domingo, 13 de julho de 2008

13/07/2008 - Resumo de Notícias Agrícolas e de Negócios da Semana

Por Kassu/AGUABOANEWS
Água Boa - MT


Boi de MT na era eletrônica

Detentor do maior rebanho comercial do país, com um plantel superior a 26 milhões de cabeças, Mato Grosso caminha a passos largos para inserir a sua pecuária na “era eletrônica”, que prevê um rigoroso controle de certificação e identificação por meio da utilização de um chip ou brinco eletrônico no animal, em substituição ao atual brinco de plástico, responsável pelo registro dos animais na base nacional de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“O novo sistema mostrará que temos programas para fazer frente a qualquer exigência da comunidade internacional, usando uma das alternativas mais modernas que é o chip, o brinco ou mesmo a cápsula intra-ruminal. Vamos atuar com tudo que existe de mais moderno para garantir a sanidade e qualidade de nossos produtos”, afirma o consultor de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e membro da Comissão Técnica Consultiva do Sistema Brasileiro de Rastreabilidade de Bovinos (Sisbov), Luís Carlos Meister. “Será o grande avanço da pecuária, pois simplifica manejo e aumenta a eficiência do controle.

Com relação aos custos, Meister explica que o chip, por si só, não é caro, “mas precisará haver redução tributária para incentivar a adoção do sistema eletrônico. Se fosse implantado hoje custaria cerca de R$ 5 por cabeça contra R$ 2 despendidos para aquisição do brinco de plástico”.

Ele informou que no momento a comissão consultiva do Sisbov está estudando e avaliando as melhores alternativas para os criadores e a idéia é colocar o novo sistema de identificação em prática já em 2009. Os técnicos estão avaliando a eficiência da leitura do número do chip (código do Sisbov), o brinco e outro recurso mais avançado, o boulos, cápsula intra-ruminal que funciona no estômago do animal e armazena todas as informações, como sua origem, procedência e idade e pode ser recupera após o abate.

“O sistema utilizado atualmente, o brinco, é eficiente, porém tem problema de leitura. São 15 dígitos e é um pouco mais complicado. Podemos utilizar também o brinco duplo, com a segunda peça sendo colocada na orelha onde está o bóttom. Na hora do embarque o segundo brinco é destacado e enviado para o frigorífico, substituindo o Documento de Identificação Animal”, explica Meister.

Anunciada no início de fevereiro, a reformulação do Sisbov criou um cronograma de identificação de 100% dos animais a partir do desmame até 2009. A reforma incluiu o registro global das propriedades certificadas e habilitadas a exportar. Atualmente, ainda é possível certificar lotes de animais. Também introduziu os controles de insumos, como vermifugações e vacinações. Foi garantido o acesso à base de dados por autoridades estaduais.

SISTEMA - O Sisbov foi introduzido com o objetivo de regular ações, normas e procedimentos adequados ao registro dos bovinos e bubalinos brasileiros. Desde junho de 2003 era exigido o registro do gado na Base Nacional de Dados (BND) até 40 dias antes do abate. Porém, com a publicação da Instrução Normativa n° 88 pelo Diário da União, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) definiu o prazo mínimo de registro dos animais para o Sisbov, garantindo que os animais abatidos cujo destino da carne é o exterior estejam devidamente rastreados.

“É importante destacar que a segurança adicionada pela rastreabilidade na pecuária de corte brasileira no mercado internacional é um fator determinante do crescimento em termos quantitativos e qualitativos do produto, que agrega diferenciais substantivos, criando um composto de alta competitividade para o complexo da carne bovina”, lembra o diretor executivo da Associação dos Proprietários Rurais (APR/MT), Paulo Resende.

Segundo ele, o produtor está consciente da “necessidade e importância” de se implantar a rastreabilidade, porém precisa de um prazo. “A medida é um avanço para a pecuária e deve ser implementada gradativamente, com segurança e em definitivo”, ponderou.

