Policial disse que não atirou em torcedor, afirma comandante da PM
07/12/08 - 22h17 - Atualizado em 07/12/08 - 22h19
Torcedor foi baleado na cabeça durante confusão antes do jogo.
Apesar de ocorrências, comandante disse que operação foi ‘tranquila'.
Rafael Targino e Diego Abreu
Do G1, em Brasília
O tenente-coronel José Carlos Casado, comandante da operação da Polícia Militar durante o jogo do São Paulo no Bezerrão, disse ao G1 neste domingo (7)que o policial que supostamente atirou em um torcedor negou que tenha feito o disparo.
Segundo Casado, o policial foi encaminhado à Corregedoria da PM do Distrito Federal para prestar esclarecimentos. A polícia não informou o nome dele. Casado disse que a 14ª delegacia de polícia e a corregedoria abriram inquérito para investigar o caso.
O torcedor Nilton César de Jesus, de 26 anos, teve lesão cerebral e está em estado grave, informou no começo da noite o Hospital de Base de Brasília, onde ele está internado.
A confusão começou na hora em que as torcidas dos dois times entraram em confronto próximo a um shopping do outro lado da rua do estádio. A polícia soltou bombas de gás lacrimogêneo e usou cavalos para dispersar os torcedores, que atiravam pedras uns nos outros.
As portas do shopping foram fechadas para evitar que o tumulto seguisse para dentro do local. Após o tiro em Nilton César, a área foi isolada e ele foi socorrido por uma ambulância do Corpo de Bombeiros.
Casado disse que, apesar dos dois casos, a operação foi considerada “tranqüila.” No total, 1.100 policiais e 150 homens do Bope trabalharam dentro e fora do estádio.
Além do torcedor baleado, uma mulher levou um tiro na altura da perna durante a confusão. Ela e a irmã estavam indo a um shopping em frente ao estádio para assistir ao jogo. Elas chegaram no começo do tumulto que feriu Nilton César.
Segundo a PM, os estilhaços seriam de balas de borracha disparadas no mesmo confronto entre torcedores do São Paulo e do Goiás que terminaram com o são-paulino baleado na cabeça. A mãe da estudante, Marineide Santos, porém, diz que os médicos que atenderam a menina não confirmaram se os estilhaços eram de balas de borracha. A menina passa bem.

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