quarta-feira, 17 de junho de 2015

Primeiro roubo em 50 anos causa comoção em vilarejo britânico


Habitantes da pequena ilha escocesa Canna ficaram chocados com roubo de loja local
Canna é uma pequena ilha de apenas 7 km de extensão na Escócia onde vivem cerca de 20 pessoas. Um lugar bastante tranquilo, que foi abalado por um roubo na última semana.

O incidente aconteceu em uma loja gerenciada por voluntários que vendia comidas, produtos de higiene pessoal e outros utensílios. Doces, pilhas e chapéus de lã artesanais foram roubados, e a loja foi revirada pelos ladrões.
Parece pouco, mas o roubo chocou os moradores de Canna, que não viam nada parecido acontecer por ali havia 50 anos.

No Facebook, a Comunidade de Desenvolvimento da Ilha de Canna disse estar "extremamente decepcionada" com o incidente.

A loja ficava destrancada durante a noite para que pescadores pudessem utilizar o wi-fi local e comprar itens de primeira necessidade enquanto descansavam no píer até o dia seguinte. O pagamento era feito na "caixa da honestidade": eles deixavam o dinheiro junto com um bilhete descrevendo o que haviam comprado.

No entanto, após o roubo, os responsáveis pela loja já estão pensando em trancá-la durante as madrugadas.

A polícia escocesa afirmou que quer falar com todas as pessoas que atracaram no píer durante o final de semana.

Raridade
Um porta-voz da polícia local disse que o incidente deve ter acontecido entre 20h da sexta-feira e 8h do sábado.

"Vários itens foram roubados, incluindo os chapéus artesanais de lã, confeitos e produtos de higiene pessoal. Um inquérito foi instaurado e vamos começar a ouvir moradores e outras pessoas que passaram pelo píer entre os dias do incidente."

A última vez que um roubo foi registrado em Canna foi na década de 1960, quando uma placa de madeira esculpida na igreja local foi levada. O caso nunca foi resolvido, e a placa nunca foi encontrada. A polícia escocesa não tem registros computadorizados para confirmar o caso.

Desde então, houve um pequeno incidente em 2008, quando um policial assumiu ter cometido duas agressões e uma "violação de paz" naquele ano. Fora isso, nenhum roubo, assalto ou qualquer coisa parecida aconteceu em Canna até a última semana.

A gerente da loja, Julie McCabe, disse ao jornal Aberdeen Press and Jounal que o incidente provocou comoção na comunidade. "Eu cheguei e percebi que muitas coisas não estavam lá. Todos os doces tinham sumido. Estou chocada, não sei como alguém pode fazer isso com a nossa comunidade", afirmou.

"Estamos pensando em colocar câmeras, mas não queremos fazer isso porque vai contra toda a ideia de honestidade que temos aqui. Quando você vive em uma pequena ilha, você precisa confiar no seu vizinho e em todas as pessoas que circulam ali."

A instituição National Trust for Scotland, responsável pela ilha, também se manifestou sobre a situação. "Sentimos muito por esse incidente na loja de Canna, onde a comunidade se esforça bastante para manter o negócio. Felizmente, incidentes como esse são extremamente raros, e Canna é um lugar muito seguro."

terça-feira, 16 de junho de 2015

Astronauta posta foto de ‘lugar mais azul do mundo’; saiba onde fica

Americano Scott Kelly, em sua segunda missão na Estação Espacial Internacional, selecionou as fotos de lugares 'mais azuis' que fotografou para sua conta no Twitter.

