Policiais civis terminam protesto; confronto deixou 24 feridos
Grevistas enfrentaram a PM perto do Palácio do Governo, em SP.
Por volta das 21h, trânsito voltava ao normal em parte das vias.
Dani Blaschkauer
do G1, em São Paulo
Os policiais civis que realizaram um protesto nesta quinta-feira (16) em São Paulo deixavam as proximidades do Palácio do Governo, na Zona Sul de São Paulo, por volta das 21h. O comando de greve havia liberado os manifestantes e agendado uma reunião dos líderes do movimento para a tarde desta sexta-feira (17).
No fim da noite, o clima na região do Morumbi era quase de normalidade. As ruas, antes bloqueadas por barreiras da Polícia Militar e manifestantes da Polícia Civil, eram liberadas para o trânsito aos poucos.
A Rua Padre Lebret, onde ocorreu o confronto que deixou 24 feridos, continuava interditada para a passagem de carros, que eram obrigados a desviar à direita na altura da Rua Rubens do Amaral. No local já não havia manifestantes. Apenas policiais do Batalhão do Choque permaneciam no local.
Aproximadamente dez carros da polícia ainda estacionados tiveram pneus furados e espelhos quebrados como resultado da confusão. Quem trabalhava ou passava pela região também foi afetado pelas interdições. Um grupo de 20 funcionários do Hospital Albert Einstein, que normalmente sai do trabalho às 18h, deixou o trabalho às 20h30. O grupo estava escoltado por três seguranças do hospital.
Movimento político
O governador de São Paulo, José Serra, criticou a atuação dos policiais civis. Ele disse que, durante a passeata, agentes utilizaram equipamentos de modo irregular. “A maneira de fazer reivindicação não é pegar armas que estão destinadas ao enfrentamento de bandidos e apresentar em manifestações. É um movimento, enquanto movimento armado, absolutamente ilegal. Por sorte, sob controle”, disse.
Para o governador, apesar das cenas de confronto, as polícias civil e militar estão unidas. “Seus comandos estão aqui (no Palácio dos Bandeirantes) trabalhando conjuntamente”, afirmou. O governador apontou que houve uso político eleitoral do movimento. Ele afirma que o número de manifestantes é uma minoria em relação ao total da corporação e afirmou que há participação de CUT, Força Sindical e partidos políticos no movimento.
A CUT disse que Serra tenta "ludibriar a opinião pública".
Em nota, a Força Sindical disse que "repudia com veemência o tratamento dispensado pelo governador José Serra aos policiais civis"

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