Caso Eloá
12/11/2008 - 17h10
Último Segundo
O Instituto de Criminalística de Santo André, no ABC Paulista, conclui: os dois tiros que mataram Eloá Cristina Pimentel foram disparados durante a invasão da PM no apartamento, onde ela e a amiga, Nayara Rodrigues, eram mantidas em cárcere privado por Lindemberg Alves.
O resultado da perícia coincide com o depoimento de Nayara. Mas desmente a versão oficial da polícia, que afirmou que só invadiu a residência após ouvir 2 disparos. Segundo o Instituto de Criminalística, três tiros foram efetuados no momento da invasão. Dois deles atingiram Eloá na cabeça e na virilha. A adolescente, de apenas 15 anos, não resistiu e morreu horas depois, no hospital. Nayara foi atingida no rosto, mas sobreviveu. O seqüestro, que terminou em tragédia no último dia 17 de outubro, foi o mais longo da história do estado de São Paulo: durou mais de 100 horas. Lindemberg Alves, que saiu ileso, aguarda julgamento detido no Presídio de Tremembé - no interior paulista.

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