Cuba vê "passo positivo" em propostas de Obama
Por Nelson Acosta
HAVANA (Reuters) - Cuba vê a promessa eleitoral do futuro presidente dos EUA, Barack Obama, de eliminar as restrições a viagens e remessas financeiras de cubano-americanos como um primeiro passo para melhorar as relações entre Havana e Washington, mas exige o fim do embargo, disse o chanceler Felipe Pérez Roque.
Essas declarações na sexta-feira a jornalistas foram a primeira resposta de Cuba à proposta de Obama, que assumirá a Presidência em 20 de janeiro.
"Ele disse. Se fizer, seria um primeiro passo positivo. Só o começo, porque realmente nosso povo tem o direito de esperar que por fim se respeite seu direito a escolher seu próprio caminho e se eliminem todas as restrições", disse Pérez Roque depois da inauguração da embaixada do Paquistão em Havana.
Obama afirmou também estar disposto a dialogar com autoridades cubanas.
Em artigo publicado na sexta-feira, o influente ex-presidente Fidel Castro aceitou a oferta. Seu irmão Raúl, que o substituiu definitivamente como presidente em fevereiro, disse que estava disposto a encontrar Obama em um lugar neutro.
Em seus oito anos de governo, o atual presidente dos EUA, George W. Bush, restringiu ainda mais o embargo imposto a Cuba desde a década de 1960, limitando especialmente os deslocamentos e o envio de dinheiro de imigrantes para familiares em Cuba - importante fonte de divisas da ilha.
Havana avalia que, em quase cinco décadas de embargo, já sofreu prejuízos superiores a 90 bilhões de dólares.
"O bloqueio é principal obstáculo ao desenvolvimento econômico e social, e ao bem-estar dos cubanos, e deve ser levantado", afirmou Pérez Roque.

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