terça-feira, 15 de julho de 2008

Travesti de Vila Rica morre em Goiânia após aplicar silicone

A comerciante Luciene Borges Cortez, 39 anos, espera que a morte do travesti Sidnei Pereira Gomes, 25 anos, conhecido como "Bianca", sirva de exemplo para que os homossexuais tomem mais cuidados com a aplicação de silicone no corpo.

Bianca morreu na sexta-feira (11) depois de injetar o produto no peito, em Ipameri (GO). "Eu quero fazer um alerta para que outros travestis não façam o que Bianca fez. A vaidade não pode ser desmedida a ponto de fazer isso com o próprio corpo. Ela não pensou nas conseqüências. Tinha a saúde perfeita e morreu por causa do silicone", disse Luciene, tia do rapaz.

O travesti foi sepultado neste domingo (13), em Vila Rica (MT), onde vivem os pais. "Os pais nem sabem o que fazer. Eles vivem em uma fazenda. O filho deles saiu de casa há quatro anos para trabalhar e voltou dentro de um caixão. Eles estão desolados", afirmou a comerciante.

"Bianca trabalhou colhendo feijão no sábado (5), descansou no domingo (6) e fez o aplique na segunda-feira (7). Minha sobrinha era muito esforçada. Trabalhava tanto na colheita de feijão, como de batata e de milho. Ela não se prostituía e nem exibia o corpo", disse a tia do travesti.

O Instituto de Medicina Legal (IML) da cidade ainda não concluiu o laudo com as causas da morte. "Na terça-feira (8), ela sentiu falta de ar, fadiga e febre. Na quarta-feira (9), tinha muita febre e cuspia sangue. Na quinta (10), já não falava e foi internada", disse a tia.

A comerciante afirmou ainda que já tinha alertado Bianca sobre os riscos de usar silicone industrial para modelar o corpo. "Esta foi a segunda vez que ela aplicou esse produto no corpo. Da primeira vez eu fiquei sabendo, mas ela não me contou sobre essa segunda cirurgia."

Luciene contou que Bianca era vaidosa e queria ter um corpo mais escultural. "Ela aplicou dois ou três copos de silicone no peito há dois meses. Quando desinchou, ela achou que ficou pequeno demais e quis colocar mais". Segundo ela, essa primeira cirurgia custou R$ 450.

"Soube que ela colocou mais dois copos de silicone na semana passada. A aplicação custou mais R$ 240", disse a comerciante. As duas aplicações feitas por Bianca foram acompanhadas por outro travesti, que também injetou o mesmo tipo de silicone em seu corpo, mas que ainda não apresentou efeito colateral.

Bianca saiu de casa há quatro anos para trabalhar perto da tia, em Ipameri. Ela cresceu em Vila Rica com os pais, que trabalham em uma fazenda na cidade mato-grossense. "O Sidney já tinha tendência para a homossexualidade desde os 9 anos, mas só foi assumir aos 19 anos. Ela se vestia como uma mulher e todos a tratavam como mulher aqui em Ipameri", disse Luciene.

O delegado Vitor Margon, responsável pela investigação do caso, disse ao G1 que foram feitos exames no corpo da vítima na sexta-feira. "Foram encontradas duas perfurações na região peitoral".

Fonte: G1/O Parlamento/AGUABOANEWS

2 Comentários:

Anônimo disse...

Ola, silicone nos seios sempre foi perigoso, hoje em dia todas sabem disso e usam proteses pq é mais seguro e mais bonito. Agora, no bumbum ecoxa o silicone injetavel é o mais bonito nao tem jeito, mas tem que ser aplicado por uma travesti experiente e muito conhecida e o segredo é o repouso 3 dias deitada 24hs de bruço mais 7 dias deitada e 30 dias sem se sentar de bumbum.

Anônimo disse...

Caro internauta anônimo agradecemos imensamente sua participação. Gostaria de continuar contando com sua participação, orientação e sugestões. Pessoas com vc não podem ficar no anônimato.

Com carinho do
Kassu Editor AGUABOANEWS

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