domingo, 26 de junho de 2011

Caprichoso exalta folclore e arrepia galera na 1ª noite

Diário do Amazonas
 
Enquanto a alegoria do ritual era preparada do lado de fora, David Assayag cantou toadas tradicionais, como ‘Vaqueiros da floresta’, para apresentar a vaqueirada, e ‘Rostinho de Anjo’ para trazer à arena a sinhazinha da fazenda. Bastaram essas duas toadas para o Azul e Banco transformar a arena e arquibancadas numa festa que remeteu aos velhos tempos do bumbá, quando Arlindo Júnior ainda era o levantador de toadas.

O Caprichoso empolgou na sua primeira apresentação no Festival Folclórico de Parintins. O momento mais contagiante aconteceu logo depois da apresentação da figura típica regional, o seringueiro da Amazônia. Logo após a saída da alegoria do mestre Jair Mendes, o boi de Roque Cid celebrou o folclore brasileiro apenas com os itens e arrepiou a galera, que correspondeu a altura. O boi ficou mais de uma hora na arena sem grandes alegorias e mesmo assim não deixou o publico desanimar.

Também chamou atenção o fato do sistema de som do Caprichoso estar muito melhor que o do rival. Por conta do detalhe, David Assayag sobressaiu-se em cima de Sebastião Júnior nesta primeira noite, 24 de junho. De acordo com os organizadores, a empresa que preparava o sistema do boi Vermelho e Branco mudou de lado, causando a diferença para quem estava ouvindo as toadas no Bumbódromo.


Antes disso, o Caprichoso ainda apresentou a lenda da boiúna, que levou ao palco central da arena uma Cobra Grande, lenda igual ao rival. Entretanto, de acordo com os organizadores, a estrutura impressionou muito mais por conta de possuir mais movimentos.

Vale ressaltar que o amo do boi, Edilson Santana, empolgou a galera com seus versos cantados, um tanto diferentes do tradicional e que causou estranheza, e praticamente não respondeu às provocações de Medeiros.

O item da figura típica regional também foi a deixa para entrada da porta-estandarte Karine Medeiros, aparecendo sobre uma garça. A marujada de guerra também abusou das coreografias em momentos estratégicos das toadas.

Outra aposta do bumbá estava nas arquibancadas. Diferenciando das coreografias da torcida do Garantido, a galera do Caprichoso abusou do uso de alegorias e mosaicos durante a apresentação. Pelas mãos dos torcedores passaram a alegoria da cobra grande, lanças semelhantes às utilizadas pela vaqueirada, além de um belo mosaico da bandeira do Brasil. Em contrapartida, parte da arquibancada azul estava vazia antes do fim da apresentação, o que pode comprometer o item de número 19.

A primeira noite de apresentações foi finalizado com o ritual indígena Ticuna Yuu-Tsêga – A festa da moça, de onde apareceu a cunhã-poranga Maria Azedo.

Neste sábado, 25, o sub-tema do Azul e Branco será ‘A magia que vem do povo’, tendo como alegoria principal a do ritual indígena omágua, o Wanandjaká. o rival na primeira noite.

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