sexta-feira, 28 de novembro de 2014

OPERAÇÃO FALSÁRIO: Médica do sistema prisional de MT é acusada de comprar diploma

/ Folha Max
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Uma servidora do sistema prisional de Mato Grosso é acusada de comprar diploma de Medicina. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que deflagrou a “Operação Falsário” nesta quarta-feira. A ação combate a emissão irregular de diplomas no Estado.
As investigações apontaram que a servidora comprou o diploma após ser aprovada em concurso para o cargo de médica. “A servidora ainda não foi detida e está exercendo a função de médica normalmente”, afirmou a delegada Ana Maria Machado Costa, titular da delegacia de São José dos Quatro Marcos, responsável pelas investigações.

De acordo com a delegada, as investigações prosseguem e o intuito é conseguir provas suficientes para indiciar e exonerar a servidora pública. “Não podemos fornecer detalhes, porque é um caso grave e precisamos de cautela”, disse.

A “Operação Falsário” resultou na prisão de 10 pessoas. O líder do esquema, Carlos Alexandre Souza, está entre os detidos. Conforme as investigações, ele é o responsável por comandar um esquema de venda de diplomas falsificados, tanto de ensino fundamental, médio, técnico, superior e pós-graduação.

A delegada informou que, pelo menos, 200 certificados foram vendidos por Carlos Alexandre somente em Cuiabá. As investigações estão acontecendo desde o mês de julho deste ano e foram comprovadas as fraudes em 14 cidades de Mato Grosso, além dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão. 

No total foram expedidos 23 mandados de busca apreensão, 23 conduções coercitivas dos acusados de comprarem os diplomas e 11 mandados de prisão. Uma pessoa ainda está foragida.

A Delegada Regional de Cáceres, Elisabete Garcia dos Santos, também informou que Carlos Alexandre cobrava entre R$ 750 a R$ 1 mil por diplomas de ensino médio e cerca de R$ 90 mil por um documento de graduação. Ele responderá por falsidade ideológica e emissão de documentos falsos.

A quadrilha que agia também em outros estados e recebia ajuda de unidades de ensinos do Maranhão para validar os diplomas. O caso ainda está sendo investigado e mais pessoas podem ser presas e autuadas, informou a delegada Garcia. “A primeira fase da operação é apenas cumprir os mandados, mas continuaremos as apurações até prender todos os envolvidos”, finalizou.

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