terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Empresa amazonense investiu R$ 3 milhões para criar telhas de plástico reciclado semelhantes às de cerâmica, porém mais leves e duráveis

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios Online
Edição: Meider Leister

A ideia de fabricar telhados a partir de garrafas PET é resultado de inspiração e, acima de tudo, de muito trabalho. O engenheiro eletrônico Luiz Antonio Pereira Formariz, de 34 anos, pesquisou por dois anos antes de tornar-se empreendedor. Há 12 anos criou a Telhas Leve, em Manaus, no Amazonas, com investimento de R$ 3 milhões, para produzir telhas a partir de plástico reciclado. As peças pesam um décimo das feitas de barro. A durabilidade é, no mínimo, o dobro da tradicional, mas pode ser até cinco vezes maior.

Com 80 representantes no país, a empresa fabrica 30 mil telhas por mês e fatura R$ 1,3 milhão por ano. A inovação custa ao consumidor duas vezes e meia o preço das telhas convencionais. No entanto, a estrutura de sustentação do telhado sai por um quarto do preço da tradicional. A companhia afirma que a economia com a estrutura compensa o valor maior da cobertura. “O mercado para esse tipo de produto cresce pouco, mas de maneira consistente. Falta mudar a cultura da construção”, afirma Formariz.

ANTI-UVAs telhas recebem tratamento contra radiação solar para assegurar a durabilidade. A fixação é feita com pinos e abraçadeiras que acompanham os lotes

TELHADO COLORIDOA companhia fabrica telhas em cinco cores. A marrom-cerâmica reproduz com fidelidade o tom das peças tradicionais, feitas com barro
EMPREGOS INDIRETOSA empresa adquire 50 toneladas de garrafas PET por mês de 65 cooperativas de catadores em Manaus. A atividade beneficia famílias inteiras, totalizando 400 pessoas
PRODUÇÃO ENXUTA Cada injetora elétrica leva 30 segundos para fabricar uma telha. O plástico é lavado, moído e segue para as máquinas, que derretem e inserem o material dentro dos moldes

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