terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Resumo de Notícias Agrícolas - 09/12/2008

Por Kassu, com Jornais de todo Brasil

Ontem 08/12 destacamos as difuldades dos pecuáriastas em manter na atividade, clique aqui (Pecuaristas podem desistir do ramo) recebemos um comentário de um agricultor anônimo relatando que também os agricultores poderão sair do ramo. Em nosso resumo de hoje, podemos ver, que as notícias realmente não são animadoras. Caro amigo internauta, boa leitura e tenha um bom dia! Ver abaixo o relato do leitor de AGUABOANEWS:

Anônimo disse...
Lembrando que não são só os pecuaristas que estão querendo desistir do ramo. Em meio a crise, nós agricultores também.
8.12.08


MT atinge 99% de área plantada


por Diário de Cuiabá

Mato Grosso alcançou nesta semana a cobertura de 99% da área que foi destinada nesta safra ao cultivo da soja. Conforme revelou ontem o sétimo levantamento de plantio da AgRural. Pelas estimativas adotadas pela consultoria, serão plantados no Estado 5,8 milhões de hectares. O ritmo empregado atualmente está 2 pontos percentuais do registrado no mesmo período do ano passado.

Para a AgRural, “Mato Grosso já botou um ponto final no plantio da maioria das regiões. O que falta plantar está no leste, que tem tradição em variedades mais tardias”.

No País, os trabalhos de semeadura da safra de soja chegaram a 85% da estimativa de área para a atual temporada (22 milhões de hectares). O índice, alcançado até o dia 4 de dezembro, representa uma evolução de 10 pontos percentuais sobre o número da semana passada e fica 4 pontos atrás do registrado nessa mesma época do ano passado.

No Sul do país, os produtores seguem com as máquinas no campo, mas enfrentam problemas com a seca. A falta de chuva atinge praticamente todo o estado do Paraná, onde, desde a segunda quinzena de novembro, as precipitações são escassas. Mesmo sendo cultivado quase que totalmente em sistema de plantio direto, as lavouras de soja já sofrem com a estiagem.

Na região oeste de Santa Catarina, que concentra as plantações de soja, chegou a chover no início da semana, mas em volumes muito pequenos. Com 60% da área semeada, os produtores catarinenses têm até o dia 15 de dezembro para aproveitar a janela ideal de plantio.

O plantio no Rio Grande do Sul também está um pouco atrasado em relação ao ano anterior, mas a semeadura deve terminar dentro da janela ideal. O problema, como nos dois vizinhos do norte, é a falta de chuva na maioria das regiões, principalmente em Cruz Alta, Não-Me-Toque, Ibirubá e Santa Rosa.

No Mato Grosso do Sul, os produtores do sul do estado encostaram o maquinário à espera das chuvas. Nas demais regiões, o plantio seguiu dentro da normalidade e, com isso, os trabalhos de campo já estão próximos do fim.

Em Goiás, o avanço da área semeada só não foi maior por causa do receio de alguns produtores com a irregularidade das chuvas, especialmente no sudoeste, principal região produtora do estado. Já no leste e oeste, o plantio seguiu normalmente.


Nortão: Indea retoma fornecimento de guias para transportar gado e madeira
08 de dezembro de 2008 - 09:40h
Autor: Redação Só Notícias

Após uma semana de greve, os servidores do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) retomaram a liberação de Guias de Transporte Animal (GTA), obrigatórias para gado ser levado das fazendas para os frigoríficos, e da classificação de madeira. Na unidade em Sinop, mais de 600 guias são emitidas mensalmente para transporte de animais. Não foi divulgado balanço do número que deixou de ser liberado de segunda a sexta-feiras, nem quantas classificações de cargas de madeira deixaram de ser feitas.

Os prejuízos variaram de uma empresa para outra. Um grande frigorífico no Nortão, por exemplo, teve prejuízo diário de R$120 mil desde a última quarta-feira (4) quando acabou o agdo para abate.

