terça-feira, 5 de maio de 2009

Confira as dez principais notícias do dia 5 de maio

Por Juliano Machado publicado por Kassu ás 13h11

AGUA BOA NEWS

1. Alívio para Lula: Ahmadinejad adia vinda ao Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve dar muitas graças a Alá. Seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, decidiu adiar sua visita ao Brasil, marcada para esta quarta-feira, em meio a intensos protestos de entidades de direitos humanos contra as declarações racistas do líder do Irã. Ainda não se sabe ao certo o que motivou o adiamento, mas é fato que a diplomacia brasileira ficou aliviada, pois a presença de Ahmadinejad causaria um imenso constrangimento a Lula. Em seu comunicado, o governo do Irã diz que vai aguardar uma oportunidade depois das eleições presidenciais de junho - ameaçado de derrota na urnas, Ahmadinejad teria achado melhor ficar por lá para reforçar a campanha. Segundo o Estadão, porém, fontes do governo brasileiro dizem que a visita foi simplesmente cancelada. De qualquer forma, foi mantido para hoje um encontro de 200 empresários brasileiros e iranianos.

2. Gripe suína: México tenta voltar à normalidade
Com alguns sinais de que a gripe suína já chegou ao pico e agora entra em fase de declínio, o governo mexicano tenta retomar a normalidade no país. As aulas serão retomadas gradualmente, e restaurantes começam a ser reabertos. Os mexicanos também buscam impedir o que chamam de atos xenófobos por conta da doença, diz o jornal El Universal, da Cidade do México. O país pediu à ONU que condene atitudes como a tomada pela China, que mantém em quarentena forçada, há uma semana, cerca de 70 mexicanos que chegaram a Xangai em um voo e não apresentavam sintomas da gripe. Um avião fretado já chegou a China para levar os mexicanos de volta para casa. No Brasil, onde há 25 casos suspeitos, o governo anunciou que pretende gastar R$ 141 milhões em ações de prevenção e combate à doença.

Política
3. Senado tenta abafar Caso Zoghbi

Está no Estadão: por ordem do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi montada uma operação-abafa contra as denúncias do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. Sarney determinou que apenas a Polícia Legislativa, subordinada aos senadores, apure o caso, deixando de fora a Polícia Federal e o Ministério Público. Em entrevista à revista ÉPOCA, Zoghbi - que usou sua antiga babá como laranja de uma empresa de seus filhos - e sua mulher, Denise, acusam o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia de ser sócio de todas as terceirizadas que têm contratos com a Casa e insinuam o envolvimento dos senadores Romeu Tuma (PTB-SP) e Efraim Morais (DEM-PB) no esquema. De acordo com o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), “nada ficará debaixo do tapete”. A conferir…

4. PMDB se irrita com corte de apadrinhamento na Infraero
Maior aliado do presidente Lula, o PMDB está contrariado com a decisão da Infraero, estatal que administra os aeroportos, de enxugar o número de apadrinhados da base governista em seus quadros. Nos últimos dias, com autorização do governo, o presidente da Infraero, brigadeiro Cleonilson Nicácio, demitiu 28 funcionários, causando uma reação irada dos aliados. Pelo novo estatuto da empresa, as diretorias não poderão mais ser preenchidas por indicações políticas, e o número de cargos comissionados fica restrito a 12. Segundo O Globo, Lula reuniu-se ontem com lideranças do partido e conseguiu suspender temporariamente algumas demissões, mas o estrago político já foi feito. Com a boquinha da Infraero em risco, o PMDB fala até em reflexos negativos na aliança para a disputa do Palácio do Planalto em 2010.

Economia
5. Indústria segue reagindo, mas resultado trimestral é ruim

A produção industrial subiu 0,7% em março, na comparação com fevereiro, segundo dados do IBGE. É a terceira alta mensal seguida, mas ainda não há muito a comemorar, como relata o portal G1. Em relação a março de 2008, o recuo na produção foi de 10%. Na comparação deste primeiro trimestre com o mesmo período do ano passado, então, a queda é ainda mais significativa: 16,7%, a mais elevada desde o segundo trimestre de 1990, quando o índice recuou 19,8%. Na tímida reação de março, quem mais contribuiu foi o setor de automóveis, cuja produção subiu 7% em relação a fevereiro.

