segunda-feira, 12 de abril de 2010

GO: acusado de matar jovens em Luziânia chora e pede perdão

Adimar Jesus foi apresentado pela polícia nesta segunda-feira  Foto: Márcio Leijoto/Especial para Terra

Adimar Jesus foi apresentado pela polícia nesta segunda-feira
Foto: Márcio Leijoto/Especial para Terra

Marcio Leijoto Direto de Goiânia

O pedreiro Adimar de Jesus Silva, 40 anos, acusado de matar seis adolescentes em Luziânia (GO), chorou e pediu o perdão das mães das vítimas nesta segunda-feira. Em entrevista coletiva concedida no auditório da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, em Goiânia, Adimar se disse arrependido e afirmou que pensava no sofrimento dos familiares dos jovens mortos.

O pedreiro apresentou informações desencontradas a respeito das circunstâncias dos crimes. Contrariando a informação divulgada no domingo de que oferecia dinheiro às vítimas em troca de serviços gerais, Adimar deu mais de uma versão sobre o caso.

Em uma das versões, Adimar disse uma das vítimas seria traficante de drogas e teria encomendado a morte de jovens que deviam dinheiro ao tráfico. O mandante teria oferecido R$ 5 mil poucos dias após o pedreiro deixar a prisão, onde cumpria pena por abuso sexual de menores.

Segundo o pedreiro, o traficante teria participado do assassinato de uma das vítimas. Após um desentendimento, Adimar resolveu assassiná-lo. O suspeito não soube precisar quantos jovens foram mortos a mando do traficante.

Em outro trecho da entrevista, Adimar disse que uma das vítimas teria oferecido dinheiro a ele para que os dois mantivessem relações sexuais. O pedreiro afirmou que negou a oferta e resolveu matar o jovem por temer ser reconhecido, uma vez que já havia sido condenado por pedofilia.

De acordo com Adimar, a última vítima seria um jovem que teria identificado ele como autor dos outros crimes e estaria tentando extorqui-lo.

O pedreiro afirmou ainda que atraía as vítimas ao local dos crimes com a promessa de que teria drogas para oferecer. Na mata, utilizava um pedaço de pau para golpear os jovens e deixá-los inconscientes, para então matá-los. Adimar disse que usava o mesmo objeto para cavar as covas em que enterrava os corpos.

O suspeito disse ter sido vítima de abuso sexual no passado. Segundo Adimar, durante uma tentativa de assalto, ele foi agredido, violentado e teve um pedaço da língua cortado. Ele afirmou ainda ter tentado o suicídio após a repercussão das mortes de Luziânia.


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