A greve foi suspensa para que a categoria volte a negociar com o governo que tem demorado para atender as reivindicações de aumento salarial e mudanças no plano de cargo, carreira e salários, criado em 1999. Com baixos salários, os servidores esperam que o governo conceda reajustes maiores a curto prazo. Para ano que vem foi proposto 20%, em 2010,15% e, em 2011, 10%.

Ainda não foi confirmado quando o sindicato da categoria será recebido pelo governo estadual para negociar o reajuste e mudanças no plano.


Blairo diz que crédito agrícola ficará mais difícil ano que vem
08 de dezembro de 2008 - 19:37h
Autor: Só Notícias com assessoria

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, afirmou ontem que a escassez de crédito será o maior obstáculo para o produtor rural em 2009. Em palestra para grandes produtores americanos, em Chicago, Maggi explicou que a parte da produção de grãos em Mato Grosso financiada por bancos internacionais não deverá voltar no ano que vem. “Justamente os produtores mais fortes, com maior liquidez, eram financiados por bancos estrangeiros que acabaram sofrendo grandes perdas nos últimos meses. É uma situação bastante complicada”, afirmou.

A maioria dos participantes, produtores rurais americanos do meio oeste, queria ouvir do governador as perspectivas da safra de 2009 e 2010 e, principalmente, sobre o mercado brasileiro de biocombustíveis e etanol. Nos últimos meses, o mercado americano de etanol a partir do milho enfrenta uma grave crise por causa da baixa produtividade e do alto endividamento de fazendeiros que construíram usinas nos anos anteriores. “Hoje há nitidamente uma preocupação com o etanol brasileiro”, disse Maggi.

Atualmente o etanol brasileiro sofre uma taxa de 54 centavos por galão para entrar no mercado americano. O governador de Mato Grosso surpreendeu os participantes ao defender o projeto de etanol americano. “No Brasil muitos criticam o etanol feito a partir do milho por ser mais caro e menos eficiente que o etanol da cana. Mas se olharmos bem o programa americano abriu uma série de oportunidades para o produtor brasileiro. Tivemos mais mercado para o milho e aumentamos a produção de outros grãos”, contou. Para Maggi, a idéia de que Brasil e Estados Unidos são grandes competidores no setor agrícola não tem fundamento. “Somos complementares. Os produtores devem lembrar que eles são, primeiramente, produtores de alimentos, que é o combustível para a vida”, afirmou.

Durante a apresentação, Blairo Maggi mostrou como Mato Grosso, hoje, alia projetos de desenvolvimento e preservação ambiental e lembrou que a pressão ambiental que o Brasil sofre começa a ser sentida também pelos americanos. “Conversei com uma série de produtores americanos ontem e todos me relataram que a pressão para implantar práticas sustentáveis nas fazendas começa a crescer. Eles podem aprender muito com o que já temos em Mato Grosso”, disse.

Após o evento, Maggi foi recebido pelo diretor executivo da DTN, a maior agência de informação agrícola dos Estados Unidos, Urban Lehner, para um jantar em Chicago. Participaram do jantar executivos de empresas do setor do agronegócio e representantes das associações de produtores dos Estados Unidos.


Com baixa movimentação, preços da soja recuam
09/12 - 00:00
Os preços internos da soja em grão seguiram em queda na última semana. Na sexta-feira, o Indicador Cepea/Esalq (média de cinco regiões do estado do Paraná) fechou a R$ 44,20 a saca de 60 kg, baixa de 0,7% entre 28 de novembro e 5 de dezembro.

O Indicador Esalq/BM&F (produto posto porto de Paranaguá) desvalorizou 1% no mesmo período, para R$ 46,17 a saca. A movimentação está cada vez menor com a proximidade das festas de fim de ano e das férias coletivas de algumas empresas.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), este fato e a desvalorização do real frente ao dólar deixaram os preços relativamente estáveis no Brasil, ao passo que no mercado internacional tiveram fortes quedas, já que os preços voltaram para os níveis do final de maio e junho de 2007.

