso passará a exportar também para o Chile”, disse ao lembrar que após o embargo à carne bovina produzida em MS, SP e MG - em razão da ocorrência de febre aftosa - as vendas do produto ao bloco estavam vetadas desde outubro de 2005.

O representante do Ministério da Agricultura, Ronaldo Teixeira, citou ainda que a equipe esteve também no estado de Rondônia e que hoje (29.11) segue para Minas Gerais e depois para o Rio Grande do Sul. “Maior importador de produtos agropecuários brasileiros, a União Européia ameaçava impor barreiras às compras nacionais por causa de falhas encontradas por uma missão veterinária no controle de resíduos e contaminantes em animais vivos e produtos de origem animal. Conseguimos junto aos governos estaduais reabilitar nossas áreas à exportação e o resultado prático desse empenho está aparecendo agora. A UE já oficializou o livre mercado entre os países-membros e o Brasil. Agora chegou a vez de o nosso vizinho Chile comercializar com estados brasileiros”, argumentou Teixeira.

HISTÓRICO – Tão logo as exportações foram suspensas o governo brasileiro apresentou um plano com cronograma emergencial de monitoramento de resíduos, detalhes das formas e maneiras de operacionalização e fixou prazos e metodologias para as análises dos estados. Ampliou de 19,7 mil para 51 mil o volume de amostras feitas pelo Programa Nacional de Controle de Resíduos (PNCR).

Duas missões técnicas européias (uma animal e outra vegetal) visitaram o Brasil somente no primeiro trimestre de 2007 para reavaliar o Programa Nacional de Controle de Resíduos. Antes disso, o comissário europeu de Saúde e Proteção ao Consumidor da União Européia, o grego Markos Kyprianou, também visitou o país para avaliar o funcionamento de laboratórios e do controle de resíduos dos alimentos. Só em Mato Grosso foram mais de sete visitas técnicas de inspeção e acompanhamento de vigilância sanitária animal.

MATO GROSSO - O governador do Estado, Blairo Maggi, se empenhou na questão e junto com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, e representantes de entidades do setor agropecuário, participou em outubro de 2007 em Bruxelas (Bélgica), do encontro com parlamentares da União Européia para tratar da liberação da exportação da carne brasileira. Maggi lembra que Mato Grosso atende todas as exigências sanitárias, nutricionais e zootecnias de mercado. “A retomada das importações pela UE representa o reconhecimento das ações políticas de governo e da classe dos pecuaristas dos estados brasileiros, agora, esperamos que o Chile também seja nosso parceiro nessa rota comercial”, ressaltou Maggi.

Jovem de Bataguassu vence concurso Miss Penitenciária 2008

Jacqueline Lopes com assessoria

Vencedora (vestido laranja) agradece às amigas de Bataguassu pela força

Com 1,80 de altura, Natália Helena Paulino foi eleita hoje uma das mulheres mais bonitas de Mato Grosso do Sul. Ela venceu o concurso Miss Penitenciária 2008, que aconteceu de manhã no Estabelecimento Penal Irma Zorzi, no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.

O evento prestigiou as internas que se uniram em torcida pelas representantes das respectivas cidades e ainda, abriu a oportunidade da Capital sediar em 2009 o evento nacional.

A jovem de Bataguassu teve o apoio especial das internas de sua cidade. Segundo informações da assessoria do evento, foram as companheiras da cidade dela que moldaram o traje de gala. A convivência de 11 meses no presídio e a força das colegas criaram laços para a vida, disse.

Heidi Caroline ficou em terceiro lugar, coroada como 2º Princesa da Primavera. Ela é de Rio Brilhante. A jovem teve até uma torcida organizada. Campo Grande ficou com o segundo lugar e foi representada por Caroline da Silva

Participaram do concurso sete candidatas. Foram selecionadas por votação aberta nas unidades penais de Bataguassu, Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel D’Oeste e Três Lagoas.

Além de contribuir com a auto-estima das internas, garantindo efeitos positivos na ressocialização, o Miss Penitenciária 2008 também abre caminho para Mato Grosso do Sul sediar em 2009 o concurso nacional, segundo disse a assessoria do evento, Carla Stephanini, coordenadora estadual de Políticas Públicas para as Mulheres.

A festa contou com a animação do grupo de pagode Sampri.

(Com assessoria de imprensa da Agepen)
Fonte: Mídiamaxnews

Estrada no Pantanal deve gerar novas oportunidades para a população

Lenine Martins/Secom-MT

Governador Blairo Maggi vistoria obra da MT 040, trecho Santo Antônio de Leverger - Barão de Melgaço

“Vamos ter uma nova chegada a Cuiabá, ligando o Sul do Estado e passando pelo Pantanal. Esta é uma estrada que tem como principal objetivo o fortalecimento do turismo”. As afirmativas são do governador Blairo Maggi durante a vistoria, neste sábado (29.11), ao asfaltamento da MT-040, que liga Santo Antônio do Lerverger a Barão de Melgaço.

O primeiro objetivo da obra, tornar a rodovia trafegável durante todo o ano, mesmo no período da cheia do Pantanal, já foi alcançado com a elevação do nível do solo na região. O término da capa asfáltica está previsto para julho de 2009.

Para o secretário de Infra-estrutura, Vilceu Marchetti, além do desafio de tornar a estrada transitável durante o ano todo, outra dificuldade é um trecho com grandes rochas. A maioria do trajeto foi construído acima no nível do solo da região, alguns pontos da rodovia alcançam dois metros e meio de altura. A medida foi necessária devido às cheias dos rios da região que alagam todo o entorno de Barão do Melgaço, que durante o carnaval, por exemplo, tinha o acesso possível somente por barcos. “Nós construímos a pista com manilhas subterrâneas, garantindo a passagem de água de um lado para o outro da água na rodovia. Essa escolha garante o nível da água em ambos os lados da MT e garante sua confiabilidade no tráfego”.

“Ainda estamos com todas as máquinas na pista”, afirma o proprietário da empresa responsável pela obra, Miguel Guizardi Júnior. Ele reforça que toda a terraplanagem está concluída, e ainda 26 km já estão asfaltados. O empresário garante que enquanto as chuvas não se tornarem intensas, as obras irão avançar. “Vamos entregar esta rodovia pronta para a população em julho de 2009”.

Com 49 anos de idade, nascido em Barão de Melgaço e proprietário de uma pequena mercearia às margens da MT-040, Pedro Fernandes de Melo havia dito durante os estudos para o asfaltamento que a rodovia nunca seria pavimentada. “Era um sonho de todo o povo pantaneiro, que já sofreu muito para ver esta realidade. É pena que muitos que sonharam com este asfalto já não estão mais aqui para ver ele pronto, mas ficaram os filhos e netos que vão mudar esta região”.

A transformação social, o aumento das oportunidades na região do Pantanal é uma meta para o Governo, explica Maggi. “Estamos fazendo com que toda esta região entre no processo de desenvolvimento que Mato Grosso atravessa. Esta é a última rodovia da malha turística da Baixada Cuiabana que anunciamos quando assumimos o Governo”, comenta o chefe do Executivo.

CUIABÁ-RONDONÓPOLIS – A construção de uma rodovia turística ligando o sul do Estado com a capital é um projeto que já está em estudo. O governador Blairo Maggi já havia percorrido de carro, no mês de setembro, o trajeto de cerca de 240 km ligando Cuiabá a Rondonópolis, passando por Santo Antônio do Leverger, pelo distrito de Mimoso, comunidade Brejinho, Barão de Melgaço, distrito de Fátima de São Lourenço até Rondonópolis. Após percorrer o trecho por terra, Maggi realizou um sobrevôo na região, acompanhado do secretário de Infra-estrutura, Vilceu Marchetti.


