quarta-feira, 4 de maio de 2011

Governo reduz importação de etanol e acelera a da gasolina - Joelmir Beting

Escrito por Joelmir Beting   
Dom, 01 de Maio de 2011 15:43
O Banco Central projetou nesta quinta-feira um reajuste da gasolina no atacado, até dezembro, de apenas 2,2%. Análise ou torcida?

O que não dá para projetar é o preço do etanol, que é decisão de mercado e não de governo.

Pelo sim, pelo não, o governo ensaia anunciar, nesta virada do mês, a redução da mistura carburante de 25% para 20%.Medida de cobertor de pobre: reduz a importação de etanol e recomeça a importar gasolina.

Acredite quem quiser: estamos importando 500 milhões de litros do etanol americano de milho, duas vezes mais caro que o nosso etanol de cana.

Quer dizer: é pra inflacionar ou pra desinflacionar os preços do álcool no país? Confesso que não saquei a lógica da coisa até agora.

IGP-M DE ABRIL: 0,45%


Saiu o Índice Geral de Preços-Mercado de abril: 0,45%, bem menos que o 0,62% de março. No ano, o IGP-M, usado na correção de contratos e aluguéis, acumula alta de 2,89 e, em 12 meses, de 10,60%. Em todo 2010, a alta foi de 11,32%.

O IGP-M é calculado pela FGV com base em preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. É formado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA, 60% do total), cuja variação em abril foi de 0,29% e no ano, de 2,92%, pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC, 30%), com 0,78% e 3,19%, e pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC, 10%), com 0,75% e 1,96%, na mesma ordem.

De março para abril, baixou o ritmo de preços no atacado (de 0,65% para 0,29%), mantendo-se em alta o do varejo (de 0,62% para 0,78%) e o da construção civil (de 0,44% para 0,75%). No IPA, o acumulado em 12 meses está em 12,97%. No IPC, em 5,79% e no INCC, em 7,01%. Leia IGP-M DE MARÇO FICA EM 0,62%.

O recuo no ritmo do IPA veio com baixa (de 0,61% para -0,57%) no preço das matérias-primas brutas - algodão, laranja e café, que compensaram altas na soja, na cana e na carne de suínos. Também foi menor a variação no preço dos bens finais (de 0,77% para 0,71%), com destaque para os alimentos in natura (de 7,37% para 4,68%), com estabilidade na evolução do custo dos bens intermediários (0,57% e 0,58%).

No varejo, a escalada de aumento foi detectada em cinco dos sete grupos componentes, com destaque para transportes (de 1,15% para 1,75%), por conta do preço maior de gasolina (de 0,89% para 4,32%) e etanol (de 6,73% para 13,45%). Também houve alta na alimentação (de 0,69% para 0,87%), no vestuário (de 0,78% para 1,02%), em saúde (de 0,62% para 0,86%) e na educação, leitura e recreação (de 0,18% para 0,39%). Houve recuo em habitação (de 0,47% para 0,37%) e nas despesas diversas (de 0,49% para 0,45%) - como TV por assinatura (de 0,19% para -0,15%).

Na construção civil, só se acelerou o custo da mão de obra, mas o ritmo foi tão forte que repercutiu no índice total, subindo de 0,27% em março para 1,16% em abril. Não adiantou a alta no gasto com materiais e equipamentos ter caído de 0,64% para 0,40%, nem a dos serviços ter recuado de 0,46% para 0,21%.

Nos supermercados
A Associação Brasileira de Supermercados divulgou sua pesquisa de preços, calculado pelo valor médio de 35 produtos considerados de largo consumo, medido pela GfK: de fevereiro para março, queda de 0,43% com a cesta valendo R$ 297,39. Comparada à de março 2010, ficou 8,35% mais cara, agora.

Maiores altas em março: cebola (22,56%), batata (17,94%) e tomate (11,93%). Maiores quedas: pernil (-3,95%) e feijão (-3,53%).

