quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Perdendo R$ 1 bi por ano, MT terá movimento para melhorar logística

Agência Estado
Publicado por Meider Leister

Produtores, indústria, governo de Mato Grosso e parceiros do agronegócio preparam o Movimento Pró-Logística, que será lançado na quinta-feira, dia 20. A iniciativa tem o objetivo de encontrar alternativas aos gargalos logísticos que geram perdas e aumentam os custos de produção no Estado. Segundo estimativas de sojicultores, Mato Grosso deixa de arrecadar cerca de R$ 1 bilhão por conta da infraestutura logística precária.

Há consenso entre a cadeia produtiva de que é necessário diversificar os sistemas de escoamento da produção por meio de ferrovias e hidrovias, transportes de baixo custo.

Mato Grosso é o maior produtor de soja do País. Cerca de 50% da produção é transportada apenas por caminhões até os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), os principais canais de exportação da safra brasileira. Na avaliação do gerente da Comissão de Logística da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja) e um dos coordenadores do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, o melhor canal de escoamento da safra local é a Hidrovia Teles Pires-Tapajós, que permitiria levar o produto até o porto de Vila do Conde, no Pará.

"Com a Teles Pires-Tapajós, haveria uma redução de até 70% no custo de frete", calcula. No entanto, Ferreira ressalta que seria necessário construir eclusas para tornar viável a navegação em alguns trechos.

Os produtores também reclamam dos altos preços do diesel no Estado. Levantamento mensal do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial, da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP), confirma que o litro do combustível varia entre R$ 2,30 e R$ 2,40 no Estado, o valor mais caro no Brasil, atrás apenas de Mato Grosso do Sul e do Pará. Os coordenadores do movimento calculam que a commodity perde cerca de 30% do seu valor por conta do elevado custo de frete, enquanto no Paraná a perda é de 7%. A meta do grupo é reduzir em US$ 20 por tonelada o valor do frete, que está em torno de R$ 180 por tonelada.

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