(Redação - InvestNews)

JB Online


Maior oferta de alimentos faz inflação diminuir
09/12 - 00:00
Em Goiânia, o índice recuou 0,10% no mês de novembro. A tendência é de estabilidade nos preços este mês, segundo a Seplan-GO

Sônia Ferreira

A inflação de Goiânia registrou recuo em novembro, de -0,10%, o primeiro índice negativo desde junho de 2006 (-0,53%). Esse indicador sinaliza a estabilização dos preços nos próximos meses, de acordo com previsão do gerente de Indicadores Econômicos e Sociais, da Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento (Seplan-GO), Marcelo Eurico de Sousa. “É uma queda pequena da inflação, porém importante. Mostra que os preços estão se acomodando, depois de tantas altas seguidas.”

Os alimentos foram os responsáveis pela queda do índice da inflação de Goiânia no mês passado. A redução das demandas interna e externa e a maior oferta de produtos, como carnes (bovina e de frango), leite, feijão, óleo de soja, ovos e cebola, ajudaram a segurar o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da capital.

No mês passado, na comparação com outubro, o preço do feijão carioca registrou queda de 23,74%. O óleo de soja caiu 4,44%, o preço dos ovos diminuiu 4,53% e o do leite, recuou 1,95%. As cotações das carnes, que estavam em alta nos últimos meses, também desaceleraram em novembro. O quilo do acém caiu 4,44% e o da paleta, 0,76%. Mas, a alcatra aumentou 3,03% e o contra-filé, 1,82%. O frango teve variação negativa de 1,12%.

Chuvas
Embora as carnes, leite, feijão, óleo de soja, farinha de trigo e outros produtos alimentícios tenham registrado queda em novembro, outros itens presentes no dia-a-dia do consumidor goiano tiveram alta, como arroz (0,54%), tomate (47,73%), alface (15%) , legumes e outras hortaliças (18,32%). Os aumentos são atribuídos a menor oferta por causa do período de entressafra e das chuvas nas regiões produtoras.

Além dos alimentos, registraram queda de preços os produtos e itens que compõem os grupos de despesas pessoais (-0,21%), vestuário (-0,18%) e educação (-0,13%). Já a habitação teve alta de 0,24%, puxada pelos acréscimos nos preços do aluguel residencial (0,84%) e de produtos para reparos do lar (2,36%).

Em novembro, o custo da cesta básica para uma pessoa também caiu (-0,97%) em Goiânia. Para adquirir os 12 itens básicos da alimentação, o trabalhador goianiense, que ganha um salário mínimo por mês (R$ 415,00), teve de desembolsar R$ 173,92. No ano, a cesta básica já acumula aumento de 6,03%. Tiveram variação negativa de preços, no mês passado, o leite (-1,95%), feijão (-16,85%), óleo de soja (-4,94%), frutas (-4,44%) e a farinha/massas (-1,67%). Ficaram estáveis os preços do pão e do açúcar.

O Popular


Sadia anuncia interrupção de produção no Brasil
09/12 - 00:00
Com 22 unidades no país e exterior, a Sadia irá paralisar parcialmente atividades ainda em dezembro para se readequar ao mercado. Nos dois últimos meses, a queda nos embarques de carne de frango influenciou o estoque das indústrias exportadoras. No RS, a empresa é dona da Excelsior Alimentos, com sede em Santa Cruz do Sul, e produz em plantas da Nicoline, em Nova Araçá, e Minuano, em Garibaldi.
As fábricas e a duração das paradas não foram divulgadas. O presidente do conselho administrativo da Sadia, Luiz Fernando Furlan, justificou que as paralisações serão para ajuste de estoque, manutenção e compensação do banco de horas de funcionários. E desmentiu rumores que a Sadia estaria à venda.
Segundo o presidente da Abef, Francisco Turra, com os reflexos da crise sobre as exportações, será preciso corte de 20% na produção para enfrentar o primeiro trimestre de 2009. "Cada empresa tomará a sua decisão, reduzindo alojamento, turnos de trabalho ou dando férias", enumerou Turra. Furlan anunciou que, em 2009, a Sadia investirá R$ 500 milhões na conclusão de projetos. Mas a construção da indústria de suínos para exportação, em Mafra (SC), prevista para 2009, foi adiada, sem data para realização.


Gazeta do Sul - Santa Cruz do Sul.