Conforme o responsável pela elaboração do projeto da nova rodovia, Orlando Monteiro da Silva, foi feito um anteprojeto com base no percurso percorrido de carro, e a visão aérea permitiu a elaboração do projeto final do traçado da MT 040.

Lula vem inaugurar trem do Pantanal em maio na Capital

Alessandra Carvalho

O Trem do Pantanal voltar operar no dia 8 de maio de 2009 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão foi divulgada pelo governador André Puccinelli, durante assinatura de ordens de serviço em Aquidauana.

Sendo que, o Trem do Pantanal partirá de Três Lagoas, passando por Água Clara e Ribas do Rio Pardo, chega a Campo Grande, e segue por Aquidauana, Miranda até Corumbá.

Fonte: MídiaMaxNews

Índios fogem da miséria em aldeia e montam favela

Osvaldo Júnior/MídiaMax



Há cerca de dois anos e meio, a paisagem de uma pequena região, que ladeia o bairro Tarsila do Amaral e as matas do Segredo, em Campo Grande, começou a mudar: de terra e mato para um aglomerado de minúsculos barracos, feitos de materiais recolhidos de lixões. Esse lugar é, por ora, uma grande aldeia improvisada, que reune índios Terena (a maioria), Guarani, Kadiwéu e Kaiowá – são perto de 60 famílias, fugitivas de outra miséria, a que existia em suas tribos originais. Algumas dessas famílias vêem, ansiosas, casas de alvenaria brotarem do chão em um ritmo aquém de suas necessidades.

Esse aldeião-favela recebeu, há sete dias, o seu novo membro: o indiozinho Ailson. A casa dele, a exemplo das demais, é um barraco, construído com compensado, paus e lona. São restos de material de obras, tirados de lixos e convertidos em lar. A mãe de Ailson, Vitoriana Paulina, 35, é de poucas palavras. Mesmo assim, ela fala sobre algo que os olhos confirmam facilmente: a situação de pobreza extrema.

Feliz com a chegada do filho, Vitoriana faz questão de apresentá-lo. Também mostra sua casa. A beleza da criança contrasta com a pobreza do lugar. Feita de peça única, o barraco comporta uma cama de casal, uma velha geladeira, um antigo fogão, uma cama de solteiro, uma TV, posta sobre um caixote de madeira e um banco. A presença de outro móvel não é impossibilitada apenas pela falta de recurso, mas também pela ausência de espaço.

Vitoriana, índia Terena, calcula que deixou a aldeia, em Aquidauana, há seis meses. Segundo ela, o conselho para a mudança veio da sogra, que acreditava que a vida na cidade era melhor. Por enquanto, a melhoria não chegou. Com o dinheiro minguado, os bens básicos também se tornam escassos. Ao falar das dificuldades, ela lembra que, por vezes, até a comida some. A renda da família é conseguida pelo marido. “Ele trabalha na horta”, diz.

Da cana à verdura

A “horta”, mencionada por Vitoriana, é o local de trabalho de outros índios, como Márcio Gonçalves, 32. “Dá pra tirar de 120 a 150 por semana”, conta Márcio a respeito do ganho na horta – Vitoriana apresentara valor mais modesto, de R$ 50 a R$ 70.

Márcio mora com sua mulher, Luciana Dias Facuo, 23, em um barraco também construído com restos de obras. Uma cama de casal, uma geladeira e um fogão (todos velhos) formam a mobília. Antes, ele e a esposa moraram com a mãe e a irmã dele em outro barraco nas mesmas condições.

Eles deixaram uma tribo Terena, em Aquidauana, há quase dois anos. Márcio conta que trabalhava em usinas da região. O serviço era de empreita – as usinas contratavam os índios por um período de dois meses para cortar cana. A contratação temporária evitava vínculos empregatícios e dispêndios trabalhistas às usinas.

O trabalho árduo não era remunerado à altura – desproporção que pesou na decisão de Márcio de se mudar, com a família, para Campo Grande. Apenas o pai preferiu continuar na tribo. “Sempre que dá, eu vou lá”, conta o índio, salientando sentir saudade. “É porque...” – faz uma pausa, pensa e conclui – “...lá é diferente”. As diferenças, no entanto, não se estendem à renda – nos dois lugares, o dinheiro é curto. “Ah, dá pra gente comer, mas pra muita coisa não dá não”, contabiliza.

Saúde e educação

“Quando chove com vento forte, eu morro de medo”, diz a jovem avó, Rute Pereira, 35. O barraco, maior que a média (mas pequeno para a quantidade de pessoas na família), é dividido em três peças: quarto, cozinha e varanda. “Quase tudo foi feito com material do lixão”, detalha a índia. Ela lembra que, certa vez, sua casa ficou tomada pela água da chuva – as muitas frestas tornam inevitável a entrada da água. As telhas, único material que não foi trazido do lixão, impediram um estrago maior.

Rute se tornou mãe muito jovem (com 17 anos). Ela tem sete filhos e um neto, de um ano e cinco meses. A criança nasceu da filha mais velha, que tem 18 anos. Com Rute, moram o marido e cinco filhos. Eles vivem com cerca de dois salários mínimos, oriundos de duas atividades: a de pedreiro, exercida pelo marido, e a de feirante, praticada pelo casal.

Na opinião da Rute, que é Terena como Vitoriana e Márcio, a maior dificuldade é relativa à saúde. “Aqui precisa de um posto de saúde”, reclama. O posto mais perto fica a 50 minutos de caminhada. Em se tratando de unidade de 24 horas, a distância é muito maior. “O mais próximo é no [bairro] Nova Bahia. Um dia, minha mãe precisou ir lá e quando voltou já era de madrugada”, lembra-se. Em sua lista de ausências, também consta uma creche e uma escola.

Urbanização

A área com os barracos é a parte ainda não-contemplada com casas populares, construídas pela Prefeitura Municipal de Campo Grande. Trata-se de uma “favela indígena”. Os banheiros ficam do lado de fora. O lugar conta com fornecimento de água, mas a luz é “emprestada” da rede que serve as casas já prontas.


Alessandra Carvalho

Nos quintais de alguns barracos, as casas – com três pequenas peças – estão com o alicerce e o contra-piso findados. Ao lado dessa área, estão casas em fases terminais e, pouco adiante, as já encerradas. Conforme as lideranças locais, a transformação da favela em uma aldeia urbana também é fruto da persistência dos índios em evitar o despejo da área invadida.

O lugar é uma aldeia urbana em gestação e avizinha outra aldeia, a Água Bonita, edificada pelo governo estadual. De acordo com o cacique Adilson Joaquim, essa já é a quarta aldeia urbana de Campo Grande. Expansão de moradias que pode ser vista como aceleração da urbanização do índio. Entretanto, há os que estão decididos a permanecerem aldeados ou que querem voltar para as aldeias de origem. “O meu pai é um deles”, exemplifica o cacique da Água Bonita, Dionedson Cândido, que não acredita na urbanização completa dos índios.

Fonte: Blog do Mércio

sábado, 29 de novembro de 2008

Mostra de Artes - Escola Municipal Guarujá em Água Boa

No dia 19/11 foi realizada a Mostra de Artes na Escola Municipal Guarujá. O evento teve exposição de diversos trabalhos e apresentações educativas e cultutrais.

Parabéns pela iniciativa.












Fonte: Secetaria de Educação de Água Boa MT.

