sexta-feira, 28 de novembro de 2014

EX-SECRETÁRIO DO GOVERNO DE MT: MPE insiste em tese de queima de arquivo na morte de Vilceu

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A motivação passional para o homicídio de Vilceu Marchetti, em julho deste ano, ainda não é totalmente aceita pelo Ministério Público do Estado (MPE). Promotor de Justiça que acompanha o caso, Natanael Fiúza afirma que quanto à autoria do crime não resta dúvidas de que tenha sido caseiro Anastácio Marafon.

Porém, a alegação do acusado de que ele teria atirado contra Marchetti após o empresário ter assediado sua esposa não foi comprovada pelas provas até agora colhidas pela Polícia.De acordo com o promotor, desde o início do inquérito havia duas questões sobre o assassinato de Marchetti.

A primeira, era quanto à autoria do crime e a segunda sobre a motivação. Segundo Fiúza, além da confissão de Marafon, diligências realizadas pela Polícia a pedido do MPE comprovaram que foi o caseiro quem disparou contra ex-secretário. “Ele poderia ter mentido ou assumido a culpa por outras pessoas, mas não há dúvidas de que tenha realmente sido ele. Agora, quanto à motivação, não temos provas suficientes para dizer com convicção de que tenha sido pelo que ele já alegou em depoimentos”.

Marcada para a última quarta-feira (26), a audiência de instrução que deveria colher mais depoimentos de Marafon não foi realizada. Das testemunhas convocadas, somente cinco apareceram ao Fórum de Santo Antônio do Leverger (34 km ao Sul de Cuiabá).

Por conta disso, a defesa solicitou e teve acatado um pedido para agendamento de uma nova data para a audiência. Segundo o promotor, os depoimentos devem ser colhidos ainda este ano, antes do recesso.

Esposa do acusado, Ângela Marafon foi uma das que prestou depoimento em juízo, voltando a confirmar a versão de que Marchetti a assediou enquanto ela e o marido trabalhavam na fazenda. Para Fiúza, as falas da mulher e Anastácio apresentam algumas incompatibilidades, o que coloca em dúvida a real motivação do crime.

A pedido do promotor, novas diligências serão realizadas. “Espero ter a mesma convicção que eu já tenho de que a autoria é dele. Por enquanto, ainda não dá para afirmar que foi devido a estes supostos assédios à mulher do acusado”.

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