Comércio entre brasileiros e árabes cresce 56,5% nesses onze meses do ano
09/12 - 06:31
Com um volume total de US$ 18,9 bilhões, a corrente de comércio entre brasileiros e árabes, que inclui as importações e exportações entre as duas regiões, cresceu 56,5% nesses primeiros onze meses do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.

O resultado é decorrente de um aumento de 39,5% nas exportações do Brasil para as nações árabes, que somaram US$ 8,9 bilhões e do incremento de 75,4% em nossas importações, que registraram US$ 10 bilhões.

Só em novembro deste ano, os embarques para a região cresceram cerca de 51,5% em relação a novembro de 2007.

De acordo com Antonio Sarkis, presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira: ”Apesar da crise, o mercado árabe tem se mostra sólido, firme e parceiro. Quem aposta neste mercado, com certeza colhe frutos. O Brasil continua competitivo e ainda tem muito potencial a ser explorado neste sentido”. As informações são da assessoria de imprensa da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Agrolink
Autor: Informações de Assessoria de Imprensa


Término da safra e crise reduzem o ritmo das exportações goianas
09/12 - 00:00
A crise financeira mundial, que fez com que países como a China encolhessem suas compras externas, a queda na oferta de soja para exportação no final do ano, em virtude do fim da safra, e até a tragédia de Santa Catarina, que afetou o funcionamento do Porto de Itajaí, reduziram o ritmo das exportações goianas no mês de novembro.

As empresas do Estado exportaram US$ 191,9 milhões no mês passado, 46% menos que em outubro e 19,5% menos que no mesmo período de 2007. Mesmo assim, de janeiro a novembro, as exportações goianas acumulam uma alta de 32% sobre o mesmo período do ano passado.

O desempenho exportador de novembro foi o segundo pior do ano, atrás apenas de março, quando as exportações somaram US$ 188 milhões. Como as importações cresceram 9,2% em relação a novembro de 2007, o saldo da balança comercial goiana sofreu uma forte queda, de 150%, nesta comparação.

O secretário de Indústria e Comércio do Estado, Luiz Medeiros, disse que já era previsto um recuo das exportações no fim do ano, motivado pela redução da oferta de soja, um dos principais produtos da pauta goiana. Mas, segundo ele, as exportações do Estado também já foram afetadas pela crise financeira mundial. A China, que sempre foi um dos maiores compradores de Goiás, encolheu suas compras de US$ 13,9 milhões, em outubro, para pouco mais de US$ 5 milhões em novembro.

Carnes

Outro bom exemplo é o da soja, cujas exportações caíram de US$ 118,4 milhões em outubro, para US$ 46,1 milhões em novembro com a redução da safra, depois de um bom volume exportado em novembro de 2007. As exportações de carnes, que passaram a liderar a pauta goiana em novembro, caíram de US$ 99,2 milhões para US$ 54,7 milhões no período. Vale lembrar que a tragédia em Santa Catarina interrompeu as operações no Porto de Itajaí, que concentra 25% das exportações goianas de carne.

Mas Luiz Medeiros acredita que essa situação deve se reverter já neste mês de dezembro, pois a China é muito dependente da importação de alimentos. Além disso, aquele país aprovou recentemente as importações de suínos, o que deve beneficiar Goiás. “A venda de carne para a China e Rússia deve fazer a diferença em 2009”, prevê. Os Estados Unidos também passarão a comprar embutidos.

Segundo o secretário, a expectativa é que o Estado atinja US$ 4 bilhões em exportações este ano. O mês passado já registrou o segundo melhor desempenho dos últimos dez anos para um mês de novembro, perdendo apenas para novembro de 2007 (US$ 238 milhões). Os maiores compradores de Goiás foram a Holanda, França e Suíça.

Importações

De janeiro a novembro, as importações goianas registram um crescimento de 84% em relação ao mesmo período de 2007, beneficiadas pelo câmbio favorável na maior parte do ano. O crescimento de 9,2% em novembro aconteceu porque muitas empresas fizeram o desembaraço de mercadorias que estavam paradas nos portos, inclusive no Porto Seco de Anápolis.

