domingo, 10 de maio de 2009

Lançamento da construção da Casai em Canarana

Publicado por Kassu - 10/05/2009 às 20h26
AGUA BOA NEWS



Os índios xinguanos receberam na última sexta-feira, 1°/maio, vários investimentos em saúde. As 10h00, aconteceu no bairro Morada do Sol, na cidade de Canarana, o lançamento da construção da nova Cassai (Casa de Apoio a Saúde Indígena), um investimento de um milhão e meio de reais, que deve levar um ano para ficar pronta. Os investimentos são da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio da Coordenação Regional de Mato Grosso (Core/MT), em parceria com a Prefeitura Municipal. O objetivo da Casai é de abrigar índios doentes e dar um pronto atendimento, antes de encaminhar os casos mais graves para o Sistema Único de Saúde (SUS). Nas palavras do chefe da Dsei Xingu, Jamir Alves Ferreira, “até que enfim os índios terão uma casa digna para serem atendidos”. Seguindo a programação, depois de um almoço de confraternização, foi inaugurado o sistema de abastecimento de água e seis unidades básicas de saúde em aldeias do Parque do Xingu.

Para Pablo Kamaiurá, representante do Condisi, a “comunidade indígena elegeu Canarana para ser referência no atendimento à saúde do índio”. O cacique Aritana Yawalapiti, presidente do Ipeax, disse que “Canarana é a entrada e a saída para o Parque do Xingu. O índio Efuká, falou que as autoridades do município têm recebido muito bem os índios, “que também estão trazendo o desenvolvimento para Canarana, e isso é bonito”. Segundo o índio Andubá Suyá, ele pensou que a Casai nunca ia sair. “Até que enfim vamos construir”, colocou. Ele também agradeceu o prefeito Walter Faria, que reconheceu a situação indígena e doou o terreno para a construção. O representante da FUNAI, Kokoti Aweti, resumiu “que a hora era de agradecer a todos que lutaram para a vinda da Casai”.

O presidente da Câmara Municipal, Maurão, colocou que todos os vereadores são parceiros para projetos como esse. “É uma satisfação para nós que essa casa seja construída em Canarana”, comemorou. O prefeito Walter Faria, assim como os demais, falou que o atual local onde a Casai funciona, não é adequado. Ainda informou que a Prefeitura Municipal doou 18 lotes para a obra, projeto que foi aprovado pela Câmara de Vereadores. “Somos parceiros e nos sentimos muito orgulhosos de mais essa obra, que vai trazer melhorias a saúde do índio. E isso tem um significado muito grande também para o município, pois gera emprego e renda”, disse, destacando o valor da obra. Walter Faria também fez um pedido para que a construtora que ganhou a licitação, contrate pessoas de Canarana para trabalharem na obra.

Marco Antonio Stangherlin, coordenador Regional da Funasa no Mato Grosso, relatou que eles vieram para o lançamento da construção, mas vão voltar para a inauguração. “Esse momento é importante, principalmente pra mim, porque foi bastante luta”, admitiu. Ele também anunciou que já estão garantidos R$ 250 mil para a compra de equipamentos à nova Casai. O diretor de Saúde Indígena da Funasa, Wanderley Guenka, falou que o presidente da Funasa, Danilo Fortes, está sensibilizado com as causas indígenas. “Estamos lançando obras em quase todo o Brasil”, colocou, acrescentando que esse investimento também se dá em veículos, para facilitar a locomoção dos índios, que estão em áreas de difícil acesso. Para Faustino Filho, diretor Executivo da Fundação, a Funasa tem se empenhado cada vez mais na saúde indígena. “Só é possível construir em parceria. A obra não beneficiará somente os índios, mas todo o município”, finalizou.

Na parte da tarde, as autoridades viajaram para o Parque do Xingu, onde foi inaugurado o sistema de abastecimento de água na aldeia Morena, da etnia Kamayurá. A rede é composta de um poço artesiano, torneiras e um reservatório com capacidade para armazenar 20 mil litros de água potável. Além disso, foram inauguradas seis Unidades Básicas de Saúde, mais conhecidas como Postos de Saúde, que foram construídas nas aldeias Guarujá, Ilha Grande, Capivara, Tuba-Tuba, Tuiararé e Morena. Os postos beneficiarão as etnias Kamayurá, Kaibí e Juruna, que somam cerca de mil índios. A série de eventos foi finalizada com uma visita ao Pólo Base Pavuru, das etnias Ikpeng e Moigú. (Da Redação).

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