terça-feira, 15 de julho de 2008

Maggi defende punição para quem apoiar candidatos de outras siglas

O governador Blairo Maggi (PR) defendeu na noite desta segunda-feira que os partidos punam os membros que apoiarem candidatos de outras siglas ou coligações nas eleições de outubro. “Depois da interpretação da fidelidade (regra estabelecida para coibir o troca-troca partidário aplicada a partir de 27 de março de 2007 --quando o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que o mandato do parlamentar eleito pertence ao partido e não ao candidato eleito), quem está num partido tem de estar no partido. Quem não quiser apoiar uma candidatura agora ou se excluir dela terá problemas no futuro, porque o mesmo partido vai ter de escolher os candidatos nas próximas eleições. Não se trata de apoiar uma candidatura individual, mas a sigla. Quem não ajudar a construir o partido, não tem o direito de usá-lo depois”, disse Maggi.

Presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Sérgio Ricardo de Almeida reafirmou hoje que não vai se dedicar à campanha do empresário Mauro Mendes (PR), candidato à prefeitura de Cuiabá. Argumenta que, na condição de presidente poder Legislativo, precisa conduzir as atividades institucionais e assegurar a governabilidade a Maggi.

“Vou cuidar da minha base (eleitoral) no interior nos finais de semana. (Os correligionários) Estão dando a importância que não tenho. Quem quer disputar eleições é que deve correr atrás de votos”, disse Almeida. Ele sustenta ainda que “muitos cabos eleitorais (que trabalharam na campanha dele em 2006) são candidatos a vereador agora”.

Almeida chegou a declarar que anunciaria apoio a um dos pré-candidatos após as convenções partidárias, independentemente de contrariar o PR. Em 6 de março, o parlamentar retirou oficialmente sua pré-candidatura ao Palácio Alencastro sob a alegação de não ter condições de conciliar as atividades de campanha eleitoral e as institucionais. Mendes sempre foi tido como o "preferido" do governador.

“Qualquer apoio é importante, não podemos abrir mão de nenhum. Não acredito em transferência de votos. Se transferência de votos valesse, não precisava haver eleição em Cuiabá. Meu governo está bem avaliado, faríamos uma conclamação pública. Mas as coisas na funcionam assim. O candidato tem de ter competência, trabalho e convencer os eleitores. Sou partidário, vou para as ruas pedir votos. Todos que estão no partido e que têm mandatos devem fazer a mesma coisa”, avaliou Maggi.

Em resposta ao presidente do PR em Mato Grosso, Moisés Sachetti, o promotor eleitoral Marcos Machado afirmou nesta segunda que cabe ao partido avaliar as possibilidades de punição a membros que apóiem candidatos de outras siglas e coligações nas eleições. “Não há caracterização de infidelidade partidária”, disse Machado. Dependendo do estatuto do partido, conforme sugestão da promotoria, o “dissidente” pode ficar sujeito à advertência, multa e até expulsão. "Eu concordo 100%", concluiu o governador.

Da Redação/ CP /Olhar Direto / Publicado por Kassu/AGUABOANEWS

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