quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Aprenda a fazer seu próprio creme de amendoim

Por R7
Edição: Meider Leister

Pastinha é deliciosa para ser servida acompanhando torradas ou bolachas salgadas

Você sabia que creme de amendoim é um alimento para lá de saudável?

O R7 ensina a preparar a pastinha, que sai especialmente barata quando feita em casa:

Ingredientes:

Três copos de amendoim sem pele
Meia colher de café de sal
Duas colheres sopa de açúcar ou mel
Um terço de xícara de óleo de amendoim


Modo de preparo:

Coloque os amendoins com a pele em uma assadeira e leve ao forno médio para torrar, sem deixar tostar. Depois que esfriar, retire a pele e bata no liquidificador com o óleo e o açúcar. Bata bastante até obter uma pasta.

Dica: Dependendo da potência do liquidificador, divida os ingredientes em três partes e bata uma por vez. Se preferir, deixe alguns pedaços de amendoim.

Jardim zoológico do Rio apresenta novos filhotes

Por R7
Edição: Meider Leister
Animais de várias espécies nasceram recentemente na unidade

(Foto: Fabio Motta/Agência Estado)


O jardim zoológico do Rio de Janeiro, no Parque Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte, apresentou na última quarta-feira (24) seus novos moradores. Filhotes de espécies ameaçadas de extinção nasceram no local como o macaco prego de peito amarelo, os macacos cuxiu e mandril, o papagaio-chauá e a ave guará.

O público conheceu também os filhotes recém-nascidos de tamanduá mirim, pica-pau branco e da araçari-poca, espécies que pela primeira vez procriaram no zoo carioca. Cerca de 200 filhotes nasceram desde o início do período reprodutivo, que vai de setembro (2009) a março (2010). Muitos deles nasceram pela primeira vez de uma reprodução em cativeiro.

O jardim zoológico fica fica aberto diariamente das 9h às 16h30

EUA vão ampliar subsídios para dobrar exportações em 5 anos

Fonte: Gazeta do Povo
Edição: Meider Leister

Ofensiva serve para recuperar a economia norte-americana, mas Brasil pode ter mais dificuldade no acesso a mercados importantes, como o chinês e o russo.

Os Estados Unidos anunciaram ontem o que promete ser a maior ofensiva do país no comércio internacional do agronegócio. Em cinco anos, o governo norte-americano quer dobrar as exportações do setor, que devem alcançar US$ 100 bilhões neste ano. A meta foi apresentada na abertura do Agricultural Outlook Forum 2010, em Arlington, cidade nos arredores de Washington que tradicionalmente é sede do evento organizado pela Secretaria de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês). Caso se concretize, ela ameaça o desempenho das exportações agrícolas do Brasil, que no ano passado atingiram US$ 64 bilhões. O Paraná, maior produtor nacional de grãos, também sentirá com força os efeitos do avanço da agricultura dos EUA.

“Essa é a hora de fortalecer o comércio global de commodities agrícolas”,
afirmou o analista do USDA Jim Miller, durante a cerimônia de abertura da conferência. “As estatísticas da agricultura norte-americana preocupam. A ‘América Rural’ representa apenas um sexto da população do país, mas é o setor que mantém a nação unida. Precisamos fortalecer o agronegócio através da abertura de novos mercados dentro e fora do país”, disse Tom Vilsack, secretário de Agricultura dos EUA. Sem maiores detalhes, o secretário deixou claro que para atingir a meta o país não deve medir esforços, inclusive com o aumento dos subsídios ao segmento.

Outra estratégia norte-americana para ampliar a participação no mercado mundial será intensificar os acordos bilaterais com os países onde cresce o consumo, como a China. Responsável por 54% do comércio global do complexo soja, o país asiático é a principal aposta norte-americana para alavancar as exportações do setor. Os chineses, vale lembrar, compram atualmente metade das exportações brasileiras do grão. Os EUA também querem participar do mercado de valor agregado. Um exemplo é a exportação de carne suína para Rússia, onde fatalmente fica estabelecida outra disputa com o Brasil.

Discurso diferente

A mudança no discurso em relação aos subsídios se justifica no esforço do governo pela recuperação econômica, abalada com a crise financeira deflagrada no segundo semestre de 2008. No ano passado o presidente Barack Obama tentou, sem sucesso, cortar progressivamente parte da ajuda do governo à agricultura. A proposta gerou polêmica e foi barrada no Congresso, onde o agronegócio sustenta um dos maiores lobbies. Agora, o novo posicionamento vai mexer com o mercado e com as relações internacionais, avaliam os analistas brasileiros que participam do Outlook 2010.

A ousadia preocupa o Brasil, que busca mais espaço para sua crescente produção. “Não vai ser fácil para os Estados Unidos dobrarem suas exportações. Não podemos subestimar a capacidade dos norte-americanos, mas é preciso considerar algumas variáveis para que isso possa ocorrer, como estrutura portuária, negociações internacionais e reciprocidade do mercado, além da reação dos outros países exportadores”, diz Thomé Guth, técnico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que acompanha as discussões do fórum.

Marco Olívio Morato de Oliveira, analista de mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) que está no fórum, reforça que a estratégia dos Estados Unidos na busca de novos mercados vai explorar o tripé da sustentabilidade. “Eles estão se preparando e organizando a base desse processo, que passa pela recuperação do mercado, do produtor à exportação. O projeto é econômico, mas o apelo será o da produção sustentável”, alerta Morato de Oliveira.

O Agriculture Outlook Forum prossegue hoje com as discussões sobre a modernização da economia agrícola da China, o maior comprador mundial de soja.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cenários da biodiversidade

Fonte: Agência FAPESP
Edição: Meider Leister

Pesquisadores do Cria, da USP e do Inpe concluem projeto de desenvolvimento do openModeller, ambiente computacional que permite modelar a distribuição de espécies biológicas em diferentes cenários

Depois de quatro anos de trabalho, um grupo de cientistas brasileiros concluiu o desenvolvimento de um ambiente computacional que, por meio de softwares livres de código aberto, permite modelar e estudar a distribuição de espécies biológicas em diferentes cenários.

Denominado openModeller, a novidade foi desenvolvida pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria), no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP. O trabalho foi feito em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com Vanderlei Perez Canhos, coordenador do Temático e diretor-presidente do Cria, o openModeller foi concebido inicialmente para facilitar o acesso aos dados da rede Species Link – um sistema distribuído de informação que integra, em tempo real, dados primários de coleções científicas e conta com cerca de 180 coleções e 3,5 milhões de registros.

O Species Link foi desenvolvido pelo Cria entre 2001 e 2005, no âmbito do Biota-FAPESP, e se comunica com outras redes do Programa, como o Sistema de Informação Ambiental (SinBiota). Isso permite que o openModeller realize modelagens integrando o conjunto de dados disponíveis em diferentes redes.

“É um ambiente computacional de acesso gratuito, com interface amigável, que possibilita a modelagem da distribuição de espécies e dados ambientais com uso de diferentes algoritmos, projetando os modelos em diversos cenários e utilizando diferentes plataformas”, disse Canhos à Agência FAPESP.

O conceito por trás do openModeller é a disponibilização de um ambiente computacional que permita selecionar diferentes camadas de dados e algoritmos e, por meio desse ambiente, obter acesso a mecanismos capazes de analisar dados antes e depois do processamento. “A partir daí, podemos construir modelos e visualizá-los em uma escala espacial”, explicou.

Os resultados do projeto, incluindo todos os detalhes do desenvolvimento do openModeller, foram publicados em agosto de 2009 na revista GeoInformatica, em artigo de autoria de pesquisadores do Cria e de parceiros internacionais. O projeto temático foi concluído no início de fevereiro de 2010.

