Resumo de Notícias Agrícolas - 05/12/2008
Por Kassu com jornais nacionais
05/12/2008 - 08.horas
( Frase do dia: Reflita)
A crise é oportunidade
04/12/2008
O ex-Ministro da Indústria e Comércio, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, retrata seu parecer sobre a crise econômica mundial.
Segundo ele, o Brasil é a última reserva agrícola do mundo, pois só utiliza cerca de 5,5% do seu território para a agricultura produzir cerca de 140 milhões de toneladas de grãos. O país tem chances de crescer e para isso acontecer é preciso negociar com agressividade a redução de tarifas e restrições.
Bom fim de semana a todos.
Clodoeste Kassu
Banrisul financia habitação e tratores para pequenos
05/12
Para fortalecer e aumentar a produtividade da agricultura familiar, o Banrisul disponibilizará R$ 20 milhões para o programa Mais Alimentos, que viabiliza a compra de máquinas e equipamentos de pequenos produtores. A assinatura de convênios entre Banrisul, Cresol Central SC/RS, Cooperhaf e Fetraf aconteceu ontem, no jardim do Palácio Piratini, na Capital. Após a solenidade, os agricultores serviram produtos caseiros para a governadora Yeda Crusius.
Os recursos para o Mais Alimentos devem viabilizar a compra de máquinas e equipamentos a mil famílias. Para o Habitação Rural, segtundo convênio assinado ontem, o montante é de R$ 3 milhões, que devem custear a reforma, ampliação e preservação de 300 moradias. O coordenador da Fetraf-Sul, Altemir Tortelli, explicou que a verba viabiliza a revitalização de casas históricas, impulsionando rotas turísticas. O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, destacou que os programas têm inadimplência zero.
Correio do Povo
Marialva/PR deve colher 24 mil t. de uva na safra de verão
05/12
Eduardo Xavier
Com o clima mais favorável, a safra 2008/09 da uva em Marialva (a 20 quilômetros de Maringá) – principal produto agrícola do município - deve alcançar 24 mil toneladas, 25% a mais que o resultado obtido no ciclo de verão anterior.
A colheita da uva teve início em novembro, foi intensificado neste mês e deve se estender até o final de janeiro. “O clima favoreceu a produção”, disse Luiz Stéfano, secretário municipal da Agricultura. Na safra de inverno foram colhidas 18 mil toneladas. “Tivemos variações térmicas (mudanças bruscas de temperatura) na período pós-poda, o que prejudicou muito.”
Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte são os principais mercados da uva de Marialva. No município são produzidas as variedades Rubi, Itália, Benitaka e Brasil. A Secretaria de Agricultura fiscaliza a produção e multa produtores que colhem uva com baixo teor de açúcar.
Marialva possui cerca de 750 parreirais, que ocupam 1.450 hectares, envolvendo 1,1 mil famílias no processo produtivo, com a produção de duas safras no ano. A uva representa 50% da receita agropecuária do município, totalizando R$ 100 milhões anuais.
O Diário de Maringá
Falta de chuva já prejudica lavouras de milho em Campo Mourão/PR
05/12 - 00:00
Enquanto o excesso de chuvas castiga alguns municípios de Santa Catarina, na região de Campo Mourão o setor agrícola já começa a contabilizar prejuízos pela falta de umidade no solo. A cultura mais prejudicada é o milho, que na maior parte da área está em fase de florescimento ou formação de espigas. O problema se agrava porque a meteorologia não prevê chuvas para os próximos dias.
“Em algumas áreas, principalmente na região do arenito, o milho está sofrendo com essa estiagem”, afirma o engenheiro agrônomo da Coamo, Marcílio Yoshio Saiki. Ele disse que ainda não foi feita uma estimativa de perdas, mas calcula que nas áreas mais quentes já pode ter atingido os 15%.
“Pesquisas indicam que o milho necessita de de 3 a 5 mm de água por dia e nessa fase de florescimento é quando mais carece de umidade”, explicou, ao acrescentar que na área da ação da Coamo na região de Campo Mourão foram plantados em torno de 10 mil hectares de milho.
O engenheiro agrônomo da Coopermibra, Washington Lara Pinto, disse que para haver uma recuperação do déficit hídrico do solo, seria necessário chover no mínimo 20 milímetros. “Já estão sendo registradas perdas em muitas lavouras, principalmente naquelas onde as plantas estão nas fases entre o pendoamento e o enchimento de grãos”, afirma o agrônomo.