6. Crise piora perfil exportador do Brasil
É o que diz a manchete da Folha (para assinantes). A balança comercial brasileira fechou os primeiros quatro meses do ano com saldo de US$ 6,7 bilhões, 49,4% a mais que no mesmo período de 2008. Por trás desse bom indicador, porém, há uma constatação preocupante: o peso dos produtos básicos (commodities) na pauta exportadora. A participação de itens como petróleo, minério de ferro e grãos no total de exportações saltou de 32,8% em abril de 2008 para 45,4% no mês passado, ao passo que os manufaturados caíram de 51,8% para 40,9%. O setor exportador está preocupado, pois as commodities não superavam os artigos manufaturados na balança desde os anos 80. Essa piora no perfil exportador teve outro reflexo: com o impulso das vendas de produtos básicos para a China, o país asiático passou a ser o principal parceiro comercial do Brasil, um posto que era ocupado pelos Estados Unidos desde a década de 30.

7. Bertin e Marfrig começam a negociar possível fusão
Um dos principais setores de exportação da economia brasileira, a indústria de carne bovina foi muito atingida pela crise global. Numa tentativa de fortalecimento, duas grandes empresas do ramo, Bertin e Marfrig, estudam uma eventual fusão. Segundo o Valor Econômico (íntegra para assinantes), o negócio poderá passar pela participação financeira do BNDES, que já tem uma importante fatia do capital das duas companhias: 26,9% na Bertin e 14,66% na Marfrig. Nenhum dos frigoríficos confirma as negociações, embora a operação pareça vantajosa de ambos os lados. Juntas, as empresas somam dívida bruta de R$ 9,8 bilhões.

Sociedade
8. Serra sanciona lei antifumo esta semana em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sanciona ainda nesta semana a lei que proíbe o tabaco em estabelecimentos coletivos fechados em todo o Estado. Além disso, informa o Estadão, o decreto regulamentador virá com uma punição rígida aos proprietários de locais que tolerarem o cigarro. “A punição dos infratores terá quatro etapas: na primeira, uma multa de R$ 790 será aplicada; na segunda infração, o valor da punição dobra (R$ 1.580); no terceiro flagrante, o funcionamento do local é suspenso por 48 horas; da quarta vez em diante, a suspensão será de um mês”, diz a reportagem. E o efetivo de fiscais “caça-fumaça”, inicialmente de 250 homens, foi dobrado para 500.

História
9. Governo censurou trechos de papéis históricos

A liberação de acesso, por parte do governo federal, a todas as atas do Conselho de Segurança Nacional foi recebida como um gesto de transparência, mas a Folha (para assinantes) traz hoje uma reportagem sobre o porquê de alguns trechos terem sido cobertos com tarjas preta. A ocultação de parte do conteúdo foi feita legalmente em 2005, quando o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) introduziu a classificação de “ultrassecretos” para alguns documentos que, originalmente, haviam recebido apenas o carimbo de “secretos” - aliás, nem mesmo durante todo o regime militar algum papel foi considerado “ultrassecreto”. O objetivo do GSI com o sigilo eterno seria impedir o acesso a dados sobre a relação do governo brasileiro com outros países do Cone Sul, para evitar “constrangimentos diplomáticos”. Sabe-se que uma das obsessões dos militares brasileiros era a comparação de forças com a Argentina.

Mundo
10. Geórgia acusa Rússia de estar por trás de suposto motim

Poucos meses após se envolverem num conflito militar, Geórgia e Rússia voltam a se bicar. O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, acusa o governo russo de ter manipulado um motim provocado por um batalhão de tanques numa base a 30 km de Tbilisi, capital do país. Segundo a Geórgia, o próprio presidente foi negociar com os amotinados, que ameaçavam avançar os blindados na direção da cidade de Mukhrovani. Sem apresentar provas consistentes, Saakashvili diz que a sublevação foi organizada por ex-oficiais das Forças Armadas georgianas, em parceria com o serviço secreto russo. O The New York Times lembra que o incidente ocorre num momento delicado nas relações entre a Rússia e a Otan, que começa a fazer exercícios militares na Geórgia esta semana. As conversas entre os russos e a Otan estão congeladas.

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