Da BBC
 Foto do lago Cuo Womo, tirada a 400 quilômetros de altura (Foto: Nasa) Foto do lago Cuo Womo, tirada a 400 quilômetros de altura (Foto: Nasa)
  
"Esse lago no nordeste do Himalaia parece o lugar mais azul do mundo visto da Estação Espacial Internacional", escreveu o astronauta americano Scott Kelly em sua conta no Twitter.
E a foto que acompanha o comentário mostra uma massa de água em forma de coração de um azul tão brilhante que parece modificado pelo Photoshop ou outro programa de edição de imagens. É uma foto do lago Cuo Womo, também chamado de Co Ogma ou simplesmente lago Womo, e o astronauta não mexeu nem um pouco nela – o lugar é simplesmente assim.
 Astronauta americano se propôs a encontrar 'lugar mais azul do planeta'  (Foto: Nasa) Astronauta americano se propôs a encontrar 'lugar mais azul do planeta' (Foto: Nasa)
O lago, com o comprimento máximo de sete quilômetros e uma área de 22 quilômetros quadrados se encontra a 4.970 metros de altitude em Rikaze, uma região praticamente despovoada no Tibete.
A água dele vem do escoamento da água da chuva que escorre das montanhas ao redor.
Não chove muito naquela área (300 litros por metro quadrado), mas a temperatura fria, com uma média anual de 2 °C, ajuda na conservação da água.
E a forma como ele absorve radiações do sol é o que dá a esse lago sua cor particular.
 Costa de Fortaleza vista do espaço  (Foto: Nasa) Costa de Fortaleza vista do espaço (Foto: Nasa)
O astronauta da Nasa Scott Kelly, também engenheiro e capitão aposentado da Marinha dos Estados Unidos, é um veterano de missões espaciais.
Esse é seu terceiro 'passeio' para além da estratosfera. Em março deste ano, chegou à Estação Espacial Internacional (EEI), mas não era a primeira vez que entrava no centro de pesquisa a 400 km da Terra, que percorre a órbita terrestre a 28 mil km/h.
Já entre 26 de novembro de 2010 e 16 de março de 2011, ele havia comandado uma missão na estação, com participação da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla inglesa) e das agências espaciais da Rússia, Canadá e Japão.
Dessa vez, ele se propôs a encontrar o lugar mais azul do planeta e compartilhá-lo nas redes sociais.
Revisando as imagens que colocou em sua conta do Twitter (@StationCDRKelly), não foi só em Cuo Womo que encontrou um azul tão intenso.
 Ilhas que Scott Kelly fotografou, mas não descreveu a localização  (Foto: Nasa) Ilhas que Scott Kelly fotografou, mas não descreveu a localização (Foto: Nasa)
Pela hashtag #YearInSpace, Scott Kelly compartilhou imagens de vários pontos da Terra vistos do espaço que também têm a cor azul bastante intensa, como o lago no Tibete.
Como por exemplo uma ilha que ele não identificou, sobre a qual disse: "É o azul do nosso mármore azul."
A costa de Fortaleza também aparece com azul marcante vista do espaço. Assim como o Mar da China Meridional, onde estão construindo ilhas artificiais, ou as águas que rodeiam Honolulu, no Havaí.
Mas ainda que tenha se proposto a encontrar o lugar mais azul do planeta, Scott Kelly não se limitou a essa cor.
Ele compartilha frequentemente imagens com um verde intenso, como o dos campos do sudeste asiático, um tom que, segundo ele, aparece timidamente, mas cada vez com mais frequência nos desertos.
Outra cor retratada por ele é o vermelho forte da terra, como o que predomina na África, continente "bonito e diverso", como descreveu o astronauta.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Comunidades da Terra do Meio (PA) e empresas fortalecem cadeia de valor na Amazônia

Durante a II Semana do Extrativismo da Terra do Meio (PA), realizada na Resex do Rio Iriri, empresas como a Mercur e a Wickbold pactuaram acordos de compra de toda a borracha e castanha produzida nas próximas safras
 