Fonte: Diário de Cuiabá



Para onde vai a inflação

(11/07/2008)

A questão da inflação -no exterior e aqui no Brasil- ganhou definitivamente o centro de interesse da mídia nomundo. Tenho escrito de forma recorrente sobre esse tema neste meu espaço semanal. Aproveito a minha volta,depois de duas semanas ausente do país, para resumir como vejo essa questão hoje.

Nesse período, muita água passou debaixo da ponte, principalmente no chamado mundo emergente. Os bancoscentrais, pressionados por taxas de inflação muito acima de suas metas -formais ou não-, têm acelerado o processode ajuste dos juros para reduzir o crescimento econômico. Isso está acontecendo principalmente na Ásia, com exceção ainda da China.

Outra mudança importante na política econômica dos países em desenvolvimento tem sido a redução gradual dos subsídios dos preços da energia, principalmente dos produtos ligados ao petróleo. Embora esse movimento garanta uma elevação dos índices de inflação nos próximos meses, o resultado será uma redução no ritmo de crescimento do consumo e, portanto, da demanda final nessas economias.

Sem essa desaceleração, será muito difícil estabilizar os preços do petróleo e dos metais e, portanto, caminhar no sentido da redução da inflação no mundo. O outro canal de aceleração dos preços -as commodities agrícolas- tem uma dinâmica mais complexa em razão do ciclo de produção desses produtos. Em uma situação de estoques muito baixos e com a demanda refletindo um aumento generalizado de renda no mundo emergente, os preços estarão ainda, nos próximos meses, sensíveis a eventuais problemas climáticos. Mas certamente haverá um aumento importante nos níveis de produção, como é o caso da safra brasileira em 2008/2009.

Autor: Luiz Carlos Mendonça de Barros


Arroba do Boi chega R$ 102 no sul de MT

O valor de comercialização do boi rastreado sofreu forte elevação na semana passada, apresentando um diferencial de até R$ 15 por arroba em relação ao não rastreado. Segundo informações da Pantanal Certificadora, credenciada pelo Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), a Fazenda Vila Rica, com escritório em Rondonópolis – no sul do Estado -, abateu 3 mil cabeças a R$ 102. A arroba do boi não rastreado ficou em R$ 87.

A elevação da arroba do boi está ocorrendo porque países importadores da carne brasileira, como os da União Européia, exigem a certificação do Sisbov, que é um sistema acompanhado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Apenas 90 estabelecimentos rurais brasileiros estão habilitados a exportar a carne para a Europa. As propriedades aprovadas integram a Lista Trace, da União Européia. As propriedades aprovadas nessa lista podem exportar para a Europa, por isso a especulação das propriedades credenciadas elevou a arroba do boi.

Hoje, cerca de 15 mil propriedades pleiteiam junto ao Ministério da Agricultura o credenciamento. Sendo assim, conforme os estabelecimentos rurais vão cumprindo uma série de exigências apontadas pelo Sisbov e pela União Européia, as propriedades passam a ser credenciadas.

Segundo o fiscal federal agropecuário da Superintendência Federal de Agricultura de Mato Grosso, Guilherme Reis Coda Dias, os fiscais realizam a auditoria nas fazendas, verificando se estão cumprindo as exigências do programa, para posteriormente ocorrer a inclusão da propriedade no Sisbov e depois junto à Lista Trace.

A UE, conforme Guilherme, exige além do credenciamento dos bovinos e bubalinos junto ao órgão, o cumprimento de padrões específicos de corte da carne, por exemplo.

Sobre o Sisbov, ele destaca que é um programa do governo federal que realiza a rastreabilidade da cadeia produtiva de bovinos e bubalinos. A adesão é voluntária para os produtores rurais, mas será obrigatória no caso de comercialização de carne bovina e bubalina para mercados que exijam a rastreabilidade.


Fonte: Diário de Cuiabá


Crédito escasso acentua a concentração na soja

(10/07/2008)

A rentabilidade positiva que já se projeta para a produção de soja na safra 2008/09 não tem sido motivo de comemoração generalizada no mercado.

Em virtude das dificuldades de financiamento para a compra de insumos, muitos produtores deverão ficar fora do mercado, abrindo mão do plantio em favor de produtores de maior porte, com mais poder de fogo.

