quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dez perigosíssimos invertebrados

Por em 9.02.2013 as 17:15
Muito já foi escrito sobre criaturas da natureza que, apesar de pequenas, são capazes de infligir sérios danos à pessoa que tiver a má sorte de dar de cara com elas. Mas geralmente pensamos em animais com certa complexidade no organismo. O perigo, no entanto, pode vir de bichos que nem chegam a ter sistema ósseo. Eis uma lista com dez destas ameaças sem esqueleto:

10. Ouriço-de-fogo

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Passar as férias no Havaí ou na Austrália é um lazer que envolve alguns riscos. Um deles é pisar em um ouriço-de-fogo (Astropyga radiata), que habita as águas do Pacífico. Com um corpo que não passa de 20 centímetros, ele tem espículas com até um quarto deste comprimento. Quando alguém pisa um ouriço-de-fogo, as espículas entram na pele e liberam uma toxina que tem poder paralisante e pode causar queimaduras gravíssimas.

9. Barata d’água

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Imagine um inseto tão grande e poderoso que tem uma dieta à base de filhotes de tartaruga e de cobra. Há várias espécies destes temidos predadores, que fazem parte da família Belostomatidae. Eles vivem em água doce e estão presentes em quase todo o planeta, de modo que muitas pessoas já sentiram a dor de levar uma picada, geralmente no dedão do pé. Em 1990, todas as picadas de inseto foram escalonadas de acordo com a dor que infligem ao ser humano. É o chamado índice de dor das ferroadas de Schmidt. As baratas d’água são nível 4, o pior possível (a título de comparação, vespas não passam do nível dois).

8. Moscas pretas

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Muitos insetos vivem de picar mamíferos e sugar um pouco do seu sangue. Mas a maioria deles apenas suga a quantidade que deseja e vai embora sem causar danos muito grandes. Não é o caso dos simulídeos, uma família que abrange mais de 1.750 espécies conhecidas como moscas-pretas (ou borrachudos, em algumas regiões do Brasil). Quando ataca a vítima, um simulídeo injeta nas veias uma substância anti-coagulante que faz muitos animais sangrarem até a morte. Seres humanos, inclusive.

7. Megalopyge opercularis

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Mariposas passam a imagem de insetos irritantes, que voam ao redor das lâmpadas, mas não oferecem real perigo. Tal estereótipo é quebrado com a Megalopyge opercularis, um bizarro inseto que parece um gatinho coberto de pelos. Os “pelos”, no entanto, são na verdade espinhos carregados de veneno. Na pele humana, este líquido produz verrugas estranhas, que pioram em formato e doem mais à medida em que não se retiram os espinhos.

6. Verme-do-fogo

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Em 2009, a população animal de um tanque marinho em Newquay (Grã-Bretanha) começou a ser trucidada. Peixes apareciam feridos e corais eram totalmente destroçados. O culpado, conforme descobriram depois de algum tempo, era um anelídeo com verdadeiro potencial assassino. Dono de mandíbulas fortes e espículas venenosas, o verme-de-fogo é capaz de retalhar em pedaços presas de tamanho muito maior. Aproximar a mão de um bicho destes pode significar facilmente a perda de alguns dedos.

5. Lagosta Gigante da Tasmânia

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A ilha de Tasmânia é conhecida pelo célebre animal que virou desenho animado. O pobre diabo da Tasmânia, contudo, não é nada perigoso perto de um outro habitante do local: Astacopsis gouldi, mais conhecido como lagosta gigante da Tasmânia. Trata-se de um artrópode que parece uma assustadora lagosta negra, pode passar de 70 cm de comprimento e tem a notoriedade de causar ferimentos horríveis às pernas de aventureiros que se deslocam pelos rios da região. Uma série de amputações já foi resultado de seus ataques. É o maior invertebrado de água doce do mundo, mas está em extinção.

4. Lula de Humboldt

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A Corrente de Humboldt, que passa pelo Oceano Pacífico, é o lar deste molusco que recebe um apelido bem menos amistoso: diabo vermelho. Esta lula é conhecida por uma característica não muito comum entre os animais de nossa lista: atacam em grupo. A vítima inocente (que muitas vezes é bem maior do que os 1,8 metros que a lula de Humboldt atinge) é geralmente cercada pelos diabos vermelhos, arrastada para as profundezas e de lá não tem chance de sair viva.

3. Corsário Negro

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Ele não passa de 5 centímetros de comprimento, mas sua picada é uma das mais doloridas conhecidas pela ciência. Seja qual for o ponto da pele humana atingida pelo corsário negro (Melanolestes picipes), a irritação é imediata, atingindo inclusive os tecidos que o veneno alcança.

2. Cerambicídeo gigante

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Tamanho não é documento no mundo dos insetos quando o assunto é perigo. Mas existe um besouro gigante que chega a passar de 17 centímetros de comprimento, o triplo de um besouro comum. Titanus giganteus tem uma mordida tão poderosa que corta galhos de árvore ao meio. Embora não sejam carnívoros (não atacariam uma pessoa em circunstâncias normais, portanto) podem muito bem fazer o mesmo com um dedo humano, por exemplo, se sentirem necessidade de se defender.

1. Besouro-roda

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São necessários vários meses para se curar completamente de uma picada deste inseto, que habita as florestas da América do Norte. A toxina liberada por Arilus Cristatus, em uma picada, tem simplesmente o poder de dissolver a carne humana. Embora não chegue a matar, deixa cicatrizes horríveis que jamais desaparecem. Para completar o caráter amedrontador deste inseto, seu corpo tem um apêndice sobre a cabeça que parece uma lâmina giratória, daquelas que cortam carne no açougue. Horripilante. [Listverse]

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