quarta-feira, 6 de maio de 2009

Confira as dez principais notícias do dia 6 de maio

Por Juliano Machado às 11h39
AGUA BOA NEWS

1. Lula vai ver o drama das chuvas no Nordeste
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ontem ao Piauí, um dos Estados nordestinos atingidos pelas fortes chuvas que caem desde o mês passado na região. Segundo a Folha (para assinantes), ele criticou prefeitos que permitem a construção de moradias em áreas de risco e disse que a liberação de recursos da União para municípios que se declarem em estado de emergência depende da apresentação de projetos viáveis e da prestação correta de contas. Espera-se que as cidades afetadas se organizem rápido para poder receber ajuda, pois a situação está se tornando comparável às enchentes que assolaram o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, no fim do ano passado. Já são 27 mortos e 138 mil desabrigados. O pior é que a previsão é de chuva forte para o Norte e Nordeste até o fim de semana.

2. Gripe suína interfere na oferta nacional de vacina da gripe comum
A mobilização de autoridades sanitárias mundiais em torno de uma vacina para a gripe suína deverá forçar o Brasil a reavaliar suas metas de produção de vacinas contra a gripe comum, informa o Estadão. A Fundação Butantã, que recebeu a missão de fabricar a vacina para a nova doença, deve se reunir com o Ministério da Saúde esta semana para discutir a questão. Se o governo brasileiro quiser focar na gripe suína, a fundação diz não ter como obter a tão almejada autossuficiência nacional na produção de vacinas contra a gripe comum. Até hoje, o Brasil só envasa vacinas compradas de um laboratório privado francês. Especialistas em virologia acham precipitado deixar de lado o combate à gripe tradicional, que mata cerca de 500 mil pessoas por ano no mundo.

Política
3. Projeto de reforma propõe voto em legenda já para 2010

Parece que agora vai. A Folha (para assinantes) informa que a Câmara está se mobilizando para aprovar, até outubro, um projeto de reforma política que prevê o voto na legenda, um sistema pelo qual o congressista é eleito de acordo com a votação obtida e a hierarquia previamente elaborada por seu partido (a chamada lista fechada). Outra proposta importante é a do financiamento público de campanha. O texto, condensado pelo deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) com o aval do PT, PMDB, DEM, PPS, PC do B e boa parte do PSDB, sugere a criação de um fundo com recursos equivalentes a R$ 7 por eleitor para as despesas do primeiro turno e de R$ 2 por eleitor para o segundo turno. Considerando a base de eleitores em dezembro de 2008, seria algo por volta de R$ 1,2 bilhão para todo o processo. Como 85% do dinheiro seriam repassados de acordo com o desempenho dos partidos na eleição anterior, já há críticas sobre o favorecimento às grandes legendas, o que pode alimentar o “caciquismo”, como diz o próprio Ibsen. Outros dizem que o financiamento público não será capaz de coibir as doações privadas irregulares. De qualquer forma, há um interesse de discutir o assunto. As mudanças, se adotadas, entrariam em vigor já nas eleições de 2010.

4. Infraero diz que vai manter “moralização” dos quadros
O presidente da Infraero, brigadeiro Cleonilson Nicácio, decidiu comprar briga com a base aliada do governo federal e vai manter o programa de reestruturação da estatal que administra os aeroportos, com mais demissões de indicados políticos. Segundo O Globo (íntegra para assinantes), 53 funcionários apadrinhados serão demitidos até o fim do mês. O PMDB é quem mais está chiando com o corte de afilhados, e o presidente Lula pediu cautela ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, a quem a Infraero está subordinada. Jobim tem evitado o confronto com seu próprio partido, mas reservadamente diz que nada será alterado por conta de pressões políticas. Se a Infraero realmente não fraquejar, vai dar um grande exemplo de decência administrativa.

Economia
5. Etanol brasileiro é elogiado pelo governo dos EUA

O mercado americano ainda não é muito afável ao etanol brasileiro, feito de cana, mas já há indícios de que essa relação pode mudar. O Valor Econômico (íntegra para assinantes) repercute um relatório da Agência de Proteção Ambiental dos EUA em que o nosso álcool é apontado, hoje, como o único capaz de cumprir as metas de expansão do consumo de biocombustíveis no país para a próxima década. De acordo com os cálculos da agência, o etanol do Brasil permitiria redução de 44% nas emissões de gases-estufa, dentro do estipulado pelo plano americano (de 40% a 50%). Como os americanos querem fixar um teto para a produção de etanol de milho a partir de 2015, há um panorama favorável ao aumento das exportações de nossas usinas.

