sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Juiz determina prisão de 14 servidores do Incra

Publicado por Kassu / ABN


O juiz Julier Sebastião da 1ª vara Federal mandou para cadeia novamente os servidores do Incra de Mato Grosso acusados de envolvimento em um esquema de falsificação de documentos para desapropriação de terra. Eles foram presos no último dia 19 de dezembro, mas conseguiram a liberdade após ingressar com pedido de hábeas corpus.

Os mandados de prisão estão sendo cumpridos pela Polícia Federal. Entre os que voltam para à cadeia está o ex-superintendente do Incra-MT, João Bosco de Morais, e o procurador regional do órgão há mais de 20 anos, Anildo Rosário teriam sido presos.

Os agentes da PF estão cumprindo 14 mandados de prisão, 8 deles em Cuiabá. Somente na Capital já foram presos 6 servidores. Em dezembro de 2008 o Ministério Público sob o procurador Mário Lúcio Avelar denunciou 19 servidores do Incra que estariam levando vantagem em processos de desapropriação de terra. Eles são acusados ainda de praticar outros crimes, como estelionato e formação de quadrilha.

O esquema seria com terras devolutas do Estado e da União, com deslocamento de títulos fundiários. Há irregularidades também em alguns dos mais de 500 projetos de assentamento. Na avaliação do MPF, o Incra acabou se tornando uma indústria de grileiros por contemplar pessoas sem vocação para atender projeto de reforma agrária.

Logo após o escândalo Bosco foi destituído do cargo de superintendente do Incra, em seu lugar assumiu o afilhado político do deputado federal Carlos Abicalil, Willian Cesar Sampaio. Após as prisões o procurador Mario Lúcio Avelar procurou os auditores do Incra em Brasília para que as denúncias fossem realizadas e feita uma verdadeira "faxina" no Incra de Mato Grosso. (Por RDNews)

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