sábado, 10 de abril de 2010

Funcionários da Funasa em MT iam de avião à praia, denuncia piloto

Fonte: Só Notícias

A entrevista de um piloto que trabalhou para uma empresa em Cuiabá que fez negócios com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) pode ajudar a esclarecer os esquemas de superfaturamento em contratos de prestação de serrviços aéreos que o Ministério Público Federal e a Polícia federal investigam, há vários meses, e que resultou, esta semana, em 24 prisões no Mato Grosso, na Operação Hygeia, e mais 4 em outros Estados. Os crimes também são por superfaturamentos em obras com verbas da Funasa, direcionamento de licitações e fraudes. No caso do transporte, que a Funasa contrata para prestar serviços de saúde em comunidades indígenas, de difícil acesso, o piloto (que não quis se identificar) declarou, para a Tv Centro América, que a empresa cometia uma série de irregularidades, como utilizar aviões "para funcionários da Funasa ir para a praia. Passar férias nas praia. E isso era lançado como se estivesse sendo feito voo de socorro para os índios do Xingu", acusa. Ele não mencionou nomes dos que desfrutavm das mordomias às custas do dinheiro público e apontou também: "Por exemplo, a viagem de Canarana para Goiania era de 3h50 de voo. Era lançado que eram 5 horas de voo", contou, referindo-se ao que era registrado na prestação de contas para a Funasa pagar as despesas.

A empresa de táxi aéreo em Cuiabá também teria utilizado aviões para 3 pessoas sendo que a conta era paga para aeronaves maiores, de 5 ocupantes. "Muitas vezes nós íamos socorrer os índios dentro da aldeia e tínhamos que sortear qual dos índios que nós íamos socorrer porque não dava pra transportar na aeronave", lembrou o piloto.

A equipe da TV Centro América procurou a empresa e o advogado disse que o contrato firmado com a Funasa foi através de pregão eletrônico e que não há irregularidades. "É um contrato que foi firmado através de pregão eletrônico. Portanto não vejo nada de irregularidade. Esse contrato, o nosso cliente alega que foi de aproximadamente R$ 3 milhões, que é o último contrato, que geralmente é feito de ano em ano", rebateu.

Em Sinop, conforme Só Notícias já informou, a Polícia Federal apreendeu documentos em duas empresas que prestam serviços para a Funasa fazendo transporte de índios e de equipes de saúde até as aldeias. O delegado Paulo Mello enviou os materiais, incluindo HD de computadores, para a superintendência, em Cuiabá, onde as investigações estão sendo feitas.

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