quinta-feira, 30 de abril de 2009

Denunciada, sobrinha de Uemura comete suicídio no Portão do Inferno

Publicado por Kassu - 30/04/2009 às 08h35
AGUA BOA NEWS




Uma das 30 pessoas denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de ligações com o crime organizado, a jovem Eiko Nayara Uemura, 23, foi encontrada morta nesta quarta-feira (24), no Porto do Inferno, no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

O MidiaNews teve acesso, com exclusividade, ao conteúdo das duas cartas deixadas por Eiko, uma foi para a amiga identificada como Brenda e a outra para uma tia, denominada de Neide. Ambas as mensagens dela estavam dentro do carro utilizado para chegar até o Portão do Inferno.

Carta para Glenda

"Glenda você foi uma grande amiga. Obrigado por tudo que você fez por mim. Obrigado pela ajuda na hora que mais precisei. Fica com Deus. Te amo, Eika."



Carta para tia Neide

"Tia Neide muito obrigado por tudo. Você foi a pessoa mais maravilhosa que tive na minha vida. Te amo muito, Eika."



Suspeita

A suspeita inicial é de que ela tenha cometido suicídio. A informação foi dada pelo delegado municipal de Chapada, João Bosco, que acompanha o caso. A Polícia Civil realizará uma perícia para verificar se existiu algum tipo de violência contra a vítima, para verificar se realmente não possa ter acontecido outro tipo de crime contra Eiko.

Eiko é sobrinha do empresário Júlio Uemura, preso no dia 4 de março, durante a Operação Gafanhoto, que investigava a ação de um grupo criminoso atuando no setor de hortifrutigranjeiro na Capital e em algumas cidades de Mato Grosso. Eiko era sócia-proprietária de empresas "laranjas", como a Eikon Atacado de Alimentos.

Nas imediações onde o corpo foi encontrado, a Polícia Militar encontrou o carro da garota, um Peugeot 206. O vigia da lanchonete localizada no Portão do Inferno acordou com a movimentação do carro na madrugada, mas só constatou a morte na parte da manhã desta quarta, avisando a Polícia Civil.

O corpo de Eiko encontra-se no IML de Chapada dos Guimarães, após ser retirado do Portão do Inferno, ação essa que demorou quase três horas e contou com a ajuda da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Documentos encontrados no veículo, segundo os policiais, fazem referências diretas a Uemura, preso na Polinter após ser apontado pelo Gaeco como chefe do grupo criminoso.

Operação

Durante a Operação Gafanhoto, outras oito pessoas foram presas pelo Gaeco e denunciadas por participação no esquema comandado por Uemura, entre elas, ex-policiais, pistoleiros e funcionários de agências bancárias da Grande Cuiabá.

Entre os denunciados pelo Gaeco está o ex-deputado estadual Walter Rabello (PP).
(Folha da Chapada)

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