sexta-feira, 5 de junho de 2009

Conheça as 12 caras que o Brasil mostrará ao mundo em 2014

Por Terra
Edição Kassu



O futebol brasileiro todo o mundo já conhece. Para isso, temos como embaixadores diversas gerações de craques, de Pelé a Alexandre Pato. E agora que seremos sede da Copa do Mundo de 2014, outras caras nossas estarão expostas, ajudando a fugir do estereótipo de que o país só tem praia, mulata e carnaval. Saiba o que mais os gringos podem ver nas 12 cidades escolhidas pela Fifa:


Belo Horizonte: Se a disputa fosse um concurso de Miss Universo, a capital mineira não seria a mais bonita, mas ganharia muitos pontos no quesito "simpatia". Com sua boemia baseada na cultura do boteco, a cidade promete conquistar os visitantes com bolinhos de mandioca e cerveja de garrafa. Não longe das cidades históricas de Minas Gerais, "beagá" se destaca também pelo oposto à herança colonial: a arquitetura vanguardista. Desta, o maior símbolo é a igreja São Francisco de Assis, cujas curvas projetadas por Oscar Niemeyer podem ser vistas no bairro da Pampulha.



Brasília: Nova até para um país relativamente jovem como o Brasil, a capital federal tem como uma de suas características a dificuldade de se encontrar ali nativos de muitas gerações. Brasília é paraibana, paulista, goiana, mineira. Do ponto de vista da arquitetura, a visita é melhor do que sugerem as fotografias nos cadernos de política. Sobre os edifícios de linhas simples, cai um céu que aparece maior do que em outras cidades. É fato que as sombras não são suficientes para combater o sol, que parece maximizado pelo branco do concreto. Para um refresco, procure uma das piscinas naturais do Parque Nacional de Brasília.





Cuiabá: Sobre a rival Campo Grande - capital do Mato Grosso do Sul -, Cuiabá levou uma vantagem. Ambas tinham o Pantanal como trunfo, mas, de atrativo natural, a mato-grossense podia oferecer também a Chapada dos Guimarães, a 70 quilômetros dali. Mas não é preciso sair da cidade para aproveitar. Antes dos jogos, uma boa pedida são os passeios pelo centro histórico recuperado, onde casarões coloniais dos séculos XIX e XX abrigam hoje museus e centros culturais. Também vale experimentar os ricos sabores da culinária local.



Curitiba: Como a Copa acontece durante o inverno, os visitantes que vierem só de camisa florida, esperando o "país tropical", vão se surpreender. Com cachecóis a postos, os caminhos largos e arborizados levarão a parques, jardins e chafarizes. O mais famoso desses pontos é o Jardim Botânico, com sua estufa que faz jus ao apelido de "Palácio de Cristal". Curitiba é uma cidade-modelo, tanto do ponto de vista do urbanismo - com um moderno sistema de ônibus - como em relação à sustentabilidade - são mais de 50 m2 de verde por habitante. Mostrá-la é sempre um orgulho por isso.




Fortaleza: Os banhos na Praia do Futuro ou as excursões para paraísos vizinhos, como Jericoacoara, não são a única atração da ensolarada capital do Ceará. O clima urbano invade a orla, onde é possível desfrutar de uma infra-estrutura original, que inclui de massagem a parques para as crianças. Quando o astro-rei se esconde, a cidade não pára: a noite começa com os restaurantes concentrados nas praias mais centrais e termina nas casas noturnas - entre forró e samba, tem opção até de segunda-feira.



Manaus: Por mais triste que isso soe, a capital do Amazonas é mais visitada por turistas estrangeiros do que pelos próprios brasileiros. A distância dos maiores centros urbanos do Brasil pode até explicar, mas não justifica: Manaus é a porta mais confortável para se aventurar na selva amazônica, e os responsáveis por isso são os resorts de luxo à beira da floresta, que oferecem trilhas guiadas. Quem prova dos sabores da cidade volta para casa com o gosto do cupuaçu na boca. Seja na forma de suco, mousse, sorvete ou nas longas balas vendidas por todo o lado, não tem como escapar.




Natal: A ¿Cidade do Sol¿, como é conhecida, chegou um pouco atrasada ao desenvolvimento do país por conta do solo arenoso, que não permitia o cultivo da cana-de-açúcar. Mas a areia que soterrou os planos dos colonizadores faz hoje a alegria dos turistas que escorregam por suas dunas. Além das praias - como Ponta Negra, onde fica o Morro do Careca -, a cidade guarda também um vasto patrimônio histórico. Entre as construções mais imponentes está o Forte dos Reis Magos, com seu formato estrelar.





Porto Alegre: Gremistas e colorados só se unem quando é para defender a cidade e a cultura do povo gaúcho. E essa vai muito além do chimarrão. Da música que a cidade respira aos festivais e centros culturais, há muito programas possíveis. Em 2008, Porto Alegre ganhou também um dos melhores museus do Brasil, assinado pelo arquiteto português Álvaro Siza Vieira e dedicado ao artista Iberê Camargo. Não deixe de provar algumas das iguarias típicas da cidade: disputam com o tradicional churrasco as inusitadas pizzas de coração de galinha e o X-estrogonofe.





Recife: Rios e canais picotam a cidade em diversas porções de terra ligadas por pontes. É por isso que Recife tem o apelido de "Veneza brasileira". Disputada pelos holandeses, a capital pernambucana guardou heranças desse povo, que hoje podem ser vistas no restaurado e colorido bairro de Recife Antigo. Cultural, dotada da cena musical do manguebeat, a cidade também tem praia, e as piscinas naturais de Boa Viagem não nos deixam fugir a isso.





Rio de Janeiro: Com a licença do carioquíssimo Vinicius de Moraes: as cidades feias que me perdoem, mas beleza é fundamental. E no Rio, essa beleza se vale de pedras para escalar, florestas para percorrer e o mar da baía da Guanabara. À natureza, se unem em perfeita harmonia os mosaicos dos calçadões, o balanço das muitas "garotas de Ipanema", a noite da Lapa, os botecos lotados nas tardes de fim de semana. Não é à toa que fica difícil convencer os estrangeiros de que o Brasil quis, há décadas, mudar de capital.




Salvador: Quando se fala de qualquer capital brasileira à beira-mar, é comum que seu cartão-postal mais famoso seja uma praia ou outra beleza natural. Já a capital baiana costuma ser relacionada ao Pelourinho, seu centro histórico. É que a cidade possui uma cultura tão forte e uma história tão rica que conseguem se sobrepor. Os batuques herdados da África acompanham as visitas, que não pode ignorar os sabores apimentados oferecidos pelas baianas.





São Paulo: Se São Paulo fosse só prédios, trânsito e poluição, como insistem aqueles brasileiros que nunca visitaram a cidade, seria difícil manter aqui tanta gente. Das feirinhas de rua à Daslu, do sanduíche de mortadela do Mercado Municipal ao premiado restaurante D.O.M., dos quadros da Pinacoteca ao grafite, da música clássica na antiga estação de trem aos DJs de fama internacional: São Paulo comporta todos os públicos, todos os gostos. A cidade surpreende até os próprios paulistanos, que vez ou outra se deparam com um monumento em que nunca tinham reparado bem no caminho de casa para o trabalho.

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