As dez mais de 17 de fevereiro
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
17/02/2009 às 11h58m
Bom dia,
Este é um roteiro do que há de mais relevante nos principais jornais do país hoje. Todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, o boletim eletrônico estará disponivel no site AGUA BOA NEWS.
Boa leitura.
1. A situação de Paula Oliveira se complica
Uma reportagem do site de ÉPOCA traz a informação de que Paula Oliveira teria enviado uma falsa imagem de ultrassom a vários colegas de sua empresa para comprovar sua gravidez de gêmeos. Segundo uma das pessoas que receberam o e-mail (reproduzido na matéria), já havia uma desconfiança sobre Paula desde que ela dissera ter perdido seu marido francês no voo da TAM que caiu em Congonhas - não havia nenhum passageiro da França na lista de vítimas. A acusação presente na reportagem é grave e deve ser levada em consideração nas investigações. Ontem, o pai dela, Paulo, afirmou que a família vai sair "de cabeça erguida" do episódio. "Minha filha é vítima dessa tragédia".
Política
2. PMDB se cala sobre acusações de Jarbas
A direção do PMDB tratou de apagar logo as flamejantes acusações do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) de que o partido "quer mesmo é corrupção", numa entrevista à revista Veja. Os pemedebistas consideraram as declarações de Jarbas um "desabafo" e afirmaram que não vão dar atenção por conta da "generalidade das alegações", informa o Estadão. A colunista do jornal paulista Dora Kramer observa que convém ao PMDB o argumento de que, se Jarbas não aponta nomes, não há por que se preocupar com o teor de suas palavras. Para eles, é preciso "corrupção por escrito, com certidão passada em cartório do céu".
Economia
3. Governo brasileiro pode ir à OMC contra o "Buy American"
Está na BBC Brasil: o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o governo brasileiro pode recorrer à Organização Mundial do Comércio contra a chamada cláusula "Buy American" do pacote americano de estímulo à economia, segundo a qual o aço, ferro e manufaturados a serem utilizados em obras do projeto têm de ser fabricados nos Estados Unidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve apresentar a queixa de protecionismo a Barack Obama na primeira conversa entre os dois, em 17 de março, em Washington.
4. Brasil quer oferecer crédito para evitar barreiras da Argentina
Por falar em protecionismo, nossos empresários estão temerosos com as sinalizações da Argentina em direção à restrição da entrada de produtos brasileiros. Diante disso, o governo deve oferecer linhas de financiamento a exportadores argentinos para tentar desarmar mais uma onda protecionista, diz o Estadão. A última investida do país vizinho foi na semana passada, com medidas que dificultam a importação de mais de 800 artigos de todo o mundo, entre eles têxteis do Brasil.
5. Lucro do BNDES cai pela 1ª vez em seis anos
Principal fomentador do governo em investimentos de infra-estrutura, o BNDES fechou 2008 com lucro de R$ 5,3 bilhões, 27,4% menor que em 2007. Trata-se do primeiro recuo no lucro anual desde 2002, informa a Folha. A razão para o resultado ruim, é claro, tem a ver com a crise: o banco teve de reduzir o spread (diferença entre a taxa de captação de recursos e a repassada aos clientes) e as reservas para arcar com os riscos de não-pagamento de empréstimos.
Mundo
6. A oposição perdeu na Venezuela, mas não está morta
A vitória do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no referendo sobre a reeleição ilimitada foi uma clara demonstração de força, mas a oposição acredita que ainda é possível se reorganizar nos próximos três anos para enfrentá-lo em condições razoáveis no pleito de 2012. Um dos motivos de esperança está na capa do jornal El Universal, de Caracas: a oposição consolidou o espaço político obtido nas últimas eleições regionais, em 23 de novembro do ano passado. No distrito metropolitano de Caracas, o "não" à reeleição sem limites ganhou em 18 de 32 zonas eleitorais. Em sete capitais de Estados que haviam escolhido candidatos oposicionistas, o "não" também ganhou. Resta saber se haverá um consenso em torno de um nome forte para desafiar Chávez - hoje, não há.
7. Uribe parabeniza Chávez e desconversa sobre terceiro mandato
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, esteve ontem em São Paulo para um almoço com empresários e fez questão de fugir de assuntos incômodos, como relata o site de ÉPOCA. Sobre a aprovação da reeleição ilimitada na Venezuela, ele apenas parabenizou Chávez "pela vitória democrática" e disse esperar a busca de um consenso com os venezuelanos. Quanto à possibilidade de lutar por um terceiro mandato (o presidente colombiano foi reeleito em 2006), Uribe foi enigmático: "Não quero que as novas gerações venham a pensar que prefiro a perpetuação no poder ao amor à pátria. Mas também não posso ser indiferente ao futuro político do meu país”. Ou seja, não assume nem descarta a hipótese.
8. Obama cobra plano de montadoras para lhes dar socorro
As montadoras americanas, que estão entre as empresas mais fustigadas pela crise econômica, terão de entrar nos eixos para receber socorro do governo. O The Wall Street Journal informa que o presidente Barack Obama exigiu dessas companhias um plano de recuperação, que preveja redução de salários e bônus e a suspensão de projetos sem rentabilidade, para que elas possam ser beneficiadas por novos empréstimos do governo. O plano deve ser apresentado nesta terça-feira.
9. Ministro japonês que aparentava estar bêbado renuncia
Depois de conceder uma entrevista no último sábado aparentando estar bêbado, durante reunião do G-7, Shoichi Nakagawa deixou nesta terça-feira o cargo de ministro das Finanças do Japão. Segundo a Bloomberg, o caso tornou ainda pior a crise de credibilidade pela qual passa o governo do premiê Taro Aso, afetado por confusões políticas e pelos péssimos sinais da economia. Não aguentando a pressão sobre sua honra, algo que costuma não trazer tantos transtornos para os políticos brasileiros, Nakagawa, que afirmou estar sob efeito de medicamentos, saiu do governo também para não prejudicar Aso.
Esporte
10. Belluzzo propõe jogos com apenas uma torcida
Luiz Gonzaga Belluzzo nem bem chegou ao cargo de presidente do Palmeiras e já mostra que é um dirigente totalmente diferenciado. Enquanto os cartolas brasileiros têm enorme dificuldade para enxergar e entender coisas óbvias, a Folha (para assinantes) mostra que partiu dele a simples ideia de aplicar no Brasil algo que já é feito no exterior para diminuir a violência nos estádios: proibir a torcida visitante de ir aos jogos no campo rival. Muitos reclamarão que isso vai prejudicar o espetáculo, mas as mães e pais de tantas pessoas que foram espancadas e mortas nos estádios terão bons argumentos favoráveis à proibição. A confusão ocorrida no São Paulo x Corinthians de sábado foi apenas mais uma prova de que a mistura entre uma polícia despreparada e torcedores violentos não traz nada de bom ao futebol brasileiro.

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