segunda-feira, 14 de julho de 2008

Revenda de combustível vive instabilidade por conta de concorrência predatória

Concorrência desleal e predatória, 'barriga de aluguel', dumping (prática de preço abaixo do valor de compra ou de custo), sonegação de impostos, aquisição de álcool de forma ilícita, fraudes, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro etc.

Esses são os novos jargões que vêm imperando no setor de combustível de Mato Grosso, especialmente em Cuiabá, por conta uma disputa de preços sem precendentes entre os postos de revenda. Sem a intervenção necessária da agência reguladora e dos demais órgãos públicos competentes, a mixórdia impera no setor e os preços em alguns estabelecimentos já estão abaixo de R$ 1, sem a garantia do lucro mínimo.

O mais "novo" esquema, segundo apurou o Olhar Direto, consiste na aquisição direta de álcool nas usinas de transformação mediante concessão de notas frias e de empresas fantasmas ou de fachada, que são rapidamente dissolvidos para driblar a fiscalização. O outro é conhecido: a mistura de água no álcool e de solventes na gasolina.

Aliás, nessa briga de titãs que hoje é observada no setor de distribuição, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o elo mais frágil. Mais do que isso: a fragilidade da ANP é notória, assim com a relação pouco saudável do representante da entidade.

Com a pusilaminidade evidente, a concorrência jogo os preços pra baixo de forma inconsequente e muitos podem quebrar se insistirem em bancar o jogo dos "novos mafiosos". Por incrível que pareça, a máfia tem novos tentáculos.

Nos bastidores do segmento, todos falam abertamente da existência de empresários suspeitos que não tinham condição de comprar nem um ponto sequer e hoje ostentam várias revendas.

E os novos mafiosos estão dispostosa tudo. Vendem álcool abaixo do preço de aquisição e o risco de quebra de alguns concorrentes é grande. Nos bastidores do setor, a movimentação é intensa e a troca de acusão é na mesma proporção.

"Como pode um sujeito comprar álcool a R$ 1,09 e vender a R$ 1,05. É uma concorrência perigosa, que precisa ser investigada pelo Ministério Público", disse a proprietária de um posto que vem perdendo a sustentabilidade de seu negócio por conta do esvaziamento provocado pela concorrência desleal".

Os preços atuais dos combustível, especialmente do álcool, são artificiais e podem resultar na quebradeira de quem anda na legalidade. As denúncias de dumping, de sonegação, fraude e de lavagem de dinheiro já chegaram no Gaeco, mas as investigações ainda engatinham, mas a troca de farpas nos bastidores tem sido interessante.

Da Redação - Marcos Coutinho/Olhar Direto/Publicado por Kassu/AGUABOANEWS

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