CÁCERES - PAIXÃO DE POETA

Por Odair José - Blog do Odair

Cáceres, Princesinha do Rio Paraguai falada
Cidade de luzes e encanto
Feita de flores, calor e acalanto
Pelo sol brilhante sempre iluminada.

Banhada pelo Rio Paraguai caudaloso
Cercada de florestas pantaneiras;
Frondosos capins como esteiras,
Lagoas e animais lindos e formosos.

Capital Internacional da pesca
Região pantaneira do Turismo;
Conquistando espaço e patriotismo
Onde todos participam de festa.

Cidade de lindas garotas
D’aquelas que exalam perfume por onde passa;
Sua beleza encanta e realça
Por serem belas, meigas e marotas.

Cáceres, por ti tenho imenso amor,
Pois nesse silêncio que encontro em ti;
Escrevo minhas poesias, feitas aqui


E que um dia terá imenso valor.


Poesia: Odair José. Reg. 052/2008

Dicas de compras no Brás em São Paulo








“Quero fazer muito sexo”

por Revista Época

A professora aposentada Jane Juska tinha 66 anos e um jejum sexual que durava três décadas quando decidiu publicar um anúncio incomum num jornal de literatura de Nova York: “Antes de completar 67 anos – no próximo mês de março –, eu gostaria de fazer muito sexo com um homem de quem eu goste”. Jane, então divorciada e já com um filho adulto, imaginou que no máximo dois ou três homens dariam retorno. Mas sua caixa postal recebeu 63 respostas. Ela escolheu alguns dos candidatos e marcou encontros para conhecê-los pessoalmente. Fez sexo com quatro deles (um de cada vez). O ato de coragem só não foi maior que, anos depois, contar suas aventuras no livro Uma Mulher de Vida Airada – Memórias de Amor e Sexo depois dos 60 (Editora Rocco), que chega ao Brasil nesta semana.

Jane afirma que antes de publicar o anúncio se perguntava se nunca mais teria um homem – e essa dúvida fez soar um alarme. “A maioria das pessoas de idade, em especial as mulheres, têm medo de correr riscos”, diz. “Preferi agir a esperar que alguma coisa acontecesse”. Antes de publicar o anúncio, ela havia tentado outras formas de despertar o interesse em potenciais parceiros. Freqüentou bares e festas, em vão. Quando percebeu que a idade não era sua aliada numa paquera, desistiu. Ela diz ter acreditado que era melhor o celibato que a humilhação. A ousadia de publicar o anúncio mudou sua vida.

Quando as respostas dos pretendentes começaram a chegar, Jane teve o luxo de poder escolher. Ela separou as cartas, como conta no livro, em montinhos de sim, não e talvez. Escolheu os mais originais e equilibrados – já que sua caixa postal recebeu até mensagens pornográficas e fotografias de nu frontal. Em pouco tempo, ela deixou de lado a educação vitoriana do Meio-Oeste americano, a dor dos fracassos amorosos, os problemas de excesso de peso e da queda pela bebida para seguir até o aeroporto onde esperaria o primeiro candidato. “Foi o momento em que tive mais medo. Quase desmaiei quando vi que ele carregava uma caixa com objetos que faziam barulho. Pensei: ‘São brinquedos sadomasoquistas!’. Depois, descobri que eram garrafas de vinho”, diz.

Depois de Jonah, de 82 anos – o primeiro –, não parou mais com os encontros. Jane não mede palavras para relatá-los. Um dos candidatos, mal se apresentaram, pegou em seu traseiro. Outro pediu que ela apoiasse seus seios na mesa do restaurante – e os apalpou. Houve até quem tenha roubado sua calcinha. Ela também fala de masturbação e gosta de expor seu desejo pelo sexo masculino, fazendo referências ao corpo dos homens, em especial o traseiro. A maioria deles beirava ou passava dos 60 anos. Mas houve Graham, de 32, segundo ela um sósia do galã David Duchovny, de Arquivo X, que depois se tornou um grande amigo. “Eu me diverti muito”, afirma. No meio de tanta diversão, apaixonou-se. Robert, porém, tinha outro relacionamento – além de dores insuportáveis na coluna, o que tornava o sexo mais difícil.

Uma Mulher de Vida Airada não fala só dos encontros sexuais de Jane, mas de sua vida e escolhas. Do relacionamento com os pais à paixão pela literatura, do divórcio às aulas de redação para presidiários, Jane dá o pano de fundo para a maior aventura de sua vida, mostrando que a terceira idade não precisa ser um tempo apenas de renúncias e lembranças. Hoje, aos 75 anos e colhendo os frutos de seu livro, lançado no mundo inteiro, ela diz que continua em atividade. “Já não preciso mais de anúncios”, afirma.

Sadia nega venda à Nestlé mas está na mira de fundos

29/11 - 10:21

São Paulo - A Sadia divulgou na quinta-feira (27) comunicado em que nega que haja uma negociação com a Nestlé para venda de seus ativos. De qualquer maneira, agentes do mercado garantem que um processo de arremate da empresa está em curso, e o rumor mais forte ouvido nos corredores de corretoras é de que a finalização das negociações será feita por um fundo de private equity ou de pensão. Informações obtidas pelo DCI apontam de que essa possível aquisição ocorrerá em apenas uma parte da companhia, em torno de 20%, como forma de injetar recursos para equilibrar o seu caixa - que sofre com perdas de aproximadamente US$ 700 milhões por conta de exposição alavancada em derivativos cambiais - mas sem alterar seu controle acionário ou administração. As fontes que apontaram a alternativa não informaram qual seria esse fundo, nem a sua nacionalidade.

"Com esse processo, a companhia seria capitalizada. Porque o problema que envolve a empresa não foi sua atividade, que é a venda de frangos e vai muito bem, mas a tentativa de fazer caixa com derivativos", explicou um agente do mercado que pediu que seu nome não fosse publicado. "É factível que existe essa possibilidade, mas tudo pode acontecer. O mercado é cheio de surpresas", comentou outro especialista.

Uma possível venda da processadora de alimentos se fortaleceu na última semana, com o repique dos negócios que envolvem seus papéis. Na última terça-feira, por exemplo, enquanto o Ibovespa - que mede a variação das principais ações da BM&F Bovespa - subiu menos de 2%, as preferenciais da Sadia acumularam alta superior a 15%. Depois do evento, analistas aconselharam investidores a darem atenção ao papel nos próximos pregões, visto que sua forte valorização foi verificada sem motivos oficialmente conhecidos e em um dia morno dos negócios de renda variável.

"Analisando o comportamento do mercado, pelo volume negociado, pelo tipo de corretora que comprou e pelas quantidades de lotes vendidos, é possível especular que haja um movimento por trás dos negócios", ponderou o diretor de Relacionamento da Futura Investimentos, Felipe Souto. "O motivador não podemos afirmar, mas pode ser a compra da empresa por um fundo ou uma private equity, mesmo porque os private estão com muito dinheiro em caixa por causa da onda de IPOs verificada no ano passado. E a Sadia é um ótimo ativo que está muito depreciado", comentou o especialista. "Mas também pode ser um efeito manada", lembrou.

Na última terça feira, quando as ações preferenciais da empresa dispararam 15%, foram realizados 3,67 mil negócios, movimentando 6,5 milhões de títulos. Na sexta-feira anterior, no dia 21 de novembro, os números haviam sido menores, em, respectivamente, 2,6 mil e 3,6 milhões. Naquele dia, o papel perdeu 11% do valor. Já na última quarta-feira, o total de negócios somou quase 12 mil e a quantidade de títulos negociados ficou em 18,6 milhões. O papel subiu apenas 0,29% no dia, oscilando mais de 20% entre a mínima (R$ 3,30) e a máxima (R$ 3,98).

