sábado, 1 de maio de 2010

A Cultura e a Política em Mato Grosso

*Por Cleuta Paixão Rodrigues


Com tristeza externo o sentimento de inúmeros agentes culturais residentes nos doze Pólos deste Estado “democrático de direito” ao furto nos bastidores político partidário a “soberania”, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, bem como, os valores sociais da livre iniciativa de escolha ao pluralismo político, que, escolheram e apostaram no nome do Profº João Carlos para nos representar no legislativo estadual e que o fez tomar a decisão de retirar sua pré-candidatura. Candidatura esta, que vem sendo trabalhada com bastante receptividade pelas regiões visitadas.

Como podemos construir uma sociedade livre, justa e solidária se nos bastidores da corrupção política vale o poder da moeda (quem da mais, pesa e vale mais) como negociação pública escancarada, de cargos e secretarias para fulano de tal, conforme demonstra a imprensa cuiabana nas últimas semanas. Compra de votos dos coronéis da atualidade.

O voto tem o valor da propina, da BU, dos programadores da urna eletrônica, cujo indicativo são as pesquisa pagas e aos marqueteiros. Pergunto hoje publicamente se poderei saber ao certo se o voto que dei e o voto computado? Ou seja, o cartel político partidário mato-grossense não permite que prevaleçam os direitos humanos e a autodeterminação dos povos, viola assim, o direito legitimo de escolha.

Os membros destes cartéis partidários esquecem que os agentes de cultura são cidadãos livre no exercício de uma profissão expressiva, única que referencia e divulga o estado dignamente, que votam, pagam seus impostos, e que na maioria das vezes é trampolim para a asserção de algum político que quer ter respaldo público. Enfim, buscam construir uma sociedade livre, justa, solidária e bela pela sua essência de concepção do produto artístico.

Contudo reconhecemos que não há hoje entre os parlamentares ninguém com competência de experiências a altura do Profº João Carlos para falar, discutir ou externar os anseios desses cidadãos que produzem a cultura no Estado de Mato Grosso. Por este motivo de grande desrespeito a questões de prevalência dos direitos humanos de escolha ao artista mato-grossense, estamos há muito tempo patinando nas leis mal redigidas, expressadas e interpretadas. O que faz com os agentes culturais esteja vivendo sem dignidade, com a ausência dos direitos básicos garantidos pela Constituição Federativa do Brasil como política pública e orçamentária que garanta educação (formação/capacitação nas áreas que atuam), saúde, o trabalho, a moradia, a segurança e a previdência social.

* Cleuta Paixão

Presidente AAVVAMT/IHG-NX

Coordenadora AvA-MT/Fórum Estadual de Política Pública de

Mato Grosso

Conselheira de Estado de Cultura

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