Segundo Canhos, a modelagem de distribuição potencial consiste em definir os pré-requisitos ecológicos fundamentais para a ocorrência de uma espécie, extrapolando-os para uma região geográfica. Os dados sobre ocorrências de espécies são fundamentais não só para construir cenários voltados para a conservação da biodiversidade, mas também para desenhar estratégias para o controle de doenças infecciosas, por exemplo.

“Se quisermos analisar como se espalha a leishmaniose em função da perda de cobertura vegetal, precisamos de dados de ocorrência do vetor e do hospedeiro, além de dados abióticos como pluviosidade e mudanças climáticas. A partir daí, é preciso que toda essa infraestrutura de dados possa ser acessada de forma transparente, com ferramentas que permitam sua visualização e análise. Essa é a proposta do openModeller”, disse.

Além de indicar estratégias para a conservação da biodiversidade – apontando áreas prioritárias com ocorrência de espécies raras, por exemplo – e de controle de doenças infecciosas, a modelagem pode ser útil também para previsão de impactos das mudanças climáticas globais e das atividades humanas sobre a biodiversidade e para a prevenção e controle de espécies invasoras.

De acordo com Canhos, enquanto o Cria contribuiu com a experiência no desenvolvimento de sistemas on-line e na concepção da infraestrutura computacional, o Inpe trabalhou no desenvolvimento das camadas de dados ambientais e na integração do openModeller ao sistema TerraLib – tecnologia que pode ser usada para acessar e armazenar dados geoespaciais.

Já a Escola Politécnica (Poli) da USP atendeu à demanda de construção simultânea de modelos para várias espécies com uso de diferentes camadas ambientais e contribuiu com tecnologia adaptativa, computação paralela e desenvolvimento de algoritmos.

“O ambiente computacional que desenvolvemos tem uma computação muito pesada. Foi preciso comprar um cluster de computadores de alto desempenho, que ficou alocado na Poli”, disse Canhos.

Species Link

O diretor-presidente do Cria destaca que, além do desenvolvimento do ambiente computacional, o projeto gerou grande retorno acadêmico, envolvendo expressivo número de pós-graduandos tanto na USP como no Inpe. O projeto gerou, até o momento, 12 artigos científicos e 49 apresentações em conferências.

“Tivemos nove doutorandos, cinco mestrandos e sete estudantes de graduação, além de seis bolsistas de treinamento técnico envolvidos com o projeto. Muitos pesquisadores do Cria, da Poli e do Inpe também tiveram envolvimento direto. O resultado é que o projeto rendeu um programa de capacitação muito abrangente, gerando várias teses e dissertações”, disse.

O projeto do openModeller nasceu no contexto da contínua expansão da rede Species Link. “Concluída em novembro de 2005, a rede continuou evoluindo e aumentando não apenas no número de provedores, mas também na melhor qualidade de dados. Quando concluímos o projeto, a rede contava com 700 mil registros de cerca de 40 coleções biológicas brasileiras. Agora, temos cerca de 3,5 milhões de registros em 180 coleções”, disse.

A rede Species Link é fundamentada na concepção de acesso livre e aberto. O openModeller herdou essa premissa e, além disso, roda em sistemas operacionais Linux, Windows e Mac OS.

“Tudo foi desenvolvido em código aberto: os algoritmos e as ferramentas para verificar qualidade dos dados, integrá-los e visualizá-los. Tudo está disponível para que o usuário possa modificar da maneira que lhe for mais conveniente. Essa estratégia foi muito importante para que pudéssemos contar com a colaboração de especialistas estrangeiros, além do pessoal do Cria, da Poli e do Inpe”, explicou.

Agora que o projeto foi concluído, de acordo com Canhos, o Cria continuará focado em trabalhos relacionados à infraestrutura de dados. “Apesar da grande quantidade de coleções incluída no Species Link, essa dimensão ainda é minúscula em relação à megadiversidade brasileira. Essa infraestrutura ainda deverá crescer muito, com o desenvolvimento de várias sub-redes temáticas, como na área de coleções zoológicas”, disse.

Astrofísicos decodificam origem das supernovas

Fonte: Folha Online
Edição: Meider Leister


Astrônomos que há muito tempo utilizam as supernovas como marcos históricos cósmicos para ajudar a medir a expansão do universo, têm agora uma resposta à pergunta sobre o que provoca essas explosões massivas, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (18) na revista "Nature".

As supernovas, estrelas que explodem no fim de suas vidas, "são objetos cruciais para compreender o universo", explicou o principal autor do estudo, Marat Gilfanov, do Instituto Astrofísico Max Planck da Alemanha, durante a apresentação da pesquisa realizada por sua equipe.

"O fato de não conhecermos seu funcionamento era um aborrecimento. Agora começamos a compreender o que acende o pavio que provoca essas explosões", disse.

Segundo a maioria dos cientistas, algumas supernovas, conhecidas como as de tipo 1a, se formam quando uma anã branca - o coração degenerado de uma estrela vermelha gigante - fica instável após superar sua massa máxima.

Motivos - A instabilidade pode ser resultado da fusão de duas anãs brancas ou do "acréscimo", um processo pelo qual a gravidade de uma estrela absorve uma parte da matéria da outra.

Graças ao telescópio espacial norte-americano Chandra X-Ray Observatory da Nasa, Marat Gilfanov e seus amigos estudaram as supernovas de cinco galáxias elípticas, assim como a da região central da galáxia Andrômeda.

"Nossos resultados permitem pensar que quase todas as supernovas das galáxias que temos estudado são resultados de fusões de duas anãs brancas", destaca Akos Bogdan, do Instituto Max Planck, co-autor do estudo.

"Se as supernovas fossem produzidas por acréscimo, as galáxias seriam cerca de 50 vezes mais brilhantes sob o efeito dos raios-x, que é o que na realidade observamos", acrescentou.

Serão necessários mais estudos para determinar se a fusão é também a primeira causa do surgimento das supernovas em galáxias espirais.

Descoberta do “ex-planeta” Plutão completa 80 anos

Fonte: Portal R7
Edição: Meider Leister

A descoberta de Plutão completa 80 anos nesta quinta-feira (18) sem que os cientistas tenham descoberto exatamente o que ele é. Até 2006, Plutão era considerado um planeta, assim como os outros oito do Sistema Solar, mas naquele ano a IAU (União Astronômica Internacional) o "rebaixou" para a categoria de "planeta-anão", já que ele era um "estranho no ninho".

Até hoje os cientistas não têm muita certeza a respeito do que Plutão é formado e quais são suas origens. O "ex-planeta" também tem uma órbita esquisita na comparação com os demais, em um ângulo diferente em relação ao Sol.

Desde a decisão da IAU, há muitas campanhas propondo uma espécie de "tapetão" para fazer com que ele volte a ser planeta, mas não há indicação de que isso possa acontecer tão cedo.

Plutão foi descoberto em 18 de fevereiro de 1930 pelo astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh, que morreu em 1997. Ele achou o planeta anão ao analisar imagens do céu produzidas pelo Observatório Lowell, que fica no Arizona (EUA). Ao ver fotos feitas em duas noites de janeiro daquele ano, ele identificou o corpo se mexendo de modo diferente das estrelas ao fundo.

A descoberta foi anunciada em 13 de março de 1930, dia do nascimento de Percival Lowell, astrônomo que também fez buscas por um novo planeta no Sistema Solar, mas não viveu o suficiente para fazer a descoberta.

A classificação de Plutão foi muito debatida durante anos, mas o desenvolvimento de telescópios mais potentes permitiu a descoberta de corpos celestes parecidos com Plutão - com isso, ou os astrônomos reconheciam a existência de outros planetas ou rebaixavam o nono do Sistema Solar. A IAU optou pela segunda opção.

Um dos "algozes" de Plutão foi Eris, um planeta-anão localizado no cinturão de Kuiper, uma zona que fica além de Netuno, abriga milhares de corpos celestes e é berço de alguns cometas - o "ex-planeta" também fica nessa área. Eris é maior que Plutão, o que deu fôlego para a discussão sobre o rebaixamento do planeta.