Fonte: Leticia Leite/ISA
 
 
 O extrativismo surge como uma forma eficiente e sofisticada para que a floresta sobreviva à pressão de madeireiros e da pecuária ilegal. Os produtos da Terra do Meio são extraídos de regiões isoladas. Cerca de 300 famílias que vivem como esta comunidade na foto, chamada Morro do Anfrísio, estão espalhadas em três Reservas Extrativistas (Resex), com 1,5 milhões de hectares de floresta protegidos no Pará, distantes até 400 km de rio do centro urbano de Altamira|Fotos: Marcelo Salazar-ISA

Representantes da empresa Mercur, maior transformadora brasileira de borracha e Wickbold, segunda marca do país no setor de pães industrializados pactuaram acordos de compra da produção de toda a borracha e castanha disponível nas próximas safras das Resex da região da Terra do Meio (PA). Os termos foram definidos durante a II Semana do Extrativismo da Terra do Meio, em 17 e 18 de maio, no centro da Reserva Extrativista do Iriri, sul do Pará.

Além dos parceiros comerciais, gestores das Unidades de Conservação e representantes dos governos municipal, estadual e federal e organizações atuantes na região também participaram do evento. 

As três Reservas Extrativistas da Terra do Meio foram criadas entre 2004 e 2008 e estão consolidando uma cadeia de valor na região. O próximo passo vai depender, mais uma vez, de políticas de incentivo adequadas para populações que vivem a uma distância que pode chegar a 10 dias de barco do próximo centro urbano, que é Altamira, com quem dividem os serviços públicos já sobrecarregados com a chegada da usina Belo Monte, em construção desde 2011.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Livro "Memória e libertação": narrativa de um povo que lutou pela vida e pela terra em São Félix do Araguaia (MT)

"Memória e libertação" é o novo livro da jornalista Arcelina Helena Públio Dias, que revive junto ao povo da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT) suas histórias de luta pelos direitos da terra e da vida, durante os duros anos da ditadura militar.
Impactantes, grandes e coloridos murais, pintados por Cerezo Barredo, durante esse período, também contam a história do povo, iluminam e ilustram o livro de Arcelina. E principalmente o bispo Pedro Casaldáliga, líder da resistência desse povo que preserva com dignidade a memória das lutas, perseguições e vitórias.

Durante 100 dias Arcelina conviveu e conversou com o povo da Prelazia que participou da luta, se orgulham de sua história e preservam a memória. Dom Pedro, com seus 92 anos, continua em São Felix. Cerezo Barredo - padre, pintor espanhol e principal muralista das lutas dos povos da América Latina, na segunda metade do século XX - mora em Salamanca, onde Arcelina foi entrevistá-lo.

O Governo do Mato Grosso, através da Secretaria da Cultura, tombou os 12 "Murais da Libertação", localizados em sete cidades da Prelazia, entre os rios Araguaia e Xingu. Os murais mesclam a lutado povo, com suas características culturais das três raças brasileiras, com as histórias bíblicas da libertação anunciadas por Jesus e seus apóstolos.
O livro de Arcelina faz parte de um projeto de peregrinação jornalística de 500 dias entre os pobres e excluídos dos cinco continentes, com o objetivo de escrever cinco livros. Memórias e Libertação é o quarto da série.
A editora Ave Maria, para conseguir a reprodução da qualidade dos murais e ao mesmo tempo um preço de venda do livro acessível, mandou emprimí-lo na China.

Comentários sobre Memória e Libertação:

"Este livro mostra um Brasil de histórias de força, um Brasil de necessidades primárias, um Brasil de soluções criativas empolgantes, longe dos holofotes do poder central. É um Brasil que tem muito a ensinar e a ser reconhecido por meio das histórias que compõem a peregrinação da autora pelo resgate da dignidade anônima de tantos cidadãos e cidadãs cujas vidas dizem muito mais do que os falaciosos números estatísticos ou os relatos da história official."
Edvaldo Pereira Lima
Jornalista e prof da USP
Autor do prefácio
"No meio da crise mundial e das graves deficiências das nossas políticas e das nossas Igrejas, algo se move. O importante é não deixar cair a profecia"
Dom Pedro Casaldáliga.