Segundo a corretora Ativa, desde o anúncio das perdas com derivativos, em 25 de setembro, até a última sexta-feira, as ações da Sadia acumulam queda superior a 70%. Mas vale lembrar que não precisa haver uma oferta de compra pela empresa para um ativo extremamente barato apresentar uma forte valorização: o movimento pode ser motivado por uma correção de valor.

A possibilidade de venda para a Nestlé foi vista como a explicação para esse movimento. A alternativa foi lançada pelo fato de a presidência da suíça anunciar a intenção de adquirir uma companhia brasileira do ramo alimentício. Entre as compradoras em potencial, foi citada a Sadia, pela sua necessidade de obter caixa. "Se e quando houver qualquer fato que justifique um fato relevante ou comunicado, a Sadia manterá o mercado informado", respondeu ontem o diretor de Relações com Investidores da companhia, Welson Teixeira Junior.

A reportagem entrou em contato com a empresa para obter mais informações sobre negociações em potencial, mas não houve manifestação.


DCI - Diário do Comércio & Indústria
Autor: Adriele Marchesini

Avião de pequeno porte cai em Anápolis e quatro morrem carbonizados

Duas pessoas sobreviveram à queda e estão internadas.
Acidente ocorreu no início da noite de sexta (28) no Aeroporto JK.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Anhanguera




Policiais observam avião após queda (Foto: Weimer Carvalho / O Popular / Agência Estado)

Um avião de pequeno porte com seis pessoas caiu no início da noite de sexta-feira (28) logo após a decolagem, no Aeroporto JK, em Anápolis (GO), a 60 quilômetros de Goiânia.

Quatro pessoas morreram carbonizadas e duas sobreviveram à queda, mas estão internadas em hospitais da cidade.

Um dos sobreviventes está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico de Anápolis. A sexta vítima foi internada em outro hospital e deve ter alta ainda neste sábado (29).

O aeroporto abriu procedimento para apurar as causas do acidente.

Os corpos dos quatro mortos estão no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia e devem ser liberados ainda neste sábado.

Os peritos apontam dificuldades para a identificação, uma vez que os corpos foram carbonizados e são necessários exames detalhados.

Drops indigenistas - 4 - Por Mércio Gomes Pereira

Sábado, 29 de Novembro de 2008

De volta ao Rio de Janeiro, após passar três dias em Brasília conversando com colegas e amigos índios e não índios.

Na quinta-feira à noite estive no lançamento da Fundação Francisco Meirelles, que homenageia Francisco e seu filho Apoena Meirelles, uma das duas principais linhagens de indigenistras brasileiros, sendo a outra a dos irmãos Villas-Boas.

A Fundação Meirelles foi criada pela família e visa ajudar os povos indígenas, através de suas legítimas lideranças, a serem os protagonistas do seu destino. A grande novidade nessa fundação é que, por assim dizer, ela pretende passar a bola do indigenismo para os próprios povos indígenas. É como se estivesse querendo dizer: agora, lideranças indígenas, vocês não precisam mais dos brancos para fazer a mediação entre seus povos e o mundo dos brancos. Vocês já têm muitas lideranças capazes, agora é fortalecer esse sentimento perante o mundo. A Fundação está disposta a ajudar lideranças a tomar o destino de suas vidas pelas mãos. É uma atitude corajosa e inovadora, que vai muito além do sentimento e do propósito das Ongs indigenistas neoliberais da atualidade.

Estavam presentes na efeméride diversos funcionários da FUNAI, entre eles Neide Siqueira, José Maria, João Gilberto e Luzia, mas ninguém da direção do órgão teve a dignidade de prestigiar o acontecimento. Índios Xavante e Terena fizeram as honras do Memorial dos Povos Indígenas, à frente o diplomata indígena Marcos Terena. Da família estavam presentes a filha de Francisco e irmã de Apoena, Lídice Meirelles, que vai dirigir a Fundação, a filha de Apoena, Tainá Meirelles, e os netos de Francisco, Hugo Meirelles e Peter.

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Nesta sexta-feira uma assembléia de duas centenas de índios presentes deliberou pelo apoio ao ministro José Gomes Temporão em transferir a saúde indígena da Funasa para a futura secretaria especial de fomento à saúde do ministério. A principal alegação é de que a Funasa é um antro de corrupção, desvio de dinheiro e desleixo. O próprio ministro já tinha falado sobre isso.

Não sei o quanto essa assembléia é representativa, já que não foi uma convocação geral. Vieram os índios que obtiveram recursos das Ongs para protestar pela saúde. Mas também havia daqueles que vieram pela Funasa por pertencerem aos conselhos distritais e Ongs que têm contrato com o órgão.

Quer dizer, difícil de dizer o quanto o ministro Temporão pode se gabar de apoios para isso ou aquilo. De todo modo, a discussão entre os índios presentes foi muito veemente.

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Mas não é só de escândalos da saúde indígena que comove os índios. A revista Isto é lança hoje uma nota dizendo que 300 índios Pareci estão descendo de suas terras em Mato Grosso rumo a Brasília onde pretendem tomar a Funai e destituir o seu presidente.

Os Pareci vêm há tempos tentando uma audiência com a direção do órgão para rediscutir a questão do posto de pedágio que têm em uma estrada que atravessa uma de suas terras já demarcadas e homologadas. Essa estrada cortava caminho para os fazendeiros atravessarem com seus caminhões. Daí os Pareci terem instaurado um pedágio que funcionava a contento de todos. Agora que a estrada está para ser asfaltada, os Pareci querem a continuação do pedágio. Podem até diminuir o valor desse pedágio já que o trânsito vai ser intensificado. Porém a atual direção da Funai não está dando a mínima para esse diálogo com os Pareci e a coisa foi piorando.

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Também circulou em Brasília a notícia da união dos Xavante com os Kayapó para mudarem o panorama da FUNAI. A insatisfação entre índios e indigenistas com a FUNAI está alcançando limites de inaceitabilidade. O órgão está às favas, perdendo sua capacidade de se indignar, enquanto a gestão atual segue inabalada seu trajeto de incosistências.

Se essa união acontece, a coisa fica poderosa. Isto quer dizer que os índios querem mudança e já!

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No Rio Grande do Sul, na Terra Indígena Cacique Doble, uma das mais tradicionais daquele estado, pertencente ao povo Kaingang, o MPF logrou um acordo entre os índios que vai permitir uma espécie de reforma agrária indígena. É que esta terra indígena, com pouco mais de 4.000 hectares, há anos vinha sendo controlada por algumas poucas famílias Kaingang que chegavam até a arrendar seus grandes lotes para brancos. Grandes lotes em linguagem relativa, é claro, pois não passavam de 150 a 200 hectares os maiores. As demais famílias ficavam a ver navios, miseráveis e sem condições de sustentar a si próprias.

Pois bem, o MPF interviu, seguindo o exemplo do que eu, quando presidente da FUNAI, e minha equipe, havíamos feito na Terra Indígena Ligeiro, no mesmo estado. Intervimos, proibimos o arrendamento, e fizemos a redistribuição das terras para todas as famílias. No começo deu um trabalho imenso e precisou da presença da Polícia Militar do estado para resguardar a segurança da FUNAI e dos próprios índios. Depois, a comunidade viu que os resultados eram positivos, por democráticos e equânimes.

