Decisões do TRE cassam mais três mandatos de vereadores do interior

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso decretou,em sessão plenária desta terça-feira (27), a perda de mandato eletivo por infidelidade partidária de mais três vereadores do interior do Estado.
Perderam os cargos os vereadores Wanderley Campagnoni, do PR de Brasnorte, José Luiz Bortolo, do PR de Primavera do Leste, e Francisco Ferreira Leite, hoje filiado ao PSDB do município de São José dos Quatro Marcos.
As decisões ocorreram por unanimidade, acompanhando os votos dos relatores e os pareceres do Ministério Público Eleitoral. Com a cassação dos três vereadores, sobe para 25 o número de políticos cassados em Mato Grosso por infidelidade partidária.
O vereador de Brasnorte, Wanderley Campagnoni, teve o mandato requerido pelo diretório municipal do PSDB, partido pelo qual foi eleito e se desfiliou para ingressar no PR. O juiz João Celestino, que havia pedido vista do processo, acompanhou o relator, juiz Alexandre Elias, pela cassação.
O vereador de Primavera do Leste, Wanderley Campagnoni, teve o mandato requerido pelo diretório regional do PP. O juiz Alexandre Elias, que estava com o pedido de vista dos autos, também votou pela cassação acompanhando o voto do relator, juiz José Zuquim.
Já o vereador de São José dos Quatro Marcos, Francisco Ferreira Leite, do PSDB, teve o mandato requerido pela comissão provisória do PP e a decisão final pela cassação acompanhou o voto do juiz relator Renato Vianna.
A conclusão do julgamento dos processos de perda de mandato por infidelidade partidária movidos contra Niche Paulo Mendes, vereador do município de Jangada, e Climério Dutra Ribeiro, vereador de Comodoro, foi adiada devido aos pedidos de vista do Juiz Alexandre Elias Filho.
Nos dois casos, os juízes membros do TRE divergiram do entendimento do juiz relator, Renato Vianna, que votou pelo arquivamento das ações. Vianna considerou como prova da grave discriminação pessoal os ofícios encaminhados pelos diretórios municipais dos partidos pelos quais os vereadores foram eleitos.
Nos documentos partidários, os presidentes dos partidos solicitaram o desligamento dos vereadores por divergência de entendimento e por condutas que não faziam parte do conteúdo programático dos respectivos partidos.
Da Redação
AGUABOANEWS com Olhar Direto

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