sábado, 16 de maio de 2009

Produtores rurais devem se unir para gerenciar modais alternativos

Publicado por Kassu - 16/05/2009 às 15h35
AGUA BOA NEWS



CANARANA - Os produtores rurais de Canarana e região pontuaram a urgência de investimentos em alternativas de modais de transporte, como o ferroviário e hidroviário, para que os sojicultores do Mato Grosso se tornem mais competitivos. O assunto foi debatido durante o 4º Circuito Aprosoja, etapa Leste, que ocorreu na noite de quarta-feira, 06/maio, no Sindicato Rural de Canarana.

De acordo com o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, em média 35% da renda dos produtores rurais fica comprometida por causa do custo de escoamento da produção, que inclui os gastos com frete. “O momento de crise também serve para apresentar ao governo propostas de modais alternativos. Por isso criamos a Cooperativa Mista de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Cooprosoja), uma cooperativa de negócios. O objetivo principal é que os produtores tenham condições de disputar a concessão de subtrechos de ferrovias que estão incluídas no Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), das que não estão no plano, e também participar da construção de novos portos. Enfim, temos que participar dos processos”, acrescentou Glauber.

O desenho atual da ferrovia Leste/Oeste prevê terminais em Lucas do Rio Verde, Campos de Júlio, Água Boa e Cocalinho, em Mato Grosso, com ligação com a estrada de ferro entre Uruaçu (Goiás) e a região produtora de Vilhena, no sul de Rondônia.

Com a administração de trechos pelos próprios produtores rurais, será possível inclusive importar fertilizantes e em troca exportar a soja pelos trilhos da ferrovia. A Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq/Cepea/USP) já trabalha com um formato de escoamento da produção da Leste/Oeste. O formato está sendo chamado de espinha de peixe, é possível fazer a distribuição espacial dos armazéns em microrregiões pela qual a ferrovia irá cruzar.

O vice-presidente Leste da entidade, Marcos da Rosa, lembrou que a Aprosoja desenvolve o projeto de pesquisa de fósforo para descobrir a viabilidade econômica do minério. Comprovada esta viabilidade, por meio da Cooprosoja os produtores terão a chance de controlar a exploração de minas existentes em Mato Grosso. “Não podemos mais perder as concessões de minas para as empresas estrangeiras. Só com o produtor à frente do negócio é que teremos rentabilidade”, colocou.

O presidente da Aprosoja frisou ainda que em curto prazo as entidades de classe reivindicam que o subsídio ao frete para escoamento da produção de soja e milho de Mato Grosso seja uma das prioridades do Governo Federal para a safra 2009/2010. ( O Pioneiro)

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