Outros livros de autoria de Arcelina Helena:
A "Crônica do Salário Mínimo", (1996 Ed Record), descreve sua vivência de assalariada do Mínimo, na periferia de Belo Horizonte.
O relato dos 90 dias pelas três Américas resultou o livro "Sinais de Esperança", editado pela Ed. Vozes em 2001.
"Perdão, África, Perdão" (2002 Ed. Rede da Paz) foi escrito após 110 dias de peregrinação na África e no Oriente Próximo.
"Além do Silêncio" ( 2006 Ed. Ave Maria) é uma grande reportagem sobre os mosteiros ecumênicos da Europa, onde homens e mulheres escolhem a vida simples e solidária com os excluídos do nosso planeta.
Mais informações com: Arcelina Helena: (62) 9169-5205 e 62-3372-1727

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O assassinato mais antigo da humanidade

Fonte: hypescience.com

Publicado em 28.05.2015
assassinato mais antigo
Uma ferida em um crânio de 430.000 anos de idade pode ser a evidência brutal do primeiro caso de assassinato no registro fóssil hominídeo.

Golpes no crânio

A descoberta aconteceu durante a análise dos restos mortais de 28 indivíduos em um sítio arqueológico espanhol. A caverna Sima de los Huesos tem intrigado cientistas por muitos anos, pois ninguém realmente sabe como os restos desses indivíduos, que pertencem a um clã Neandertal, chegaram lá. Eles datam do Pleistoceno Médio.

Pesquisadores da Universidade Complutense de Madrid (Espanha) decidiram investigar o mistério, e foram “surpreendidos” com os resultados.

Nohemi Sala e sua equipe encontraram um crânio quase completo com dois ferimentos penetrantes acima do olho esquerdo. Usando análise forense moderna, interpretaram os resultados como evidência de trauma contundente, que ocorreu na época da morte do indivíduo.

“O fato de ambas as feridas serem muito semelhantes em tamanho e forma sugere que foram causadas pelo mesmo objeto. Como qualquer uma delas provavelmente teria sido letal, penetrando o cérebro, a presença de múltiplos ferimentos implica a intenção de matar”, explica Sala.

A cena do crime

A origem do acúmulo dos corpos em Sima de los Huesos tem sido muito debatida, com pesquisadores propondo quatro hipóteses diferentes: atividade carnívora, transporte por agentes geológicos, quedas acidentais e acumulação intencional de organismos por hominídeos.

Estudos recentes tafonômicos descartaram a possibilidade de atividade carnívora e de processos geológicos. O estudo mais recente analisou a probabilidade dos outros dois cenários.

O único acesso à caverna é por uma chaminé vertical profunda, e não há maneira de sair uma vez que você está no fundo do poço. O estudo sugere que o indivíduo “assassinado” já estava morto antes da chegada ao local e a única maneira possível de ter ido parar lá é se o seu cadáver foi jogado para baixo por outros hominídeos.

Sala e sua equipe não acreditam que sua morte tenha sido uma queda acidental, já que o indivíduo possuía feridas letais no crânio causadas por dois golpes de um mesmo objeto. Assim, esse cenário é “altamente improvável”.

Cemitério precoce?

Essas evidências fizeram a equipe de Sala crer que a Sima de los Huesos era um antigo sítio de “sepultamento”. “O local representa o comportamento funerário mais antigo no registro fóssil hominídeo, e o caso mais antigo de um assassinato violento”, diz Sala.

Mas nem todo mundo concorda com essa conclusão. O Dr. Christoph Zollikofer, do Instituto Antropológico da Universidade de Zurique (Suíça), continua cauteloso com os resultados. “A lógica da inferência forense tem várias lacunas e é guiada pelo resultado esperado e não por padrões observados”, critica.

Os cientistas continuarão investigando algumas questões ainda em aberto sobre Sima de los Huesos, comparando o sítio com outros contextos do Pleistoceno. [IFLS]

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