Apesar de ter perdido status, Plutão ainda é interessante do ponto de vista científico. A sonda New Horizons, da Nasa (agência espacial dos EUA), deve chegar ao local em 2015 para fazer imagens mais próximas. No começo deste mês a agência divulgou um estudo que revela detalhes das mudanças que aconteceram em Plutão nos últimos anos: o "ex-planeta" está mais avermelhado, com mais brilho em seu hemisfério Norte e com o Sul mais escuro.

Cristo Redentor mostrado em "2012" gera pedido de indenização

Redação 24 Horas News
Edição: Meider Leister

A Arquidiocese do Rio cobra da Columbia Pictures o pagamento de uma indenização por uso indevido de imagens do Cristo Redentor no filme "2012", que é destruído no longa de Roland Emmerich.

A informação é da reportagem assinada pela colunista Andréa Michael e pela repórter Fernanda Ezabella, publicada na Folha desta quarta-feira (24).

A íntegra da matéria está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

De acordo com a reportagem, as negociações começaram em dezembro, um mês após o lançamento do filme no Brasil, e preveem também uma retratação pública por escrito da Columbia, disse Claudine Dutra, coordenadora do Departamento Jurídico da arquidiocese.

À reportagem, Rodrigo Saturnino Braga, diretor-geral da Columbia, confirmou o recebimento de uma notificação e disse que advogados do estúdio em Los Angeles estão cuidando do caso.

A arquidiocese não cobra pelo uso das imagens do Cristo, mas tem poder de veto sobre elas. "O Cristo é um símbolo religioso e deve ser preservado", disse a advogada. Antes de gravar o filme, a Columbia consultou o grupo e o uso foi negado.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cacetada Só animais

Edição: Meider Leister
Por mundo comédia

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Colaboração: ALEXANDER SCHWACKE

Edição: Meider Leister

Cattleya walkeriana

Curiosidades
Planta muito admirada, grande variedade de cor, sem falar no perfume delicioso.

Classificação

Cattleya walkeriana

Sinônimo

Epidendrum walkerianum

Cattleya bulbosa

Cattleya gardneriana

Cattleya princeps

Cattleya walkeriana var. bulbosa

Cattleya walkeriana var. princeps

Natural

Brasil - Sudeste

Clima

Intermediário - 10°c à 18°c

Habitat

Epífita – Vive sobre árvores, se adaptam em vasos.

Rupícola – Vive sobre rochas.

As orquídeas rupícolas e terrestres, podem ser cultivadas como epífitas.

Luminosidade

50% sombreamento

Flor

Grande (acima de 10 cm.)

Floração

Outono

Cor

Lilás

Haste Floral

Cacho

Multifloral

Perfumada

Sim

Duração flor

Até 15 dias.

Cultivo

Média experiência

Substrato

Sfagnum

Fibra de côco, pínus e carvão

Fibra Florestal

Casca de Peroba

Vaso

Plástico

Barro

Caixeta

Dicas de beleza

de Audrey Hepburn.
Edição: Meider Leister


Para ter lábios atraentes, diga palavras doces. Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas. Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos.Para ter cabelos bonitos,deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez ao dia.Para ter boa postura,caminhe com a certeza de que nunca andará sozinha.

Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas. Jamais jogue alguém fora. Lembre-se que se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmo, a outra para ajudar o próximo.

A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para o seu coração, o lugar onde o amor reside.A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra. A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Serra das Confusões no Piauí será o maior parque do bioma Caatinga

Fonte: ASCOM
Edição: Meider Leister


Importante sitio histórico e ecológico terá área ampliada com incorporação da Serra Vermelha. Acordo entre o MMA/ICMBio e o governo do estado foi fechado em Brasília Numa das paisagens mais deslumbrantes do Piauí, o Parque Nacional da Serra das Confusões se tornará, a partir de março, a maior unidade de conservação da Caatinga ao incorporar aos seus quase 5,5 mil hectares parte da área da Serra Vermelha. Situado ao sul do estado em um bioma de transição com o Cerrado, o Parque preserva, ainda, sítios históricos de valor inestimável, além de ser um importante destino turístico do Nordeste.

Um acordo entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Governo do Piauí, que vinha sendo costurado desde 2008, foi fechado nesta quarta-feira (10/2) entre o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o governador do Piauí, Wellington Dias, em reunião no MMA com o presidente do ICMBio, Rômulo Mendes.
Com isso, as áreas de maior altitude da Serra Vermelha passam a integrar a área protegida, e a agropecuária poderá explorar as áreas mais baixas. O decreto ampliando o Parque deverá ser assinado no início de março pelo presidente Lula.
O entendimento prevê, ainda, a incorporação da reserva legal de 20% das propriedades, como é previsto pelo Código Florestal para o bioma Caatinga, pelo Parque. A medida é destinada a atender aos produtores que atuam no entorno daquela Unidade de Conservação e assegurar uma área maior para a produção.
O memorial descritivo da área está em fase de conclusão pelo ICMBio. Documento que servirá para definir, além do território a ser incorporado ao parque, a Área de Preservação Permanente (APP) para os pequenos, médios e grandes produtores da região. O Instituto já identificou a área de concentração prioritária para a produção na região de Novo Horizontina. A estimativa inicial é ampliar o Parque Serra das Confusões em 270 mil hectares, número que depende da conclusão do memorial.
Peixe Boi - Na reunião também foi discutida a criação no Piauí de um Refúgio da Vida Silvestre, na região litorânea de Cajueiro da Praia, no estuário do Rio Timona. A expectativa é que o Governo aproveite que 2010 foi declarado pela ONU como "Ano Internacional da Biodiversidade" para anunciar a medida. Pesquisadores identificaram a área como o único ponto no País onde o peixe boi marinho - uma das espécies brasileira mais ameaçadas de extinção - consegue se reproduzir naturalmente.
Segundo Rômulo Melo, os entendimentos são no sentido de compatibilizar as atividades turísticas à necessidade de conservação do peixe boi marinho. "Estamos discutindo com o Governo do Estado a possibilidade de ajustarmos os limites propostos originalmente, de forma a ampliarmos a conservação e ainda ser viabilizado o turismo, no que diz respeito à indústria hoteleira", disse.
Clima - Durante o encontro, o governador do Piauí ainda entregou ao ministro documento com sugestões de medidas preventivas para o semiárido que possam ser especificadas no decreto de regulamentação do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que está em elaboração por vários ministérios, sob a coordenação da Casa Civil, desde que foi sancionado pelo presidente Lula em dezembro do ano passado.
Entre as ações sugeridas estão a proteção da fertilidade do solo, projetos de microbacias, mudanças do sistema de produção agrícola, planos de prevenção de erosão em períodos de cheias após longas estiagem, e outras iniciativas. "É mais barato impedir a degradação do que recuperar, sem contar o que se perde de qualidade de vida para a população e para a produção agrícola", realçou o ministro Minc.

Kindala: vozes que vêm dos quilombos

Fonte: Com informações e fotos de Tarisa Faccion, da representação regional da FCP/RJ
Edição: Meider Leister

O grupo musical Kindala formado pelas irmãs Liliane, Daniele e Gabriele Gonçalves de Souza, gravou em estúdio sete faixas de seu primeiro CD de música afro-brasileira, na última segunda-feira, dia 8, no Rio de Janeiro.

As irmãs, nascidas no Quilombo da Raza, localizado em Armação de Búzios no estado do Rio de Janeiro, começaram a soltar a voz para preencher as noites escuras pela frequente falta de energia no quilombo. Com vozes potentes e influência de diversos ritmos afro, a música do Kindala é jovem e afirmativa da história e do orgulho de ser negro.