O movimento de concentração da produção de soja nas mãos de um número menor de produtores repete o fenômeno observado na safra 2005/06. É o mesmo movimento, mas por motivos distintos.

Naquele ciclo, produtores de menor porte abriram mão de suas áreas - com arrendamento ou mesmo venda de terras - porque os custos estavam superiores ao rendimento obtido com o grão.

No Mato Grosso, para a safra 2008/09, espera-se rentabilidade média de pelo menos US$ 200 por hectare - a média no Estado na safra 2007/08 ficou entre US$ 100 e US$ 200.

"O produtor vai esperar até a última hora para ver se consegue alternativa para plantar, mas a situação está difícil", afirma Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja).

O Estado tem cerca de 6 mil produtores de soja - a conta exclui a agricultura familiar. Nos últimos três anos, mais de 10% dos produtores simplesmente saíram do mercado, segundo a Aprosoja. A situação é particularmente forte no oeste do Mato Grosso. Em Campos de Júlio, por exemplo, havia 140 produtores há três anos. Hoje, são 86.

São duas as razões principais para a aceleração da concentração do plantio nas mãos de menos produtores, diz André Pessôa, diretor da Agroconsult. A primeira é a redução do crédito para a compra de insumos ofertado pelas tradings. Com a alta do preço internacional da soja, as tradings tiveram que direcionar mais recursos para cobrir margens de suas operações de hedge na bolsa de Chicago.

Como não têm dinheiro para bancar os gastos com insumos, os produtores têm ficado com receio de não conseguir comprá-los. "No ano passado, o produtor gastou US$ 600 por hectare para ganhar algo entre US$ 100 e US$ 200. Agora, o custo está em US$ 950, e a rentabilidade deve ser parecida. É um risco muito grande", diz Pessôa.

A situação é mais preocupante no Mato Grosso porque, no Estado, cerca de 90% do financiamento é feito pelas tradings. Segundo a Aprosoja, até agora apenas 3% da soja da safra 2008/09 já foi vendida. Na mesma época de 2007, o volume já havia atingido 60%.

Ainda há soja disponível para comercialização no Mato Grosso da safra 2007/08, mas o volume, de pouco mais de 1 milhão de toneladas, representa menos de 8% da produção total.

Com isso, o preço da saca de soja em Sorriso (MT), que, nesta época de 2007, equivalia a 70% do preço praticado em Paranaguá (PR), já está próximo de 80%, de acordo com Eduardo Godoi, analista da Agência Rural.

Os produtores que ainda têm soja para vender teriam potencial para financiar seu próprio plantio, mas mesmo essa possibilidade é limitada. "Os mesmos produtores que têm soja agora também venderam quase tudo antecipadamente", diz Pessôa. "Falta dinheiro no sistema".

Fonte: Valor Econômico - SP



Senado autoriza aumento para área de uso rural na Amazônia

(11/07/2008)


Com 37 votos favoráveis, 23 contrários e 3 abstenções, o Senado aprovou nesta quarta-feira (09-07) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 16/08, oriundo da Medida Provisória (MP) 422/08, que aumenta o limite da área que pode ser concedida pela União para uso rural, sem processo de licitação, na Amazônia Legal. O atual limite é de até 500 hectares. Com a nova proposta, passa para até 15 módulos fiscais. A matéria será encaminhada à sanção.

O módulo fiscal é estabelecido para cada município e procura refletir a área mediana dos imóveis rurais daquela região. Em algumas localidades, o módulo chega a 100 hectares. Nesses casos, a área passível de regularização será ampliada de 500 para 1,5 mil hectares.