Esse exemplo deve ser seguido em outras partes do sul do Brasil e também no Mato Grosso do Sul, onde algumas pequenas terras indígenas têm lotes de terras arrendados para brancos.

Solidariedade com atingidos pelos temporais


Ilhota (SC) - Equipes de socorro retomam o trabalho de resgate de famílias que permanecem isoladas em várias localidades do município, um dos mais atingidos pelos temporais que devastaram a região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina

Empresa quer colocar linha de avião em Água Boa, mas objetivo principal é interligar todas as principais cidades do Araguaia

Empresário Luiz Villela da empresa Sete Linhas Aéreas em Água Boa

Foto:Kassu

Com a desapropriação do aeroporto do Nakan que passa a ser aeroporto municipal, uma empresa já demonstrou interesse em manter linhas aéreas, ligando Água Boa e principais cidades da região com os grandes centros do país.

Luiz Villela, da empresa Sete Linhas Aéreas esteve ontem 27/11 acompanhando a assinatura de convênio permitindo a desapropriação do aeroporto do Nakan em Água Boa. O processo custou aos cofres públicos do estado, R$ 1.580.000,00.

Villela afirma que a empresa tem interesse em colocar uma linha aérea, para conduzir as pessoas aos principais centros urbanos, segundo informações extraoficiais a linha aérea poderá ser estendida pelas principais cidades polo do Araguaia, além de Água Boa poderão serem beneficiadas as cidades de Confresa, São Félix do Araguaia e Vila Rica.


Fonte: Assessoria/Evandro Carlos

OPERAÇÃO JUSSARA REPRIME CRIMES AMBIENTAIS NO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU

CASCAVEL/PR - Na madrugada desta sexta-feira, 28, a Polícia Federal em operação conjunta com a Polícia Militar Ambiental do Paraná desencadeou a operação Jussara com o objetivo de coibir a prática de crimes ambientais no entorno do Parque Nacional do Iguaçu na região Sudoeste do Estado, especialmente a ação de palmiteiros.

Participam da operação cerca de 25 policiais que se deslocaram até a cidade de Capanema/PR para realizarem busca e apreensão em 10 locais. As buscas e apreensões visam recolher provas para diversas investigações em curso na Delegacia de Polícia Federal em Cascavel. Três pessoas foram detidas e conduzidas à Delegacia de Capanema onde após prestarem depoimento foram liberadas. Também foram apreendidos uma pequena quantidade de palmitos e cerca de 600 frascos para embalar palmito, conservantes químicos e apetrechos para a preparação do produto.
Por: Comunicação Social /Delegacia da PF em Cascavel

PF PRENDE ROMENA TRANSPORTANDO COCAÍNA

GUARULHOS/SP - A PF prendeu em flagrante na noite de ontem, 27 de novembro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, uma romena de 23 anos que transportava cocaína para a Holanda.

Os policiais federais, em fiscalização de rotina, desconfiaram da passageira que se comportava de modo estranho na fila do check-in de um vôo que se destinava a Bruxelas/Bélgica, com escala em Amsterdã/Holanda. Sua bagagem foi aberta e dentro foi encontrado um pacote plástico preto contendo cerca de três quilos e meio cocaína.

A envolvida foi presa e responderá pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Por: Comunicação Social /Delegacia da PF no Aeroporto de Guarulhos

SC contabiliza 105 mortes devido a chuva no Estado

Casa ameaça desabar em barranco de Blumenau

A Defesa Civil de Santa Catarina informou, às 21h45, que o número de mortos devido à chuva é de 105. Dezenove pessoas estão desaparecidas. Segundo o órgão, 78.707 pessoas ficaram desalojadas e desabrigadas, sendo 27.410 desabrigadas e 51.297 desalojadas. Cerca de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelas enchentes.

Dois novos deslizamentos de terra ocorridos na região do Morro do Baú, cidade de Ilhota, nesta sexta-feira, mataram quatro pessoas de uma mesma família e fizeram com que equipes de resgate determinassem a retirada de pessoas do local. A evacuação foi realizada por cerca de 20 helicópteros e poderia ser realizada "à força" caso os moradores insistissem em permanecer na área, onde foram registradas 33 mortes.

A maioria dos óbitos no Estado foi causada por deslizamentos de terra e desmoronamentos, segundo o diretor da Defesa Civil em Santa Catarina, Márcio Luiz Alves. "Essa é a grande preocupação. A maioria das mortes ocorre quando a chuva pára e as pessoas acham que está tudo bem", disse. "Mas ainda temos pessoas isoladas em áreas alagadas, feridas e por isso concentramos nossos esforços para tentar resgatá-las".

Alves disse considerar muito elevado o número de vítimas e afirmou que os últimos dias entrarão para o histórico de tragédias do Estado. "Consideramos um número elevadíssimo a quantidade de vítimas fatais registradas para um evento desta natureza, tão concentrado em algumas regiões", afirmou.

A sede da Defesa Civil catarinense segue lotada desde o último sábado. Muitos dos funcionários não conseguiram dormir desde que as primeiras mortes foram confirmadas. "É uma dor muito grande para nós", disse o comandante.

"Temos que buscar salvar o máximo possível de vidas e por isso as recomendações para que as pessoas deixem as encostas prosseguem", afirmou.

De acordo com a meteorologista Gilsânia Cruz, do Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri-Ciram), a chuva deve diminuir gradativamente até o final da semana, mas não estão descartados riscos de temporais isolados, principalmente na região litorânea. Com isso, os problemas com deslizamentos podem continuar.

A Defesa Civil abriu duas contas bancárias para receber doações em dinheiro para ajudar as pessoas atingidas pelas chuvas que atingem o Estado. Os interessados em contribuir podem depositar qualquer quantia nas contas: Banco do Brasil - Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7; Besc - Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0;Sicoob SC - Agência 1005, Conta Corrente 2008-7; Caixa Econômica Federal - Agência 1877, Operação 006, Conta 80.000-8; Bradesco S/A - Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1; Itaú - Agência 0289, Conta Corrente 69971-2; Sicredi, Agência 2603, Conta Corrente 3500-9; e Santander - Agência 1227, Conta Corrente 430000052.

Cidades onde foram registradas mortes Brusque: 01
Benedito Novo: 02
Blumenau: 24
Bom Jardim da Serra: 01
Gaspar: 15
Ilhota: 33
Itajaí: 02
Jaraguá do Sul: 13
Luiz Alves: 05
Pomerode: 01
Rancho Queimados: 02
Rodeio: 04
São Pedro de Alcântara: 01
Florianópolis: 01

Redação Terra

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Cinco reféns morrem em Mumbai - Giro Último Segundo

Veja e leia as notícias do Giro Último Segundo:

Cinco reféns são mortos no centro judaico de Mumbai

Santa Catarina recebe doação de água, remédios e colchões; veja como ajudar

Filme dos irmãos Coen é destaque nas estreias dos cinemas

Torcedor escala 7 são-paulinos na seleção do Brasileiro








Maggi faz sua última viagem internacional do ano

O governador Blairo Maggi faz sua últma viagem internacional neste sábado. Acompanhado da primeira-dama Terezinha Maggi, secretária de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, do também secretário Luís Daldegan (Meio Ambiente), dos presidentes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, e da Aprosoja, Ricardo Arioli, Maggi embarca para os Estados Unidos. A comitiva participará de eventos a partir de segunda, 1º de dezembro. A agenda se estende até o dia 7. Estão previstas reuniões com autoridades, a fim de discutir questões ambientais e também o agronegócio.

