terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sertanista explica por que matou onça-pintada na fronteira Brasil-Peru

POR JOSÉ CARLOS DOS REIS MEIRELLES
Direto da Frente de Proteção Etnoambiental, na fronteira Brasil-Peru


Oi, Altino, é bom que se diga que a morte da onça seja creditada a mim e a nossos mateiros.
Se o cachorro não estivesse dormindo a cinco metros de dois soldados que estavam de guarda, fora de casa, teríamos um soldado da Força de Segurança Nacional morto ou gravemente ferido.
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As pessoas criadas na cidade, que pouco conhecem de mata, podem nos achar uns predadores. Só que por aqui ou você preda ou é predado.
Não dá pra levar um papo com a onça na porta de casa. As onças aqui não falam português. A vida por aqui pode ser dura e seca. Às vezes você tem que decidir se mata ou morre.
Fiz o e-mail e mandei as fotos pra você na tentativa de mostrar o quanto somos vulneráveis, pois nem arma podemos portar, oficialmente.
A natureza por aqui nos coloca ora caçadores, ora caça. Não tem meio termo, dardinho tranquilizante, ou telefonema pro Ibama.
Além dos traficantes que resolveram estar por aqui, nas terras dos isolados.
Se puder e quiser, gostaria que você esclarecesse isso.
E que o pessoal da Força Nacional de Segurança não ajudou, em hora nenhuma, a matar a dita onça.
Uma pintada rosnando ao matar um cachorro a cinco metros deles, parece ser uma situação nova. O susto foi bem grande.
Um abraço.
Foto: José Carlos dos Reis Meirelles/Divulgação

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