As vendas reais cresceram 1,94% na comparação março/março e 9,28% de fevereiro para março, graças ao maior número de dias úteis. No trimestre, aumento de 2,79% sobre o do ano passado, graças ao efeito sazonal da Páscoa.

Sem os efeitos sazonais, a Abras diz estar-se mantendo a tendência iniciada no segundo semestre de 2010, de ligeira desaceleração e estabilização no patamar atual. Abril deve fecgar com mais dinamismo, de volta ao começo do ano, quando as vendas reais acumulavam alta de 3,2%.

E na construção civil
Na indústria de materiais de construção o otimismo se mantém, informa oTermômetro Abramat, pesquisa da Associação Brasileira da indústria de Materiais de Construção entre seus associados: para 85% dos ouvidos, o mês tem desempenho de bom a muito bom (90% em março). Para maio, 83% esperam o mesmo desempenho em suas vendas internas. Quanto às exportações, o ânimo é apenas reguilar, com o número de otimismas baixando de de 39% para 35% e o de pessimistas avançando de 22% para 26%.

Em abril, para 64% dos empresários eram positivas as ações do governo federal previstas para os próximos 12 meses (61% em março), mesmo com as medidas de restriçãoà demanda.

Assim, a intenção de investir permanece estável em 74% (66% um ano antes) e o nível médio de utilização da capacidade instalada continua em 87% desde janeiro.

QUEM TEM MEDO DO COMBATE À CORRUPÇÃO?

Eduardo Militão informa, no site Congresso em Foco, com dados da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção: nada menos de 116 propostas de combate à corrupção foram levadas ao Congresso Nacional há tanto tempo que 17 já foram arquivadas e as 99 restantes dormem enquanto esperam, sem muita esperança, entrar na pauta da Câmara e do Senado.

Das sobreviventes, metade aumenta as punições de corrupto e corruptor e de quem desvia dinheiro público ou comete improbidade administrativa. A maioria tenta acabar com a prescrição de prazo ou reduzir esse prazo, além de tornar certos crimes inafiançáveis e obrigar o governo a ser mais transparente em seus gastos. E os políticos, em suas contas das campanhas eleitorais.

Duas das propostas em levitação propõem tirar das mãos dos governadores e de membros do Legislativo a indicação de membros dos tribunais de contas e dos procuradores gerais dos Ministérios Públicos estaduais. O detalhe: atualmente, a maioria dos 189 conselheiros e ministros de contas é formada por ex-vereadores, ex-secretários e demais ex-autoridades.

Algumas das propostas estão há três ou quatro anos sem definição de relator e a demora, segundo consta, é falta de interesse dos parlamentares - ou por ameaçar interesses particulares dos parlamentares.

Sem mistério: levantamento recente do Congresso em Foco mostra que 168 (28%) dos 594 senadores e deputados são alvo de 396 inquéritos e ações penais apenas no Supremo Tribunal Federal.

Outra causa desse rema-rema é o fato de CPIs, Conselhos de Ética e os requerimentos de informação e de convocação de autoridades não funcionarem efetivamente e acabarem com resultados pífios - às vezes, até por interferência do Legislativo, segundo uma ala de parlamentares.

JUROS NO JAPÃO
Ontem, 27, foi o Fed. Hoje, 28, foi a vez de o Banco do Japão mantera taxa básica de juros entre zero e 0,1% ao ano. O BC japonês também confirmou a ajuda para as regiões atingidas pelo terremoto+tsunami de março, de 1 trilhão de ienes (US$ 12 bi) a juros anuais de 0,1% para empresas financeiras com filiais nas áreas afetadas. Cada banco poderá receber até 150 bilhões de ienes (US$ 1,8 milhão). Não foi aprovada a proposta de aumento, de 10 trilhões para 15 trilhões de ienes para o programa de compra de ativos.

Aperto moderado 1
No Brasil, saiu a ata do Comitê de Política Monetária de abril, que elevou a Sselic para 12% ao ano (antes, estava em 11,75%). Pela leitura da ata, o mercado anteviu estratégia do BC para sintonia fina dos juros, baseado no cenário de inflação, prevedo-se apenas mais uma alta, também de 0,25 ponto, em junho.