O Executivo sustenta que a medida tem como um dos objetivos a prevenção, o monitoramento e o controle do desmatamento na Amazônia, pois visa, a um só tempo, coibir e combater a grilagem de terras públicas na região, e ainda regularizar situações que estejam dentro da legalidade e sustentabilidade. Para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a mudança vai permitir melhor ordenamento e maior controle da ocupação territorial da Amazônia

Fonte: Agência Senado



MT tem a safra mais cara de toda história da cultura


12/07 - 10:18

A euforia pela escalada das cotações internacionais da soja está prestes a cessar entre os sojicultores mato-grossenses. O preço recorde de até US$ 23 pela saca traz a reboque, para a nova temporada do grão, a safra 08/09, despesas recordes para quem for plantar a oleaginosa em Mato Grosso. Com custo de produção estimado em cerca de US$ 19 a saca, o Estado se prepara para contabilizar mais um recorde: ter a safra mais cara do mundo e de toda a história da cultura.

Para quem não consegue entender o chamado “chororô” do sojicultor estadual, o diretor-executivo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Marcelo Monteiro, explica a equação que envolve as perspectivas do novo ciclo: “Sim, os preços são recordes, mas os custos também são recordes. A diferença é que o custo está fechado e o preço da saca, não”.

Pelas contas da entidade, a nova safra demandará investimentos de US$ 909, contra US$ 591 aplicados na safra anterior (07/08), alta de 54% de um ano para o outro. Ampliando a comparação, a alta pode chegar a 102%, considerando que das safras 03/04 a 06/07 a saca teve um custo médio de produção de cerca de US$ 9 – média de US$ 450 o hectare -, passando para US$ 11,82 no ano passado e projetada em US$ 19 na nova temporada. Para chegar a estas estimativas, a Aprosoja buscou informações junto à Conab e AgroConsult e considerou uma taxa de câmbio a R$ 1,68. Toda a safra mato-grossense demandará investimentos de R$ 13,95 bilhões contra a injeção de R$ 10,8 bilhões em 07/08. A lavoura da soja responde por 75% dos investimentos.

O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), Seneri Paludo, explica que a margem de risco nesta safra é uma das mais preocupantes, pois há a certeza de um custo de até US$ 20 para um mercado que hoje está pagando US$ 23. “Como há uma tendência para estabilização e recuo da cotação durante a safra, fica a certeza de que é muito investimento para um ciclo”. O analista destaca ainda que esses custos foram previstos sobre um cenário que aponta para uma produtividade de 50 sacas por hectare, média histórica do Estado. ”Como apenas 3% dos produtores travaram contratos, se o mercado cair a situação ficará pior e ficará negativa, mais uma vez”.

“Mas, com este nível de risco e com a alta de até 183% em determinados fertilizantes, será difícil atingir uma produtividade dessas, pois o sojicultor será obrigado a cortar a adubação e isso atinge diretamente a produtividade da lavoura. Como disse, é um custo fechado sobre uma produtividade e cotação ainda em aberto”, completa o diretor-executivo da Aprosoja.

Monteiro reforça que o mercado está no pico da cotação, mas não há comprador. Os custos tendem a ficar mais caros na medida em que o produtor deixa para comprar seus insumos na última hora e o plantio tardio aumenta as chances de prejuízos com a ferrugem asiática. Por outro lado, a tendência dos preços internacionais é cair, pois estão diretamente atrelados às condições de clima e às estratégias que os norte-americanos vão adotar em relação à produção de seu etanol, e também depende da relação de oferta e demanda dos estoques mundiais do grão”.

Nas duas últimas safras, os Estados Unidos suprimiram as áreas de soja para dar lugar ao plantio de milho, que é a matéria-prima da fabricação do etanol norte-americano.

Alta - Com relação ao momento favorável à comercialização da safra de forma antecipada, já que o mercado bate preços recordes, Monteiro esclarece que neste cenário de cotações elevadas e os compradores – em geral as tradings – estão recuados e fora da posição “compradora”, ou seja, o sojicultor quer garantir preço à soja, mas não há quem compre. O superintendente do Imea, Seneri Paludo, conta que apenas cerca de 3% da nova safra está comercializado de forma antecipada, ou seja, negociada, onde o produtor trava preços da sua produção e consegue obter recursos para adquirir os insumos. “Na safra passada, onde a antecipação atingiu extremos, devido à falta de crédito na praça, nesta mesma época mais de 60% da produção estava comercializado antecipadamente por contratos para entrega do grão entre março, abril e maio. Mas, antes dos períodos de crise, há cerca de três safras, o histórico era de antecipar vendas de 25% a 30% da produção”.

