Corpo de Clodovil Hernandes é velado em São Paulo
Edição de Kassu - 18/03/2009 às 14h48
AGUA BOA NEWS
Começou por volta das 10h45 de MT, o velório do estilista, apresentador de TV e deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP), 71, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O corpo havia embarcado de Brasília para São Paulo na manhã de hoje, em um avião da Força Aérea Brasileira. Houve atraso na saída de Brasília, e o avião que fez o traslado pousou em Congonhas às 11h20. O enterro está marcado, inicialmente, para as 17h, no cemitério do Morumbi.
Há por volta de 100 pessoas na cerimônia, que foi aberta ao público por volta das 12h15. Dois "moscas de velório" - pessoas que vão a esse tipo de cerimônia para aparecer nos veículos de comunicação -, foram expulsos.
A primeira fã a entrar na Assembleia foi a enfermeira Vera Lúcia Azevedo. "Era um homem muito sincero. Tomara que no lugar dele venham muitos Clodovis", falou.
Alguns políticos do PR, o partido de Clodovil, estão presentes, entre eles Sérgio Tamer, presidente nacional da legenda, Sandro Mabel (GO), líder da bancada na Câmara e proprietário das indústrias Mabel, e Valdemar da Costa Neto, que deixou o cargo de deputado durante o escândalo do mensalão.
Em discurso, Valdemar da Costa Neto citou a absolvição de Clodovil pelo TSE na semana passada, após ser acusado de infidelidade partidária. "Depois da vitória da semana passada, esta foi uma semana de derrota. Acho que ele não resistiu a todo o processo. Ele não conseguiu suportar esta bordoada da vida."
Neto contou que almoçou com Clodovil no sábado e ouviu dele que "não estava bem para comemorar [a absolvição do TSE]". O político ainda lembrou projeto do colega de criar a chamada "Casa Clô", de assistência a meninas de favela.
O vice-prefeito de São Bernardo do Campo,Frank Aguiar, no velório de Clodovil
Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara dos Deputados, chegou ao velório por volta das 12h45. "Ele marcou presença na Câmara e foi instrinsecamente polêmico, mas a polêmica é um símbolo da democracia", disse sobre Clodovil.
Temer foi questionado sobre uma das polêmicas de Clodovil: o projeto de redução de 513 para 250 deputados federais na Câmara. "O processo segue, mas é tão polêmico quanto foi a vida do Clodovil", disse Temer, que participou de um jantar em comemoração à absolvição de Clodovil pelo TSE no fim-de-semana.
O vereador Agnaldo Timóteo (PR-SP) chegou por volta das 12h40. Ele foi aplaudido pelos presentes após cantar a música "Noites traiçoeiras", do padre Marcelo Rossi, ao lado do caixão.Outros políticos, como o deputado estadual Edson Ferrarini (PTB-SP), também marcaram presença no velório. "Ele fez pouco na política porque não deu tempo. Suas idéias eram grandes. Sua marcas eram a polêmica e a coragem. Nos momentos difíceis, ele dava opinião, por isso, às vezes era taxado de politicamente incorreto", declarou sobre o morto.
Entre as coroas de flores entregues, há uma em nome do apresentador Sílvio Santos, outra da família Martinez (proprietária da CNT), uma da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). A maioria é de dirigentes do PR.
Parada cardíaca
Clodovil morreu às 18h50 de ontem (17), após uma parada cardíaca, no hospital Santa Lúcia, em Brasília, onde estava internado desde a manhã de segunda-feira, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) na noite de domingo. Por volta das 16h de ontem, os médicos já haviam decretado sua morte cerebral e preparavam o corpo para a retirada dos órgãos a serem doados, procedimento que foi impedido pela parada cardíaca.
"Todos os órgãos são perfundidos por sangue, menos a córnea, que tem a capacidade ímpar de ser viável até seis horas depois da parada cardíaca", explicou o médico Lúcio Lucas.

Clodovil passou mal em casa no domingo (15). O deputado sofreu uma queda em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral). Chegou ao hospital Santa Lúcia, em Brasília (DF), às 8h17 de segunda (16), conduzido pelo serviço médico da Câmara dos Deputados, onde permaneceu em estado grave internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).(Uol / G1)


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