sábado, 24 de abril de 2010

Jornalismo e a verdade absoluta

* Por Laércio Guidio


Lembro que na época da faculdade éramos obrigados a ler o livro de Clóvis Rossi “O que é jornalismo?”, um livro para mexer com o imaginário sobre a profissão. Um exemplo disso, logo nas primeiras páginas, quando diz que jornalismo é “uma fascinante batalha pela conquista de mentes e corações”. Mas a questão é: conquistar para que? Ou para quem?

Todo jornal é antes de tudo uma empresa, e todo jornalista é antes de tudo um operário; funcionário de uma empresa que tem sua linha editorial, ou seja, o manual de conduta, a alma, aquela que ninguém vê “com os olhos”, mas sente na carne.

Em ano eleitoral é fácil notar as tendências dos jornais, a verdade no jornalismo é subjetiva, ela pode assumir várias faces.

Não digo que o jornalista exerce a aptidão de Pinóquio, mas talvez sim a de Gepeto, pode não mentir, mas “controla” as palavras de acordo com as vontades e as “verdades” da empresa em que trabalha.

Daí a frase que - a liberdade de imprensa é questionável; é mais verossímil dizer liberdade de empresa.

Cada veículo de informação informa da maneira que melhor convêm, uma rápida passada de olho nas prateleiras das bancas de jornal, ou uma navegada por vários portais de comunicação, é fácil ver um político ir “do céu ao inferno”.

Quem realmente diz a verdade? Essa pergunta deve inquietar a maioria dos leitores.

A resposta é: Depende, a verdade é talvez a “coisa” mais subjetiva que se tem (na) notícia.

*Laércio Guidio – Jornalista, com extensão universitária em Fundamentos Semióticos e metodológicos para o ensino de textos.

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