Emocionadas e ainda surpresas por estarem gravando suas músicas e com o CD sendo construído, as irmãs estavam bastante confortáveis no estúdio ao "passar" as músicas. Conscientes das dificuldades que podem enfrentar na carreira musical acreditam ser importante investir profissionalmente em outras áreas.

As três são professoras da 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Liliane tem 28 anos e é formada em letras português-inglês, Daniele tem 26 anos e é professora, e Gabriele tem 21 anos e estuda direito.

Ao fim das gravações das primeiras sete músicas será o momento de ir em busca de outros patrocinadores para produzir mais três ou quatro músicas, finalizar e reproduzir cópias do CD.

Liliane conta que no início cantavam com vozes diferentes, mas, com o tempo foram se aprimorando. Estimuladas pelo pai, pastor da igreja Assembléia de Deus, participaram de uma banda e cantavam nos encontros religiosos.

Em 2009, decidiram montar um projeto de música afro-brasileira. As primeiras tentativas foram frustradas, mas nesse mesmo ano, quando se apresentavam em uma rádio local, chamaram a atenção do ´microempresário´, coronel Ubiratan Ângelo, que se dispôs a investir e promover o grupo.

Juntaram-se à proposta Cátia Cruz, assessora da Assembléia Legislativa do Rio, e João Bani, produtor musical e percussionista, que arregimentaram um grupo ´de peso´: Humberto Mirabeli, violonista, guitarrista e arranjador, Vitor Farias, trabalho de estúdio, Alexandre Figueiredo, baterista e Marco Brito, tecladista.

Este grupo, que já trabalhou com nomes como Gilberto Gil, Leila Pinheiro, Simone e Emílio Santiago, foi o responsável pelo arranjo das músicas.

Os representantes da Fundação Cultural Palmares no Rio, Benedito Sérgio e Tarisa Faccion foram até o estúdio conhecer o trabalho das irmãs.

O Quilombo da Rasa foi certificado pela Palmares, em 9 de novembro de 2005.

O refrão da música "Mãe África", uma das faixas gravadas:

"Eu quero libertar
A cultura que há em mim
Pra todo mundo ver
Que eu sou feliz assim
Não tenho medo de dizer
Falar dos ancestrais
Eu quero mesmo é expressar
Ser negro é bom demais".

Robert Pattinson afirma ser alérgico a vaginas

por Tatiane Moreno do RedeTVi

Durante um ensaio picante para a revista Details, o ator Robert Pattinson deu uma declaração polêmica ao ser questionado sobre como se sentia ao ser fotografado ao lado de mulheres nuas. "Eu realmente odeio vaginas. Sou alérgico a elas. Mas eu não posso dizer que não sabia o que me esperava, pois foram 12 horas de ensaio. Ainda bem que eu estava de ressaca", ironizou.

Na ocasião, Pattinson ainda revelou que sua vida, no momento, é seu cão. "A única conexão emocional de relevância que tenho é com o meu cachorro. Minha relação com ele chega a ser ridícula".

A publicação chega às bancas em março.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

LED orgânico mais barato e reciclável é criado com grafeno

Fonte: Site Inovação Tecnológica
Edição: Meider Leister

O grafeno parece mesmo decidido a dominar o mundo. Em poucos meses, essa "tela de galinheiro" da era nanotecnológica alcançou a escala industrial, virou padrão de referência da eletrônica e gerou um transístor que supera seus rivais de silício.

Não satisfeito, o grafeno - uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura - agora chegou aos dispositivos sólidos emissores de luz, um campo até hoje dominado pelos LEDs tradicionais e pelos LEDs orgânicos (OLEDs).

Papéis luminosos e telas de enrolar - Pesquisadores suecos e norte-americanos conseguiram produzir o primeiro dispositivo emissor de luz orgânico com grafeno - o grafeno substitui um metal raro e caro e de difícil reciclagem.

A invenção, que abre caminho para papéis de parede que se acendem e telas que podem ser enroladas, tudo feito inteiramente de plástico, foi fabricado por cientistas das universidades de Linköping e Umeå, na Suécia, e da Universidade do Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Os OLEDs - LEDs orgânicos, que possuem carbono em sua composição, também chamados de LEDs de plástico - foram recentemente introduzidos comercialmente em celulares, câmeras digitais e TVs super finas.

Um OLED consiste de uma camada de plástico, contendo compostos emissores de luz, colocada entre dois eletrodos, um dos quais deve ser transparente, para que a luz passe.

Apesar de terem vantagens suficientes para já estarem no mercado, os OLEDs têm uma desvantagem - o eletrodo transparente é feito com a liga metálica óxido de estanho-índio. O índio é um metal raro e caro e, além disso é muito difícil de ser reciclado.

LEC - O que os pesquisadores conseguiram agora foi construir uma alternativa aos OLEDs, que eles chamaram de LEC - Light-emitting Electrochemical Cell, células eletroquímicas emissoras de luz.

A nova célula usa um eletrodo de grafeno quase totalmente transparente em substituição ao índio. Por decorrência, o novo componente emissor de luz fica muito mais barato e pode ser facilmente reciclado.

Por usar carbono, o LEC também é orgânico, assemelhando-se mais aos OLEDs do que aos LEDs. OLEC certamente seria uma sigla mais adequada, ainda que é de se esperar que outros pesquisadores questionem a criação de uma categoria nova para os "OLEDs de grafeno".

Iluminação orgânica - "Este é um grande passo no desenvolvimento de componentes orgânicos para iluminação, tanto do ponto de vista tecnológico quanto ambiental. Espera-se que os componentes eletrônicos orgânicos tornem-se extremamente comuns em novas aplicações no futuro, mas isto pode criar problemas sérios de reciclagem. Usando o grafeno, em vez dos eletrodos de metal convencional, os componentes do futuro serão muito mais fáceis de reciclar," diz Nathaniel Robinson, um dos criadores do OLEC.

Pesquisadores de todo o mundo têm tentado substituir o óxido de índio e estanho dos LEDs há anos. O índio está cada vez mais escasso e a liga tem um ciclo de vida complicado. A matéria-prima para os LECs, por outro lado, essencialmente carbono, é inesgotável e pode ser totalmente reciclada.

Impressão de componentes eletrônicos - Todas as partes dos LECs podem ser produzidas a partir de soluções líquidas, como já acontece com os OLEDs, tornando possível fabricá-los também pelo processo industrial contínuo conhecido como roll-to- roll, um processo parecido com a impressão, que torna os componentes individuais muito baratos.

"Isso permitirá a produção de componentes de iluminação inteiramente de plástico, de baixo custo e sob a forma de grandes folhas flexíveis. Esse tipo de iluminação, ou de tela, poderá ser enrolada ou ser aplicada como papel de parede ou nos tetos," diz Ludvig Edman, outro membro da equipe.

No processo de fabricação dos LECs, o grafeno é depositado na forma de uma solução de óxido de grafeno.

Baía de Guanabara (RJ) segue poluída após 15 anos de obras

Fonte: FOLHA ONLINE
Edição: Meider Leister


Após 15 anos do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) divide opiniões, os envolvidos concordam que os resultados aparecem de maneira mais tímida do que era de se esperar. Mas eles também superam obstáculos que vão da burocracia ao desvio de verbas.

"A baía sofre pela posição estratégica, pelo tamanho e pela profundidade", resume José Maria Pugas, presidente da Federação dos Pescadores do Rio de Janeiro (Feperj). "São cinco mil indústrias potencialmente poluidoras, e mais de 70% não têm tratamento de resíduos de qualquer ordem".

São 16 os municípios ao redor da Baía de Guanabara e até há bem pouco tempo todos despejavam resíduos líquidos e sólidos em suas águas, por meio dos rios que nascem no interior do Estado, sobretudo nas áreas industriais da zona Norte e da baixada Fluminense.

