quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Vaga ao Senado divide PDT sobre alianças

Enquanto Zeca Viana diz que composição com o DEM está quase certa, Pedro Taques estreita relações como PTB. Siglas não abrem mão de candidatura


Jayme Campos e Serys Slhessarenko são tratados como prioridades dentro de suas respectivas siglas
THIAGO ANDRADE
Da Reportagem/Diário

A vaga de candidato ao Senado deve ser o principal “abacaxi” da candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao Palácio Paiaguás. Enquanto uma ala do partido tem o DEM, do senador Jayme Campos, como aliado de primeira hora, outra mantém conversas adiantadas com o PTB, que não abre mão d a candidatura da ex-senadora Serys Slhessarenko.

Presidente do PDT, o deputado estadual Zeca Viana é quem mais defende que a aliança com o DEM está praticamente concretizada. O deputado federal Júlio Campos, por sua vez, tem pontuado que a prioridade do partido é a reeleição de seu irmão, Jayme, ao Senado.

Do outro lado, o próprio Taques se articula para ter ao seu lado o partido comandado no Estado pelo ex-prefeito de Cuiabá, Chico Galindo. Os petebistas, todavia, já anunciaram que não abrem mão de tentar levar Serys novamente ao Congresso. Apesar disso, o ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, também tem dito que as conversas estão adiantadas.

Segundo Serys, a única possibilidade cogitada hoje no PTB é de uma aliança com Taques. Ela afirma que o partido tem conversado muito com o pedetista. Diz ainda que há grande chance de dividir o palanque com o senador nas eleições do próximo ano. “Temos andado pelo interior do Estado. O senador é um nome bastante comentado”.

A ex-senadora também relata, todavia, que em todas as conversas o partido tem evidenciado seu nome como prioridade para a disputa à única vaga ao Senado. Segundo ela, a legenda não cogita participar da chapa majoritária com candidato a vice, como chegou a ser ventilado no primeiro semestre do ano.

Já quanto ao DEM Taques não tem se manifestado com tanta veemência. No último dia 18, a sigla fez um encontro com filiados de todo Estado do qual o senador pedetista não participou.

A ausência chegou a ser criticada por outros líderes, como o deputado estadual Adalto de Freitas, o Daltinho (SDD), que questionou o fato de o senador não se fazer presente ao passo em que tenta arrastar o DEM para seu arco de alianças.

VAGA DE VICE – Paralelo a isto, Taques tenta encontrar um nome para a vaga de vice-governador em sua chapa. Segundo Zeca Viana, o partido procura alguém do interior e ligado ao agronegócio.

Ele sustenta que a necessidade de um nome ligado ao setor é devido à expressão que o agronegócio tem em Mato Grosso, já que é responsável por mais de 70% do PIB do Estado.

Um dos lembrados é o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PSDB). O grupo também cogita Adilton Sachetti (PSB) que já tem experiência no Executivo, foi prefeito de Rondonópolis.

PRESIDENTE – O segundo “abacaxi” que Taques terá que enfrentar é quanto à escolha de que candidato a presidente apoiar. Ele já não esconde o desejo de estar no palanque de Eduardo Campos (PSB), mas também pleiteia uma união com os tucanos, que devem lançar Aécio Neves à vaga.

Além disso, o PDT se reúne amanhã (31) para discutir se sai ou não da base da presidente Dilma Rousseff (PT), que deve buscar a reeleição. A medida tem resistência, uma vez que o partido comanda o Ministério do Trabalho, ocupado por Manoel Dias.

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