A viagem já estava agendada desde março. Esta é a terceira viagem internacional de Maggi. Desta vez, ele vai estar em Chicago e Washington. Outras autoridades brasileiras também participam dos eventos, entre elas o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e também o sub-secretário de Estado Thomas Shannon.

Blairo Maggi, conhecido com um dos maiores produtores de soja do mundo, vai discorrer sobre as práticas de Mato Grosso para aliar aumento da produtividade e sustentabilidade ambiental, além de discutir os efeitos da crise financeira mundial no agronegócio brasileiro. A volta de Maggi e sua comitiva está prevista para 9 de dezembro. Até lá, o vice Silval Barbosa assume a cadeira de governador. (Andressa Boa Sorte com Assessoria)


Autor: RDNews

PRF encaminha adolescente ao Conselho Tutelar

Autor: NUCOM AR
Data de Inserção: 28/11/2008


No km 733 da BR-163, policiais rodoviários federais abordaram o veículo GM/S10, placas NJF 6306 (MT), conduzido por Domingos Farias, 47 anos. Durante a fiscalização foi verificado sua acompanhante, uma adolescente de 15 anos, não portava dcumentos pessoais e não tinha autorização de seus pais ou responsáveis para viajar. A menor foi encaminhada ao Conselho Tutelar local.

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil em Sorriso (MT).

OPERAÇÃO TERRA FRIA COMBATE A FALSIFICAÇÃO DE ESCRITURAS DE IMÓVEIS RURAIS

BARRA DO GARÇAS/MTA Polícia Federal desencadeou na manhã desta sexta-feira, 28, a “Operação Terra Fria”, nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Bahia, São Paulo e no Distrito Federal, dando cumprimento a 30 Mandados de Busca e Apreensão e 16 Mandados de Prisão Preventiva, expedidos pela Justiça Federal, em face de requerimento do Ministério Público Federal.

A Operação Policial tem por escopo reprimir um esquema de falsificação de escritura de imóveis rurais e o uso desses documentos em diversos fins criminosos junto a órgãos ambientais e instituições financeiras.

As investigações sobre o esquema se iniciaram no ano de 2006 e revelaram que diversas propriedades rurais localizadas na região de Vila Rica/MT, no nordeste de Mato Grosso, estão tituladas de forma indevida, uma vez que as coordenadas geográficas de localização dessas áreas não coincidem com a localização física dos imóveis, ou seja, no papel o imóvel está em determinado lugar, mas fisicamente ele se encontra em outro, havendo, portanto, problemas no que concerne ao georeferenciamento de tais áreas.

Essa modalidade de adulteração da localização de imóveis é conhecida como “deslocamento”. Há casos, dentre os investigados, em que certas áreas estão deslocadas a mais de 30 km de onde deveriam estar.

Tais escrituras falsas foram utilizadas para viabilizar desmatamentos ilegais e também dadas em garantia para a obtenção financiamentos bancários.

Uma quantidade considerável de pessoas teria adquirido imóveis rurais na região de Vila Rica/MT, cujos memoriais descritivos (mosaicos) e os conseqüentes registros em Cartório, fazem com que aquelas terras incidam sobre imóvel de terceiro já titulado. Em razão disso, instaurou-se na região de Vila Rica/MT um intenso conflito possessório – com diversas ações ajuizadas no fórum daquela comarca – e também um acirrado clima de confronto, com o registro de ameaças (inclusive contra oficiais de justiça) e até de mortes, por conta dessa disputa por terras.

Vale ressaltar que um dos motivos que embasaram a decisão judicial de prisão preventiva dos envolvidos é o fato de que, na região de Vila Rica/MT, testemunhas conhecedoras das fraudes estão sendo constantemente ameaçadas, havendo um aumento constante da violência.

Por Comunicação Social/Delegacia de Polícia Federal em Barra do Garças
(66) 3402.3100

Fiscalização lavra R$ 1,8 milhão em termos de apreensão em blitz na BR-163

LIGIANI SILVEIRA
Assessoria/Sefaz-MT

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) realizou, de 1 a 20 de novembro, blitz na BR-163, na região do Posto Fiscal Rio Correntes, próximo à divisa com Mato Grosso do Sul, com o intuito de verificar a documentação fiscal dos veículos que transportavam mercadorias. Dos 2.223 veículos fiscalizados, 57 apresentavam irregularidades fiscais.

Por conta disso, foram lavrados 197 Termos de Apreensão e Depósito (TAD's) no valor total de R$ 1,8 milhão, referentes ao ICMS e a multa correspondentes. Somente em um veículo com eixo erguido (bitrem), foi constatado que 95% das mercadorias (confecções) transportadas estavam desacobertadas de nota fiscal, tendo sido lavrados dois TAD´s no valor de R$ 221 mil.

Segundo o secretário de Fazenda, Eder Moraes, a posse dos 85 novos agentes de Tributos Estaduais possibilitou o aumento significativo da quantidade de veículos fiscalizados, seja nos postos de divisa com outros Estados ou nos pontos de apoio, aumentando o risco fiscal de quem tenta furar as barreiras. A fiscalização foi executada pela Gerência de Execução de Trânsito Sul, com o apoio da Assessoria Militar.

Mostra do Conhecimento - E. M. Apóstolo Paulo da Serrinha


Escola Municipal Apóstolo Paulo realiza: Mostra do conhecimento no dia 21/11. Na oportunidade os alunos apresentaram os projetos desenvolvidos na escola.

Os alunos da EJA do Projeto de Assentamento Jandira também apresentaram o projeto desenvolvido naquela comunidade.

Fonte: Secretaria de Educação de Água Boa

Resumo de Notícias Agrícolas / 28/11/2008

Agricultores conseguem suspender apreensão de máquinas e asseguram "nome limpo" até junho


por Aprosoja

O Tribunal de Justiça concedeu liminar à ação civil pública movida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) contra os bancos, atendendo dois pedidos cruciais para o setor: manter a posse das máquinas e equipamentos com os produtores e proibir a inclusão dos nomes dos inadimplentes nos serviços de proteção ao crédito até o dia 30 de junho de 2009. A liminar foi dada na tarde desta quinta-feira (27.11), pelo juiz José Zuquim Nogueira.

Com os dois pontos atendidos, os agricultores poderão dar continuidade à safra 2008/2009, que estava sob ameaça com as apreensões de máquinas e equipamentos que vinham ocorrendo desde o dia 14 de novembro em todo o estado.

Mesmo sendo uma decisão temporária, o presidente da Famato, Rui Prado, afirma que a determinação da Justiça mostra que é necessária uma flexibilização por parte do governo federal. “O agricultor tem interesse em regularizar a situação para que possa dar continuidade aos trabalhos”.

“A decisão da Justiça é extremamente importante porque Mato Grosso corria o risco de ter uma parada drástica na agricultura que, com certeza, afetaria profundamente a arrecadação e a geração de emprego e renda no estado”, afirma o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Ricardo Tomczyk.

A liminar determina a imediata exclusão dos nomes dos produtores, filiados ou sindicalizados à Famato, dos cadastros do SPC, Serasa e Cadin, assim como impede a inclusão de novos nomes nos serviços de proteção ao crédito por parte dos bancos.

Medida semelhante vale para as apreensões de máquinas e equipamentos. Os que já foram levados das propriedades terão que ser devolvidos e os produtores ficarão sendo os fiéis depositários dos mesmos. Novas ações de apreensões também estão proibidas.

As apreensões vinham ocorrendo em todas as regiões do estado. “Nos últimos 10 dias percorri 12 municípios para realizar palestras e reuniões com os produtores e constatei que o caos já estava instalado. A liminar concedida dará tranqüilidade para o agricultor retomar às atividades no campo”, afirma o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira.

