segunda-feira, 23 de junho de 2008

Servidores da Saúde Indígena trabalham sem contratos em Barra do Garças MT

Assessoria

Ex-servidores da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área de Saúde (FunSaúde), ONG conveniada a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de Barra do Garças estão desde maio trabalhando como "voluntários" depois que foi suspenso o contrato pelo Departamento de Saúde Indígena (DSAI) da Funasa de Brasília.

O problema consiste em que os antigos funcionários do convênio com a Universidade de Brasília (UnB) terão seus contratos reavaliados e estão no aguardo de uma nova prestadora de serviço para incorporá-los ao quadro ou não, sem previsão de quem ou quando isso vai acontecer, conforme informou a direção da Funasa.

Sem receber durante quatro meses, cerca de 200 funcionários da FunSaúde entraram em greve 31 de março e conseguiram, depois de dez dias, o pagamento dos salários e benefícios atrasados. Contudo, agora estão na insegurança de manter seus empregos.

Para o coordenador do Distrito Sanitário Indígena de Barra do Garças, Jamir Alves Ferreira, a Funasa de Brasília já sinalizou o pagamento desses servidores e nos próximos dias haverá uma reunião para tratar do assunto.

Enquanto isso, estimativa é que pelo menos cem pessoas estejam trabalhando no Dsei e na Casa de Saúde Indígena (Casai) nessas condições. Segundo o ex-servidor da FunSaúde, Gilson Gonzaga, líder do movimento dos trabalhadores, ao negociarem as dívidas, os dirigentes da Funasa excluíram os grevistas de uma possível recolocação profissional.

Gilson acusa ser vítima de perseguição política, além de ter sido humilhado no momento em que foi demitido. O manifestante informou que conta com provas como testemunhas, documentos e até um boletim de ocorrência que fala da violência com que foram retirados do ambiente de trabalho. Ele organiza esse "dossiê" para requerer seus direitos na Justiça.

O impasse do atraso dos pagamentos consiste na falta de clareza da prestação de contas das Ongs e não um problema exclusivo da FunSaúde, disse Carlos Alberto de Almeida, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT). Recentemente a Associação IPREN-RE , a Opan e outras foram questionadas em relação aos erros relatórios apresentados e na suspensão dos recursos, como conseqüência disso.


Fonte 24 Horas News/Postagem por Kassu/AGUABOANEWS

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