sexta-feira, 27 de agosto de 2010

HIDROVIA: UM CAOS NO ARAGUAIA

Por Áquila Junior - 3º ano A1 – 1° lugar Gênero Artigo de Opinião - Publicado por Kassu em 27/08 às 00h11

São Félix do Araguaia é uma pequena cidade no interior de Mato Grosso, com uma população de apenas 10.713 habitantes (IBGE – 2007), conhecida principalmente por suas belas praias e pelo famoso rio Araguaia.

Em 1995, o Governo Federal criou o Projeto de Construção “Hidrovia Araguaia Tocantins” (HATO) com o objetivo de reduzir os custos no escoamento da produção de soja no Centro-Oeste do país e, caso este projeto venha a ser aprovado, a hidrovia irá passar por 05 (cinco) Estados em que se localizam as 10 (dez) áreas de conservação, incluindo a maior ilha fluvial do mundo: a Ilha do Bananal.

Penso que o Projeto HATO não pode e não deve sair do papel, pois, caso isso aconteça, esta construção irá incentivar ainda mais a destruição, a concentração de poder, terra, renda e irá “estrangular” a agricultura familiar.

Minha concepção é a de que tal projeto não deva ser implantado de forma alguma, já que, sob todos os pontos de vista apresentados, sua implantação causará graves danos a ecossistemas preciosos por suas diversidades, tanto na fauna como na flora, pois os problemas serão imensos, o quanto nossa imaginação nem consegue prever.

O projeto não causar não somente impactos ambientais, mas também sociais e econômicos sobre as populações (comunidades ribeirinhas, pescadores que sobrevivem da pesca, entre outros) que sofrem influência do projeto.

O fato também da necessidade de realizar 87 (oitenta e sete) explosões de dinamite, com o objetivo de destruir diques naturais de formações rochosas faz-me posicionar contra essa construção, pois com a remoção das rochas poderá causar grandes mudanças hidrológicas na biologia de importantes ecossistemas de pântanos situados ao longo do curso do rio afetando lugares com o pântano do rio e a Ilha do Bananal.

A fauna, a flora, o extrativismo e a população serão afetados pelo projeto de construção da hidrovia, onde o autoritarismo é a única regra e a população nativa da região será absolutamente desconsiderada, pois o projeto só prevê a concentração de poder, renda e terra.

Com esse empreendimento serão afetadas 35 (trinta e cinco) áreas indígenas, com uma população de 10.000 (dez mil) indivíduos. Motivados pela ameaça de extinção, as lideranças das tribos indígenas que estão sob ameaça se reuniram e fizeram um manifesto em oposição ao projeto dizendo que: “o projeto só prevê produção de soja. Isso só serve para engordar porco e galinha na Europa”. Nesse manifesto, os índios deixam uma pergunta que nos faz pensar: “Será que isso vale mais do que nossos rios, nossas vidas, matas e peixes?" (http://www.bicopapagaioam.hpg.com.br/txt2_meio_hidrovia.htm).
Apesar de que a hidrovia será apenas uma faixa imaginária situada sobre o rio por onde circulam as embarcações, ocorrerão diversos impactos ambientais (mortes de animais e peixes, desmatamentos, etc), não só para todos os seres do rio, mas sim para a população em geral.
Portanto, o rio Araguaia é uma beleza nata que não deve ser prejudicada por uma mera hidrovia e nós devemos intervir contra essa abominação do projeto HATO, pois mais vale ver o reflexo da lua no Araguaia, as matas tão verdejantes, as águas do Araguaia, as diversas espécies de peixes e animais, as praias lindas e encantadoras... do que ver todas essas belezas se destruírem com o passar dos tempos

Por Jhonny C. Luz - 2º A – 2 – 2° lugar Gênero Artigo de Opinião

S.O.S. atenda o pedido de socorro da natureza.
Moro na cidade de São Félix do Araguaia, em Mato Grosso. É uma típica pequena cidade conservadora onde vivem famílias tradicionais e imigrantes. É uma cidade ainda bem verde, pois não é muito urbanizada. Nos períodos de julho, somos privilegiados com as belíssimas praias de água doce, que são visitadas por turistas nacionais e até internacionais.

Nossa cidade possui uma rica vegetação de cerrado e uma belíssima fauna, sendo possível ver as margens do rio, aves em busca de seu alimento, bem como uma vasta espécie de peixes e muitos animais terrestres.

Mas, todo esse recurso natural está sendo ameaçado pelos próprios moradores da cidade que desrespeitam o nosso habitat, jogando lixo em todo o lugar, principalmente às margens do rio. Penso que os humanos são seres rudes e ignorantes, pois são os únicos seres que não cuidam e destroem o lugar onde vive. O mais frustrante é saber que não é por falta de informação que isso acontece e sim por falta de consciência. Por exemplo, todos sabem que alguns objetos levam anos para se decomporem e os danos ao meio ambiente são muito graves.

Ninguém quer ser tachado de poluidor, causador do aquecimento global. Mas, já parou para pensar se aquela bituca de cigarro esquecida no chão por você não foi a causadora de um grande incêndio? Ou se aquele copo descartável que você jogou no rio pode ter contribuído com as enchentes?

Assim, é hora de revermos nossos conceitos e fazer algo para melhorar nosso ambiente e a cidade em que vivemos. Se cada um tomar consciência que devemos respeitar a natureza e fizermos nossa parte, podemos dar um outro rumo ao futuro, garantindo uma vida melhor para nós e as gerações seguintes.
Está na hora de atendermos ao pedido de socorro do meio ambiente, não agredindo a natureza e ter uma consciência limpa!

*Os autores Áquila Junior e Jhonny C. Luz, são alunos da Escola Tancredo Neves em São Félix do Araguaia (MT)

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