Goiás importou muitas máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, veículos e tratores, adubos e fertilizantes e produtos farmacêuticos em novembro. A indústria farmacêutica, por exemplo, precisou retomar as importações de matérias-primas, depois de uma retração, em outubro, por causa do dólar.

O Popular
Autor: Lúcia Monteiro


Crise aumenta dívida do setor
09/12
Os efeitos da crise financeira mundial provocaram abalos na agropecuária brasileira em grandes proporções e pode comprometer a produção da safra 2008/2009 que está em fase final de plantio. Dívidas estão acumuladas, o crédito está mais escasso e os preços dos insumos atingiram patamares altíssimos, causados pela valorização do dólar ante ao real. Dentre as soluções recomendadas pela Federação da Agricultura e Agropecuária de Goiás (Faeg) aos produtores goianos, é a redução de área plantada ao invés de reduzir tecnologia.

O presidente da Faeg, José Mário Schreiner recomenda ao produtor que faça os cálculos dos custos e plante somente o que terá condições de arcar. Segundo ele é melhor reduzir área que comprometer a produtividade com a redução de tecnologia. Ele também teme que se repita a situação semelhante ao que ocorreu em 2004, quando os insumos foram comprados com o dólar valendo mais que R$ 2,00 e a produção foi vendida por um valor mais baixo, a moeda americana tinha se desvalorizado ante ao real. Momento em que as dívidas do setor cresceram, uma vez que os produtores não arrecadaram o suficiente com a venda da safra para quitar os débitos.

A proporção das dívidas dos produtores rurais atingiu a cifra de bilhões de reais. Sem condições para pagar e com um cenário pouco animador, os representantes dos produtores pleiteiam prazo maior para o pagamento dos débitos. Enquanto o governo federal não atende a demanda, as instituições financeiras emitem notificações extrajudiciais e começam a executar produtores que não conseguiram quitar as parcelas de crédito de investimento. Em alguns casos, os nomes dos produtores considerados inadimplentes foram incluídos nos órgãos de proteção ao crédito.

Inadimplência

Segundo o presidente da Comissão de Crédito Rural da Faeg, Alexandre Câmara Bernardes, com os nomes no cadastro de inadimplentes, os produtores ficam impedidos de ter acesso ao crédito de linhas oficiais. “Isso trava o processo e provoca uma reação em cadeia”. Alexandre afirmou que a Faeg estuda a proposição de uma medida civil pública a fim de impedir a inserção dos nomes dos produtores, com dívidas em atraso no cadastro, de inadimplentes.

Ele alega também que os produtores podem se manifestar junto aos bancos solicitando o recurso de ampliação do prazo para o pagamento de dívidas anteriores com base na Lei 11.775 e na resolução 3636. O presidente da Comissão de Crédito acredita que até o final deste ano, novidades podem surgir em favor do produtor.

O futuro continua incerto e segundo as previsões feitas pelo Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA), em reunião realizada em novembro, a previsão é de queda de 140 mil hectares de área plantada em Goiás. Milho, feijão e soja terão as quedas mais significativas com 9%, 6,9% e 3%, respectivamente, o que corresponde a 97 mil hectares no caso do milho. Segundo o analista de mercado da Faeg, Pedro Arantes, essa situação é reflexo do mercado e do grande excedente gerado na última safra. Ele explica que esse é apenas um dos vários reflexos que estão por vir devido à crise mundial.

Governo do Estado do Goiás


Renegociação da dívida rural termina na próxima sexta-feira
09/12
O agricultor que está em débito com alguma linha de crédito rural deve apressar-se, caso contrário os produtores do município onde reside correm o risco de ficar sem o acesso a novas linhas crédito rural no futuro. A medida provisória (MP) 432, que reestrutura as dívidas rurais em todo o País, encerra o prazo para que os agricultores procurem uma agência do Banco do Brasil até sexta-feira (12), para aderir ao processo de renegociação.

Segundo o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, essa medida vai beneficiar principalmente o pequeno produtor familiar, inscrito no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “A maior preocupação é criar estruturas para que o agricultor não seja prejudicado”, disse.