Diário de Cuiabá



Colheita de grãos está praticamente concluída na Argentina

11/07 - 23:31
Os argentinos praticamente encerraram a colheita de grãos da safra 2007/08. Segundo a Secretaria de Agricultura, cerca de 96% do milho havia sido retirado dos campos até essa quinta-feira (10), percentual semelhante ao observado em igual período da safra passada. A produção é estimada em 20,4 milhões de toneladas.A colheita da soja está mais adiantada e atingiu 99% das lavouras, restando apenas algumas áreas isoladas na Província de Buenos Aires. As condições da safra variam de acordo com a região. A produção é estimada em 46,5 milhões de toneladas. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado
Autor: Gerson Freitas Jr.
/AGUABOANEWS



Insumos diminuem renda na produção de carnes

12/07 - 12:12
Apesar do preço razoável, a alta do milho, que é o principal ingrediente do custo de produção, está impedido uma ganho em rentabilidade para os produtores de carne de porco. A avaliação é do presidente da Associação Paranaense dos Suinocultores, Irineu Wessler. Para ele, hoje o produtor precisa investir no manejo, uma vez que a margem de lucro é ''muito pequena.''

A alta do milho foi provocada por fatores externos e internos. As enchentes nos Estados Unidos e a geada registrada no mês passado no Paraná impulsionaram o preço do milho que, junto com o farelo de soja, é o componente mais importante da ração dos animais.

Wessler ressalta que o setor enfrentou uma forte crise nos dois últimos anos, ainda como reflexo da decretação de focos de febre aftosa no estado. A saída que está sendo tentada junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é tentar baixar o preço do milho. ''Mas como estamos próximos do início da safra há sempre o risco desmotivar os criadores'', advertiu. O presidente da associação acrescentou que, no entanto, a carne de porco está sendo uma opção para os consumidores nesta época de alta geral dos preços dos alimentos.

De acordo com a técnica do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento Ana Paula Brenner Busch, o setor tem registrado um crescimento tanto na quantidade quanto no preço. ''Este ano está sendo de recuperação e os criadores estão investindo mais na produção'', destacou.

Outra consequência do aumento do milho e do farelo de soja é a pressão nos preços dos produtos avícolas. E a tendência, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) Domingos Martins, é que esses valores não baixem. Mesmo assim, o produtor poderá ter, na opinão dele, uma pequena recuperação nos preços. ''Essa recuperação será numa porcentagem pequena e não vai chegar a pesar no bolso do consumidor, que busca promoções e foge dos preços altos'', declarou

Para Martins, o crescimento no consumo não é consequência da alta do preço da carne bovina, mas do aumento do poder aquisitivo da população. Ele avalia que não houve migração entre os diferentes tipos de carne. No entanto, integrantes das classes D e E teriam passado a consumir o frango.

A pressão do custo de insumos reflete também no preço do ovo, que tem atingido os melhores valores para os produtores nos últimos anos. A caixa de 30 dúzias no estojo está saindo a R$ 54,00. O problema, na avaliação do presidente da Associação Paranaense de Avicultura (Apavi) Victor Evandro Bertol, é que o alto preço dos insumos também está impedindo o produtor de ovos de obter uma rentabilidade satisfatória. ''O milho e o farelo de soja representam 65% dos custos de produção. O preço do ovo está bom, mas a margem para o produtor é pouca'', destacou.

Para o técnico do Deral Roberto de Andrade Silva, a inflação dos alimentos é outro fator que está proporcionando aumento do consumo do ovo, que é considerado a mais barata entre as fontes de proteína. Só que o aumento dos custos de produção, na opinião dele, está levando o preço do produto ao limite. Por isso, a saída para os produtores é investir no manejo. ''Essa é a forma que os criadores têm hoje para melhorar a produtividade e a rentabilidade'', avalia.


Folha de Londrina
Autor: Fernando Rocha Faro/Publicado por Kassu AGUABOANEWS

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