Aperto moderado 2
Na ata, também se indica estar em curso um ciclo de aperto monetário mais prolongado, com previsão de mais "ações convencionais de política monetária" e "moderação na concessão de subsídios por intermédio de operações de crédito", chamando a atenção para a importância da política fiscal para a convergência da inflação no ano que vem.

Gasolina mais cara
Quanto aos preços, a novidade desta ata do Copom é a projeção de aumento no custo da gasolina, de 2,2% neste ano, sem alteração no de gás de cozinha. Para as tarifas de energia elétrica e telefonia foram mantidas as previsões de alta de 2,8% e de 2,9%, respectivamente. No conjunto de preços administrados, assim, a estimativa agora é de aumento de 4,3%, pouco acima dos 4% de antes.

Menos etanol
De seu lado, a Agência Nacional do Petróleo reafirmou estar em curso estudo sobre a redução de mistura de etanol à gasolina, atualmente em 25%. O tema está na pauta da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, desta quinta, 28.

Vai cair 1
Para o setor do agronegócio, a volatilidade nos preços do etanol deverá continuar por 45 dias, quando ganhará ritmo a corte de cana na atual safra. Os preços do açúcar já caíram e em seguida cairão os do etanol, segundo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura a consultor da FGV.

Vai cair 2
Para o Ministério da Fazenda, depois de reunião com a Unica, entidade dos produtores de cana, açúcar e álcool, Bittencourt, a queda será mais forte em maio, "final do período crítico da oferta do produto".

PIB dos EUA: 1,8%
O PIB dos EUA subiu 1,8% no primeiro trimestre em relação ao trimestre final do ano passado, informa o Departamento do Comércio. Baixaram os gastos do governo, em 7,9%, o maior recuo em mais de dez anos. Os gastos nacionais com defesa diminuíram 11,7%. E os das empresas, 1,8%.

Inflação: 3,8%
O consumo interno (70% do PIB) avançou 2,7% de janeiro a março, as exportações cresceram 4,9% e as importações, 4,4%. O setor imobiliário recuou 4,1%. E o índice de preços ao consumidor subiu 3,8% no primeiro trimestre deste ano, bem mais que o 1,7% do quarto trimestre de 2010.

PIB da China: 9,3%

Relatório trimestral do Banco Mundial elevou a projeção para expansão do PIB da China de 8,7% para 9,3% neste ano e de 8,4% para 8,7% em 2012. Para a inflação, o BM prevê alta de 5,0% este ano e de 3,4% em 2012. Antes, 3,3% nos dois anos.

Proteção contra a China 1
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos protocolou no Ministério do Desenvolvimento três pedidos de adoção de salvaguardas contra a China - para chaves de fenda, guindastes e válvulas borboleta. Mais 17 pedidos serão apresentados pela entidade contra a China, pois, na média, o preço no Brasil por quilo de máquina chinesa está em até US$ 6, considerado irreal pela Abimaq.

Proteção contra a China 2
A Abimaq também pediu ao Ministério do Trabalho e Emprego medidas para que as máquinas importadas sejam sujeitas às normas de segurança exigidas das brasileiras.

Import & export
No primeiro trimestre do ano, as importações de máquinas somaram US$ 6,7 bi, com expansão de 32,6% sobre o de um ano antes. E as exportações, US$ 2,6 bi, com avanço de 35,5% na mesma comparação. Os EUA e a China são os maiores exportadores e a fatia da China está em alta acelrada: 53,5%. Neste primeiro trimestre, num total de US$ 965,9 milhões.

Faturamento
De janeiro a março, a indústria de bens de capital faturou R$ 18,3 bi, com aumento de 4,6% sobre o de um ano antes. Em março, R$ 7,2 bi, ou 3,5% menos que um ano antes, mesmo se 25,2% acima do de fevereiro (www.joelmirbeting.com.br)

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