O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura, Francisco Siminoni, alerta os agricultores que restam poucos dias para a renegociação, caso contrário vai afetar também àqueles que estão em dia com seus débitos. “É necessário que os agricultores inadimplentes se conscientizem e procurem uma agência bancária até sexta-feira”, afirma.

DÉBITOS – A reestruturação dos débitos foi construída num trabalho conjunto entre os Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Integração Nacional e da Fazenda, para regularizar as dívidas pendentes no meio rural.

A MP envolve a renegociação de todas os tipos de dívidas rurais que estão incluídas nas linhas de crédito com recursos controlados pelo Governo Federal. Entre elas estão a Securitização, Pesa, Recoop, Funcafé, Moderfrota, Prodecoop, custeio prorrogado das safras 2003/04, 2004/05 e 2005/06 e Proger, entre outras.

Serão renegociadas também as dívidas do Crédito Fundiário e do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. Para os contratos que estão sendo pagos em dia, as taxas de juros que variam de 3% a 6,5% caem para 2% a 5%. A reestruturação será feita caso a caso, mas de imediato a MP já elimina os juros e multas das dívidas dos inadimplentes.

Governo do Paraná



Crise econômica pode não afetar popularidade do Presidente Lula
09/12
O jornalista e colunista do Portal Agrolink, Richard Jakubaszko faz um exame dos índices de popularidade do Presidente Lula e da crise financeira mundial, e a ligação que existe entre as duas. Primeiro Jakubaszko analisa porque a aprovação de Lula é tão grande. “A razão desse fenômeno? É simples: Lula faz um governo com inclusão social das classes menos favorecidas, não massacrou a classe média como fez FHC, e ainda deixou a classe que está no topo da pirâmide ganhar mais dinheiro ainda. Fez um governo para todos os brasileiros.”Na seqüência, o colunista discute o impacto real da crise no Brasil e se ela é capaz de reduzir a aprovação do Presidente. “Por enquanto, ao menos no comércio, a crise ainda não chegou, mas tem sido anunciada a sua iminência a qualquer momento pela imprensa, nuvens negras são pintadas diariamente, como se houvesse o desejo de que ela chegue, até para derrubar os índices de popularidade presidencial.”

Para ler a coluna completa de Richard Jakubaszko, clique aqui

Agrolink


Reunião na quarta-feira vai discutir quadro da agricultura e expectativas para 2009

09/12
Está marcada para quarta-feira (10) uma reunião de setores de inteligência da área, com a participação também de organismos externos, como universidades, para discutir o quadro atual da agricultura e as expectativas para o próximo ano, segundo informou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

Ele afirmou que o ministério está fazendo avaliação permanente dos impactos da crise financeira mundial na agricultura, como medida preventiva para definir iniciativas que forem necessárias no próximo ano. Apesar de todo esse cuidado, ele alertou que “não se pode garantir que as coisas que são visualizadas efetivamente irão acontecer, mas dão, pelo menos, um norte para a tomada de medidas”.

“O importante é dar condições para que as pessoas plantem, porque a agricultura não é como a indústria que pode dar férias coletivas. Ela tem que trabalhar de forma a viabilizar o plantio seguinte, por isso precisa de garantia da comercialização”.

A formação de estoques internos, que estão baixos, segundo Stephanes, ajuda a recomposição, o que é bom para o produtor. Ele lembrou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já deixou clara essa intenção e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou o assunto em reunião com os ministros.

Stephanes disse acreditar que os instrumentos que o país tem à sua disposição "possivelmente serão suficientes para amenizar os impactos da crise financeira, apesar de sabermos de antemão que resolver mesmo, não serão suficientes para resolver”.

A propósito das perdas na agricultura de Santa Catarina em conseqüência da chuva, o ministro afirmou que estatisticamente são irrelevantes para a safra agrícola do próximo ano. No entanto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai estudar todos os casos e verificar as medidas de apoio cabíveis. Segundo Stephanes, o estado tem previsão inclusive de escassez de chuva nos próximos meses, a exemplo do que deve acontecer também no Rio Grande do Sul e em áreas do Paraná.

Agência Brasil

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