segunda-feira, 11 de julho de 2011

Projeto de Manejo do jacaré deve iniciar atividades ainda este mês em Porto Velho

O projeto de manejo do jacaré da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, no distrito de São Carlos em Porto Velho, desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), em parceria com a prefeitura de Porto Velho, através da secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), deve iniciar suas atividades ainda este mês de julho, é o que explica o secretário José Wildes. O abatedouro vai gerar 23 empregos diretos e sua capacidade será de até 3.600 animais abatidos ao ano.

A Semagric ficará responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), de todo o produto beneficiado do jacaré para que chegue ao consumidor com qualidade. O SIM contará com a parceria do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do Instituto Chico Mendes (ICMBIO).
A equipe do Serviço de Inspeção Municipal de Porto Velho, que é composta por Médicos Veterinários e auxiliares, dará assessoria completa ao empreendimento para que se adequem às normas higiênico-sanitárias exigidas pela legislação (Lei 1449, de 28 de Dezembro de 2001), estimulando o desenvolvimento econômico do empreendimento. “A importância do SIM no Projeto de Abate Jacaré do Lago do Cuniã, é ainda a de levar o alimento com qualidade e segurança à mesa do consumidor, certificando-os com o selo de garantia. Evitando assim, que a saúde dos seus consumidores seja colocada em risco devido ao grande número de enfermidades que podem ser transmitidas por alimentos produzidos sem os devidos cuidados sanitários”, comentou o secretário.
 
Com este projeto será possível o beneficiamento da carne e do couro do Jacaré e a comercialização dos produtos na Reserva e em todo o Município. Wildes reforça que o projeto de manejo do Jacaré é conseqüência de uma preocupação por parte das autoridades e moradores da região, após vários acidentes envolvendo esses animais que vitimaram principalmente crianças.
 
Capacitação
Os trabalhadores, todos moradores da comunidade, que executarão o abate, foram devidamente capacitados num entreposto de abate em Cáceres - Mato Grosso, como também uma equipe do SIM da Semagric. “Esse treinamento de nossa equipe foi para que, com base na experiência do abatedouro em Cáceres, possamos fazer uma inspeção de qualidade, considerando que lá, eles já desenvolvem o Projeto de Manejo do Jacaré desde 2001”, relatou o secretário.
 
José Wildes explica que este é o primeiro abatedouro em reserva do Brasil. “O Abatedouro de Cárceres (MT), somente ovos e filhotes são retirados da natureza, mas são criados em cativeiro. Manaus já pensa em desenvolver um Projeto semelhante ao que Porto Velho está realizando no Lago do Cuniã, e já manifestaram a ideia de vir para a região para estudo de como desenvolver um projeto semelhante ao do Cuniã, disse.
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O secretário ressalta que mesmo os 20 jacarezeiros do lago do Cuniã e o serviço de inspeção da Semagric terem buscado cursos de qualificação em Cáceres, o Projeto requer um treinamento diferenciado e um estudo mais aprofundado. “Isso porque os jacarés daqui precisam ser manejados direto do Lago e não criados em cativeiro, como no MT”, enfatizou.

Ainda de acordo com o titular da Semagric, o Jacaré em manejo em Cáceres é o chamado jacaré do pantanal (Caimã Jacaré), medindo 1,00 m e o jacaré em manejo do lago do Cuniã é o Jacaré Açú (Melanus Sucus Niger), medindo 1,80 m. “Este projeto fará da Reserva do Lago do Cuniã um campo para os estudiosos do ramo”, observou acrescentando que o ICMBIO, Emater e Senar e prefeitura estão articulados para qualificar todos os cooperados da Resex com cursos para o sucesso do empreendimento.

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