Na véspera da cassação de Ralf, Adevair amarela e pede licença
Por Rubens de Souza
Edição: Meider Leister
Quinta-feira será o dia D para o vereador Ralf Leite (PRTB), que pode ser cassado por seus pares na Câmara Municipal de Cuiabá, por decoro parlamentar. Mas um vereador não estará presente na sessão que vai definir o destino do vereador, em voto aberto. É Adevair Cabral (PDT), que nesta terça-feira resolveu pedir licença de 120 dias.
A decisão do vereador Adevair Cabral em se licenciar horas antes da votação, que pode marcar a história da Câmara de Cuiabá, chegou a surpreender não só a classe política como muitos eleitores que confiavam ao parlamentar uma postura mais exemplar e política, cumprindo seu dever de analisar e julgar um de seus pares.
Na manhã desta terça-feira, quando foi confirmado o pedido de licença de 120 dias, o comentário na Câmara Municipal era de que Adevair simplesmente “amarelou” ao resolver deixar o cargo na véspera de uma votação tão importante. “Ele mostrou que não tem capacidade para o cargo. Não suportou a pressão da sociedade que exige a cassação de um vereador acusado de pratica sexual com um menor de idade. Ele não tem compromisso com a sociedade. Ele amarelou”, alegou um eleitor, que constantemente está na Câmara, acompanhado os trabalhos dos vereadores. Em seu lugar vai assumir o professor Sérgio Cintra.
Na volta do recesso, a Câmara, além de ter recebido o pedido de licença de Adevair Cabral, mostra que os dias estão contados para Ralf Leite. Em conversa, o portal de notícias 24 Horas News constatou que vai ser quase uma unanimidade a cassação de Ralf. Isso porque o voto será mesmo aberto e nenhum vereador, em virtude da forte pressão popular que exige uma resposta imediata contra o fim do decoro parlamentar, não se mostra em posição de ir contra o clamor do eleitor.
A sociedade cuiabana está de olho para ver as atitudes dos vereadores para o "caso Ralf". Foram seis meses de muitas conversas, acusações, articulações, tempo também em que o legislativo ficou totalmente num só foco de denúncias. Assim, é o momento para que a Câmara possa dar como resposta que querem a moralidade da casa.

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