segunda-feira, 23 de junho de 2008

Notícias Agrícolas - 24/06/2008


Soja: 'Descolamento' em MT
24/06 - 05:55
A segunda-feira foi de queda do preço da soja na bolsa de Chicago, motivada pela trégua nas chuvas no Meio-Oeste americano. Os contratos para agosto recuaram 18 centavos, para US$ 15,17. Em algumas praças de Mato Grosso, em contrapartida, o preço da saca subiu. "Quase toda a soja do Estado já foi vendida. Quem ainda tem, está segurando, na aposta de que os preços ainda vão subir", diz Eduardo Godoi, analista da Agência Rural. Em Rondonópolis, a saca de 60 quilos foi negociada por R$ 46, alta de R$ 0,30. Em Primavera do Leste, o preço passou de R$ 44,50 para R$ 44,80. Segundo levantamento da Agência Rural, 81% da soja do país da safra 2007/08 já foi comercializada, dez pontos percentuais acima do ciclo anterior. Em Mato Grosso, as vendas chegaram a 92%. /Valor Econômico


Preço de fertilizantes deve estabilizar, diz presidente da Câmara de Insumos
24/06 - 07:40
A situação dos fertilizantes no Brasil foi debatida, nessa segunda-feira (23), em Brasília, durante reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários. O presidente da Câmara, Cristiano Walter Simon, disse que a sinalização do mercado é que não haverá elevação dos preços e, sim, estabilização nos patamares atuais. “Isso se deve ao fornecimento equilibrado de produtos para a demanda nacional e aos estoques, que estão satisfatórios. Podemos garantir que, neste ano, não vai faltar adubo para o plantio. Além disso, está previsto aumento de área para culturas como soja, milho, cana, café e algodão”, ressaltou.

No encontro, também foi discutida a prorrogação do convênio n° 100/97, pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que trata da redução da base de cálculo do ICMS sobre os insumos agropecuários. “Há consenso, entre todos os envolvidos nesse processo, de que essa prorrogação é importante”, explicou Simon.

De acordo com dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), no período de janeiro a maio de 2008, foram entregues aos consumidores nove milhões de toneladas de fertilizantes, 95% a mais que o utilizado em 2006. A expectativa da indústria é de que, até o fim do ano, sejam entregues 26 milhões de toneladas de fertilizantes, o que representa aumento de 5% em relação a 2007. /Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Maior desafio do Mercosul é o acesso a mercados
23/06 - 00:00
O maior desafio para o comércio agrícola do Mercosul é o acesso a mercados, segundo avaliação das entidades representativas da cadeia do agronegócio do bloco. O diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Nassar, apresentou 6ª feira (20) os resultados preliminares de levantamento sobre os processos de abertura e integração ao comércio internacional. O estudo é realizado pelo Icone em conjunto com parceiros da Argentina, Paraguai e Uruguai, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Segundo Nassar, o objetivo do projeto é avaliar a percepção do setor privado e levantar os pontos de interesse dos quatro países do Mercosul sobre questões ligadas ao comércio internacional. O grupo incluiu temas tradicionais, já regulamentados em foros internacionais, e novos temas que estão em debate, como certificação, rotulagem, restrição ambiental a produtos transgênicos, segurança alimentar, biotecnologia e biocombustíveis. Até o momento foram consultadas 36 entidades, mas ainda faltam consultas a grupos do Uruguai e da Argentina.

As instituições consultadas destacam que os países precisam melhorar os mecanismos de integração entre o setor público e o privado, de políticas que aumentem a competitividade das indústrias, aprimorar os procedimentos aduaneiros, investir em sistemas de sanidade e promoção comercial. Os resultados preliminares foram apresentados hoje em seminário realizado em São Paulo.

Ao falar sobre saúde animal e segurança alimentar, o sócio sênior da consultoria canadense Serecon, Ralph Ashmead, destacou que os países precisam ter muito claro por qual razão devem implantar programas de rastreabilidade. Ele citou o exemplo da Austrália que usa o sistema como "instrumento de marketing para ter acesso a mercados difíceis de entrar". Ele considera que a União Européia e o Japão têm os melhores sistemas de rastreabilidade. "Os países do Mercosul têm que comparar os melhores sistemas, avaliar os gargalos internos e questionar quais os benefícios. Montar uma estratégia integrada de rastreabilidade seria um instrumento poderoso para o Mercosul", afirmou.

Para o consultor argentino do Grupo CEO, Eduardo Trigo, os países do Mercosul precisam aumentar os investimentos em biotecnologia, especialmente em meio a atual crise de alimentos. "Os investimentos da América Latina em biotecnologia somam cerca de US$ 132 milhões. Isto é um décimo do que investem as multinacionais", afirma. O ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, que concluiu o seminário realizado hoje em São Paulo destacou que os países do bloco respondiam por 5% do comércio mundial há dez anos e o hoje está em 7%. "E acredito que em pouquíssimo tempo poderá chegar a 10% do comércio global", disse. Furlan considera que o cenário atual - de preços altos de alimentos e de combustível - é ideal para os avanços institucionais do Mercosul.(AE) Por/Cruzeiro do Sul Online

Sojicultor do MT chegou a pagar US$ 130 / ton em frete para carregar o grão de Sorriso até o Porto de Paranaguá. Esse alto custo está diretamente ligado às condições precárias das rodovias no estado.(01/04)
Nadir Sucolotti (Dir. Adm. e Logística - Aprosoja-MT)

Fonte Agrolink/Aprosoja/Publicado por Kassu/AGUABOANEWS

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