quarta-feira, 4 de maio de 2011

Produtores mato-grossenses de olho em solos africanos

Escrito por Ascom Sistema Famato/Senar   
Dom, 01 de Maio de 2011 12:29
Representantes do setor produtivo mato-grossense conheceram na quarta-feira (27) o projeto Pró-Savana, acordo entre Japão-Brasil-Moçambique para o desenvolvimento agrícola na savana africana. O encontro, organizado pela Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão), ocorreu no auditório do Sistema Famato, em Cuiabá. Na oportunidade, o ministro da agricultura de Moçambique, José Pacheco, falou da demanda mundial por alimentos e convidou os produtores do estado a conhecerem e investirem na agricultura de seu país, região com características geográficas e climáticas semelhantes as do Cerrado brasileiro. “Nosso país oferece incentivos para quem quer investir em agricultura, entre eles: acesso gratuito a terras com dimensões de 1mil a 10mil hectares, com base no uso e aproveitamento isenções fiscais e segurança de posse após receber uma concessão do Estado para investimentos. É uma oportunidade que tem que ser aproveitada o mais rápido possível”.

Moçambique tem uma população de 21milhões de pessoas e 71% vivem na área rural. A extensão territorial do país é de pouco mais de 80 milhões de hectares (ha), destes 36 milhões de ha são agricultáveis, mas apenas 5 milhões/ha estão em uso. “Na região de Zambezia já estão disponíveis 715 mil ha, com previsão de chegar a 1 milhão de ha nos próximos anos. O investidor que preencher os requisitos para concessão, por meio de um cadastro público, poderá usufruir da atividade por 50 anos com possibilidade de transferência das benfeitorias”, afirmou Pacheco...

Sobre a viabilidade de produtores mato-grossenses produzirem em solo africano, o presidente do Sistema Famato, Rui Prado, que já esteve em Moçambique conhecendo as potencialidades do país, disse que os aspectos técnicos para produção são bastante semelhantes aos praticados aqui. “O clima, o solo, os paralelos (situações geográficas e de perspectivas de desenvolvimento) são bem parecidos com as características de Mato Grosso. Acreditamos que é possível a produção naquele país, mas acima de tudo precisamos conhecer o processo e contribuir com os agricultores moçambicanos. Nesta viagem, ficou claro a relevância do produtor brasileiro para a produção mundial de alimentos. Se já exportamos nossa produção, agora tudo leva crer que vamos destinar também nosso conhecimento para auxiliar outros países”.

O presidente da Ampa, Carlos Ernesto Augustin, salientou a evolução tecnológica desenvolvida pelo produtor brasileiro nos últimos anos. “O Brasil tem papel fundamental no desenvolvimento da agricultura de Moçambique, principalmente porque o histórico de adaptação ao Cerrado brasileiro nos credencia para isso. Acreditamos que poucos países têm o conhecimento para praticar agricultura com essas mesmas condições”.

Embora as condições são muito atrativas, produtores como Odenir Ortolan preferem manter um pouco de cautela. Ele sabe bem o que representa a aplicação de tecnologia, pois o município onde produz, Campo Novo do Parecis, liderou a produção de soja em Mato Grosso na década de 90 e atualmente ocupa a quarta posição, com cerca de 1 milhão de toneladas do grão. “As propostas são interessantes, tenho a intenção de conhecer e sem dúvida muitos produtores engrossarão essa lista. Potencial eles têm, mas é preciso manter os pés no chão e ver de perto se realmente as condições oferecidas são viáveis”.

O produtor francês Pierre Patriat, que chegou ao Mato Grosso em 1979, aconselha o produtor que pretende investir em Moçambique a observar os aspectos secundários que implicam numa transferência de país. “Quando vim para o Brasil, fiquei seis meses observando como funcionavam as coisas no Brasil. Quem quer investir no exterior deve se preocupar não somente com a viabilidade da produção, mas os costumes, as leis locais, segurança, os hábitos culturais e as questões políticas”.

Com a recepção à Comitiva de Moçambique, o Sistema Famato apresenta possibilidade de novos negócios para os produtores rurais. As dificuldades encontradas em questões nevrálgicas como logística, infra-estrutura, ambientais, fundiária, econômica, entre outras, aumentaram em muito o chamado “custo Mato Grosso” de produção. Daí a importância de despertar a atenção dos investidores brasileiros para outros países. “É notável a dificuldade que há para se produzir no Brasil, principalmente em Mato Grosso, pelo conjunto de restrições impostas ao setor. Moçambique surge como uma alternativa a mais para os negócios”, conclui Rui Prado.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) é a entidade que reúne e representa os sindicatos rurais de todo Estado. Sua estrutura administrativa inclui ainda o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) e o Senar-MT (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso). Esse conjunto de entidades constitui o Sistema Famato.

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