De acordo com os órgãos oficiais, a despoluição caminha na proporção dos recursos. As estações de tratamento de esgoto (ETE) de Paquetá, da Ilha do Governador, de Icaraí (Niterói) e da Alegria, no bairro do Caju, operam em toda a capacidade ou de maneira ainda parcial.

Políticos

As objeções feitas aos dados oficiais sobretudo por ambientalistas é que algumas das ETEs foram instaladas no governo Rosinha Garotinho (2003/2007) sem a rede de dutos para conduzir o esgoto à estação.

"A classe política que se apossou do dinheiro para a despoluição da Baía de Guanabara não estava preparada para a missão", diagnostica a vereadora Aspásia Camargo (PV).

Na sua opinião, os políticos não tinham noção da importância econômica e social da baía, por isto "fragmentaram os recursos em ações desorganizadas e desarticuladas –e o resultado foi pífio".

Os recursos a que se refere a vereadora são cerca de US$ 800 milhões da parceria do Estado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Japonês de Cooperação Internacional (JBIC, em inglês).

"Foi um programa de socorro a um Estado falido", disse a vereadora, endossando o que denuncia a Feperj (Federação de Pescadores do Estado do Rio de Janeiro) sobre a aquisição de viaturas policiais e outros gastos não relacionados com a Baía de Guanabara.

"Para dar uma ideia, nós executamos um trabalho de limpeza do leito da baía, feito com redes desenhadas pelos próprios pescadores, e em um ano já retiramos mais de mil toneladas de lixo", revela Pugas, em referência a todo tipo de material plástico capturado na operação.

O geógrafo Alberto Toledo Resende, coordenador do projeto Baía Limpa da federação, reclama da falta de uma política de governo para a despoluição da Baía de Guanabara, com o monitoramento dos rios e a fiscalização permanente. "Em dez minutos de trabalho, recolhemos 30 quilos de plástico", disse Resende.


Maior obra

A Secretaria do Ambiente afirma que o PDBG representa o maior conjunto de obras de saneamento básico realizado no Rio de Janeiro nos últimos 30 anos.

"As obras de sua primeira fase, contudo, devido às irregularidades, sofreram atrasos e parte foi malfeita. Com a posse do novo governo estadual, tornou-se prioridade o término de sua primeira fase", informa a secretaria.

Dos investimentos de US$ 1,2 bilhão na primeira fase, a secretaria diz que já foram gastos US$ 989,3 milhões.

"Mas ainda há uma série de obras por terminar, como a construção de troncos e redes coletoras de esgotos nas bacias dos rios Alegria, Pavuna e Sarapuí, a implantação de redes de abastecimento de água na baixada Fluminense e a instalação do sistema de tratamento secundário da ETE Alegria", completa a secretaria do Ambiente.

Mais tempo

Tanto quanto a vereadora Aspásia Camargo e o presidente da Federação dos Pescadores do Rio de Janeiro, a secretaria também reconhece que a despoluição da Baía de Guanabara é trabalho para muito mais tempo do que previa originalmente o PDBG.

A diferença é que, do lado de fora da administração estadual, o que se pede é uma política de governo para enfrentar a questão.

"É preciso fazer da despoluição da Baía de Guanabara uma ação conhecida pela sociedade, mostrar na televisão a determinação do governador, do prefeito, criar mastros dentro da água da baía mostrando o quanto se está recuperando, o que está se despoluindo", diz Aspásia.

"A população precisa acompanhar de perto, se sensibilizar com o programa de despoluição", completa ela, reportando ações semelhantes desenvolvidas em países europeus e norte-americanos, apresentadas há algum tempo no Rio.

Aquário na Flórida realiza primeira ressonância magnética de tubarão vivo

Fonte: G1
Edição: Meider Leister


Um tubarão-de-pontas-brancas-de-recife (Triaenodon obesus, também conhecido por tubarão galha branca de recife) é preparado pela veterinária Genevieve Dumonceaux para a primeira ressonância magnética do mundo de um tubarão vivo.

O animal, batizado de Número 3, vive no Aquário da Flórida, em Tampa. O procedimento pioneiro, realizado por sete especialistas, tem o objetivo de pavimentar o caminho para diagnósticos mais precisos de espécies marinhas no futuro.

Número 3 já está há meses gravemente doente, e os veterinários não conseguem determinar a causa. Os resultados do exame ainda estão sendo analisados, mas suspeita-se que ele tenha um objeto em forma de ficha de pôquer alojado em seu esôfago.

A espécie pode medir cerca de 1,5 metro (o galha branca oceânico é bem maior, chegando a cerca de 4,5 metros).

Minc e Tarso propõem fundo ambiental de R$ 500 milhões

Fonte: FOLHA ONLINE
Edição: Meider Leister


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o da Justiça, Tarso Genro, assinaram nesta terça-feira (9) um projeto de lei que criaria o Fundo de Proteção Ambiental.

Com recursos de multas e de outros fundos (como o de mudança climática e de segurança pública), ele será usado para apoiar polícias estaduais e órgãos ambientais no combate ao desmatamento na Amazônia, cerrado e caatinga.

Minc estima que, por ano, o fundo disponibilize cerca de R$ 500 milhões.

O objetivo, segundo Minc, é aprovar o projeto no Congresso "o mais breve possível" para "institucionalizar" o financiamento a ações de combate ao desmatamento.

O projeto consolida também a Comissão Interministerial aos Crimes e Infrações Ambientais.

Trata-se de um grupo composto por representantes dos ministérios da Justiça e Meio Ambiente, polícias Federal e Rodoviária Federal, Ibama e Instituto Chico Mendes para traçar políticas e planos para aplicação do fundo.

"Como é que podemos ter uma meta oficial com a ONU se não tivermos recursos firmes e forças policiais [para combater o desmatamento]?", questionou Minc.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

‘Foi uma brincadeira que saiu de controle’, diz 'criador' do Orkut Ouro

Uma brincadeira criada durante uma madrugada de tédio pelo estudante gaúcho Pedro Vanzella, de 19 anos, tomou proporções inesperadas na web e pode até virar caso de Justiça.

Uma mensagem falsa sobre o lançamento de uma conta especial do Orkut circulou nesta quinta-feira (11) na internet e foi parar entre os tópicos mais comentados do Twitter. Chamado de Orkut Ouro, o suposto serviço do Google não passou de uma piada do estudante de Engenharia da Computação.

“Eram 3h da manhã e eu estava entediado. Resolvi criar um álbum no Orkut com fotos bloqueadas, dizendo que só poderiam ser vistas por quem tivesse o Orkut Ouro. A ideia era provocar meus amigos, fazer com que perguntassem o que era aquilo. Nos Estados Unidos, existem piadas com o Facebook Gold e o 4 Chan Gold. Tinha certeza de que as pessoas iriam entender”, disse o estudante em entrevista por telefone ao G1.

Site falso oferecia uma conta especial do Orkut. (Foto: Reprodução)

Depois de alguns comentários na rede social e no Twitter, um amigo de Pedro publicou a mensagem em seu blog. Empolgado com a brincadeira, o jovem fez o mesmo em sua página pessoal, adicionando um pedido de senha para que o suposto serviço fosse habilitado.

Mas ainda na madrugada, mais de dez pessoas levaram a piada de Pedro a sério e enviaram e-mails com os dados pessoais para o estudante. “Quando vi que as pessoas tinham levado a sério, publiquei uma mensagem dizendo que não seria necessário mandar senha. Eu não tinha nenhuma utilidade para aquelas senhas”, relatou.


Mais de cem pessoas enviaram dados

Ao longo do dia, depois que o assunto foi espalhado pela web, Pedro recebeu mais de cem e-mails com os dados pessoais de usuários que queriam assinar o suposto serviço. “O que é alarmante. Se essas pessoas liberam a senha do Orkut, daqui a pouco estão passando a do cartão de crédito. O que era uma brincadeira acabou virando um alerta sobre segurança”, analisa Pedro, que afirma ter apagado as mensagens. Orientado por um advogado, à tarde o jovem publicou pedidos de desculpas no blog e no Twitter. “Foi uma brincadeira que saiu de controle”, afirmou.

