quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

As dez mais de 26 de fevereiro

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Bom dia,
Este é um roteiro do que há de mais relevante nos principais jornais do país hoje. Todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, o boletim eletrônico estará disponivel no site AGUA BOA NEWS.
Boa leitura.



1. Mesmo contrariado, governo engole demissões da Embraer
O governo bem que tentou fazer barulho, mas no fim se rendeu aos argumentos da Embraer de que as mais de 4 mil demissões não eram gratuitas, mas sim resultado da fraca demanda por aviões no exterior. "O problema não é da empresa nem do Brasil. É do mercado internacional", disse o presidente da Embraer, Frederico Curado, em uma entrevista coletiva após a reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Nesse encontro, a empresa não só confirmou os cortes como disse que não planeja recontratações nos próximos dois ou três anos, informa a Folha (para assinantes). A Lula só restou pedir à Embraer que ofereça aos demitidos algo além do pagamento do plano de saúde pelos próximos 12 meses.


2. Lobão fala em "bandidagem" do fundo de pensão de Furnas
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), fez críticas pesadas à diretoria do Real Grandeza, o fundo de pensão dos funcionários de Furnas. "Eles fizeram uma alteração no estatuto para ampliar o mandato por um ano. Além disso, podiam ser reeleitos, mas os próximos não poderiam? Isso é uma bandidagem completa! O que eles querem é fazer uma grande safadeza.", afirmou o ministro ao Globo (íntegra para assinantes), horas antes de o presidente Lula dizer que não faria mudanças no fundo. Os funcionários acusam o PMDB de tentar interferir na gestão do Real Grandeza, interessado no patrimônio de R$ 6,3 bilhões gerido pelo fundo. E, como se sabe, a imagem de probidade do partido não anda lá grande coisa depois das recentes declarações do senador Jarbas Vasconcelos...


Economia
3. Aumentam acordos para cortar jornada e salário...
É o que diz a manchete do Valor Econômico: o número de trabalhadores que sofreram redução nos rendimentos por conta de acordos de redução de jornada e salário, licença ou suspensão temporária dos contratos quase triplicou em fevereiro na comparação com o mês passado. Segundo levantamento feito pelo jornal, 90.163 empregados foram atingidos por esses acordos coletivos, ante 31.553 em janeiro. Os setores que mais se valeram desse expediente foram o automotivo e de autopeças. Os sindicatos consideram positivos os resultados de fevereiro, pela evidente lógica de que é melhor ganhar menos do que não ganhar nada.


4. E aumentam reservas dos bancos contra calotes
Os bancos brasileiros estão mesmo desconfiados com seus clientes. As cinco maiores instituições financeiras do país - Itaú-Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa - aumentaram em quase R$ 7 bilhões suas reservas contra créditos duvidosos no quarto trimestre de 2008. O Itaú-Unibanco foi quem mais se protegeu do esperado aumento de inadimplência em 2009: injetou R$ 3,023 bilhões nas chamadas provisões adicionais, relata o Estadão. No agora maior banco do país, as operações de crédito vencidas há mais de 60 dias passaram de 4,6% no terceiro trimestre para 4,8% no último trimestre do ano passado.


5. The Economist pessimista com a economia brasileira
A chamada Unidade de Inteligência da prestigiada revista britânica The Economist divulgou ontem um relatório pessimista sobre o cenário econômico do Brasil em 2009. A publicação diz que o PIB brasileiro, ainda que de forma "modesta", vai encolher, apesar das medidas de estímulo do governo e do incentivo a programas de crédito. A revista opina também sobre as eleições presidenciais. "Embora nós projetemos uma retomada do crescimento em 2010, o severo declínio neste ano e o consequente aumento do desemprego vão complicar as políticas do presidente Lula, reduzindo as chances do partido governista de se manter no poder nas próximas eleições".


Justiça
6. Gilmar Mendes: repasses ao MST são ilegais
O presidente do Supremo, Gilmar Mendes, criticou a onda de invasões dos sem-terra durante o Carnaval (os manifestantes já anunciaram a retirada das fazendas invadidas), mas também lembrou que o Ministério Público pode denunciar órgãos estatais que financiam movimentos que praticam esse tipo de atitude, informa O Globo. "O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, ilegítimo. Essas pessoas (autoridades) podem ser acionadas por responsabilidade", afirmou Mendes. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, preferiu não alimentar a polêmica. Por meio de sua assessoria, disse que respeita a opinião do chefe do Supremo.


Direitos humanos
7. Relatório americano diz que policiais brasileiros cometem abusos
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou ontem seu relatório anual sobre direitos humanos. No capítulo referente ao Brasil, o governo americano afirma que o país, "em geral", respeita os direitos básicos de seus cidadãos, mas faz críticas a abusos cometidos por forças policiais. "Os seguintes problemas de direitos humanos foram identificados: assassinatos sem julgamento, força excessiva, agressões, abusos e tortura de detentos pela polícia e forças de segurança penitenciária", diz o relatório, em inglês. A BBC Brasil informa que "as alegações do Departamento de Estado são semelhantes às incluídas no relatório relativo ao ano de 2007, que destacava que a polícia brasileira esteve envolvida em assassinatos praticados por esquadrões da morte".


Educação
8. Em crise, faculdades privadas querem recorrer ao BNDES
Por muitos anos visto como um negócio altamente rentável e em franca expansão, as faculdades privadas estão sentindo bastante os efeitos da crise econômica. Um levantamento do sindicato das instituições particulares de ensino superior, divulgado hoje pela Folha (para assinantes), mostra que 41,5% das faculdades terão queda no número de alunos ingressantes este ano, na comparação com 2008. "Nosso alunado é formado em sua maioria de aluno-trabalhador. Em qualquer problema de desemprego, dele ou de algum integrante da família, ele desiste do curso superior", diz Hermes Figueiredo, presidente do sindicato. E, como o BNDES parece ser a "mãe" dos prejudicados pela crise, as faculdades privadas já pediram ao banco público uma linha especial de financiamento.


Mundo
9. Amorim pede a Hillary pressa em negociação comercial
O chanceler brasileiro, Celso Amorim, encontrou-se ontem, em Washington, com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e lhe pediu pressa na definição do representante americano na área de comércio. O ex-prefeito de Dallas Ron Kirk já foi escolhido pelo governo Obama, mas ainda não foi confirmado pelo Senado. O Brasil quer rapidez, diz o Estadão, porque está preocupado com a cláusula protecionista Buy American (a que estabelece, nas obras do pacotão de estímulo, o uso de ferro, aço e outros materiais produzidos só nos EUA) e ainda não desistiu de ressuscitar a Rodada de Doha. "Segundo Amorim, sem ter um representante do setor, é difícil combater o protecionismo. Pelo seu relato, Hillary reagiu de forma positiva, mas não se comprometeu com nenhuma mudança", informa o jornal.


10. Na Colômbia, agência de inteligência causa escândalo
Não é só no Brasil que o governo federal tem problemas com sua agência de inteligência por suspeita de espionagem indevida. O jornal El Tiempo informa que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, proibiu o Departamento Administrativo de Segurança (DAS), a agência de inteligência do país, de realizar escutas telefônicas por conta própria. A decisão foi tomada depois que a revista Semana publicou uma reportagem denunciando um esquema de grampos ilegais, dentro da agência, contra jornalistas, funcionários do governo e membros da Suprema Corte. O escândalo já está sendo chamado na Colômbia de "DAS-Gate", numa alusão ao Watergate que derrubou o ex-presidente americano Richard Nixon.

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