Sociedade
6. Blitze “caça-fumaça” vão começar em 28 municípios de SP

Voltando a falar da controvertida lei antifumo de São Paulo, o Estadão informa que 28 municípios, incluindo a capital, serão alvo de blitze entre junho e julho. Os fiscais farão operações educativas, pois precisam respeitar o prazo de 90 dias de adaptação concedido aos estabelecimentos - a lei deve ser sancionada pelo governador José Serra (PSDB) até sexta-feira. As cidades escolhidas são aquelas que possuem sedes regionais da Vigilância Sanitária Estadual - ou seja, os municípios menores estarão livres desse “puxão de orelha” inicial. A lei promete causar polêmica, pois as multas poderão ser aplicadas mesmo que o fumante não seja flagrado com o cigarro aceso. “Indícios de irregularidades são suficientes, como cinzeiros, ausência de placas informativas e bitucas no lixo ou chão”, diz a reportagem.

Ciência
7. Produção científica brasileira cresce 56% em 2008

A produção de artigos científicos publicados em revistas especializadas cresceu 56% em 2008 na comparação com o ano anterior, saltando de 19.436 para 30.145 textos. Com isso, o país passou da 15ª para a 13ª colocação no ranking mundial que avalia o setor. O Brasil foi o país que mais cresceu quantitativamente entre as 20 primeiras nações dessa lista, mas o aspecto qualitativo ainda deixa a desejar, informa a Folha (para assinantes). Nesse caso, avalia-se o número de citações a um artigo em outros textos acadêmicos. Entre 2003 e 2007, a área do conhecimento em que mais nos aproximamos da média mundial de citações é a matemática, na qual cada texto brasileiro recebeu 1,28 citação, abaixo da média global de 1,44 citação.

Esporte
8. CBF já articula volta de Ronaldo à Seleção

A informação é da coluna de Ancelmo Gois (para assinantes), no Globo. A CBF já estaria articulando, com a ciência do técnico Dunga, o retorno do atacante do Corinthians Ronaldo na lista de convocações da seleção brasileira. No domingo passado, Dunga foi ao Pacaembu e viu Ronaldo jogar a final contra o Santos. A coluna diz que o jogador poderia estar em campo nos próximos jogos das Eliminatórias, contra Paraguai e Uruguai, mas haveria também uma alternativa, que seria levá-lo para a Copa das Confederações, na África do Sul, em junho. Se o lobby é mesmo forte, Ronaldo ainda precisa melhorar a forma física para voltar no nível que todos esperam dele na seleção.

Mundo
9. Ataque aéreo americano pode ter matado cem pessoas no Afeganistão

Um bombardeio aéreo realizado por militares americanos pode ter matado até cem pessoas no oeste do Afeganistão, numa área em que oficiais afegãos lutavam contra militantes talibãs. Membros da Cruz Vermelha que fizeram o socorro das vítimas afirmam que ao menos 90 civis foram mortos, entre mulheres e crianças, mas as Forças Armadas dos EUA reconhecem até agora apenas 30 vítimas. Segundo o The New York Times, o episódio traz um desconforto grande ao presidente Barack Obama, que se reúne hoje em Washington com o presidente afegão Hamid Karzai, cujo gabinete classificou o ataque de “injustificável e inaceitável”.

10. ONU culpa Israel por maioria de ataques à entidade em Gaza
Um relatório apresentado ontem pelas Nações Unidas culpa os militares israelenses por seis dos nove casos em que pessoas refugiadas em instalações das Nações Unidas foram feridas ou mortas durante o confronto na Faixa de Gaza, entre dezembro e janeiro deste ano. Sobre o episódio do bombardeio a uma escola, em que cerca de 40 pessoas morreram, a ONU rejeitou a alegação de Israel de que militantes do Hamas estavam atirando contra refugiados. O governo israelense, relata a BBC Brasil, considerou o documento “extremamente parcial”.

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