Uma das pessoas que ajudou a divulgar a brincadeira pela web foi o programador Rodrigo Schiafino, de 21 anos. Depois de entrar em contato com Pedro, ele criou o domínio
www.orkutouro.com.br (o link já foi retirado do ar). Em entrevista por e-mail, Rodrigo disse que só quis levar a brincadeira adiante. “Nunca imaginava que a brincadeira pudesse ir tão longe”, disse.

Depois da repercussão na web, Rodrigo tirou o site do ar. “O site não pedia nenhum dado dos usuários nem solicitava valor em dinheiro. Além disso, nenhuma forma de contato era disponibilizada”, afirmou.


Jovens cometeram crimes, diz advogado

O diretor de comunicação do Google no Brasil, Félix Ximenes, disse por e-mail que não pode detalhar os procedimentos que estão sendo adotados pela companhia, mas que age “sempre que há violação das nossas marcas ou quando o ato oferece risco para os nossos usuários, indiferentemente se é uma brincadeira ou não”.

De acordo com o advogado especialista em direito eletrônico Rony Vainzof, os jovens cometeram dois crimes: o de violação de marca e o de falsa identidade. “Eles utilizaram a marca do Orkut indevidamente, induzindo terceiros a confusão”, explicou em entrevista.

“Como é um crime de iniciativa privada, o próprio detentor da marca precisa propor ação criminal se achar pertinente. Se por meio dessa mensagem eles [os jovens] conseguiram ter acesso às senhas e entraram em algum perfil para alguma prática, pode caracterizar o crime de falsa identidade”, afirma Vainzof.

As penas para ambos os crimes variam de três meses a um ano de detenção. “Normalmente, quando o crime apresenta grave ameaça e os réus são primários, há uma opção que acaba resultando na compra de cestas básicas ou na prestação de serviços para a comunidade”.

Para o advogado, este caso mostra que a internet não é um mundo sem lei. “Temos muita política de inclusão digital como um todo, mas é necessária a educação e a conscientização dos usuários”, afirma. “Em, razão do crescimento desses casos, é preciso que a população tenha conhecimento dos riscos da internet como de qualquer outro meio eletrônico”.

Na internet, qualquer pessoa com um CPF válido pode criar um registro de um site. “O registro de domínio é um registro de cunho público declaratório", explica Frederico Neves, diretor de serviços e tecnologia do Registro.br, uma divisão do Centro Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). "Não é feita nenhuma verificação se este nome infringe o direito de um terceiro e se ele é uma palavra ofensiva. Se alguém faz uma reclamação referente à falsidade dados do usuário, temos um procedimento administrativo, solicitando que a pessoa envie documentação para verificarmos”.

Algo comum de acontecer com o registro é o roubo de documentação. “Fazemos uma verificação junto à Receita Federal para conferir se o CPF e o CNPJ são realmente verdadeiros e se não houve um erro de digitação”, explica. “Não vai ser uma verificação de dados que irá impedir o mau uso do domínio. A responsabilidade do domínio é do usuário”.

O "criador" do Orkut Ouro ainda se diz surpreso com a reação. "Eu pensei que as pessoas iriam perceber que era mentira. Nenhuma empresa pede senha desse jeito. O pedido era justamente para comprovar que era piada. Tudo era piada: o álbum no Orkut, a mensagem no blog, os tweets. Todo mundo que me segue no Twitter e estava passando adiante sabia que era piada”, afirma Pedro Vanzella.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Clube da Semente do Brasil

Edição: Meider Leister

O Clube da Semente do Brasil, desperta, sobretudo, nas crianças, jovens e adolescentes, o interesse pela preservação da natureza e pela vida.

O clube é um organismo não governamental (ONG), criado em 1988 por um grupo multidisciplinar de profissionais, unidos para ações concretas, em prol da causa ambiental.

Como objetivo básico, visa o desenvolvimento de um trabalho de conscientização capaz de conciliar a preservação das espécies arbóreas da flora brasileira e a elevação da qualidade da vida humana no uso racional da biodiversidade. Suas ações são direcionadas na educação e no trabalho de coleta e beneficiamento e distribuição gratuita de sementes, construção de viveiros rentáveis para comunidades e escolas, com a produção de mudas de espécies em extinção.

A distribuição de sementes
Também o clube tem tido sempre o apoio de instituições governamentais, privadas, veículos de comunicação e da rede de milhares de colaboradores do Brasil e do exterior. O Clube da Semente comunica-se, hoje, com cerca de quarenta mil pessoas físicas e jurídicas. Em seus10 anos de vida e ação, o Clube está beirando a extraordinária cifra de 46 milhões de sementes de 84 espécies nativas brasileiras, distribuídas ou enviadas pelo correio: mogno, ipê, jacarandá, babaçu, buriti, viraró, jatobá, aroreira, cedro, bauru, pau-brasil, jequitá, sucupira, açaí, entre outras das mais de 80 espécies, à disposição.

Tarefa de todos
Consciente da necessidade imperiosa de ações mais eficazes para aumentar e expandir seu campo de ação, o Clube considera que o despertar da consciência nacional para a preservação do meio ambiente, é , realmente, uma tarefa urgente, de todos e de cada um de nós.

A escolha de Olhos D'Agua para sede do Clube deve-se ao desmatamento desordenado que vem ocorrendo nesta área e em todo o Planalto Central. A ação predatória provocada pela agropecuária convencional favorece o desequilíbrio dos recursos naturais da região, principalmente do potencial hídrico das nascentes que alimentam grandes bacias do país. Tal prática poderá comprometer seriamente o abastecimento de água num futuro próximo, se nada for feito para reverter este quadro. O Clube da Semente procura alertar as pessoas da região para este problema.

As Atividades do Clube da Semente

Criar Clubes da Semente em outras regiões do país e no exterior.
Conscientizar as pessoas sobre a necessidade de preservação da flora brasileira e do meio ambiente.
Garantir a sobrevivência das espécies ameaçadas de extinção da flora brasileira.
Gerar renda para as comunidades carentes, através de atividades de coleta, beneficiamento e empacotamento de sementes.
Fomentar ações que contribuam para manter viva a memória cultural relacionada ao meio ambiente.
Capacitar recursos humanos pela difusão de técnicas conservacionistas e outras atividades.

O trabalho com a comunidade de Olhos D'Agua

A sede do Clube da Semente possui uma área de dez mil metros quadrados, no município de Olhos D'Agua, a oitenta quilômetros de Brasília. No local, crianças auxiliadas por adultos e remuneradas pelo Clube da Semente fazem o trabalho de beneficiamento e embalagem final das sementes e cuidam do Viveiro, onde existem atualmente mudas de 64 espécies. Para a coleta de sementes, a nível de Brasília e entorno, o Clube conta com o apoio do Corpo de Bombeiros de Brasília, da CEB - Cia. Energética de Brasília e da Novacap, através do seu Departamento de Parques e Jardins. Para o trabalho de coleta em outras regiões do país contamos com o apoio de Universidades, Prefeituras, Empresas e voluntários. Nestas expedições são formadas equipes compostas de habitantes locais, com conhecimento de campo, remuneradas pelo Clube da Semente.