Silveira lembra que 70% dos produtores no estado não conseguiram pagar os 40% das parcelas das operações de investimentos que vencem este ano até o dia 15 de outubro. A data limite expirou e a partir daí os bancos conseguiram mandados de busca e apreensão de máquinas e equipamentos dos inadimplentes.

A liminar não incluiu outros dois pedidos feitos na ação, que são a suspensão das ações de execuções em andamento e a ordem para que novas execuções não ocorram até o dia 30 de junho de 2009.


Goiás é a aposta para crescimento do País
27/11 - 13:57

Goiás é a grande aposta para o crescimento do País. Na condição de economia emergente, o Brasil tem que lutar para manter o crescimento apesar da crise mundial e, portanto, garantir que a infra-estrutura logística supere os obstáculos atuais para propiciar o escoamento da produção e o livre acesso aos portos. Nesse cenário, o Estado se destaca com a construção da Ferrovia Norte-Sul (FNS), que pode transformar Anápolis em grande centro logístico no coração do País. Além disso, desenvolvimento de fontes alternativas de combustíveis como o etanol colocam Goiás em evidência nas discussões nacionais sobre sustentabilidade.

No simpósio Desafios para um País Emergente: Infra-Estrutura e Logística no Brasil, realizado ontem no Senado, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) ressaltou a importância de propiciar debates capazes de permitir o estabelecimento de diretrizes para a infra-estrutura, que é "o grande desafio para manter o crescimento do País". O evento, uma iniciativa da Comissão de Serviços de Intra-Estrutura (CI), aborda temas de logística focados em energia elétrica, saneamento básico, meios de transporte e telecomunicações.

De acordo com o senador, o País precisa homogeneizar o sistema de transportes, que atualmente é mais desenvolvido no meio rodoviário, para baratear custos e atender com eficiência o escoamento da produção. "Ou começamos a ver o Brasil para além das convicções políticas e partidárias e traçamos planos de longo prazo, ou estaremos condenados ao exercício permanente de correr atrás do prejuízo que é efeito da falta de planejamento estratégico."

Marconi diz que a construção da FNS - aliada a outros projetos já finalizados ou em fase de construção - contribui para incrementar o sistema de transportes no País. De acordo com o senador, o trajeto que liga o Porto de Itaqui (MA) a Santa Fé do Sul (SP), juntamente com os trilhos que vão do Espírito Santo até o Rio de Janeiro, passando por Anápolis (GO) até Cruzeiro do Sul (fronteira com o Peru), tornarão o município goiano o grande centro logístico do País.

O seminário debate hoje assuntos como etanol, orçamento, telecomunicações e desenvolvimento tecnológico. Marconi defende que o desenvolvimento da infra-estrutura depende de, pelo menos, três aspectos cruciais: as políticas públicas e os investimentos públicos e privados, além da definição de marcos regulatórios, fundamentais para atrair divisas necessárias ao progresso tecnológico. "Esses fatores, aliados ao acesso ao crédito e ao financiamento, são os pilares da competitividade sistêmica, condição essencial para a inserção internacional de nossas empresas", argumentou.

Ações

No simpósio, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, pediu que o Legislativo aprofunde o debate sobre o que fazer para melhorar a infra-estrutura e o planejamento do País. Para ele, o Brasil deve se preparar para aproveitar a fase de bonança quando a crise econômica amenizar. "Diante da crise, não podemos nos encolher, mas temos que procurar enfrentá-la, pensando no que podemos fazer."

Também presente nos debates, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, disse que um dos entraves ao crescimento nacional está na carência de infra-estrutura, decorrente de poucos investimentos feitos nas últimas décadas. Entretanto, ele apontou que o setor de energia está avançando. Para exemplificar, ele citou as descobertas feitas pela Petrobras na camada pré-sal, dizendo que isso abriu novos horizontes para o País: "O Brasil poderá se transformar, nos próximos dez anos, num país exportador de petróleo."

Diário da Manhã
Autor: Marcelle Alves


Arroba do boi tem cotação máxima de R$ 85 a arroba ontem
27/11
Alessandra Carvalho

Em Mato Grosso do Sul apenas duas empresas abriram as compras na manhã desta quarta-feira (26) com a maior cotação da arroba do boi rastreado no valor de R$ 85 a arroba, para pagamento a prazo. Para a carne da vaca o preço máximo está cotado a R$ 78 a arroba, a prazo.

Em Anastácio o frigorífico Independência, não esta comprando a arroba do boi e da vaca à vista, somente a prazo, sendo que a arroba do boi rastreado é comprada a R$ 84 e a fêmea R$ 77 a prazo.

Em Bataguassu o frigorífico Marfrig, não esta comprando a arroba do boi e da vaca à vista, somente a prazo, sendo que a arroba do boi rastreado é comprada a R$ 85 e a fêmea R$ 78 a prazo.

Sendo que, as empresas frigoríficas Bertin de Navirai o frigorífico Friboi e o frigorífico Independência de Nova Andradina, não esta comprando no período da manhã.

Midiamaxnews


Perda no campo de SC é de R$ 415 milhões
28/11

Entidades ligadas ao setor agropecuário catarinense começam a colocar na ponta do lápis as perdas decorrentes das chuvas que arrasaram o Estado. Levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) aponta um prejuízo preliminar de R$ 415,5 milhões referentes a perdas em nove culturas. Além das lavouras de feijão e arroz, que contabilizaram as maiores perdas em valores, a produção de hortifrutigranjeiros do cinturão verde da Grande Florianópolis foi totalmente arrasada e a produção de mel e cebola caiu pela metade.

A lavoura que acumula o maior prejuízo, de R$ 124 milhões, é a de feijão. Dos 70 mil produtores do Estado, 80% foram atingidos e a produção prevista de 150 mil toneladas já registra quebra de 50%, ou seja, 75 mil toneladas de feijão deixarão de ser colhidas nesta safra. Conforme relatório elaborado pelos técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepa), esta atividade é bastante suscetível ao excesso de chuvas, que prejudica o desenvolvimento, além de aumentar a incidência de doenças.

No segundo lugar do ranking das perdas aparece a cebola. De acordo com a Faesc, dos 18 mil produtores em atividade em SC, 100% foram afetados e a produção estimada em 400 mil toneladas terá quebra de 50%, o que representa um prejuízo de R$ 100 milhões. A safra de arroz terá quebra de 15%, o que significa que 165 mil toneladas serão perdidas e o prejuízo será de R$ 96 milhões. A produção de trigo estimada em 250 mil toneladas, nesta safra, terá perda de 20% e R$ 23 milhões.

A produção de fumo pode alcançar um prejuízo de R$ 48 milhões. De acordo com a Epagri/Cepa, o fumo não foi comprometido somente pelo excesso de água. As perdas são acumulativas e decorrentes das insistentes chuvas e também pela falta de luminosidade. Por conta disso, a cultura não se desenvolveu como o esperado e sua qualidade está comprometida (fumo muito leve, com poucas folhas). Parte da cultura em desenvolvimento vegetativo ainda pode ser parcialmente recuperada, com tratos culturais e um reforço na adubação de cobertura, acreditam os produtores agrícolas.

Outros R$ 12,5 milhões serão perdidos pelos produtores de mel e a safra de 5 mil toneladas terá quebra de 50%. Os 75 mil produtores de leite também terão prejuízos estimados em R$ 6 milhões, pois a perda é de 10% da produção diária. Na bovinocultura de corte a perda estimada é de R$ 5 milhões.

