Mato Grosso está implementando ações na área de transplantes

JESIEL PINTO - Assessoria/SES-MT - A Secretaria de Estado de Saúde vem implementando atividades na área de transplantes, principalmente os de rins, córneas e enxerto ósseo para os quais o Estado está habilitado.
Neste ano, de acordo com os dados da Secretaria de Estado de Saúde, houve um salto quantitativo na execução dos transplantes de córneas. De janeiro a julho já foram realizados 103 transplantes. Nesta modalidade o ano de 2007 fechou com 153.
Já os transplantes de rins, onde o Estado necessita de equipe credenciada e de infraestrutura necessária, o que já conquistou no ano de 2008 com o credenciamento do Laboratório de Histocompatibilidade, teve uma nova investida, apesar das dificuldades na busca de equipes credenciadas.
Hoje, o Estado possui em funcionamento, e credenciada, apenas a equipe do Hospital Geral Universitário. A Santa Casa de Misericórdia, onde havia uma equipe credenciada a realizar o transplante de enxerto ósseo, ao expirar o prazo do credenciamento não manifestou interesse em continuar.
O Estado conversa com o Hospital Santa Rosa na busca de nova equipe. Em anos anteriores, o Santa Rosa tinha equipe credenciada e pediu descredenciamento. Agora o Governo tenta uma nova investida.
Mesmo estando hoje dotado de infraestruras que antes não havia, os números de 2008, para os transplantes de rim, demonstram o interesse do Estado em progredir com o serviço.
No ano de 2008 foram realizados quatro transplantes, dois no primeiro semestre e dois no início do segundo semestre do ano.Os transplantes renais realizados no primeiro semestre do ano aconteceram em 26 de abril e 26 de maio e os órgãos usados foram doados por dois pacientes vivos.
Já os transplantes de rins do início do segundo semestre de 2008 foram realizados no mesmo dia 03 de julho, um às 7h e outro às 14h, tendo sido os órgãos doados pelas famílias de pessoas falecidas.
Todos os transplantes foram realizados no Hospital Geral Universitário (HGU) e os transplantados, até a presente data, estão reagindo satisfatoriamente.
No ano de 2007 o Estado realizou 9 transplantes de rim, de doadores intervivos . “O Estado trabalhou muito no ano de 2007 para dotar os serviços de infraestruturas necessárias na questão laboratorial, aumentar o número de Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos e, acima de tudo, na sensibilização para as doações.
O fruto deste trabalho vamos colher agora e nos anos vindouros, a curto, médio e longo prazo. A busca de uma nova equipe credenciada ajudará o Estado a diminuir a fila, bem como a capacidade de aumentar a doação”, disse a coordenadora estadual da Central de Transplantes de Mato Grosso, Fátima Melo, lembrando que, atualmente, Mato Grosso tem uma lista de 602 pessoas aguardando um transplante de rim.
SENSIBILIZAÇÃO - A Coordenadora relatou que, em 2008, foram realizadas 103 transplantes de córnea, diminuindo para 190 o número de pacientes na fila de espera.
Ela contou que, no ano de 2007, a Central de Transplantes de Mato Grosso passou a intensificar os trabalhos de divulgação da necessidade de doações de órgãos para transplantes, quando foram visitadas escolas públicas e particulares, Universidades, realização de panfletagens em ruas e praças, no intuito de sensibilizar a população para a doação de órgãos.
No implemento desta sensibilização para a necessidade da doação de órgãos a Central treinou cerca de 200 Agentes Ambientais do Centro de Zoonozes de Várzea Grande, para atuar como multiplicadores na sensibilização da doação usando informações, panfletos e cartazes.
Um número igual de Agentes Comunitários das Secretarias Municipais de Saúde de Várzea Grande e Cuiabá passará pelo mesmo treinamento para efetuar o trabalho ainda este ano.
O outro fator que foi desmistificado e passado para a população em campanhas é sobre a morte encefálica e quando é decretada. As famílias ficam temerosas em doar os órgãos quando é atestada a morte encefálica e também quanto ao estado do cadáver, se ficará ou não deformado após a doação.
Sobre esse item, no atesto da morte, são cumpridos vários critérios: exames laboratoriais, a morte encefálica é atestada por um médico intensivista, após passar por um neurologista e, finalmente, passa por um exame de imagenologia para confirmar a inexistência de atividade cerebral.
Confirmado o diagnóstico de morte o paciente então se transforma num possível doador e a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIDOTT) aborda a família visando consubstanciar a doação", explicou Fátima Melo.
Após confirmada a morte cerebral o paciente vira um possível doador, uma vez que ainda é submetido a vários exames para determinar se a pessoa, enquanto viva, não era portadora de qualquer doença que impossiblite o uso do órgão para transplante.
Afastada essa última possibilidade os dados são passados ao Programa Nacional de Transplantes que é quem define então quem será o beneficiado pela doação do órgão uma vez que obedece à lista única.
Fonte Notícia dos MunicípioPublicado por Kassu/AGUABOANEWS

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