ODISSEIA de Walter Zand no espaço Joaquim Chissano na Mediateca do BCI

Edição: Meider Leister


O artista plástico moçambicano Walter Zand apresenta a sua terceira exposição individual no espaço Joaquim Chissano, na Mediateca do BCI de 16 a 27 de Fevereiro. A mostra com titulo ODISSEIA será composta por cerca de 30 obras nas modalidades de pintura, cerâmica, desenho e instalação.
Na exposição Odisseia, o artista explora visualmente manifestações pertencentes ao universo da literatura visual e dos ritmos das cores da cultura moçambicana, de África e do mundo em geral, fazendo uma releitura permanente das tradições do dia-a-dia.
Para as criações do Odisseia o artista tem como suporte principal, dentre vários nomes, pensamentos de artistas como Fela Kuti (Nigéria) Ricardo Rangel, Malangatana, Mia Couto, José Craverinha (Moçambique)
Nesta terceira exposição individual, o artista pretende mais uma vez apresentar as diversas formas de aprendizagens tidas durante a pesquisa de 2 anos nas cidade de Maputo (Moçambique) – Cidade do Cabo (África do Sul) e a sua busca permanente em técnicas e pensamentos novos na abordagem dos seus trabalhos.
Não querendo pintar apenas para si, Walter Zand apresenta Odisseia para um brinde com os apreciadores das artes e não só.

ODISSEIA
A natureza é a única “culpada” pela existência da Odisseia que hoje presenciamos, pois ela colabora com Walter Zand na concretização dos seus projectos. Afinal a vida é um projecto de sonho! É necessário perceber que a Odisseia, aqui apresentada, não é a do Walter Zand, mas do Messias do mundo dos mortos e dos vivos que ele representa pois, a vida é um eterno retorno.
O Odisseia não é um desabafo, mais sim "fragmentos" de um espelho manifestados em cada um de nós e expressos sob forma de alegria nas mãos de Walter Zand. Como cada Homem possui uma musa, Walter Zand transforma essa musa da literatura, da música, da dança (...) revelando-a nas artes plásticas.
A dialéctica com a natureza e o uso das habilidades, emanadas do Ser Supremo e reveladas pelo artista, “criam” o belo. O belo como manifestação interna da alma. O artista “grita” pela responsabilização social do Homem enquanto ser pensante e altruísta.
O Arco Íris das obras do Walter Zand convidam-nos a uma “terapia” de reintegração de nós mesmos.
Ah ! A génese da longa viagem, até esta paragem, começou quando o menino tinha 10 anos. Na altura, a avó havia lhe entregue dinheiro para comprar amendoim e, em contrapartida, carregado de sonhos “desviou” o valor a favor de algumas “bisnagas” de acrílico que marcaram o início da sua aventura artística.
A presente exposição, destaca os “becos” das zonas suburbanas revelando a outra imagem que em senso comum geralmente são conotados como espaços de maldição.

RODEIO E MAUS TRATOS AOS ANIMAIS

ABC da Ecologia/ Edição: Meider Leister

No Grande ABC e no Brasil ainda temos que conviver com práticas cruéis de maus tratos aos animais. Entramos no terceiro milênio e ainda assistimos estarrecidos a volta do ser humano aos tempos das barbáries. É a prática do tiro ao pombo, das experiências com animais em laboratórios, quando alguns países já substituíram essa prática. Para se ter uma idéia alguns fabricantes de xampu utilizam-se de coelhos, para encher-lhes os olhos com seus produtos a ponto de cegá-los, afim de lançá-los no mercado. A farra do boi de Santa Catarina, apesar de proibida por lei, ainda leva centenas de pessoas a se "divertirem" com a desgraça de um animal. Levados pelo lucro fácil e se utilizando da boa fé do público que desconhece os procedimentos para que se possa realizar os famigerados rodeios, alguns grupos de empresários ainda insistem com essa prática originária do Texas, Estados Unidos.

Esses empresários alegam ser essa "festa" uma tradição no Brasil. Mentira, pois se você observar atentamente verá que o circuito do rodeio lembra um filme americano de faroeste. As pessoas vestidas de cow-boy em nada lembram os nossos humildes caipiras interioranos. Os organizadores desses eventos tentam nos convencer de que essa é uma cultura do interior do Brasil e nós que somos da cidade, as vezes acreditamos. A cultura do interior brasileiro em nada lembra essas roupas estilizadas e caras. O rodeio nos lembra sim, um desfile de escola de samba, onde as pessoas desfilam com seus trajes americanizados de forma a se exibirem.

Lesão na região da virilha causada por sedémSe você já foi a um rodeio, com certeza não viu nem 10% do que ocorre nos bastidores da arena para que o dócil animal, vire como por encanto, um animal bravio. Isso mesmo, colocam naquele dócil animal um apetrecho com o nome de "sedém", que é uma cinta contendo elementos pontiagudos que é amarrada no corpo do animal e ao ser puxada, no instante que a porteira é aberta, comprime-lhe as virilhas e dessa forma, faz com que aquele manso animal saia em disparada pulando e corcoveando, afim de se livrar daquele inconveniente sedém, que lhe provoca dor e tormento. Quem assiste a isso pensa que o animal pula afim de derrubar o "valente" peão.

Esses mesmos organizadores de rodeios afirmam que o sedém não provoca dor e sim cócegas nos animais. Até hoje nunca se viu um animal com sedém a comprimir-lhe os órgãos genitais, pulando e dando risadas. Que animal já disse para alguém que o sedém faz cócegas?

Para quem assiste a este espetáculo dantesco e não conhece os seus detalhes, fica com a impressão de que o animal é bravo, quando na realidade, você pode ir no outro dia até as baias onde eles ficam e se surpreenderá com a doçura dos mesmos.

Esporas pontiagudas ou não, ferem ao serem fincadas com força e violência noanimal, que não é esporeado e sim golpeado por esporas.

São também utilizadas as peiteiras que consistem em cordas de couro fortemente amarradas ao peito, provocando sensações de dor e de asfixia.

Frise-se que os maus-tratos não se reduzem às provas realizadas na arena, já que há longos treinos diários.

Os piores abusos ocorrem antes do animal ser solto na arena. Por recusar-se aentrar no brete -

Animal laçado duplamente, causando danos à coluna vertebral e lesões orgânicas

estreito cercado onde Ihe é colocado o sedém, o animal é submetido a toda espécie de tormentos sendo espancado, recebendo golpes de paus, varas pontiagudas e de correias; puxões, areia nos olhos e pontapés, sendo registrado casos de introdução de gengibre no ânus do animal. Logo após o sedém é tracionado comprimindo-lhe sua virilha ao máximo, seguido de choques elétricos. Após a queda do "valente cow-boy", um outro ator, geralmente vestido de palhaço, desprende a correia que aperta a virilha do animal, fazendo com que dessa forma o mesmo pare de pular. Caso ocorra um imprevisto e se demore no afrouxamento do sedém, o animal continuará pulando por tempo indeterminado. Isto prova o quando esse apetrecho (sedém) incomoda.

Todavia, não é somente o animal que sofre maus tratos, pois o próprio "peão" as vezes sofre acidentes, por vezes fatais.

Devemos incentivar a festa sertaneja, com músicas e comidas típicas, porém, abominar essa prática texana trazida ao Brasil.

No Grande ABC várias cidades já aboliram através de leis essa farsa chamada rodeio, a partir de um trabalho desenvolvido pela UIPA-União Internacional Protetora dos Animais, junto aos vereadores. Recentemente, houve uma tentativa de se burlar a lei que proíbe essa prática, nas cidades de Diadema e São Caetano, ocorrendo o maior fiasco, pois as promotorias públicas dessas cidades impediram os rodeios, liberando somente as festas com os artistas sertanejos.

Estudo com cães pode ajudar vítimas de transtorno obsessivo-compulsivo

Fonte: Folha Online
Edição: Meider Leister

Pesquisadores estudaram doberman pinschers que se enroscavam e chupavam os flancos por horas. Eles descobriram que esses cachorros tinham um gene em comum.

Os cientistas descreveram suas descobertas –o primeiro gene identificado como tal em cães– num curto relatório publicado este mês no "Molecular Psychiatry".

Nicholas Dodman, diretor da clínica de comportamento animal da Cummings School of Veterinary Medicine, da Tufts University, no estado de Massachusetts, e principal autor do relatório, afirmou que as descobertas têm amplas implicações para transtornos compulsivos em pessoas e animais.