O Instituto Meteorológico Climatempo não tem previsão de chuvas pelo menos até dia 11, enquanto o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), prevê tempo para toda esta semana.
Preços – Além da estiagem, o aumento no custo de produção e o preço (R$ 14,70 ontem) contribuem para o pessimismo dos produtores. No caso do milho, segundo estimativa da Faep, para cultivar um hectare na safra 2008/09, o produtor do Paraná terá que desembolsar o equivalente a R$ 18,87 por saca. O preço de garantia do governo federal para o cereal paranaense é de R$ 16,50 por saca. Ainda segundo a Faep, o peso dos fertilizantes no desembolso total deve chegar a 30% nesta safra.
Tribuna do Interior
Autor: Valdir Bonete
América do Sul procura solução para fertilizantes
05/12 - 00:00 
O Brasil importa mais de 60% dos produtos utilizados na fabricação de adubos – fósforo, nitrogenados e potássio. Para transformar o tema numa agenda comum entre países da América do Sul, que enfrentam o mesmo problema, ministros e titulares da Agricultura estão em Montevidéu, no Uruguai, participando da 15ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS).
No último encontro, os titulares da Agricultura de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai se comprometeram a escolher especialistas para elaborar uma plano comum para a auto-suficiência na produção de fertilizantes na região.
Segundo o ministro da Agricultura brasileiro, Reinhold Stephanes, alguns países integrantes do CAS têm condições de ampliar significativamente a produção de adubo. É o caso da Argentina, que pode aumentar a exploração de potássio, do qual o Brasil é dependente de importações em cerca de 90%. Entre os maiores produtores de grãos mundiais, somos considerados os mais dependentes.
"Entre os grandes produtores agrícolas do mundo, o Brasil é o que está mais dependente da importação de adubos, longe do segundo lugar. Normalmente, os grandes países produtores são auto-suficientes ou têm uma dependência de 10% a 20%. O Brasil tem uma dependência extremamente elevada", disse Stephanes, em agosto, quando os preços dos fertilizantes representavam o maior impacto no aumento do custo de produção dos agricultores, que se preparavam para o plantio.
A intenção do Ministério da Agricultura é lançar até o fim deste ano um plano para estimular o aumento da produção nacional de fertilizantes. “Vamos lançar um programa para ver se no prazo de cinco a dez anos o país consegue uma autonomia maior, já que hoje somos altamente dependentes da importação desses insumos básicos”, afirmou o ministro no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009, no mês de julho.
Algumas encontros para tratar do assunto já foram realizadas envolvendo o Ministério da Agricultura, empresas de adubo e parlamentares. Na reunião que encerra hoje (5), em Montevidéu, também será discutido o impacto da crise mundial no setor agropecuário dos países sul-americanos. O desenvolvimento sustentável e estímulos para a agricultura familiar num ambiente de aumento da produção serão outros temas em debate.
Cosmo On line
Missão chilena sofre acidente no RS
05/12
O avião em que viajavam dois técnicos chilenos fez um pouso forçado ontem, em uma lavoura de arroz próxima em Eldorado do Sul. Andres Arbisu, de 54 anos, sofreu corte profundo no supercílio e teve de ser levado de helicóptero para hospital na Capital. A suspeita é que a aeronave, que vinha de Bagé, tenha sofrido pane em um dos motores. A aeronáutica investiga as causas do acidente.
Os demais passageiros tiveram escoriações leves. Os chilenos auditavam a defesa sanitária e fazendas. Também estavam a bordo o chefe da divisão de sanidade do Mapa/RS, Bernardo Todeschini, e Diego dos Santos, veterinário da Secretaria da Agricultura, além do piloto e do co-piloto. "Foi tudo muito rápido", disse Santos. A aeronave modelo Cessna 402, prefixo PT-JGH, pertence à empresa Tasul Aviação Executiva.
