segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Com 14 votos a 4, Câmara cassa ex-presidente Lutero Ponce

Por RDNews
Publicado por Kassu - 15/11/2009 às 19h04



Sempre demonstrando tranquilidade, apesar as acusações que pairam sobre sua administração, Lutero lutou até o fim, mas não conseguiu reverter o desgaste político e teve o mandato cassado

Cinco anos após assumir o mandato na Câmara de Cuiabá pelo PP, o ex-presidente do Imeq, vereador Lutero Ponce de Arruda (PMDB), entra para a história pela porta dos fundos. Ele é o segundo vereador cassado pelo parlamento municipal em 282 anos de história, apenas três meses após Ralf Leite (PRTB) perder a cadeira no Palácio Pascoal Moreira Cabral. O empresário Arnaldo Penha (PMDB) assume a vaga de Lutero. Agora, o empresário Arnaldo Penha, primeiro suplente do PMDB, assume a cadeira. Ele obteve 3.476 votos no pleito do ano passado.

Ao decretar a perda do mandato do colega, os vereadores da Câmara de Cuiabá demonstram que a pressão popular tornou-se insuportável após sucessivas gestões marcadas por escândalos de corrupção no Legislativo. Para se ter uma idéia, pairam suspeitas e denúncias com indícios consistentes de corrupção envolvendo pelo menos três antecessores de Lutero na presidência da Casa: João Malheiros (PR), hoje deputado estadual, Luiz Marinho, que trocou o DEM pelo PTB e é pré-candidato a deputado estadual, e Chica Nunes (DEM), que assim como o republicano se sustenta na AL.

A cassação de Lutero ocorre há exatos três meses do início da instalação da Comissão Processante, composta pelos vereadores Francisco Vuolo (PR), presidente, Lúdio Cabral (PT), relator, e Lueci Ramos, membros. Os três são amigos de longa data de Lutero, mas a pressão popular foi tão grande que o republicano e o petista se viram numa encruzilhada. Teriam que abandonar os projetos de candidatura à Assembleia se saíssem em defesa do ex-presidente. Tanto que o petista se absteve de votar. Agora, com a cassação de Lutero, os dois ganharam expressividade na Baixada Cuiabana.

Por outro lado, Lueci Ramos (PSDB), já está com a imagem desgastada por estar no terceiro ano de mandato e não ter feito uma boa administração à frente da secretaria de Bem-Estar Social. Ao defender publicamente e votar pela absolvição de Lutero, ela fica com o futuro político seriamente comprometido. Dificilmente conseguirá chegar ao parlamento estadual. (Andréa Haddad)

Votaram pela cassação
Antônio Fernandes (PSDB)
Paulo Borges (PSDB)
Sérgio Cintra (PDT)
Toninho de Souza (PDT)
Francisco Vuolo (PR)
Deucimar silva (PP)
Éverton Pop (PP)
Leve Levi (PP)
Domingos Sávio (PMDB)
Ivan Evangelista (PPS)
Pastor Washington (PRB)
Néviton Fagundes (PRTB)
Totó Cérsar (PRTB)

Votaram pela absolvição
Clovito (PTB)
Lueci Ramos (PSDB)
Lutero Ponce (PMDB)
Chico 2000 (PR)

Abstenção
Lúdio Cabral (PT)

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