Estimativas calculam que o transtorno obsessivo-compulsivo atinja de 2,5% a 8% da população humana. Ele aparece em comportamentos como lavar as mãos excessivamente, verificar o forno, trancas e luzes várias vezes, além de ações prejudiciais, como arrancar cabelos pela raiz e automutilação.

O transtorno tem sido retratado em filmes de sucesso e programas de televisão para definir personagens, como o escritor recluso Melvin Udall, interpretado por Jack Nicholson no longa "Melhor Impossível" ("As Good as It Gets"), e Adrian Monk, interpretado por Tony Shaloub na série de televisão "Monk". Transtornos similares são conhecidos em cachorros, particularmente em certas raças, incluindo dobermans.

Dodman e seus colaboradores buscaram uma fonte genética para esse comportamento ao analisar e comparar os genomas de 94 doberman pinschers que chupavam seus flancos, cobertores, ou apresentavam ambos os comportamentos, com os de 73 dobermans "normais". Eles também estudaram os pedigrees de todos os cães para padrões complexos de hereditariedade. Os pesquisadores identificaram um ponto no cromossomo canino 7 contendo o gene CDH2 (Cadherin 2), que mostrou variação no código genético quando os comportamentos dos cães de chupar ou não seus flancos ou cobertores foram comparados.

A associação estatística levou a investigações mais profundas, a fim de determinar para qual proteína o gene continha instruções. Era para uma das proteínas chamadas cadherinas, encontradas por todo o reino animal e aparentemente envolvidas no alinhamento, adesão e sinalização celular.

Essas proteínas também foram recentemente associadas a transtornos no espectro do autismo, que inclui comportamentos repetidos e compulsivos, disse Dr. Edward I. Ginns, principal autor do relatório publicado no Molecular Psychiatry e diretor do Laboratório de Diagnóstico Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts.

Dennis Murphy, psiquiatra que não esteve envolvido no estudo, afirmou que os resultados tinham potencial para uma compreensão mais avançada sobre o transtorno obsessivo-compulsivo. Dr. Murphy, também chefe do Laboratório de Ciências Clínicas da Divisão do Programa de Pesquisa Intramural dos Institutos Nacionais de Saúde Mental, agora está trabalhando para encontrar e sequenciar o gene CDH2 em humanos, com o objetivo de verificar se ele está ligado ao comportamento obsessivo-compulsivo.

Pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo muitas vezes apresentam comportamentos normais que se tornam extremos, ritualizados, repetitivos e que consomem muito tempo, e sofrem de ansiedade e pensamento obsessivo.

Pelo fato de que o transtorno envolve pensamentos obsessivos e devido à dificuldade de entender a cognição animal, os mesmos tipos de comportamento em animais têm sido referidos simplesmente como transtorno compulsivo.

À medida que os cientistas aprendem mais sobre as causas moleculares por trás dessa condição, eles usam cada vez mais o termo "transtorno obsessivo-compulsivo" para se referir à condição em animais e pessoas.

Estimativas superficiais recentes realizadas por Karen L. Overall, veterinária especialista em comportamento animal da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, sugere que até 8% dos cães nos Estados Unidos –de 5 a 6 milhões de animais– apresentam comportamento compulsivo, como correr em cercas, marchar, girar, tentar pegar o próprio rabo, abocanhar moscas imaginárias, lamber, mastigar, latir e encarar. Três machos para cada fêmea apresentam esses problemas, ela descobriu, enquanto em gatos a proporção é reversa.

Overall afirmou que os cães desenvolvem comportamento compulsivo entre 1 e 4 anos de idade. Alguns cachorros do grupo de estudo de Dodman começaram mais cedo, chupando cobertores com cerca de 5 meses de idade, e seus flancos com 9 meses.

Os cães podem ser tratados, mas quando não são o comportamento compulsivo é uma das principais razões pelas quais os donos colocam os bichos para adoção ou eutanásia, segundo behavioristas veterinários.

Dra. Overall afirmou em artigo científico que causas ambientais podem ultrapassar fatores genéticos no desenvolvimento de comportamento compulsivo em alguns casos.

Ela disse que a prática de "enforcar" um cachorro pelo pescoço, uma forma de disciplina defendida por alguns treinadores, produz comportamentos compulsivos. Cães que vieram de canis ou abrigos, cães de resgate e aqueles que são confinados e ficam entediados ou ansiosos também parecem apresentar tendência maior ao comportamento compulsivo, disse ela.

Outros animais domésticos, especialmente gatos e cavalos, assim como alguns animais de zoológicos, apresentam comportamentos compulsivos, incluindo chupar lã no caso de gatos siameses, transtorno de locomoção em cavalos confinados, e marcha em ursos polares, tigres e outros carnívoros em cativeiro.

Embora antidepressivos, particularmente inibidores seletivos de recaptação de serotonina e clomipramina, um antidepressivo tricíclico, e modificação no comportamento tenham se mostrado eficazes em controlar comportamento compulsivo em cachorros e pessoas, eles parecem não corrigir patologias ocultas ou causas, disse Ginns. Essas causas provavelmente são tão variadas quanto os comportamentos compulsivos –e tão complexas quanto a interação de vários genes e o ambiente.

"O estresse e a ansiedade, assim como trauma físico e doença, podem deflagrar comportamentos repetitivos que depois assumem vida própria", disse Ginns.

Entretanto, ele acredita que em muitos casos há uma predisposição genética que responde aos estímulos ambientais de forma que um comportamento antes normal passa a ser patológico. Essas disposições genéticas podem diferir acentuadamente em comportamentos diferentes.

Alguns geneticistas afirmam que, devido ao seu pedigree detalhado e à similaridade de seus genes em relação aos humanos, os cachorros são um modelo ideal para estudo de comportamentos e patologias humanas, especialmente os que envolvem padrões complexos de hereditariedade. Poucos humanos têm registros genealógicos detalhados, mas são um exemplo quando se fala em registrar cada detalhe dos ancestrais de seus animais de raça pura.

"Nick e eu temos um interesse por pedigrees", contou Ginns, explicando como ele e Dodman se tornaram colaboradores de Kerstin Lindblad-Toh e seus sequenciadores genéticos do Broad Institute do MIT e Harvard –o mesmo grupo que sequenciou o genoma do cão, agora tão valioso para estudiosos dos genes caninos quanto para estudiosos dos genes humanos.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pequi / Nome científico: Caryocar brasiliense Família: Caryocaraceae

Por: Lorena Vaz da Silvas./ Meider Leister

O pequizeiro é uma árvore típica do cerrado, que possui os troncos e ramos tortuosos e ritidoma de coloração cinza, com fissuras e cristas sinuosas. As folhas são compostas, trifolioladas, de coloração verde, margens irregulares e de superfícies bastante pilosas. As flores possuem cinco pétalas livres de cor branca e de longos estames. Os frutos são do tipo drupa e seus caroços são envolvidos por uma polpa carnosa e comestível.
Sua floração ocorre de junho a janeiro e sua frutificação de outubro a fevereiro, seu principal polinizador é o morcego e a dispersão de suas sementes é feita por animais. É uma árvore encontrada no DF e nos estados BA, CE, GO, MA, MG, MT, MS, PA, PI, PR, SP e TO.
A madeira do pequizeiro é durável e tem uso regional. A polpa é usada para iguarias regionais, sabão e alimento para a fauna. É uma árvore ornamental, melífera e forrageira. Na medicina popular, os caroços são tônicos, a semente é expectorante e as folhas regulam a menstruação. A casca e as folhas dão corante amarelo e a casca serve para curtume. As sementes torradas dão à castanha.

O pequi é de notável poder nutritivo, sendo pôr isso aconselhável como excelente tônico. Usa-se igualmente nas doenças das vias respiratórias.


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