Correio do Povo
MT arremata 100% dos contratos de opção de milho e paga ágio de 503%
05/12
Produtores de milho e cooperativas do Mato Grosso arremataram ontem todos os 5.556 contratos de opção de venda futura ofertados pelo governo. Cada contrato equivale a 27 toneladas do cereal. A possibilidade de entregar o milho para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ao preço de R$ 14,52 a saca em 15 de janeiro de 2009 - data do exercício da opção - provocou disputa no leilão, que registrou ágio sobre o prêmio pago por cada contrato adquirido. O valor do prêmio na abertura do leilão era de R$ 32,67 por contrato e fechou a R$ 197,00, ágio de 503%.
A disputa aconteceu por causa da falta de perspectiva de uma reversão no mercado do milho, que tem preços pressionados pela oferta superior à demanda. Regiões produtoras do Mato Grosso, com maior dificuldade de logística, registram os menores preços do milho no País. Em Sapezal, por exemplo, as cotações se aproximam dos R$ 10 a saca. E o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea) calcula que há ainda 1,6 milhão de toneladas de milho a comercializar no Estado.
PEP
O governo também realizou ontem leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para milho, por meio do qual subsidia o frete para a transferência do grão de regiões produtoras para centros consumidores do Nordeste. Foi oferecida subvenção para 223 mil toneladas e arrematado prêmio para o equivalente a 110 mil toneladas, ou 49,33% do total. Foram negociadas todas as 100 mil toneladas do Mato Grosso e 10 mil toneladas das 60 mil toneladas oferecidas em Goiás. Não houve interesse pelas 60 mil toneladas do Mato Grosso do Sul e 3 mil toneladas de Rondônia. (Jane Miklasevicius)
Agência Estado
Plano de Ação para Desenvolvimento da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria começa a ser elaborado em MT
05/12
Com objetivo de fomentar a cadeia produtiva da fruticultura, floricultura e agroindústria o Governo do Estado, em parceria com o Instituto Frutal promove neste momento o 1° Workshop a fim de traçar um Plano de Ação para o Desenvolvimento dessas culturas em Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder/MT), MT Regional, Empaer, Banco do Brasil e Sebrae.
O encontro começou na manhã desta quinta-feira (04.12), no auditório da Famato, em Cuiabá, e conta com a presença de pequenos e médios produtores rurais, técnicos, engenheiros e empresários do setor num amplo trabalho de discussões pontuais. Os debates prosseguem no período da tarde e continuam até amanhã (05.12) quando deve ser apresentado um plano de ações e diretrizes da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria do Estado de Mato Grosso.
O secretário de Estado e Desenvolvimento Rural, Neldo Egon, fez a abertura oficial do evento e destacou que Mato Grosso tem todas as possibilidades de desenvolver outras culturas, aumentar a produtividade e o consumo interno. “O Frutal nos trouxe um exemplo de sucesso no Ceará que saiu de 0,6% em exportações de frutas em 1994 para fechar esse ano com quase 16%. Hoje, 67% das frutas, legumes e verduras que consumimos em Mato Grosso são oriundos de outros estados. Temos clima favorável, solo fértil e vocação para produzir mais e melhor, mas, para isso dependemos de iniciativas como essa que servem para unir o setor como um todo, desde a produção, comercialização e exportação abrangendo toda a cadeia”, explicou Neldo Egon.
O gestor do MT Regional, José Aparecido dos Santos, citou a importância do Programa de Governo na contribuição a esse desenvolvimento. “O MT Regional foi parceiro do Instituto Frutal justamente por acreditar na experiência que já deu certo em outro estado e pode trazer resultados práticos para Mato Grosso. Nossa preocupação a frente do MT é justamente fomentar todas as cadeias produtivas no Estado, respeitando as características e tendências de cada região. Hoje, especificamente, a fruticultura está sendo alvo das ações de governo e o centro dos debates nesse workshop”, explicou Cidinho.
O foco principal é promover um amplo debate entre produtores, técnicos, engenheiros agrônomos, prefeitos, empresários e sociedade civil a fim de mudar a realidade interna de consumo, aumentar a produção e exportar produtos que compõem a cadeia da fruticultura, floricultura e agroindústria mato-grossense.
De acordo com o presidente do Instituto Frutal, palestrante Euvaldo Bringel Olinda, isso seria possível através do estímulo às áreas de referência, novas missões de tecnologia, a participação de Mato Grosso em feiras nacionais e internacionais, atração de empresas âncoras e estabelecimento de novos patamares tecnológicos. “Não é uma receita de bolo que serve para qualquer lugar e o efeito será o mesmo. Mas, nós temos o resultado que deu certo e Mato Grosso tem todos os ingredientes para fazê-lo também, isso depende diretamente do interesse do setor e da organização da produção mato-grossense”, argumentou.