Informações da Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa) apontam que 100% dos produtores de hortaliças foram afetados pelas chuvas e as perdas devem chegar a 80%, somando prejuízos de cerca de R$ 1 milhão.

As culturas de soja e milho, que não apresentam perdas significativas, começam a preocupar os produtores pela seca nas demais regiões do Estado onde não chove há 15 dias. "O quadro é grave para a agricultura como um todo. Onde não há excesso, há falta de chuva. Nesse momento é muito difícil calcular o valor real do rombo, mas sabemos que é muito dinheiro", diz o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri.

Embarques perdidos

Sem fluxo de navios registrados desde a última sexta-feira no porto de Itajaí, o agronegócio que por ali circula também já amarga prejuízos. Com a interrupção das operações do complexo portuário de Itajaí (SC), a Perdigão - em parceria com armadores que executam o transporte das exportações da empresa - remanejou suas operações de embarque para outros portos. Pelo menos temporariamente, são os portos de São Francisco do Sul (SC), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) que vão embarcar os volumes negociados pela empresa no mercado internacional. A Perdigão já exportava por estes portos, porém de maneira complementar.

Os dias perdidos em virtude da tragédia climática e a nova rota, sinônimo de nova logística, deve fazer com que os volumes embarcados no mês de novembro fiquem abaixo das previsões iniciais da companhia. Perdas que a empresa espera reverter já no próximo mês com a nova estratégia de exportação.

Em comunicado à imprensa, a Perdigão informou que "nenhuma das unidades industriais da no Estado, concentradas na região Oeste, sofreram danos materiais que exigissem a interrupção de suas atividades. Todas estão operando normalmente".

O bloqueio das principais estradas que compõem a malha viária catarinense, devido às quedas de barreiras, também demandaram um redirecionamento logístico em "busca de rotas alternativas. Dessa forma, foi possível garantir os deslocamentos de cargas com produtos fabricados em Santa Catarina para todas as centrais de distribuição no país", informou a assessoria. Parte dos funcionários da empresas estão trabalhando nos resgates das vítimas da tragédia.

Ajuda alimentar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve entregar esta semana 708 toneladas de alimentos aos catarinenses, volume equivalente a 32.540 cestas básicas, além de outras 54 toneladas de feijão e 42 mil litros de leite.

Já foram distribuídas mais de 288 toneladas de alimentos em 12.540 cestas básicas - 5 mil da Superintendência Regional da Conab em Santa Catarina e outras 7.540 enviadas pelo Rio Grande do Sul. Mais 420 toneladas de alimentos armazenados na unidade da estatal em Herval do Oeste devem ser transferidos para o município de São José, na grande Florianópolis.

A Conab já enviou 54 toneladas de feijão do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para Itajaí e Blumenau. Os 42 mil litros de leite longa vida também serão doados via PAA. A estatal explica que o leite foi incluído excepcionalmente nestas doações, face à falta de água potável para consumo, necessária à diluição do leite em pó.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Juliana Wilke e Gilmara Botelho)

Gazeta do Povo
Gazeta Mercantil


Sobra em SC e falta no Sudoeste: agricultores preocupados
28/11
Deonir Spigosso

Pato Branco – Se a menos de 500km as chuvas causaram estragos incalculáveis em Santa Catarina, no sudoeste do Paraná a falta dela começa a preocupar agricultores com possíveis perdas na produção. Embora não ultrapasse 20 dias sem precipitações pluviométricas na região, o forte sol e o estágio de determinadas culturas estão prejudicando o desenvolvimento natural.

Por ser um mês tradicionalmente chuvoso, a pouca umidade deixa produtores em alerta, já que fizeram um dos plantios mais caros dos últimos anos e com pouca previsão de preços atrativos para a safra. A expectativa é que volte a chover no domingo, como apontam alguns institutos de meteorologia.

Alguns produtores fazem previsões nada otimistas e algumas culturas já apresentam sinais de quebra na produtividade, principalmente no feijão. Sensível ao calor intenso, o feijão das águas – que chega ser cômico em sua denominação – perde o desempenho de crescimento e de carga de vagens, comprometendo ainda a qualidade do grão nas restantes. É cedo para estimar possível quebra na produção, mas segundo o engenheiro-agrônomo da Coasul em São João, Jonevil Pompeu, tem agricultor falando em Proagro. “O feijão não está segurando a flor e isso refletirá em baixa produção. Se não chover até o final de semana teremos problemas sérios”, alertou Pompeu.

Diário do Sudoeste



MT e GO arrematam 64,48% do leilão de PEP de milho
28/11 - 00:00

O leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para milho comercializou ontem 64,48% da oferta total de 223 mil toneladas, ou 143.798 toneladas.

O maior interesse pelo subsídio do governo foi registrado no Mato Grosso, Estado onde a logística dificulta o escoamento e, por isso, os preços estão mais pressionados. Foi arrematado prêmio para 97.048 das 100 mil toneladas oferecidas no Mato Grosso, ou 97,05%. Goiás, que sofre a concorrência dos preços praticados no Estado vizinho, arrematou prêmio para 46.740 toneladas das 60 mil toneladas oferecidas, ou 77,90%. Não houve interesse pelas 60 mil toneladas do Mato Grosso do Sul nem pelas 3 mil toneladas de Rondônia.

Para o Mato Grosso, o PEP era de R$ 2,82 a saca, para Goiás, de R$ 1,80 a saca, para o MS, de R$ 1,08 a saca e para Rondônia, de R$ 1,14 a saca. Em troca da subvenção, o comprador do milho deve pagar ao produtor um preço mínimo, que no caso do Mato Grosso e de Rondônia, é de R$ 11,04 a saca. O milho negociado deve ser escoado para outros Estados, com exceção das Regiões Centro-Oeste, Sul, Sudeste e os Estados de Pará, Rondônia, Piauí e Maranhão.

Também hoje foi realizado leilão de prêmio de risco (Prop), com oferta de 2 mil contratos de 27 toneladas de milho do Mato Grosso. Foi arrematado prêmio equivalente a 879 contratos, ou 43,95% do total. Para receber a subvenção, o arrematante deve pagar pelo milho o valor de R$ 14,52 a saca e escoar o produto para a região Nordeste, o norte de Minas ou o Espírito Santo.

Para o produto com origem na região norte do Estado do Mato Grosso, o prêmio era de R$ 1.890,00 por contrato ou R$ 4,20 por saca para a Região Nordeste e R$ 1.242,00 por contrato ou R$ 2,76 por saca para o norte do Estado de Minas Gerais ou para o Estado do Espírito Santo. Para o produto com origem na região sul do Estado do Mato Grosso, o Prop era de R$ 1.080,00 por contrato ou R$ 2,40 por saca para a Região Nordeste e R$ 432,00 por contrato ou R$ 0,96 por saca para o norte do Estado de Minas Gerais ou para o Estado do Espírito Santo.

Trigo

O aumento do valor do subsídio do governo para a transferência do trigo da região Sul para os Estados do Nordeste não fez crescer o interesse pelo leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) realizado hoje. Foi arrematado prêmio para 40 mil das 100 mil toneladas de trigo oferecidas, sendo 70 mil toneladas do Rio Grande do Sul e 30 mil toneladas do Paraná. E apenas trigo gaúcho foi negociado.

O valor do subsídio subiu de R$ 152 para R$ 178 a tonelada. No Paraná, o setor produtivo estima que somente um prêmio superior a R$ 180 a tonelada pode estimular moinhos do Nordeste a comprar o trigo nacional, já que a Argentina oferta o cereal a preços competitivos e com menor custo de frete.


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