quinta-feira, 10 de abril de 2008

Governador agora resolve negociar com os servidores

O governador Blairo Maggi (PR) começa pessoalmente amanhã (11) a negociar com todas as categorias do funcionalismo público estadual que tem cerca de 82 mil servidores ativos e inativos que consomem cerca de R$ 173 milhões/mês ou R$ 2,249 bilhões/ano em salários.

Temeroso de que o endurecimento da greve por parte dos professores, seguidos pelos policiais civis e a decisão de conceder reajustes maiores tanto para a Polícia Militar quanto para os membros do magistério (professores, mestre e servidores da educação), em detrimento das demais carreiras, que terão aplicados apenas o índice oficial da inflação anual, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou acima de 5% para começar a vigorar em maio próximo, o chefe do Poder Executivo quer negociar uma proposta contemplativa para até 2010, último ano de seu segundo mandato e evitar uma paralisação geral.

"Vamos apresentar uma proposta única e definitiva", tem se limitado a dizer o governador Blairo Maggi (PR) que por outro lado mantém seu compromisso de aumentos diferenciados tanto para a Polícia Militar quanto para os professores.

"Não esqueço e não deixo de cumprir meus compromissos", disse ele alegando que somente quando há impedimentos legais ou financeiros que ele recua.

A PM deverá ter 30% de aumento divididos em três vezes, portanto, nos anos de 2008, 2009 e 2010, enquanto os professores ficam com uma proposta (já rejeitada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público - Sintep) de 21%, ou seja, 16% maior que o previsto para os demais servidores públicos que é de pouco mais de 5%.

Segundo o secretário de Administração, Geraldo de Vitto, os técnicos da pasta estão analisando principalmente em conjunto com as Secretarias de, Planejamento e de Fazenda, os resultados e os impactos da política salarial nos resultados primários (receita da arrecadação, menos as despesas sem as dívidas consolidadas e os juros do serviço da dívida), do governo do Estado para saber qual a margem que o Estado pode conceder de reajuste.

"Estamos fazendo estudos para conhecer nossa própria realidade e capacidade econômica", acrescentou ele, garantindo que haverá um consenso geral pois, "eles (os servidores) sabem que o governador cumpre seus acordos", acrescentou.

A questão salarial do funcionalismo, que sempre deixou ex-governadores em situação difícil, foi de certa forma tranquila até o momento no governo Maggi, que enfrentou paralisações, mas sem grandes consequências, inclusive dentro da Educação, que agora comandada por Ságuas Moraes (PT) já emplaca quase um mês de paralisação.

Fonte: Gazeta Digital/AGUABOANEWS

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