Para o produtor rural de Sinop, Getúlio José Bianchi, o evento é importante principalmente para fortalecer o elo entre pequenos e médios produtores e as empresas interessadas em investir nessa produção. “Vim conhecer Cuiabá há pouco tempo uma vez que minha produção atende só Sinop e região. Produzo duas mil caixas de 20kg cada uma de banana nanica por semana. Minha propriedade tem 180 mil pés da fruta. Mas, preciso ampliar os horizontes, expandir meu mercado e pretendo dobrar minha produção num prazo de dois anos. Dentro desse objetivo esse workshop é muito importante pela troca de experiências e interesses em comum”, disse Bianchi.
INSTITUTO FRUTAL – O Estado do Ceará chegará este mês ao acumulado de 100 milhões de dólares em exportação de frutas frescas, atingindo toda a meta para o ano de 2008 do Governo do Estado, anunciada pelo governador Cid Gomes na última edição do Frutal. Ceará está entre os 4 estados exportadores de frutas frescas do país. Em 15 anos saiu de pouco mais de 0,6% das exportações brasileiras de frutas para 12,02% em 2007 e quase 16% nestes 10 meses de 2008. Este é um case estudado por instituições de diversos estados, com todos os componentes de um desenvolvimento articulado, trabalhado, discutido e participativo.
Circuito Mato Grosso.
Enchente faz cotação da arroba do boi ter alta em Santa Catarina
05/12 - 05:30
São Paulo - Embora os preços da arroba do boi estejam em baixa nas principais praças de comercialização do País, no mercado catarinense a tendência se inverteu esta semana. A cotação ultrapassou os níveis de preços verificados em São Paulo. A arroba subiu mais de R$ 2 desde o início da semana em Santa Catarina e, ontem, a arroba valia entre R$ 88 a até R$ 90 (a prazo e sem impostos). Na terça-feira, a cotação foi de R$ 87 a arroba.
Em São Paulo, o preço referência para a arroba foi de R$ 87 (a prazo e sem impostos) ontem. No início da semana, mais especificamente na terça-feira, a arroba valia R$ 88 na praça paulista. O motivo da baixa é a fraca demanda dos frigoríficos. "Embora a oferta de animais continue justa, os frigoríficos sentiram a redução das exportações, que caíram principalmente por redução de compras por parte da Rússia", avaliou Gabriela Tonini, consultora da Scot Consultoria.
Na praça catarinense, o principal motivo da reação de preços, na opinião da consultora, não foi a perda de animais por conta da tragédia climática. "Acredito que os preços reagiram mais por problemas logísticos em algumas partes do estado do que por impactos na produção", continuou.
As chuvas atingiram o Vale do Itajaí e Blumenau, onde a atividade econômica mais forte é industrial e não a agropecuária, segundo informações da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O forte do estado é a produção de suínos e aves. "O prejuízo econômico local é grande. Mas a região não tem produção de carnes destinada à exportação. O que existe lá é para consumo local ou de subsistência", disse Edson Henrique Veran, presidente da Cidasc. "A produção animal se concentra nas regiões oeste e centro-oeste, áreas não atingidas pelas chuvas", prosseguiu.
A Cidasc é um órgão ligado à Secretaria de Agricultura de Santa Catarina e deverá concluir em breve um levantamento sobre as perdas no local. Segundo Veran, a estimativa, ainda não oficial, é de que as mortes de bovinos na região atingida não ultrapassem 3 mil cabeças. Nas regiões de Vale do Itajaí e Blumenau, o rebanho de bovinos chega a 60 mil cabeças. Ao todo, o estado detém 4,1 milhões de cabeças, segundo o órgão. A produção de suínos soma 5 milhões de cabeças e a de aves 70 milhões de cabeças. Embora considerando todo o estado as perdas de gado não sejam significativas, há produtores amargando prejuízos. É o caso da fazenda Agroper, em Itaipava, que perdeu cerca de 800 bovinos.
DCI - Diário do Comércio & Indústria
Autor: Érica Polo / Camila Abud

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